![]() |
|
março 31, 2005panorama visto da ponte![]() 30 anos de Ponte Rio-Niterói, cujo verdadeiro nome é Presidente Costa e Silva. Quem ouve o Samba do Avião e desembarca no aeroporto Santos Dummont depois daqueles rasantes não imagina que há pelos menos duas outras maneiras tão espetaculares de se chegar no Rio de Janeiro quanto pelo ar: pelo mar, como os portugueses originalmente fizeram -- e aí você entende porque eles acharam que a baía era um rio --, passando entre a Fortaleza de Santa Cruz e a de São João, e pela Ponte, vindo da região dos lagos (litoral norte fluminense). Um amigo meu certa vez confessou que achava mais emocionante a chegada pela Ponte do que por avião, e ao chegar no crepúsculo de final da tarde, vendo a linha dos arranha-céus do centro da cidade contrastar com as nuvens e os raios de sol à sua esquerda, o Pão de Açúcar na extrema esquerda emoldurando a paisagem, é difícil discordar dele. Construída em 1975, mesmo ano da fusão do estado da Guanabara com o Rio de Janeiro, a Ponte Rio-Niterói começou com um projeto falho -- caiu durante sua construção, matou vários peões -- que se transformou numa das obras de engenharia mais admiráveis três décadas depois, graças à boa manutenção. Privatizada há 10 anos, recebe hoje um fluxo de veículos pelo menos 3 vezes maior do que o projetado inicialmente; um dos engenheiros que trabalho no projeto e é um dos responsáveis por sua manutenção estima sua vida em 100 (!!!) anos. Recentemente, um sistema de amortecimento de vibrações composto por molas foi instalado em seu interior, absorvendo muito das oscilações resultantes das rajadas de vento, que diminuíram sensivelmente. Entretanto, a Ponte ainda é insuficiente para absorver todo o tráfego humano do interior do estado, posto que faz parte da BR-101, rodovia que é a principal rota de ligação entre cidades litorâneas brasileiras (Florianópolis, Santos, Rio, Vitória, Campos dos Goytacazes, Salvador) e levando-se em conta o manancial inexplorado de transportes públicos entre Rio e Niterói -- apenas muito recentemente inaugurou-se a segunda linha de barcas (Praça XV-Charitas). Pelo menos mais duas pontes entre essas cidades ajudariam a absorver e distribuir os contingentes humanos, se a opção pelo transporte individual for a escolhida. anotado por Rafael - 09:31 AM
março 30, 2005março 29, 2005chic'anísioEdições especiais da Abril comemoram os 20 anos do Planeta Diário, e como parte do XVI Salão Carioca de Humor, reuniram-se em mesa redonda meio que celebrando os 15 anos do TV Pirata, Cláudio Paiva (fundador do Planeta e redator final do TV Pirata), Reinaldo (fundador do Planeta e redator), José Lavigne (diretor), Beto Silva (fundador da Casseta Popular e redator), Débora Bloch (atriz) e Luiz Fernando Guimarães (ator), aproveitando também as reprises do programa no canal a cabo Multishow, por comemoração dos 40 anos da Tv Globo. Quanta efeméride! O primeiro volume da Abril faz uma retrospectiva da história do Planeta Diário, da qual depreende-se que muito de seu sucesso deveu-se a saber ter surfado na onda da abertura política, fazendo um humor mais afim àqueles tempo do que o moribundo Pasquim. Linguagem, a chave do problema. Que também foi mencionada na mesa redonda, quando Beto Silva lembrou que o TV Pirata foi o primeiro humorístico a se valer da linguagem televisiva, ao contrário dos programas como os de Jô Soares, Chico Anísio ou O Planeta dos Homens, que repetiam na tv formatos de rádio ou musicais de teatro rebolado. Cláudio Paiva apressou-se em dizer que, numa das primeiras reuniões em que se decidiria o formato -- outra palavrinha chave -- do programa, Chico Anísio derrubou, uma a uma, todas as propostas dos novos redatores, exatamente as que consagrariam o programa. Luiz Fernando Guimarães lembrou do papel crucial do TV Pirata para a geração dele: baixar a bola da televisão, até então vista como um monstro devorador de atores, impermeável à qualidade e à inteligência. José Lavigne observou como o programa (e a evolução tecnológica, leia-se: controle remoto) acelerou a tomada de mudanças na televisão; antes, os humorísticos demoravam décadas para evoluir de formato, mas se engasou ao lembrar que, pensando bem, o Casseta & Planeta Urgente! já existia há 13 anos... Em todas essas observações, ficou a impressão de que havia uma bola quicando no ar que ninguém quis