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outubro 31, 2002
O Rio de Janeiro continua lindo. * Obrigado de coração a todos simpáticos emails. Foi a cereja no topo do bolo do dia especial que eu tive ontem... * E agora licença, vou ali ver o mar.
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outubro 29, 2002
Amigo querido mandou, disse que lembrou de mim. E eu AMEI. A PALAVRA ...Tudo o que você quiser, sim senhor, mas são as palavras que cantam, que sobem e descem... Prostemo-nos diante delas... Amo-as, abraço-as, persigo-as, mordo-as, derreto-as... Amo tanto as palavras... As inesperadas... As que glutonamente se amontoam, se espreitam, até que de súbito caem... Vocábulos amados... Brilham como pedras de cores, saltam como irisados peixes, são espuma, fio, metal,orvalho... Persigo algumas palavras... São tão belas que quero pô-las a todas no meu poema... Agarro-as em vôo, quando andam a adejar e caço-as, limpo-as, descasco-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como ágatas, como azeitonas... E então revolvo-as, agito-as, bebo-as, trago-as, trituro-as, alindo-as, liberto-as... Deixo-as como estalactites no meu poema, como pedacinhos de madeira polida, como carvão, como restos de naufrágio, presentes das ondas... Tudo está na palavra... Uma idéia inteira altera-se porque uma palavra mudou de lugar, ou porque outra se sentou como um reizinho dentro de uma frase que não a esperava, mas que lhe obedeceu... Elas têm sombra, transparência, peso, pernas, pêlos, têm de tudo quanto se lhes foi agregando de tanto rolar pelo rio, de tanto transmigrar de pátria, de tanto serem raízes... São antiquíssimas e recentíssimas... Vivem no féretro escondido e na flor que desponta... Que bom idioma o meu, que boa língua herdamos dos torvos conquistadores... Andavam a passo largo pelas tremendas cordilheiras, pelas Américas encrespadas, em busca de batatas, chouriços, feijões, tabaco negro, ouro, milho, ovos fritos, com aquele voraz apetite que nunca mais se viu no mundo... Tudo engoliam, juntamente com as religiões, pirâmides, tribos, idolatrias iguais às que traziam nas grandes bolsas... Por onde passavam ficava arrasada a terra... Mas aos bárbaros caíam das botas, das barbas, dos elmos, das ferraduras, como pedrinhas, as palavras luminosas que ficaram aqui, resplandescentes... o idioma. Ficamos a perder... Ficamos a ganhar... Levaram o ouro e deixaram-nos o ouro... Levaram tudo e deixaram-nos tudo... Deixaram-nos as palavras." Pablo Neruda, Confesso que vivi.
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O negócio é mais ou menos o seguinte: o que você faz quando pinta a dúvida "vale a pena escrever sobre isso ?". Como decidir que aquilo, isso, essa idéia que martela na sua cabeça e não te deixa dormir é boa, merecedora de ser contada ou não ? Rewind: eu comecei a escrever quando percebi que os adultos prestavam muito mais atenção lendo do que ouvindo. Criança, eles me ignoravam ou me cortavam ou impediam sempre que meu speech fosse levado adiante, mas no papel, há, eles liam tudo e ainda me davam tapinhas na cabeça. Imagine como eu tinha super notas em português sendo uma péssima aluna. Todas professoras me adoravam e trocavam minhas redações entre elas, de ano em ano. E também, claro, porque eu adoro contar estórias. Me dá um título ai, eu crio a fantasia inteirinha. E nem pensar muito, intelectualizar sobre aquilo, nada disso eu fazia. Era prazer puro e simples, de no dia seguinte reler aquele set lindo de palavras que formavam frases e parágrafos e páginas e que tinha sido montado por mim. Foward: agora, contar estorinha é uma coisa. E ficar espetada no fio da faca é como estou. Porque Bret Easton Ellis tem suas estorinhas blasées, e American Psycho foi um marco (para mim), depois de Less Than Zero que mudou minha vida, que culminou no Glamorama, e eu admito, eu amo o cara. E ai vem o deus Dostoevsky, que não vai ser colocado no mesmo patamar do Ellis por razões óbvias, mas caramba, percebe ? A vastidão de assuntos e meios e tipos e estórias ? Pois é, eu não percebo não. Mesmo sabendo disso conscientemente e falando, cutucando os outros, relembrando isso aos outros que tua visão não é nem um pouco parecida com a minha e por si só já é especial e se você souber passar isso dai de cima para a ponta dos dedos, metade do trampo já esta concluído. E parece que o prazer de antes, aquele simples que eu tinha se apenas me reler já não basta. Mas ai vem uma fagulha, 12 linhas no meio de 18 folhas rabiscadas a esmo, e por causa destas 12 linhas eu ouço sinos e vejo o céu repleto de fogos de artifício. [você na verdade esta muito dura consigo mesma e isso é apenas o reflexo, não tá vendo ? it needs to be fun, otherwise it's not even worth it. relaxa.] • [ela quer mesmo é ser um dostoevsky, quando na realidade não se presta nem a sentar a bunda na cadeira e tentar ser Ellis] • [pior que é né ? que feio.] • I am so tired of looking at that empty expanse that's supposed to be your face.
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Dia 30, Rio. Tô chegando...
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Negue - Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos Negue o seu amor, o seu carinho
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- Tenho medo que você seja linda, mas ordinária ! Diga que não é, que tem sentimento, diga !
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outubro 28, 2002
Desenvolva o interesse na vida como você a vê; nas pessoas, coisas, literatura, música - o mundo é assim tão belo, simplesmente pulsa com tesouros ricos, almas bonitas e os povos interessantes. Esqueça-se de você.
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Eu tenho uma grande arte: sempre firo profundamente aqueles que me ferem. • Quero rever Rio Babilônia. • Mais um grande título. Eu não imagino o Rio de outra maneira. • E já que estamos aqui, Baraka me faria particularmente feliz também. Com som digital. Dê-me um sintético qualquer e poderia assistir esse filme dezenas de vezes seguidas... • [o que é aquilo ali ?
