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abril 30, 2003Radiografia do RioE ontem eu soube que saiu o terceiro tomo da Coleção Sebastião -- depois de Fausto Fawcett escrevendo sobre Copacabana e Nei Lopes sobre os subúrbios, é a vez do DJ Marlboro na Terra do Funk. O lançamento vai ser num baile do Malagueta, em São Cristovão, ainda sem data certa. anotado por Rafael - 09:32 AM
Blog do Programa McLuhan em Cultura e Tecnologia da Universidade de Toronto. anotado por Rafael - 09:30 AM
A PedidosEnio escreve para que eu fale sobre a presença de Bukowski nos novos escritores, apesar da influência dos beatniks. anotado por Rafael - 09:29 AM
Partiu!Debandada geral para o Wunderblogs: acabou a paciência de todo mundo com a instabilidade do Blogger, acentuada depois do acordo com o Google. Alexandre Soares Silva, Fabio Danesi Rossi, Miss Veen, Felipe Ortiz, Marcelo de Polli e meu velho companheiro de explorações africanas, todos de casa nova. anotado por Rafael - 09:20 AM
abril 29, 2003Em átomosHoje é o lançamento no Rio de Janeiro do livro Marketing Hacker - a revolução dos mercados, de Hernani Dimantas, na livraria Marcabru, rua Marquês de São Vicente 124 loja 206. O prefácio é da Cora Rónai. Hernani mantém o blog Marketing Hacker. anotado por Rafael - 01:42 PM
Quixotes de Bukowski, meu texto, é republicado hoje no Digestivo Cultural. anotado por Rafael - 09:19 AM
Sem palavrasQuino ![]() Bônus: entrevista para a Unesco
Saul Steinberg ![]() Bônus: cartuns para a revista New Yorker anotado por Rafael - 09:16 AM
abril 25, 2003on The road![]() No final da minha adolescência, o que eu mais queria era estar de carona nesse carro. anotado por Rafael - 10:39 AM
alexandrinosSoneto Penicilina puma de casapopéia Estando instinto catalomascoso Casa por fim, morre peridimaco E se rabela capa de casar (Composta por Millôr Fernandes aos 20 anos de idade. Eu achava que ele tinha parado por aí, até que descobri que na casa dos 50 ele fez essa aqui:) Poisea Clara cloro puru anotado por Rafael - 10:36 AM
Mais uma cortesia do Cesar, dessa vez o recorte da Serra dos Órgãos (Teresópolis, RJ), destacando o Dedo de Deus. ![]() Mais? Fotos do alvorecer no Pico da Bandeira e de mergulho. anotado por Rafael - 10:35 AM
Depois do Saramago ter descoberto o paredón cubano, o Ivan Lessa descobriu os blogs. Isso não vai acabar bem. anotado por Rafael - 10:32 AM
abril 24, 2003Quase balzaca![]() Capa do primeiro número da edição brasileira da revista Mad, então editada pela Vecchi, de 1974 (depois passou pela Record e por umas duas outras editoras). Ano que vem sopra 30 velinhas. A minha está autografada pelo Ota. anotado por Rafael - 01:25 PM
Enfim li Fábula de Veneza, uma das últimas aventuras de Corto Maltese, cento e lá vai bordoada páginas que se percorrem assim, sem ver o tempo passar. O traço de Hugo Pratt está ainda mais espontâneo, solto e cheio de movimento, e o estilo ficou mais limpo -- desde que os álbuns passaram a ter edições coloridas, Hugo segurou a mão no pincel negro para que a colorista pudesse ter mais liberdade. Outra qualidade é que, desde o título, a história se assume completamente como fantasia, ao invés desta apenas temperar a aventura. Dessa vez não há tráfico de armas, guerrilhas em curso ou alguma causa social justa a fazer pano de fundo; Corto Maltese está em Veneza meramente à procura da "Clavícula de Salomão", uma esmeralda que teria sido oferecida pelo rei a Hiram, arquiteto do Templo de Deus, em nome dos bons trabalhos, e na qual estaria gravada o segredo dos tesouros de Salomão e da rainha de Sabá. O problema é que a tal gema passa por judeus, maçons, árabes muçulmanos, o viajante Ibn Battuta e mais meia dúzia de ocorridos místicos, mágicos e sobrenaturais que compõem o material de que são feitos os sonhos. Enquanto esbarra nos mais variados tipos -- um idoso tradutor judeu, guardas de rua, maçons encapuzados -- pelas praças, pátios e pontes de Veneza, Corto se mete em brigas, foge de balas e vai, qual Sherlock italiano, coletando as peças do quebra-cabeça que o conduzirá (?) até a pedra preciosa. Deslumbrante. anotado por Rafael - 11:40 AM
Aprendi essa inda'gora: diagolar. anotado por Rafael - 11:38 AM
abril 23, 2003Essa é a contribuição de Ruy Goiaba para a nova campanha da Fódum: ![]() P.S._ Créditos para o Marco Aurélio por ter dado vida à bolação do Ruy. anotado por Rafael - 10:19 AM