chutar, acentuada pelo tom auto-laudatório geral, compreensível, posto que estávamos entre vencedores: a impressão de que, talvez sem perceber, mas inegavelmente -- basta olhar para as idades deles, quarentões e cinqüentões -- todos se transformaram no Chico Anísio de sua geração. Que me provem se estou errado. Atualização: Arnaldo deu um toque importante nos pitacos: o pessoal de C&P não sabota ninguém -- pode-se comprovar isso pelo número de prefácios e apresentações de livros que já escreveram. Meu ponto nem era esse, acusá-los de embarreirar a concorrência, mas ressaltar que, assumam ou não, eles detém o poder atualmente. Resta saber se pode-se estender seu comportamento ao pessoal das outras áreas: redatores, atores, diretores... * * * Mais uma do Chico. Documentário sobre o Mussum. Manfried Santana, o Dedé, conta que foi Chico Anísio quem orientou o sotaque do Mussum, à época integrante do conjunto musical Originais do Samba, mais músico do que humorista: -- Tudo o que você falar, coloca um esse no final, entendeu? Amarelo vira amarelis. -- E se eu tiver que dizer que estou com pena? anotado por Rafael - 09:34 AM
aspas para Daniel Piza"Mas a boa prosa, numa fase cultural em que, embora muitas vezes na forma de bobagens esotéricas, o interesse pela história ressurge, depois de tantos choques da realidade que os crédulos julgavam estabilizada, tem uma função essencial – inclusive porque pode ser um antídoto contra a TV-espetáculo, o populismo de direita ou esquerda, a ficção policial telegráfica, a dislexia da maioria dos internautas, a maçaroca acadêmica. Ler um grande prosador é, em síntese, conversar com o amigo mais inteligente que você jamais teve. E todos sabemos como estamos precisando disso." (Sinopse) anotado por Rafael - 09:28 AM
março 28, 2005uns links1) "Todo mundo é liberal na hora de pagar imposto, mas socialista na hora de cobrar benefícios do Estado.", André Kenji. Leiam também A Indústria do Desemprego e Deixem as lanhouses e cybercafés em paz. 2) Pedro Hunter, em momento de extrema paciência, refaz toda a trajetória dos X-Men sob a batuta da dupla Chris Claremont & John Byrne. Se não tiver saco para ler tudo, pule para o final e descubra como a parceria entre os dois erodiu. Foi uma das séries que me levou a ler super-heróis (a outra foi o Demolidor de Frank Miller). 3) Crib Tanaka rendeu-se e começou a desfiar seus escritos eletronicamente. Aleluia. anotado por Rafael - 11:06 AM
março 24, 2005time dos sonhos de desenhistas de mulher bonitaEssa nota eu estou para fazer desde que comecei o blog. Para quem pergunta para o que serve um blog, blog serve exatamente para se fazer esse tipo de coisa: lista dos ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]()
anotado por Rafael - 10:11 AM
março 23, 2005lan e miéle![]() Lan, um dos octogenários homenageados no Salão Carioca de Humor desse ano (o outro é o Millôr), deu entrevista aberta a Miéle na Casa de Cultura Laura Alvim semana passada. Ano passado quem o entrevistou foi o Jaguar; assistir a esse tipo de bate-papo é uma experiência saborosa no limite do aflitivo, dada a infindável coleção de causos do cartunista ítalo-uruguaio-brasileiro: depois de duas horas de papo, Lan ainda não tinha chegado em 1954. Dessa vez eu não fui, mas o Ricky Goodwin esteve lá e conta como foi no JotaBê. Eu já conhecia a história do "amor à inglesa", mas a do Guevara era completa novidade para mim. Já contei algumas vezes que minha passagem predileta é aquela em que, após travar amizade com o também cartunista Otelo Caçador, ainda do lado de lá do Prata, Lan ouviu o seguinte vaticínio: "Você ainda vai se mudar para o Rio de Janeiro, vai virar brasileiro, e vai ser Flamengo!". Profecia mais precisa não poderia ser feita. (foto: JB) ![]() "o que amas, deixa livre, pois se for teu, voltará a ti. Se não voltar, é porque não te pertencia." anotado por Rafael - 09:52 AM
março 22, 2005as pessoas não sabem de quem você está falandoVocê desconfia que está virando um intelectual quando recebe, no mesmo dia, convites para integrar um grupo de discussões (não virtual, frisemos) e participar de um projeto literário (esse sim, na rede). anotado por Rafael - 08:10 AM
março 21, 2005adeus e obrigado pelo peixeEu falei que só faltava uma coisa para o verão ter sido perfeito antes de ir embora? Não falta mais. Esperou até o último final de semana, mas foi.