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Lendo as peças de Nelson. Álbum de Família me chocou por ter sido censurada em 47 e apresentada pela primeira vez apenas em 67. Incesto, homosexualismo e crime. Em 47 ? Cara, como assim ? Puxou os botões e o fez muito bem. Ousadia fenomenal. Depois disso, o que cazzo eu posso escrever que vá chocar/tocar/despertar/chacoalhar quem quer que seja da cadeira ? • Okay, só para levantar a (minha) moral: eu escrevi uma short-story incestuosa. Em 86. Mas não foi nem de longe o que eu queria. Hoje ela é apenas risível. Tá valendo porque eu tinha 15 anos. • Eu acho que ainda somos os pulhas de 50 anos atrás. Olhe bem, precisamos de um tempo x para evoluir, para assimilar novas idéias e costumes. A tecnologia surtou nos últimos 10 anos. Mas nem todos nós acompanhamos as mudanças que toda tecnologia trouxe. O gozado é como parece que estamos todos e somos tão modernos, e ai vem alguma coisa/atitude/frase e é uma bofetada (note to self: bofetada é a boa). No fundo somos todos as bestas de Nelson: com desejos (muito) mal resolvidos, com empregos vulgares, vivendo relacionamentos cancerosos, se chocando silenciosamente diante das anormalidades, e o pior, dando aquele meio sorriso, fingindo que aquilo é perfeitamente normal e empurrando para um canto escuro o choque recebido, um após o outro, até o momento em que aquilo ali no canto enche o quarto todo e você sufoca no próprio horror. • Melhor seria se admitíssemos o selvagem ignorante que habita em cada um de nós. • O trabalho das 9 ás 5, namoro quando tem tempo, sexo, maconha no final de semana, a cachorra que não te fez o que prometeu, o ônibus lotado, o suor da morena de 12 anos de uniforme escorrendo pelas coxas, o trocador com o rádio colado na orelha, o trânsito na paulista, o trânsito na marginal, os band-aids nos pés da loirona de tamanco de plástico, a praia, a areia de faz zuin-zuin debaixo do seu pé, o céu azul amarelado, o cachorro comendo a bola de tênis, o neguinho pedindo um trocado, a moleca lavando seu pára-brisa (e você disse não-não-não adiantou), os cartazes de políticos caindo dos postes, a cerveja, não tem preta, a buzina de um/dois/tres carros, a pomba suja se afogando na água que corre na guia, aqui aberto 24 horas. • Caralho, abre teus olhos.
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outubro 26, 2002
A tradição do meu aniversário diz que se estou aqui no Brasil nesta data, tenho que viajar. Na verdade foi algo que começou o inicio da minha adolescência, meus pais me pergutaram se eu queria festas ou viagem, e óbvio, eu escolhi viagem. Todos os anos a gente ia para algum lugar diferente, aqui no Brasil mesmo. Lá fora eu não fazia isso não, já estava "viajando", mas sempre armava o maior soirée e no dia seguinte era quase triste, triste de "que pena que acabou, que bom que acabou". Este ano a decisão de "o que fazer" ainda não foi tomada. E claro que vou deixar para a última hora.
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Sonho: estou num lugar que parece o paraíso, mas dá para acessar da janela do meu quarto. Uma garota morena passa batom nos meus lábios, e depois estou andando numa praia linda, é o paraíso, mas esta chovendo forte e numa cobertura estranha o Marcos Mion me abraça como se estivessemos dançando tango e ele fica de tre-lé-lé querendo que eu lhe de U$3.000.000 para ele fazer um filme.
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E claro que essa ai de baixo vai com dedicatória. É para ti mesmo.
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outubro 25, 2002
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Tá-tá-tá, faltam 5 dias. Tá, tá, tá. E nem venham me confundir com o Halloween, por favor. • Tenho feito um trabalho sutil, mas certeiro, de aliciamento maternal. Pela primeira vez minha mãe esta lendo livros bons e gostando. Levou anos, mas valeu o esforço. • Facilmente detectável quando estou no up: não durmo direito, fico rabiscando em pedaços de papél tudo que me vem a mente, páro do responder emails, saio todos os dias, ando, ando, ando até machucar os pés, emagreço de 1 a 2 quilos, parece que enxergo melhor, ouço a mesma música inúmeras vezes e a pilha de livros ao lado da cama cresce, agora são 3. Tirando a insônia e os quilos perdidos, todo resto é ótimo e poderia se extender por um período mais longo, assim eu conseguiria por ordem na bagunça interior e assentar. Há. • Estou gostando imensamente das fotos que tenho tirado. Eu que acho que não tenho olho bom para o still, que sempre imagino toda cena em movimento (o cúmulo da frivolidade da minha "mente-de-cinema" é imaginar uma câmara que me segue), estou me divertindo com a brincadeira. • Que coisa mais mal organizada esta mostra hein ? Toda animada, fui comprar ingresso para assistir Madame Satã, com 6 horas de antecedência. Pombas, já estava esgotado. Fiquei emputecida. E agora só terça, 5h10. Vou ter que o quê, madrugar lá no Unibanco para comprar ? Fora a má vontade daquele povo que fica lá no Conjunto Nacional não querendo te atender... Vamos ver se sábado consigo ver o Ônibus 174. Senão, vai ter que ser domingo 1 da tarde ? Como, tipo direto da balada cheia de maquiagem escorrida e borrada e pescoço vermelho ? E perdi Almodovar mesmo... [botando língua prá fora de nojo] • E os sebos heim, do centrão. Preciso ir urgente. Aliás, preciso ir no centro de noitinha ou cedinho sem gente nenhuma. • Ah, quero ouvir samba no Brahma. • Eu já falei que a trilha sonora do Cidade de Deus também é ótima ? Pois é, é.
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outubro 24, 2002
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Para lembrar good times: what goes around
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Nem vem de garfo que hoje é dia de sopa. - Carlos Imperial
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Conversation between Patricia and Magiozal (via ICQ): Patricia said: Magiozal said : - essas paradas são na minha area nao, tá sabendo. - só... dominique. - dominique é o caraio. meu nome agora é patricia, porra. - tô ligado... tô ligado que cê também é conhecida nas parada como Pati Quebra-Barraco... - e mano, só meus considerado que tão sabendo destas paradas ai, tá sabendo. - só... - pô. tô na vigilãncia. - tô ligado. - pô, vou colocar essa papo injuriado lá , vo posta meu irmao. - passa ai o bagulho. - escreve aê, o pessoal vai se ligar. - qualé, to com cara de 171 mano ? - ih... aê, o bagulho num tá comigo não. tá me estranhando? - qualé cumpadí. to trepada ta sabeno ? (trepada=armada) - se você tá trepada os otro tão fudido. - caraio mano. sem noção ta sabendo ? - qualé? vô deixar quieto porque vc é minha truta, tá ligado? - e o lance da mina lá que tu tava di oio. - tava de zóio não, meu... cê tá viajando. pra mim, cadum, cadum... - tava de oio sim. vem que num tem. agora fica nessa ai mocozado... - aê, tô na minha, tô na moral... - qualé mano. não vai levar mal nada não. - num tô sabendo dessas não... - e dimais, não vou tomar atitude diante daquele mano, tá sabendo. porque senão, vai rodar faca ai vai ser pá pum. - cada um tem suas idéia, vê aê que cê vai fazer... - rapá ! • obs.: se meu apelido fosse "tá sabendo" daria para saber porque né ?