Dois ou três causos de Antônio Maria, encontrados na internet: 2 - Num avião, vendo uma linda mulher lendo um livro de Carlos Heitor Cony, Antônio Maria aproximou-se e disse ser o autor da obra. A conversa evoluiu e, no final da viagem, os dois acabaram num motel. Dias depois, ao contar o episódio ao amigo, Cony perguntou: "E a farra foi boa?" Antônio Maria respondeu: "Foi uma porcaria, Cony, você broxou". 3 - Antônio Maria costumava ir do Rio a São Paulo, em companhia de Vinícius de Maraes, para encontrar companheiros de farras. Numa dessas viagens, combinaram o encontro no apartamento de um deles e, quando chegaram ao edifício, notaram um princípio de incêndio. Da portaria, Antônio Maria telefonou: "Olha, desçam logo, mas não avisem a ninguém, porque senão vocês vão ter de dar preferência aos velhos e às crianças". anotado por Rafael - 10:10 AM
Só se está só ou acompanhado, dentro de si mesmoRelendo nos últimos dias o Diário de Antônio Maria, a vontade que fica é a de copiar trechos inteiros aqui -- o que alguém já fez, como quase tudo na internet, e nesse mundo. Maria é um dos nomes que firmou a tradição e estabeleceu a crônica como gênero literário carioca por excelência, senão brasileiro, nos anos cinquenta, embora não seja tão lembrado quanto um Rubem Braga, um Paulo Mendes Campos, um Carlinhos Oliveira, ou seja mais lembrado como o autor das músicas Ninguém me Ama e Manhã de Carnaval. Felizmente suas letras têm sido -- êta palavrinha chata essa -- resgatadas em livros como esse Diário, Benditas Sejam as Moças ou através do citado blog A Noite, onde estão Encontro com Drummond, um sensacional Horóscopo, o antológico Evangelho Segundo Antônio (que termina com um dos melhores parágrafos da língua portuguesa) e Uma Velhinha, sua última crônica publicada em jornal. Fico então com apenas um trecho do livro, na verdade um diário autêntico mantido por Maria durante os primeiros meses de 1957, vindo a público apenas em 2002 com sua publicação em livro (o título desta nota também é uma frase do diário): "Encontrei Aloisio Sales. Convidou-me para escrever no Jornal do Comércio, que acaba de comprar, com Santiago Dantas. Aceitei, em princípio. Mas, não devo sair do Globo. E, além disso, nunca se deve trabalhar para, ou com, amigos. É perdê-los quase sempre. Entre ser amigo e patrão, o amigo escolhe sempre ser patrão. E o empregado assume a humildade do empregado. É melhor eu ficar onde estou. Roberto Marinho, digo, O Globo, não me chateia. Quando falto, desconta-me no fim do mês. Isto me autoriza a faltar quando bem entendo. Li O velho e o mar, de Hemingway, numa tirada só. Que bonita novela! Escrever bem é muito difícil. Saí do livro e fui bater minha crônica. Quase quatro laudas, sem dizer nada de importante. Hoje, dormi bem. Das 8 da manhã às 4 da tarde. Não sonhei. Acordei faminto e comi enorme quantidade de carne com feijão. Engordo. Nasci para engordar. Tenho uma íntima e incontrolável necessidade de engordar. E precisava perder, no mínimo, uns 30 quilos." "Voltei a ver, ontem, Dana Mendonça. Estava com os ombros nus e os cabelos soltos. Cabelos negros. Muitos. Disse que eu escrevia bem. Deve ser porque a mencionei numa crônica. Já deve ter dito o mesmo a Ibrahim e a Jacinto de Thormes. Mas isso não tem importância. Senti uma certa vontade de pegá-la com as mãos. Esfregar-lhe o nariz pela nuca. Dormir com ela. Mulher feia, mas, sei lá... mulher mais que muitas. Ela não deve ter sentido por mim além do dever de elogiar-me (mandou-me dizer) e rir de longe, cordialmente." "Não sei por que mencionei o meu inesperado apetite por Dana Mendonça. Parece que até 'ardi' por comê-la. Nestas notas, evitei, até agora, qualquer menção dessa natureza. Pretendo evitar até o fim. Gostaria de passar por coisas mais importantes do que as mulheres. Sei que é difícil...No dia de um homem, nada tem a importância da mulher que se deitou com ele. Seja ela quem for. Feia, prostituta... mas despiu-se em sua frente, deixou-se pegar no corpo inteiro, pegou-lhe e beijou-lhe o corpo, gozaram juntos, gemendo. Mesmo se se despediram um com nojo do outro, nenhuma outra coisa foi tão séria." "Espero, no entanto, continuar escrevendo à margem desses acontecimentos." anotado por Rafael - 10:07 AM
abril 22, 2003Ruído brancoO bom do Cataplum é que de vez em quando o Ram encontra uma justificativa científica perfeitamente plausível para as besteiras, inclusive a maneira confusa, que ele e eu escrevemos. anotado por Rafael - 01:43 PM
Praia do Caxadaço (Ilha Grande, litoral de Angra dos Reis): ![]() Voltada para o oceano, chega-se nela após uma extenuante caminhada de algumas horas de duração, partindo de Abraão ou Palmas, em meio à vegetação da ilha -- ou, bem mais facilmente, de lancha. Não, eu não passei a semana santa por lá. (foto do meu amigo Cesar; mais fotos aqui) anotado por Rafael - 01:19 PM
abril 17, 2003 |
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Lonely Planet Luis Eduardo me encheu tanto o saco que conseguiu um link só para a página dele aqui. Cataplum!
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