E foi encerrado com a valiosa carona do nobre Hermano, na saída do Teatro Odisséia, onde encontrei gentes dos quatro cantos no lançamento abaixo referido. anotado por Rafael - 12:25 PM
lourenço só nas letrasDesde sexta-feira no SoBReCarGa, minha coluna resenhando o livro Jesus Kid, de Lourenço Mutarelli, que parece ter abandonado a carreira de quadrinhista pela de escritor. anotado por Rafael - 12:23 PM
março 18, 2005vou festejar40 anos de carreira de Beth Carvalho, uma das poucas remanescentes dos que zelam pela alegria do mundo. O mais legal foi descobrir, nas fotos antigas, que ela já foi tão gata quanto sua filha, antes de se transformar na matrona-madrinha de hoje: samba emagrece os homens e engorda as mulheres. anotado por Rafael - 09:17 AM
só dá lamaAguardei dois, três dias e nada: parecia que ninguém iria repercutir a notícia que eu li no começo da semana: Dalai Lama reconhece que Tibete é da China. Uma puxada de tapete das mais violentas em termos de política externa. O carecão estaria abrindo mão da soberania de seu país "em nome de um interesse maior", qual seja este o crescimento econômico chinês -- e assim deitando por terra a causa que lhe rendeu, nos últimos 40 anos, um exílio e um prêmio Nobel. Talvez o mutismo geral fosse perplexidade (nem os chineses, notórios desconfiados, acreditaram), talvez fosse a notícia tivesse só se perdido no maelstrom de informação. Hoje, Arthur Dapieve externou o que muita gente boa deve ter pensado. Ao menos para uma coisa a vira-casaca do Lama serviu: desmascarar o bom-mocismo desses astros do showbiz que assumem causas distantes e inacessíveis para criarem uma imagem politicamente correta. Chupa essa, Scorcese! anotado por Rafael - 09:13 AM
março 17, 2005pre-datados![]() Efeito colateral dos cheques pré-datados: gráficas começaram a produzir bilhetes padronizados servindo de aviso para que não sejam descontados antes da data. Prova cabal de que TUDO que pode ser feito de maneira burocrática também pode ser melhorado com criatividade. Primeiro da série, mais em breve. anotado por Rafael - 01:36 PM
einstein: 100 anosNa semana em que completam-se 10 anos do primeiro paper revolucionário de Einstein, Daniel Piza fala sobre os recentes lançamentos da efeméride na Física. Nunca confie em quem não estudou Física, clássica, a que se aprende no segundo grau (ótica, mecânica básica e eletricidade), mas também relativista. Daniel Piza não estudou, apesar das boas resenhas. Paulo Francis pode até ter incluído o tratado mais conhecido de Newton na sua biblioteca básica, mas não entendeu nada do que leu ali, se é que leu. anotado por Rafael - 01:31 PM
Quase duas décadas depoisQuase duas décadas depois de ter começado a abrir o buraco do Metrô da Estação Cantagalo, em Copacabana, o governo estadual finalmente concluiu a ligação desse trecho com a Estação Siqueira Campos. anotado por Rafael - 01:17 PM
dão tudo mastigadinho[De vez em quando alguém me pergunta se eu não vou escrever um livro ou coisa assim. Quando me deparo, numa reportagem dessas, com quem seria o público consumidor, dou graças a Deus de não ter que trabalhar para vender cultura de massa para eles, exatamente quem estaria pagando o meu salário. Omito nomes por piedade:] O público está na faixa dos 30 aos 55 anos e 60% são mulheres, “atrás de uma explicação para as perplexidades da vida”. anotado por Rafael - 01:16 PM
março 16, 2005pinochet do maranhãoDuro mesmo desse aniversário de 20 anos da morte de Tancredo é ver José Sarney -- não bastasse a irritante coluna semanal no JB -- tirando onda de "restaurador da democracia no país, apesar de toda a expectativa em contrário". Ora, poupe-me. anotado por Rafael - 11:16 AM
nossa história![]() A revista Nossa História também está na internet, mesmo que apenas com conteúdo parcial. A capa aí de cima, lindo desenho de J. Carlos para o Carnaval, saiu em fevereiro. ![]() Nessa aqui teve uma reportagem sobre as intromissões políticas no futebol durante a ditadura, com foto histórica da bicicleta de Pelé. E olha como o Niemeyer ficou parecido com o Concreto, de Paul Chadwick, nessa capa: ![]() anotado por Rafael - 08:32 AM
março 15, 2005Caio Morreu![]() Putzgrila, agora foi o Caio Mourão. Joalheiro e escultor dos tempos míticos de Ipanema, Caio foi o protagonista, relator e testemunha da história mais engraçada que li ano passado, devidamente reproduzida aqui em dezembro. Olha que a bruxa anda solta: Will Eisner, Hunter S. Thompson, Arthur Miller, César Lattes, Caio Mourão e ainda estamos em meados de Março. Como diz o Sérgio Catarro, com tanto filho... anotado por Rafael - 04:08 PM
na boca do túnelComo garota propaganda de uma empresa aí, Gisele Bündchen estampava um enorme cartaz à saída do Túnel Novo, ali na Avenida Princesa Isabel, como que saudando quem entrasse em Copacabana -- como se precisasse de saudação a mais do que aquele mar, para quem vinha de Botafogo! Pois retiraram-na de lá e, para os órfãos de sua imagem gigante, agora ela está sentada na boca do Túnel Rebouças, logradouro já famoso pelos engarrafamentos terríveis que um mané qualquer parado provoca, saudando quem chega na zona sul (e parte dela) -- como se ainda precisasse ter motivo para atravancar o tráfego no túnel. Tem gente que já reduz a velocidade para dar um confere, qual acidente de tráfego. A propósito, esses tempos teve uma dessas pesquisas fajutas que apontou Gisele como a segunda mulher mais bonita do mundo -- a primeira foi Heidi Klum, mas o interessante não é isso, é que das dez mais, 5 eram brasileiras: Isabeli Fontana, Adriana Ambrosio, Adriana Lima e Ana Beatriz Barros (aaah, não vou colocar link nenhum, virem-se), sem contar, como gostam de dizer as cocotas por aí, da nossa Gisele. anotado por Rafael - 03:47 PM
verão...Domingo passado, por volta de 12h30', no Saco do Anequim em Arraial do Cabo (município de Cabo Frio): visibilidade entre 12 e 15m de distância a 6 metros de profundidade, a água mais clara que já vi e com temperatura acima dos 20 graus -- menos, só a mais de 7 metros debaixo d'água. Tartarugas marinhas de 1m de casco e a inesquecível emoção de ser cercado por um cardume. Esse cara levou uma filmadora submarina VHS e registrou tudo, então futuramente coloco algum registro aqui.