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miami/florida - não lembro quando. • loja de produtos de beleza: • numa repartição pública, eu saco minha máquina e estou vendo as fotos que tirei.
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outubro 23, 2002
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O Rafael teve um sonho comigo digno de ser postado aqui. "Conversávamos, você, eu e meu irmão, no meu quarto (onde eu estava dormindo). Um detalhe importante: apesar de igual às fotos, você era negra, ou melhor, escura e brilhante como petróleo, ou como uma foca. Lá pelas tantas começou a tirar os casacos (vestia um sobretudo longo), e não parava de sair casaco, foram uns 3, ao fim do que ficou só de top, e sua barriga era de cor sensivelmente mais clara. Depois de um trecho que não me lembro, estamos num vagão de bonde percorrendo as ruelas de uma cidade, um em cada canto do vagão, mas não nos falamos. O vagão sobe e desce por ladeiras, mas ladeiras bem mais inclinadas do que San Francisco, por exemplo, ladeiras como em uma cidadela medieval. Era dia claro e a luz brilhava porque muitas das casas eram brancas ou decoradas com aqueles mosaicos de ladrilhos quebrados (trencadís) tipo Gaudí. Não havia pessoas na maioria das janelas. O trajeto do bonde subindo e descendo ladeiras me agoniava. Logo depois disso acordei, meio assustado." • Gostei particularmente de aparecer negra, ter a barriga clara e estar vestindo um estoque de casados.
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outubro 22, 2002
Uma imagem conta tanto... • Dia lindo. Cinzento sim. Me enfiei numas bocadas na Lapa. Apesar dos lugars despertarem algo em mim, são as pessoas que mais me tocam. Eu não consigo passar por toda aquela multidão no ponto de ônibus, na estação de trem, seja lá onde for e não olhar para o rosto de cada delas. E preciso enxergá-las, ás vezes tenho até vontade de tocá-las, porque ali está a realidade nua e crua que eu procuro tanto-tanto e não acho em lugar nenhum. É incrível o que o olhar do velhinho vendendo bala na esquina me conta, não há dissimulação alguma ali, todas suas rugas, as manchas no rosto e no braço, as mãos, tudo é real. E quando o velhinho me nota, eu me sinto importante, fico orgulhosa, mas dura pouco porque em mim ele não vai ver realidade alguma, não depois de todas as camadas que eu criei sabe-se lá por que (proteção), camadas estas que escodem lá no fundo o que há de melhor em mim. Mas ai ele me dá um sorriso e meu coração todo florece. Eu sinto que ele me enxergou. • [chora chora que faz bem]
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O cortinório é de lei, devido que senão, tem gente olhando para mim o tempo todo. Sabe lá o que é isso, doutor, entra ano sai ano, nenhum minuto o senhor poder ficar na sua ? É onde que muito companheiro de mente fraca perde as faculdades e dá cabo da própria existência. - Estação Carandiru • Sublime.
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outubro 21, 2002
Enquanto estava pensando em B. E. Ellis, descobri que o The Rules of Attraction já estreou, e que o diretor, Roger Avary também tem um online journal. Cool man.
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Preciso Me Encontrar
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Abajur Lilás. • Ah os títulos...
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Existem aqueles raros momentos em que consigo ver o mundo sem o filtro. Não sei bem como é que isso se dá, mas as cores tem uma luz vibrante, parece coisa de estúdio, mas 3D do que 3D. É sempre o vermelho e o azul que me impressionam mais nos dias em que enxergo tudo, ao invés do habitual ver. Será que tem a ver com alguma química lançada no cérebro que influencia a visão ? Será que estou doidona ? • Mais um projeto meu que sai feito por outro. Bom, bonito, inspirador. Eu nem fiquei puta da vida com isso. Tá certo, tem que ir lá e fazer, aquele que fizer primeiro, ganha. Aliás, eu descobri o emprego que quero: ter idéias geniais para os que são desprovidos de idéias mas que tem uma puta vontade de ir lá e fazer. Será que tem emprego assim ? Tenho 28 idéias geniais todos os dias, sem esforço nenhum, imagina com brainstorm então ! • Porra, olhe bem esta noite e esta lua. • Eu escrevo melhor em inglês.
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ela: e como estão as coisas ?
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outubro 20, 2002
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Na Rua, na Chuva, na Fazenda (Casinha de Sapé)* Não estou disposto Dizem que sou louco Jogue suas mãos para o céu
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outubro 19, 2002
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AAhhhhhhhhhhhhhuauuuuu. Ela ligou, ela ligou !!
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The Great Red Dragon Paintings of William Blake. • Cidade dos Homens. Quem não assistou, perdeu. O episódio de ontem foi particularmente tocante. Pelo menos para mim.
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... i would very much like to end chasing the dragon. nothing to write, people expect too much from me. surrounded by memories and lonely as hell. paralysis of the body, the mind is far-far-far away from the body. able now to stop on my tracks. let's chase the dragon, shall we ?
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outubro 18, 2002
... quem espera sempre cansa.
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outubro 17, 2002
I wanna do something freaky to you - Leon Haywood • A chaque fois qu'il m'appelait son bêbê, mon couer sautait. J'étais très heureuse et je savais pas... Il me manque beaucoup. Au fond, la chose que plus me manque dans la vie c'est l'amour. Je trouve personne qui me veut avec ferveur. J'ai parfois l'impression que beaucoup de mecs sont prêts a se bagarrer a cause de moi, mais ça va pas dire qu'ils sont aussi prêt a m'aimer. Comme le dernier. C'était quoi tout cette boulot qu'il a fait, m'a poursuivit comme un fou et quand j'ai dit "oui" pouuuf, il s'enfuit. Un con ! Encore une fois, ça me casse le couer.