Nada nesse mundo é perfeito, e o gosto musical dos mergulhadores parece estar aí para provar isso. Conto nos dedos (da mão esquerda do Lula) as vezes em que ouvi uma música boa num barco de mergulho. Ao menos, dessa vez ainda ouvi uma engraçada: já batizaram aquele -- olha o pleonasmo -- hip hop chato:
Verão: agora só falta uma coisa para você ter sido perfeito antes de ir embora... anotado por Rafael - 03:28 PM
março 11, 2005quando chega essa épocaTodo ano, quando chega essa época, bate um bode porque eu me toco que só vou poder encontrar, sair e bater papo de novo com esse cara daqui a seis ou nove meses. É constatar que ele está fazendo o blog que eu mais curto ler no momento e não ter a chance de simplesmente conversar com ele. Lembrar ao menos que aproveitei o final da faculdade para trocar muita idéia, talvez já as mesmas idéias que a gente continua trocando hoje, mundo virtual a fora, em um blog que começou mais para dar notícias de vida em outro hemisfério do que qualquer coisa, e hoje, o Ram escreve como ninguém sobre o significado do feminino no vedanta indiano, o cotidiano terra-sem-lei de Berkeley, os mitos sobre a vida dos imigrantes clandestinos (que não é bem assim como a Gloria Pérez acha) ou sobre líderes latino-americanos, políticas de incentivo à pesquisa científica, as pataquadas da ekipekonômica ou a angústia, como nesse ótimo texto. anotado por Rafael - 04:05 PM
de madri para o ciberespaço[Acabou de ter uma reunião em Madri que gerou uma espécie de manifesto sobre estado atual e futuro da internet, do qual assino e reproduzo embaixo. Aloha, Nando!] The Infrastructure of Democracy I. The Internet is a foundation of democratic society in the 21st century, because the core values of the Internet and democracy are so closely aligned.
anotado por Rafael - 04:02 PM
perguntinhaSe a Aline tivesse dito que só foi indicada para o paredão por que era negra e pobre*, será que ela aglutinaria tanto a opinião pública quanto o Jean, quando contou que era guei? *mulher, preta e favelada copyright Benedita da Silva anotado por Rafael - 03:52 PM
março 10, 2005LattesSubiu César Lattes, o mais perto que o Brasil chegou do prêmio Nobel. Lattes era amigo pessoal de Richard Feynman e foi quem arrumou para que ele viesse dar aulas no Brasil, na década de 50, conforme diz a biografia do garoto propaganda da Épou. anotado por Rafael - 04:15 PM
Como se divertir no mundo corporativo:1. Instale recipientes coloridos para coleta seletiva de lixo: vermelho para metais, laranja para papel, verde para plásticos, marrom para orgânicos. anotado por Rafael - 04:14 PM
Nota da redaçãoDe vez em quando aparece alguém a comentar comigo, cobrando até uma elegia qualquer, sobre a morte do Hunter S. Thompson. Para que ninguém se engane: não, eu não sou fã da obra dele. A melhor maneira de explicar o que acho dele é contar que, defrontado certa vez com a escolha entre comprar os livros escritos por ele, e escritos sobre ele, fiquei com a última alternativa, escolhendo as biografias. O personagem sempre me pareceu mais interessante do que o escritor. anotado por Rafael - 08:49 AM
jackson do pandeiroMeu pai me disse: meu filho tá muito cedo anotado por Rafael - 08:37 AM
março 08, 2005Maria GordaEscutar música ao vivo é outra coisa. Nada como sentir as entranhas vibrando na ressonância das cordas de um baixo acústico a alguns passos de ti. anotado por Rafael - 11:18 AM
enésima primeiraEnésima reportagem sobre o Bip Bip, que parece estar virando pauta tapa-buraco de periódicos com o suposto "sotaque carioca". Espanta-me a capacidade do bar em sobreviver à publicidade e arrivistas genéricos; a camada de anticorpos locais e, sem dúvida, a casca é grossa. Aguardo ansiosamente o CD. anotado por Rafael - 11:18 AM
criando caso no dia das mulheresHá pelo menos duas histórias no livro A Ms. Magazine e a Promessa do Feminismo Popular: a história da evolução do movimento feminista estadunidense ao longo de duas décadas e a história da tentativa de comercialização de uma revista destoante dos padrões do mercado -- quase um estudo de caso. A revista Ms. surgiu a partir de um esforço de ativistas em utilizar um veículo de comunicação de massa para disseminar a ideologia e captar recursos para o movimento feminista (via publicidade). Seria uma manobra delicada, conciliar os interesses comerciais dos anunciantes com o discurso inflamado das articulistas, que exporia as fundadoras às pedras lançadas por ambos os lados: eram acusadas de diluir o discurso pelas militantes de publicações radicais e leitoras que cobravam uma postura imaculada; eram acusadas pelos agentes publicitários de divulgarem mensagem agressivas, espantando seus clientes. Gloria Steinem foi uma das fundadoras e o nome fundamental ao qual sempre se vai associar a revista Ms., já que mais do que posições burocráticas, ela desde sempre assumiu o papel de porta-voz informal da revista e, porque não generalizar, do próprio movimento feminista, a despeito de grita de outras manifestantes. De certa forma, pode-se atribuir a Steinem o rumo conciliatório que conduziu a revista, dialogando com os interesses de mercado; ela tinha a tal habilidade política da negociação -- mesmo que não fosse a grande pensadora do movimento. Uma das poucas coisas que Paulo Francis escreveu que guardei na memória foi o qualificativo que ele usou para referi-la, em texto da década de 70 no qual negava ser um porco chauvinista (o parágrafo inicial era uma desconstrução do termo): notória analfabeta. Francis esteve entre a tropa de choque que apertou Betty Friedan, feminista de primeira geração, na entrevista do Pasquim. Steinem era da segunda geração. Olhando com olhos céticos, dá para sacar que a Ms. era fadada ao fracasso comercial desde o começo. Foi às bancas como um risco assumido pela revista New York, que topou ser investidor no começo; nunca foi uma iniciativa absolutamente independente, o que limitou seu raio de ação. As prioridades editoriais sempre foram no sentido de servir de modelo, ou melhor, contra-modelo para os padrões existentes: construir um ambiente de trabalho mais justo, banir as conotações sexistas da publicação (chegou a haver uma coluna sobre como educar os filhos de maneira não sexista, seja lá o que isso fosse. Será que elas propunham que meninos passassem a brincar de boneca?), manter aberto um fórum para que as mulheres pudessem expôr suas reivindicações -- e se essas não eram as prioridades, sempre se impuseram como restrições para fazer algo que vendesse. Mesmo descartando-se o aspecto comercial, é questionável mesmo que tenham feito as vezes de um painel para a irmandade feminina, no dizer de Gloria Steinem, de dar voz à irmandade (sisterhood). Questionável porque a revista não conseguiu abrir espaço para manifestações de todas as frentes femininas: a autora anota que todos os artigos de lésbicas, negras, trabalhadoras manuais -- enfim, do que seriam as minorias dentro da minoria -- tinham um tom didático a preceder as reivindicações; é como se as representantes delas precisassem explicar quem eram e como pensavam, antes de começarem a expor seus argumentos porque não estavam falando a língua da leitora média, profissional urbana barnca de classe média, ao contrário dos demais artigos, direcionados sem delongas, emulando a linguagem de auto-ajuda típica das revistas femininas ("nós mulheres etc etc."). A revista era inclusiva por princípio, como atesta a decisão de fazer tiragens elevadas e colocá-la à venda em supermercados -- ela não era o único subsídio para as profissionais urbanas brancas, mas talvez o fosse para uma consumidora do meio-oeste, por isso a importância de atingir aquele público. Mas o próprio termo "feminismo popular" denuncia a presença de uma elite dentro do movimento feminista. A revista Ms. acabou sucumbindo, em 1989, ao aumento de gastos com correio, à virada ideológica da era Reagan -- ampliando vozes conservadoras e, se não esvaziando, atrapalhando muito os objetivos feministas (campanhas anti-aborto) --, à incorporação de muitos valores feministas pelo mainstream (Cosmopolitan e Good HouseKeeper passaram a ter seções, reportagens e tom semelhante ao que a Ms. inaugurou em 1972, e mulheres passaram a assumir posto de chefia em outras publicações. O que pode ser assumido como a vitória final do feminismo, mesmo que objetivos mais extremos não tenham sido alcançados), aos salários maiores da concorrência e à falta de anunciantes, eternamente temerosos de abalar seu potencial de vendas. Mas não parou; seguiu como entidade sem fins lucrativos, o que libertou-a para propagar suas idéias sem as malditas restrições de mercado. O grande mérito do livro é mapear toda essa trajetória de maneira sucinta, condensada e imparcial, com imensa riqueza de fontes, atestada pelo grau de retenção anal nas notas de pé de página; a leitura, mesmo que travada pela precisão acadêmica e atrapalhada por uma introdução sonolenta, é estimulante a ponto de empolgar, de transportar para dentro da redação nos melhores momentos. Um livro para ser estudado por qualquer um que tenha pretensões de conhecer o mercado editorial. Mas dá licença que eu vou ler agora o livro de uma feminista para valer...