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Se eu fosse quem eu imagino ser, eu seria melhor do que sou. • E se tudo esta calmo e bom, eu me esqueço e vou mexer num vespeiro. Damn it ! Essa minha mania de encarnar a ação e o movimento ás vezes me faz mal... acabo criando situações em que sou a única a me magoar. Preciso parar com isso. Se tudo parece um lago plácido, deixe estar. • [respira fundo que passa]
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Some friends were sitting at the bar talking about their professions. The first guy says "I'm a Y.U.P.P.I.E, you know....Young, Urban, The second guy says "I'm a D.I.N.K, you know....Double The third guy says, "I'm a R.U.B., you know...Rich, Urban, Biker." They turn to the woman and ask her, "What are you?" She replies: "I'm a WIFE, you know....Wash, Iron, F???, Etc." A second gal answers their question before they even ask it: "BITCH." "So, just exactly what is a BITCH??????????" they ask in unison. B- BABE YES !!
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Eu tenho um inferno dentro de mim. Um inferno particular. E se tivesse também um céu particular, uma eternidade minha, só minha, com tabuleta na porta proibindo a entrada de pessoas estranhas ao serviço? Não seria negócio? Um alto negócio?
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Que bom voltar a fazer aeróbica. Terceira semana. Super ego descontrol, estou me sentindo bem e me achando sensacional. Alguns músculos ainda reclamam, mas outros já estão se acostumando. Estou bem, muito bem, bem demais para a idade que tenho. Será que passo a fazer todos os dias ? • Puff. Sonhei com aquele inferninho. Pesadelo, isso sim. • Passei parte da noite envolvida em atividades ilegais... Tsk tsk tsk. • Gostaria de viajar. Uns 4/5 dias num ambiente diferente... Hum. • amigo: e como ficou o stats depois que você se revelou ?
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outubro 16, 2002
What a Difference a Day Makes - Dinah Washington What a difference a day makes
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Sentada na mesa, olhando o quadro, pensando nas palavras e no infinito. Puft. O quadro despencou da parede no chão. Era um dos meus preferidos. • Aliás, essa imagem tem tudo a ver com a realidade. • update: aliás, sempre quebra do lado mais fraco né ?
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Sinto uma satisfação fora do normal quando consigo parar minha boca antes de falar o desnecessário, quando páro uma ação da qual a reação seria desagradável, quando consigo afastar do pensamentos idéias e fatos que não me dizem respeito. São pequenas vitórias que me dão força. O bom é que todos nós podemos fazer isso. Basta assumir responsabilidade por nossas ações, manter o bom senso em alerta e se policiar. No início é tão díficil, tão complicado, vemos quão acostumados estamos a julgar, falar cretinices, culpar os outros pelos nossos erros. Dá até vergonha. Mas quando conseguimos uma vitória, ela abre caminho e dá vontade de continuar. As pessoas perguntam o que devem fazer para mudar o mundo. Alguém muito mais sábio do que eu disse que devemos começar mudando nós mesmos. Fácil pode não ser, mas é extremamente recompensador. E eu acredito piamente que quando somos pessoas mais bem resolvidas, mais calmas, mais pacientes, todas as pessoas ao nosso redor são influenciadas por isso. Consequentemente passamos a viver uma vida melhor. Não, não virei budista, nem vegetariana, nem nada disso. Isso é apenas uma constatação óbvia da vida que esquecemos ou ignoramos ou preferimos não fazer, porque dá trabalho.
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Eu já escrevi sobre isso. Mas não consigo não escrever novamente. Na verdade não são apenas os estrevistadores que não estão nem um mínimo interessandos nos entrevistados. São quase todas as pessoas. Tudo é resumido. Não temos tempo para nada. Engolimos inteiro, não saboreamos o que comemos ainda reclamamos de má digestão. E não estou falando de comida. Eu passo horas amadurecendo uma boa idéia e depois mais tempo ainda para sentar e escrevê-la. Escrever sobre isso ou aquilo é importante para mim naquele determinado momento. E ai vem uma pessoa e resume todos meus sentimentos, todo meu trabalho de horas numa frase, as vezes numa única palavra. Ou melhor, num rótulo. Não acho que o fazem por mal. Talvez queiram dizer "eu entendo" ou "estou contigo nessa", mas a sensibilidade falta e a mensagem sai errada. E rotular e simplificar não é resolver. Eu vejo esta imagem de pais que estão ocupados para conversar com os filhos e simplificam o contato afetivo com paliativos que não resolvem nada. Amigos que fazem o mesmo. Amantes. Cada vez mais nos fechamos em círculos ao redor do nosso umbigo e pronto, aquilo que nos é estranho (quase tudo que esta fora do nosso círculo) precisa de um label para facilitar o acesso. Ninguém se expande. Ninguém se dá sequer ao trabalho de prestar atenção em você por tempo suficiente para entender o que você quer dizer. Tudo é muito ralo. Eu sou uma grande ouvinte. Eu adoro prestar atenção nos outros. Eu lembro de tudo. Absorver e compreender o outro é muito importante para mim. Isso quer dizer que eu o respeito na sua mais vasta complexidade, no seus erros, nos seus acertos, em tudo. A maioria das pessoas ouvem de menos, e falam de mais para mascarar a falta de ter o que dizer. Esquecem que o silêncio pode ser confortável. • Não seria bom tentar, por uma hora, ficarmos atentos aos outros, uma hora por dia apenas, olharmos ao redor e ao invés de pensar EU EU EU, pensássemos nos outros, escutássemos os outros, prestássemos atenção no outro ? • Até o outro pólo, mais ainda no mesmo assunto. Eu lembro quando os blogs ainda eram poucos. Achei sensacional que as pessoas, estranhas, se dessem ao trabalho de ler o jornal íntimo (detesto a palavra blog) de outra pessoa. Isso na minha cabeça queria dizer que algumas pessoas se interessam genuinamente pelo que outras pensam e o que elas tem a dizer, algo assim bem humano. Isso foi há quase 2 anos atrás, claro. Hoje eu vejo que as pessoas lêem se for sórdido ou bizarro ou curioso, de preferencia posts curtos para que elas possam engolir rápido. Raro encontro interesse verdadeiro em saber o que se passa fora do seu be-á-bá. Mas me vejo como uma escritota de sorte, porque eu sei que tenho uma duzia e meia de pessoas que compreendem. Vitoriosa. • Bom mesmo seria se aprendessemos a dar o devido valor ao momento que vivemos, as pessoas que nos cercam, ao invés de perder tanto tempo com coisas que não temos ou que já perdemos.
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outubro 15, 2002
E já que é revival: Max Kansas City. Gerard Malanga. Warholstars. Chelsea Hotel.
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OD em drano é foda !
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Catholic boys are THE BEST. • People Who Died - Jim Carroll
Those are people who died, died G-berg and Georgie let their gimmicks go rotten Mary took a dry dive from a hotel room Herbie pushed Tony from the Boys' Club roof Brian got busted on a narco rap
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É impressão minha ou a maioria dos entrevistadores da tv estão falando demais sobre o que eles acham ou não e entrevistando de menos o convidado ? Fazem questão de responder as suas próprias perguntas primeiro e cortam o entrevistado no meio, para falar ainda mais. • Aliás, Andy Warhol nunca esteve tão certo sobre os famosos (lasting) 15 minutos. • Oh man. The Factory. Max Kansas City. Velvet Underground. Edie. Ultra Violet. Nico. Joe D'Allessandro (lindíssimo). Candy Darling... • O que diabos estou fazendo em 2002 ? E cadê meus cílios postiços ?
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Em dados momentos tudo pára. O ar mesmo parece que não se move, fica estagnado ao meu redor. Quando isso acontece, meu coração começa a pesar, eu abaixo a cabeça e sei tudo que esta por vir. Ás vezes fico quietinha e finjo que nada está acontecendo, que meus ombros não estão pesados e quase não percebo a força que aperta meu coração. Finjo bem, ás pessoas não desconfiam. E mesmo que desconfiassem, não poderiam fazer absolutamente nada para ajudar. Não existe resposta alguma no outro. Elas todas estão aqui, comigo, em algum lugar. Sou eu que não consigo interpretá-las. Nesses momentos claustofóbicos eu vejo todas as coisas que aconteceram. As boas aparecem em maior número do que as más, porque eu tenho a oportuna qualidade de esquecer o mal. E todos os momentos se sobrepoem uns aos outros . Daí penso que não existe nada mais, coisa alguma que possa acontecer que vá me surpreender. Que vou me maravilhar com coisas re-encenadas por outros atores, mas toda peça eu já conheço de cabo á rabo. É estranha essa sensação de velhice tão cedo. É desagradável mesmo. É como estar fazendo hora extra. A troco de nada. • Eu sinto saudades da minha amiga que esta em NY. Falávamos sobre as coisas mais absurdas do mundo. Tinhamos liberdade de sermos bobas, tolas, babacas até e podiámos rir disso tudo no dia seguinte. Perdemos a fé quase ao mesmo tempo, mas engraçado foi que não falávamos sobre isso. Um dia, poucas semanas antes d'eu decidir voltar, saímos para uma longa caminhada no Village e eu contei para ela que estava sofrendo, que não conseguia mais encontrar conforto nenhum em deus, que sentia que as coisas eram mais simples do que parecem e a vida mais dura do que a gente gostaria que fosse. Ela me abraçou e me falou que sentia o mesmo e durante horas andamos, andamos e tentamos achar um fiozinho que pudesse talvez levar a gente de volta ao conforto que se tem quando se acredita em alguma coisa. Não achamos, e com isso nos calamos também. Sempre foi extremamente dolorido para mim escrever sobre perdas, ainda mais esta, que virou minha cabeça e me atingiu em cheio aonde eu sou mais susceptível. Perder a fé desestruturou todo meu universo, que nunca foi muito forte (universos pessoais são quase sempre frágeis), abalou a fé que eu sempre tive em mim mesma e também a que eu tinha nos outros. Sinto-me como um prédio condenado que vai ruir a qualquer momento.
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Não é morrer que dói, é viver padecendo.
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outubro 14, 2002
Como sou gente boa, fiz até um flashzinho para vocês não esquecerem...
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Ovelha Negra - Rita Lee Levava uma vida sossegada Foi quando meu pai me disse: "Filha Babe, babe, não adianta chamar Ovelha negra da família
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[loooooooooongo suspiro] Tanta coisa interessante para fazer, tanta coisa legal para aprender, tanta gente para conhecer e conversar, tantas coisas que nos cercam o tempo inteiro ! Difícil fazer uma escolha... • Existe tanta beleza no mundo, ás vezes sinto que eu não vou suportar. - frase do American Beauty, lindo filme. Em dados momentos eu sinto exatamente isso, that I just can't take it all. And cannot live without taking it. • Dormindo muito mal. Poucos sonhos, que não consigo lembrar. • Pouco inspirada. Muito introspectiva. • Imagens falam mais do que mil palavras...
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Lord Shiva e Parvati
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Resista a tudo - menos as tentações.
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outubro 12, 2002
Devo estressar ? Keep you fucking trap shut !! • Em boca fechada não entra mosca.
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Em certos momentos eu me sinto totalmente estranha. Posso estar com pessoas que gosto e admiro, mas me sinto deslocada. Poucos sentimentos são tão azedos como este. Não há o que fazer para mudar, ainda mais que eu não consigo ser superficial ou puxar da manga uma cara mais apropriada a situação. E não culpo ninguém por isso, porque trata-se de um sentimento meu. Nunca me esforcei para fazer parte de grupo algum, nunca fiz força para me encaixar, mas confesso que gostaria de encontrar um círculo onde pudesse ser 100% aceita e querida, onde eu me sentisse bem. • The House of Mirth. Emprestei esse livro para uma amiga e ficou com ela. Vou comprá-lo em portugues. Livro sensacional que tocou a minha alma. Edith Wharton me surpreendeu. É minha biografia escrita há (quase) 100 anos. Só espero que o final seja diferente. update: o filme consegue ser bonzinho. para aqueles que não gostam de ler: House of Mirth • As mulheres são, cada uma a sua maneira, maravilhosas. Umas inspiram amor, outras simpatia ou confiança ou ternura ou a própria força da natureza, que é capaz de todas emoções, de um pólo ao outro em 30 segundos. Eu admiro as mulheres profundamente. Mas preferia ter nascido homem. • Estou lendo Seven Years in Tibet, de Heinrich Harrer. Interessante, mas seco, grosso e ás vezes sem tempero. Não dá tempo para saborear o que esta acontecimento. Com o livro voltaram os planos: eu ia concluir meu goal em NYC e de lá ir para a França durante 1 mês, da França para a Asia, por 6 meses. Filipinas, Tailândia, Indonésia, China, Sri Lanka, Japão, India. Et bon, j'ai rien fait. Não fiz nada. Nem alcançei o goal, para começo de conversa... [respira fundo] Não dá mesmo para planejar a vida nem para daqui 1 mês. Mesmo quando só contamos com nós mesmos. • E eu sei, que se eu for para a África, não volto. Tenho certeza disso. Taí o motivo d'eu empurrar a visita para o mais longe possível.