KING: What is something that you that most people don't -- that you can tell on television that most people don't know about the relationship between men and women that they would be better off -- trying to phrase this in... FLEISS: Oh, this is easy. If a guy in the beginning wants to build something up with a woman, a guy -- just buy her things. It doesn't -- you don't have to buy her cars, just little tokens of something. I guarantee you this: If you meet a girl somewhere at a nightclub or anywhere and you go home and you start to get romantic, if there is $300 on the table or $3,000, I guarantee your sex will be better if that money is there and she knows it's hers. You'll have this -- there's just something about it. KING: Whether it's a prostitute or not. FLEISS: Whether it's a prostitute or not. Because in a way a girl knows that that guys cares about my life and how I'm living and my lifestyle and wants to help me. In a way, there's another way of looking at it, besides just it's being illegal and wrong. You know, there's a way of looking at it from more like a sensitive side. And it makes more sense. KING: It also tells her she's thought of, right? FLEISS: Yeah. Go get yourself something nice, because I appreciate you. KING: And women like to be thought of. And what should a woman know? FLEISS: A woman -- women should know that, that they are worth something. [Trechos da transcrição da entrevista de Heidi Fleiss com Larry King. As 26 anos, Fleiss gerenciava a maior rede de prostituição de luxo de Hollywood, até que uma batida da polícia levou-a para a cadeia. Era conhecida como Madame Hollywood (procure o filme), madame aqui no sentido de cafetina. Passou alguns anos atrás das grades, depois dos quais ganhou dinheiro contando sua história em livros, vendendo roupas na sua boutique e integrando a associação comercial local.]
Ah, mas por que criar caso? Todo mundo sabe que nem há mais distinção para "mulher honesta" na Constituição... anotado por Rafael - 11:13 AM
março 07, 2005parceirosAh, estão curtindo as tais 31 musiquinhas daquele careca inglês? Isso é que é lista: 19 parceiros e compositores descobertos por Bezerra da Silva. 1000tinho anotado por Rafael - 01:32 PM
Música ao cair da tardePara quem trabalha longe de casa e se acha um privilegiado por poder ir e voltar todo dia de carro, com rádio no carro, dica quente: sintonizar na MEC 98,9FM às 6 da tarde, hora que o sol começa a descer. Cada dia, logo depois do momento de meditação do Pastor Jonas, tem um programa diferente, só coisa fina. Meu preferido é o das segunda-feiras, Sarau, com produção de Sérvio Túlio, apresentando gravações sempre que possível originais de musicais -- da época em que as músicas eram feitas para o teatro e eram o mais importante. Já dei a sorte de pegar uma versão enxuta de The Mikado, a obra que salvou a reputação de Gilbert e Sullivan, retratada no filme Topsy-Turvy; Hombre de La Mancha, interpretada por Placido Domingo (que rendeu um filme supimpa com Píter Otúle no papel de Cervantes/Quixote e Sophia Loren como Dulcinéia del decote, recomendo) e um Porgy and Bess pelo elenco original, registrado em 1942, de arrepiar cabelinho da nuca nos acordes iniciais de I got plenty o'nuthing... anotado por Rafael - 01:27 PM
março 04, 200510 anos de dibQuem passasse por lá veria pouco mais do que um pequeno grupo de pessoas confraternizando civilizadamente (nem sombra dos excessos de outrora). Mas para quem já conta quatro assinaturas no caderno amarelo, é inestimável, pelo que tem de rara, a chance de rever entes tão queridos e talentosos assim, juntos em noite amena; saber o que cada um tem aprontado, colocar o papo em dia, bebe aí, pô, a gente quase nunca se vê; vai fazer essa desfeita? Descobrir quem está aprendendo a surfar, quem trocou o blog por um fotolog, Jampa ("Nossos colegas de São Paulo, além de geniais e fundamentais, são fundamentais e geniais", Elesbão), Mariana Newlands, Hiro, Zé e Cláudio e tantos outros aos quais uniram-se Fabio e Ana Paul -- algum dia algue´m aind avai reunir esse povo todo na publicação mais sensacional que esse país já viu. Enquanto isso, republico aqui uma cosinha antiga, idéia de Mario AV executada pelo Haroldinho. ![]() ![]() ![]() anotado por Rafael - 08:43 AM