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outubro 11, 2002
Putz, como eu consegui viver tanto tempo sem uma câmara digital ? Como ? Em NYC, em Lyon, em Nice, cazzo, no Cariiiiiiiiibeeeeeee. Jesus me castigue porque fui uma pateta. • E embora eu ainda seja novata, gosto de registrar o que achei legal, embora não faça sentido algum para os outros. • Putz, tá quente mesmo. Até para • Se continuar, amanhã, piscina. Urrú !!
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outubro 10, 2002
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Os emails que chegam de Moscow ora me deixam muito feliz e cheia de esperança, ora me deixam descontente, ora decepcionada e ás vezes claramente de saco cheio. • É gostoso saber que tem alguém que pensa na gente, que escreve, que liga, que se importa. Não dá para não ter no mínimo muito carinho por alguém que quer a gente bem. Mas a distância, o tempo, a espera, os problemas, os contratempos e tudo aquilo que acontece quando a gente programou outra coisa, tudo isso vai levando o que de bom existia naquele relacionamento. Mesmo que a vida seja feita de mudanças, o natural que eu compreendo, todas que envolvem outros na minha vida são tristes. Esteja a pessoa em Moscow, em Lugano ou na Consolação. • Aliás qual é a piadinha sobre o casamento que começou no Paraíso e terminou na Consolação ? Hehehehhe. Ah, memória fraca...
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Parece que dei 5 passos para frente e de repente, fui obrigada a voltar 6. Isso não esta certo. • Levei a máquina, esqueci a bateria. • Vou tentar, vou fazer mais este esforcinho, vamos ver no que vai dar. • Et ça ne te regarde pas non plus.
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Código do Amor do Séc. XI (por volta do ano 1176) - de Andre, Le Chapelain. 1- A desculpa do casamento não é legítima contra o amor.
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Terminei o de l'Amour, de Stendhal. Na verdade eu estava relendo. Bom, bom. Pode cansar os mais afoitos, mas é tão verdadeiro quanto um livro bem escrito pode ser. Talvez agora eu pare de escrever, pensar e sonhar sobre amor.
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More - Bobby Darin More than the greatest love the world has known More than you'll ever know Longer than always is a long, long time
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Sonho: estava numa cama que tinha lençois brancos e azuis com meu ex, o suíço. Ele me explicava o que eu deveria fazer para alugar um apartamento, nos mínimos detalhes, e segurava minha coxa com uma mão. Suas unhas estavam longas (?) e me incomodavam, e quando fui dar-lhe um beijo, ele virou a cara. Eu fiquei magoada, e a música que tocava era More, de Bobby Darin (uma das minhas músicas favoritas). Nós caímos da cama e alguém chegou e eu mandei ele embora, para me encontrar num teatro onde pessoas tocavam jazz, mas eu não consegui entrar da maneira convencional, fui pelas alleys (vielas ?) e janelas. Facinho heim ?
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outubro 08, 2002
País Tropical Moro num país tropical
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Acabei o livro Cidade de Deus. Cacete, que livro ! Aquela chamada a realidade brutal. Destruiu toda minha visão romantizada de pobreza/favela/bandidagem. Do selvagem feliz. Da blessed ignorance. E pela primeira vez veio aquela sensação bizarra de que sim, o livro acabou, mas a histórinha continua, mais violenta e cruel. Não foi o livro que acabou, fui eu que desapareci como espectador. • Mais alors qui tu trips sur tout...
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Lembram dos tempos de escola, aqueles cadernos questionários que a gente passava pela classe toda afim de descobrir o que o pretendido gostava, queria, coisa e tal ? Isso é tão anos 80 para mim e faz eu me lembrar coisas super engraçadas. Perguntas que peguei do livro Cidade de Deus, página 370: a- qual a música que marcou sua vida ? e a melhor de todas: f- você está interessado em alguém no momento ? Agora respondam.
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Eu não sei nada. O fato d'eu ter viajado bastante, ter visto e vivido muitas situações, de ter lido muitos livros, de ter conhecido muitas outras pessoas, isso não significa que eu sei mais do que alguém que não fez nada disso. Significa apenas que fizemos coisas diferentes. Parece tão óbvio isso, que é até ridículo estar escrevendo sobre o assunto. Mas não é porque muitas pessoas não vêem isso claramente. O mais triste é quando as pessoas se afastam porque acham que não podem lidar comigo de igual para igual. Isso me magooa e me isola. • Outro dia um amigo me disse algo que ficou guardado aqui. Não lembro as exatas palavras, mas era algo sobre eu ter "ídolos" (eu não tenho ídolos, apenas pessoas com as quais me identifico bastante) que tinham vidas conturbadas, complicadas, sofridas, que morriam jovens, etc e tal, e por isso eu fazia o mesmo, mas que esse tipo de vida é para "eles", não para nós. Primeiro, não existe "eles" e "nós". Pessoas como Sylvia Plath, Anais Nin, Simone de Beauvoir, Baudelaire e tantos outros que adoro eram pessoas como nós. Eles só viraram "eles" porque ficaram famosos, e fama para mim não dá atestado de talento algum, além do que, dezenas de pessoas igualmente inspiradas e talentosas vivem ao nosso redor e não percebemos isso. Não estou dizendo em absoluto que sou uma destas pessoas talentosas, mas sim que não imito ninguém, que vivo de acordo com o que acho certo para mim, de acordo com as minhas emoções, de acordo com a minha obsessão/paixão/encanação do momento. Eu me entrego. Eu não tenho medo. Eu arrisco se houver um triz de possibilidade. E ás vezes mesmo quando sei que não há possibilidade alguma, arrisco mesmo assim. Eu gosto disso. Por mais altos e baixos, por mais dolorido que seja o ricochetear entre os polos, isso sou eu, sempre fui e talvez eu nunca vá mudar. Não consigo imaginar minha vida de outra maneira. Ou melhor, consigo, mas minha maneira de ser está tão solidificada que mudar a esta altura do campeonato seria quase impossível. Quase porque eu poderia dar uma reviravolta, sou capaz disso, mas ainda não criei/achei um bom motivo para fazê-lo. Eu não gosto desta divisão entre pessoas ordinárias e pessoas talentosas. Posso ser cética, cínica e irônica para diversas coisas, mas acredito que existe algum talento em cada um de nós. E que somos todos iguais. Todos. Não olho para um mendigo me achando melhor, porque aquele ali poderia ser eu. Nem para o louco que não fala coisa com coisa. Nem mesmo para o homicida mais cruel. Somos todos iguaizinhos, temos todos os defeitos e qualidades aqui dentro. Somente a oportunidade ou falta dela faz com que esse mesmos defeitos e qualidades se manifestem ou não. • E que só um imbecil viveria uma vida vivida por outra pessoa.
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Joguinhos !!
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Finalmente a prova: Deus existe !!
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... o mal previsto vem mais lentamente.
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Your Name If you like-a-me,
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outubro 07, 2002
Que dia maravilhoso. Tarde de sol, mesinha na rua, bebida gelada, pessoas voltando do trabalho, um vento quentinho nas pernas, muitos suspiros e perguntas sem respostas. E é apenas segunda feira. Que bom.
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Só mesmo o Nando para me dar um presente destes: o significado das cores. • VERDE O verde é a cor da vegetação, da natureza e da vida própria. É a cor da renovação, da força da natureza. Verde, de acordo com psicólogos, significa o poder dos meios, a perseverança, o contrapeso e a estabilidade. Talvez porque o cristal possa focalizar quase perfeitamente a luz verde na retina e conseqüentemente o olho percebe esta cor mais facilmente. Os egípcioss usaram a malachita verde como uma sombra para tratar do olho em cuidados com problemas visuais e Plinius afirmou de que "a esmeralda deleita a vista sem a cansar ". (...) O verde é associado com o Venus, deusa do amor e da fertilidade. As viúvas gregas que se casavam novamente usavam um véu verde para simbolizar fertilidade. (...) A mitologia egípcia associa o verde com o Osiris, deus a vegetação e da morte, associando os ciclos da natureza àqueles da vida, da morte e do renascimento. (...) Na filosofia de Damanhur, o verde é associado com o princípio masculino e as forças da terra. (...) • Foi a cor que me escolheu, não o contrário. • Por isso eu acredito em memória genética.
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outubro 06, 2002
Uma graça a exposição de arte naif brasileira que está no Espaço Cultural da Caixa, na Av. Paulista, 2083 - São Paulo (no conjunto Nacional). Obras de Rosina Becker, José de Freitas e Antonio Poteiro. José é meu favorito, com certeza. Pena que os detalhes se perderam quando eu diminui a foto.
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Rosina Becker
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José de Freitas
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Slave To Love - Brian Ferry Tell her I´ll be waiting
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Encontrei de novo, por acaso, o menino por quem quase me apaixonei. Lindo, que pessoa linda ele é. E nem falo de físico. Ele é calmo, alegre, tem uma energia acolhedora e faz eu me sentir tão a vontade, tão bem, tão light. Dá vontade de engarrafar aquela sensação boa e ir usando de pouquinho em pouquinho, sempre que as coisas parecem meio negras... Faz um tempinho que a gente se conheceu e ele foi uma das 3 pessoas mais importantes que conheci este ano. Por causa dessa sensação boa que ele me passa toda vez que estamos juntos, eu achei que a gente poderia, quem sabe, sei lá, de repente, namorar. Mas não deu não... Existe um abismo entre a gente, começando pela diferença de idade (que nunca foi problema, mas...), passando por vales pedregosos e terminando que ele é quase um neo-hippie e eu sou uma semi neurótica metida a besta. Tudo bem, eu fiquei triste, mas já fazem uns 3 meses desde que aceitei a realidade. O bom (ás vezes nem tanto) é que vivemos nos encontramos por ai, em lugares insólidos, ás vezes em situações bizarras, sempre por acaso, e toda vez que isso acontece eu fico primeiro feliz, porque ele é sensacional, depois triste, porque não estamos juntos.
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Desde que aconteceu toda aquela &%$# com meu pai, meu comportamento deu uma mudada. Meu pai sempre foi meu melhor amigo, sempre fomos muito próximos e eu sempre confiei nele 200%. Tudo podia dar errado, mas meu pai, meu pai falaria algo legal, positivo, animador, me ajudaria a olhar as coisas por outro ângulo, ele salvaria a situação. Mas com o que aconteceu em 99, foi um choque, uma rasteira que eu ainda não me recuperei totalmente. Se meu pai foi o maior sacana de todos, meu deus, em quem eu vou poder confiar neste puto deste mundo ? Decepções a parte, tem o lado que ficou vago... Isso, abaixo da superfície, veio se aliar ao fato de que tenho me preocupado demais com o que meus amigos homens pensam de mim, do que estou fazendo, do que estou pensando, tudo. Estou procurando a aprovação deles (para substituir a do meu pai ?). Me afastei quase que totalmente das poucas amigas que tenho (i'm a guy's girl, always been), porque qualquer coisa mulherzinha me irrita ao extremo (será que estou de saco cheio da minha mãe ?), mesmo que eu ás vezes teime em agir como mulherzinha com alguns dos meus amigos, e ai o faço da pior maneira possível. O problema disso tudo é que me incomodo em ficar buscando aprovação dos outros, primeiro porque eu não preciso disso, segundo porque mina a minha auto-confiança, terceiro porque eu sinto que posso me enrolar em problemas sérios envolvendo terceiros e quartos (trocadilho) e que no final, quem vai tomar o nabo, vai ser eu. Preciso estar atenta, ficar assim a mercê de emoções mal resolvidas como mágoa e carência podem acabar me jogando num buraco.
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outubro 04, 2002
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HAVANA Et voilá ! Happy Hour.
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Eu adoro dirigir. Uau. E sou uma super excelente motorista. (inside tip: curto fazer coisa tipicamente masculinas muito bem, para depois ser elogiada pelos meninOs). É terapia mesmo. Colocava um cd (ou era fita heim ?) do DM, porque DM é drive, babe, drive, follow, go, fly, go, forget & relax... e bom, metia bronca. Ia até os confins de Sampa, depois voltava, numa boa, light e felizinha. Finais de semana de madrugada, na marginal pinheiros depois da ponte cidade jardim, até aquela lá longe, joão dias acho, santo amaro, maravilha. E quando tinha um para disputar quem tinha o melhor motor, arrá, mais gostoso ainda. Coisa de babaca, eu sei, mas era bom...