e ainda por cima solta pumDeu no Noblat e está nas bancas. Eu nem vou me dar ao trabalho de destacar detalhes. O compositor Chico Buarque está ameaçado de morte. Ele está na capa das revistas "Quem" e "Contigo!" abraçando e beijando uma mulher dentro do mar de Leblon, no Rio de Janeiro. Ocorre que a felizarda é casada [e mãe de 3 filhos]. O marido viu a foto e, para descontar sua raiva, quer pegar o Chico de toda maneira. Os amigos mais próximos de Chico tentam convencê-lo a sair de casa por questão de segurança. Chico Buarque saiu de casa. Sumiu. Está em lugar incerto e não sabido. Sempre poderá dizer que saiu de casa no Rio de Janeiro para escapar do assédio de jornalistas. Não foi. Saiu a conselho de amigos para escapar das ameaças do marido cuja mulher ele beijou no mar do Leblon. O flagrante do beijo está na capa das revistas "Quem" e "Contigo" e foi publicada ontem pelos jornais "Folha de S. Paulo" e "O Estado de S. Paulo". Na Folha,a fotografia saiu em parte dos exemplares. Foi suprimida da outra parte quando a direção do jornal soube que a mulher é mãe de três crianças. Se fosse apenas casada, tudo bem. Afinal Chico é uma figura pública. O casal se beijou na praia à vista de quem estava ali. A direção de O Estado não soube que a mulher é mãe de três crianças. A revista Veja publicará em sua próxima edição reportagem a respeito do assunto. Entre outras coisas, abordará a questão pelo lado do comportamento da mídia. A mídia teria ferido a ética jornalística ao publicar uma fotografia? A revista "Capricho" cedeu a foto q tinha à Folha. A "Contigo" cedeu a dela ao O Estado. anotado por Rafael - 08:29 AM
março 03, 2005xvi salãoEstá aberto o XVI Salão Carioca de Humor. Finalistas e premiados estão sendo apresentados no Blog0news, uma onda de desenhistas chega ao Rio. anotado por Rafael - 09:12 AM
yahoo!Dez anos de Yahoo! Confira nessa anotado por Rafael - 09:10 AM
março 02, 2005serra dos órgãos![]() Recorte da Serra dos Órgãos, com o Dedo de Deus na extrema esquerda, interior do estado do Rio de Janeiro. anotado por Rafael - 09:56 AM
Aguinaldo silva dá o toque[Só para colocar um pouco mais de lenha na fogueira, trechos de entrevista recente de Aguinaldo Silva, autor de uma novela aí que anda tendo muita audiência. Aguinaldo tem 60 anos e é espantoso como, apesar de suas declarações, ainda seja muito comum encontrar gays vestindo o manto de vítima injustiçada -- e recebendo todo o apoio.] Você já declarou que se arrependeu de ter sido militante gay. Por quê? O ativismo gay, da maneira que foi encaminhado no Brasil, se tornou muito fundamentalista. Para o ativismo, ou você aceita incondicionalmente que os gays existem, e podem se impor a você publicamente, inclusive trocando carícias, ou você está errado. Eu, quando vejo um casal heterossexual se beijando num restaurante, fico chocado, acho uma coisa horrorosa. Dois homossexuais que façam a mesma coisa em público também estarão incomodando as pessoas. Mas os ativistas acham que não, eles querem esse direito. É como se todas as pessoas que não são gays estivessem erradas. É como se o prazer gay fosse melhor que qualquer outro. Não gosto disso. O Luiz Mott, do Grupo Gay da Bahia, disse, certa vez, que o fato de você ser um militante gay arrependido o desqualifica a ficar na história da liberação homossexual... Mas eu seria a última pessoa do mundo a querer ficar na história da liberação homossexual! Os homossexuais não precisam ser liberados. Eles são livres, nunca foram algemados ou acorrentados. Isso é uma bobagem! Uma vez, o Luiz Mott falou que eu não contribuía para a causa homossexual porque havia criado um personagem na novela "Suave Veneno" que era cheio de trejeitos. Agora, ele falou a mesma coisa sobre o Ubiraci (o carnavalesco vivido por Luiz Henrique Nogueira em “Senhora do Destino”). Pois eu pus na novela um homossexual cheio de trejeitos porque eu sou um homossexual cheio de trejeitos. O personagem existe! Ser homossexual, hoje, é mais fácil do que na época da sua juventude? Uma das pessoas mais estranhas que já conheci é a Isabelita dos Patins. E não existe festa no Rio de Janeiro se ela não estiver lá. O "Jornal do Brasil", mesmo sendo o jornal mais conservador do Rio de Janeiro, publicou uma foto de página inteira do casal André Ramos e Bruno Chateaubriand. O Jean, do "Big Brother", virou o queridinho do Brasil. O Calvin Klein vem para cá e fica maravilhado com a maneira liberal como o Brasil lida com esse assunto. Então, não se pode dizer que hoje seja difícil ser homossexual. Pelo menos, ninguém mais leva pedrada na rua, como a coitada da Geni. anotado por Rafael - 09:52 AM