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Toda vez que escuto helicópteros sobrevoando a mesma área durante muito tempo, me sinto como se estivesse em South Central, Watts ou Compton, LA. Aliás, o que será que eles fazem heim ? Hoje acordei com um que parecia que ia cair no quintal. • Aliás, não foi lindo se perder em LA ? Bom-bom mesmo é guiar pela Wilshire Blvd. até Santa Monica. Venice non, non-non-non s'il tu plait. O pier de Santa Monica tinha um mini parquinho de diversões. Será que ainda tem ? E aquele clube imenso na Hollywood, como era o nome ? Deuce qualquer coisa ? Whatever. Bom mesmo foi descobrir que aquele sujeito com cara conhecida que estava com o violão e uma garota rockabilly de cachecol (entendam, ela estava enrolada no cangote dele) me lançando olhares lânguidos era o Brian Setzer... Ou o Prince com seu metro e meio, bebendo champagne com um entourage imensa e fazendo cara de aborrecido. Ou no Viper Room se incomodar com a garota que dançava muito perto e ver que era Kate Moss, que aliás, é mais baixa do que eu. Viper Room. The Roxy. Whisky a GoGo. I love LA.
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Todos já falaram bastante do filme Cidade de Deus, eu vou recomendar o livro, de Paulo Lins. Eu não sou muito fã de escritores nacionais, mas o cara conseguiu escrever um livro sensacional, impossível de parar, onde um rush de situações e feelings estende e amplifica aquilo que o filme mostrou. Na verdade, o filme foi só um sample. Muito bom.
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Eu não me preocupo em ser feliz. Quero ter paz. Enquanto a felicidade são pequenos momentos que acontecem em gotinhas, a paz é crucial para que eu consiga fazer, pensar, produzir. Sem paz no coração eu não sou nada, ninguém, só mais um zombie perdido no espaço. Eu só quero ter paz. Em paz eu crio minha felicidade. Felicidade ? O último momento genuinamente feliz que tive foi em Paraty, sentada num bar num final de tarde, escrevendo, olhando o cara vender peixes da sua bicicleta, o cachorro sentado do lado de fora me olhando pensativo. • Mas como vou ter paz se me apaixonar ? Aquele turbilhão de emoções, o desasossego que se instala, a impaciência, a dúvida. Os livros não em acalmam, nem meu quarto, nada, nenhuma das coisas que geralmente me trazem paz, tudo me incomoda e tudo é estranho. • Trop de travail et je suis même pas sûre si ça vaut le coup...
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Eu não quero falar de amor.
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Tricky - Blow Back
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Eu não sou o que penso que sou, caro leitor, e você também não. Interessante a matéria, no site apenas um preview, mas leia a matéria na íntegra na sua próxima visita ao dentista/médico.
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... esperar nutre o ressentimento.
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I've Seen That Face Before / Libertango Strange, I've seen that face before, Strange, he shadows me back home, Tu cherches quoi, rencontrer la mort, Dance in bars and restaurants, Dans sa chambre, Joel et sa valise,
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outubro 03, 2002
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Estou cansada do filme plástico que esta por cima de tudo que vejo, tudo que toco, todos que conheço. Cansada da boca que se mexe sem dizer coisa alguma, dos gestos mecânicos, da superficialidade. Esse fingimento me agride, porque eu posso ver além dele. Quase tudo, quase todos. O pior é o efeito: se ninguém diz a verdade e você é o único que o faz, eles procuram atrás das suas palavras e atos o que você realmente quer dizer com aquilo. Tudo tem um duplo sentido na cabeça das pessoas que não dizem o que pensam nem fazem o que querem.
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Hoje eu quis, depois de fazer a única coisa decente e nobre durante este ano inteiro, apanhar uma arma e fazer justiça. • Ou é preto ou é branco. O cinza eu não enxergo.
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Eu acho sensacional quando pessoas que conheci a pouco tempo me aparecem com fórmulas para os meus problemas. Isso só confirma minha certeza de quão pouco eles me conhecem.
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Amada Amante - Roberto Carlos / Erasmo Carlos Esse amor demais antigo
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A tira de Moebius subverte o normal, isto é, a representação temporal de que existem dois lados, mas de fato existe somente um. Como fazer uma Tira de Moebius: 1. Pegue de uma tira do papel;
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Eu imagino quando as pessoas começam a se dar conta de que se tornaram babacas ? Ou a transformação em babaca inclui também a perda da percepção de ter se tornado um ser deste tipo ? Mistério...
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Assisti um filme francês com o meu querido Melvil Poupaud. Histórinha de uma garota meio estranha, que teve um colapso nervoso quando o namorado de 3 anos a abandonou por causa de outra e se internou numa clínica para "especiais". E ela só se sente bem para sair da clínica (mesmo depois de ter alta) quando conhece um rapaz (Melvil). Quase, quase desci a boca no filme, mas ai veio uma cena que acabou comigo. A moça conversando com uma velhinho maluco e em dado momento ela disse "eu tenho esperança de novo". Pronto. Resumiu. Esperança. O amor é isso. Um pote cheinho de esperança. E quando somos amados então, é a outra pessoa vendo em nós aquilo que nós não conseguimos mais.
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Duas espécies de macacos, hoje vizinhos, mas que vieram de áreas diferentes. Uma delas calma, pacífica, todos vivendo lieralmente de paz e amor. A outra hostil, as fêmeas apanham, os machos matam os filhotes, muita agressividade. O que os levou a viverem de maneiras tão diferentes ? Um especialista disse que os primeiros viviam num local aonde a comida era abundante e em consequência disso não havia a luta pela sobrevivência. As fêmeas desde grupo se sobressaíram e até hoje o grupo vive bem. O segundo teve que lutar pela comida, pois a área de onde vieram sofreu uma grande seca. Logo, a violência se tornou comum e mesmo hoje, quando eles não mais precisam lutar por alimento, a agressividade ainda está presente. Igualzinho a gente. Pena que mesmo olhando ao nosso redor e vendo tudo que o mundo nos oferece de bom, a gente ainda tenha esse comportamento de que precisamos lutar e agredir para conquistar um lugar ao sol. Somos racionais afinal de contas ?
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outubro 02, 2002
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Pergunta: se a gente descende dos macacos e temos almas, isso quer dizer que os macacos também tem alma ?
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bruno cris caio cesar danilo elesbão fabio haroldinho jean lia magiozal marcelo mario av miguel nando ruy tati val |
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out/2002 |
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