astr(i)ologiaPor conta dos 440 anos, O Globo colocou no ar um texto sobre astrologia que chega às mesmas conclusões atingidas pelo do Pedro Sette Câmara: o Rio é pisciano. anotado por Rafael - 09:41 AM
esfolianteSemana passada tomei meu primeiro banho com sabonete esfoliante. Meio estranho; arranha. Parece que você está se ensaboando com sorvete de flocos. anotado por Rafael - 09:37 AM
março 01, 2005440 anosO Rio é único porque nenhuma outra cidade brasileira deu – e dá – tanto para receber tão pouco. É a única que aceitou alegremente ceder seu posto de capital da República em troca de compensações que nunca vieram. E, a partir daí, passou a sofrer toda espécie de abandono e discriminação em relação ao que era federal e que foi deixado aqui – vide a Biblioteca Nacional, o Colégio Pedro II, o Cais do Porto, a Floresta da Tijuca, o Observatório Nacional. Claro que o Rio é único – que outra cidade teve dois governos Brizola e um Moreira Franco, seguidos, e sobreviveu? Que outra cidade tem os piores políticos do mundo a representá-la em Brasília? E que outra cidade tem uma rede de televisão dedicada a satanizá-la 24 horas por dia em cadeia nacional? E, finalmente, que outra cidade deu quase 90% de seus votos a um político que desconhece a dívida cultural e humana do Brasil para com ela, despreza os seus problemas e pensa que o Curíntia é preocupação nacional? Esta cidade é o Rio e ela continuará a ser única porque, apesar destas e de outras desgraças combinadas, irá, como sempre, sobreviver. Ruy Castro - Escritor, em depoimento para o JB anotado por Rafael - 07:29 AM
décimo dib[Dentre as entradas que eu repito todo ano, essa é das que mais me dá prazer.] X Dia Internacional do Bracarense Já dizia Buñuel: "La tradición és una estatua que anda". Em nome da tradição é que dizemos: Vem aí o VIII DIB. A Fundação Para o Dia Internacional do Bracarense tem o prazer de convidá-los para o maior evento anual de todos os tempos: Dia Internacional do Bracarense - décima edição - 1º de março de 2005. Esta tradição milenar se repete anualmente em 1º de março, com sucesso de público e crítica. Por acaso do destino, essa data também marca o aniversário da cidade do Rio de Janeiro, transformando nosso evento numa importante forma de comemoração. Neste dia, todos devem se dirigir a Rua José Linhares, numero 85B, quase esquina com a Ataulfo de Paiva, no bairro do Leblon, na cidade do Rio de Janeiro (Lat:22° 53' - Long:43°17' - antiga capital do saudoso estado da Guanabara), Brasil. Lá, todos desfrutarão das melhores iguarias e dos nectares servidos neste santuário, em total harmonia, alegria e paz. Esperamos todos vocês! Agradeço a atenção dispensada. ------------------------------------X------------------------------------------------- anotado por Rafael - 07:25 AM
|
abril 2005
março 2005 fevereiro 2005 janeiro 2005 dezembro 2004 novembro 2004 outubro 2004 setembro 2004 agosto 2004 julho 2004 junho 2004 maio 2004 abril 2004 março 2004 fevereiro 2004 janeiro 2004 dezembro 2003 novembro 2003 outubro 2003 setembro 2003 agosto 2003 julho 2003 junho 2003 maio 2003 abril 2003 abril
- 2003 (I)
março - 2003 fevereiro - 2003 janeiro - 2003 dezembro - 2002 novembro - 2002 outubro - 2002 setembro - 2002 agosto - 2002 (II) agosto - 2002 (I) Nomad
Lonely Planet Luis Eduardo me encheu tanto o saco que conseguiu um link só para a página dele aqui. Cataplum!
O Polzonoff EfE Dê ErrE Blógico Lucida Lancis Suspiros de Salvador A-Esse-Esse Vertigem Blog0news Rafa
Inc.
Cris Dias Mario AV Chacundum Bricabraque Tiago Teixeira Terceira Base Liasions 168 horas Danilo Amaral Tico tico no fubá WowBlog Por um Punhado de... In Coltrane we trust Fluxos de Dádua Telescópica Cocadaboa diário DBTH
RtfM Concatenum Motocontínuo Zamorim Let's Vamos Different Thinker Chita e Jane Respira Doido Eletrozeitgeist Catarro Verde Stripped Magiozal NonLinear Vela Kibe Loco |