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janeiro 29, 2003
Ay caramba, quando foi que meu dia passou a ter 12 horas ? Socorro !! Preciso de mais tempo !
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janeiro 27, 2003
Suba, São Paulo Confessions. Bom mesmo. • E chove, e alaga, e fica abafado, e o dente dói, e o ônibus enche, e eu quero dormir e perco a hora. Casa não é mais nem aqui nem lá. Como eu gosto.
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janeiro 24, 2003
Pode deixar que eu cuido bem dessa nêga. * Reflexões on others. * Difícil se descobrir infiel e ciumento(a): enquanto deita e rola com a(o) amante, pensar que o amor está em algum lugar da cidade fazendo o mesmo com alguém.
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janeiro 21, 2003
Cotidiano * Todo dia ela faz tudo sempre igual Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar Todo dia eu só penso em poder parar Seis da tarde como era de se esperar Toda noite ela diz pra eu não me afastar
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janeiro 19, 2003
Dia de sol e céu azul. Mas não aquele azul meio esquálido, azulão de verdade. * E amanhã para alegria geral, é feriado.
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janeiro 16, 2003
Sonho: recebo uma ligação de J. me dizendo que precisa de um lugar para ficar durante uns dias, e que vai trazer C. junto. Minha casa se parece muito com a que eu moro, com a diferença de que esta é 5 vezes maior e as paredes, quase todas, são de vidro. Da cabeceira da minha cama (e tem duas camas no quarto, imensas) eu vejo um jardim de inverno sensacional, cheio de árvores e plantas. Na cama ao lado J. esta dormindo enquanto C. que esta sentada na minha cama me conta uma dezena de coisas que eu não sabia e está muito animada com tudo que esta acontecendo. Eu decido sair e o carro é gigantesco, mas antigo. A cidade é um cruzamento de Gothan com a cidade de Blade Runner, com passarelas suspensas e pessoas demais. Atravesso umas ruas e chego na gráfica do meu pai, que cresceu e tem agora uns 30 funcionários. Descubro que tudo está indo muito bom, que meu pai diversificou e esta fazendo até peças de arte. Fui lá para pegar o que eu precisava e ele vem atrás de mim. Está mais jovem e magro, parece feliz. Não consigo falar nada, mas nos abraçamos e me sinto mais leve. Saindo dali eu passo por mais ruas estranhas e passarelas e descubro que toda cidade parece que foi cortada e colocada nos andares dos prédios, então tudo que existe hoje pode ser encontrado lá, mas nada mais de atravessar ruas, apenas descer de elevador e escadas rolantes. Os prédio são monumentais e tão altos que a vista não alcança. Eu consigo me perder quando pergunto para um punk rocker se aquele caminho é plano e ele me diz que aquela é a única e maior ladeira da cidade, o que não respondeu o que eu queria saber, pois eu estou de skate e quero apenas deslizar. Uma passarela, um elevador e eu decido que preciso passar na Macy's, mas a mulher do elevador me diz que pode me dar uma carona e a próxima coisa que eu sei é que estou numa praia lindíssima, areia branca que dói na vista e água azul turquesa. Eu já sonhei com este lugar. E do nada eu atravesso a estrada e estou numa balsa, a água agora é esverdeada, com Anthony Hopkins e um outro desconhecido, tentando ajudar Mel Gibson parar sua balsa tipo veneziana na nossa, mas ele parece que nunca fez aquilo e está mais preocupado em fazer piadas e se divertir do que amarrar a balsa. Todos pulamos para a balsa dele, que é genial, mas se transforma num carro imenso. No banco de trás estão 6 pessoas, todas confortáveis: Hopkins, o desconhecido, Sandra Bullock, eu, o homem mais lindo que eu já sonhei na minha vida e Brad Pitt. Tudo está indo muito bem, parece até um cocktail party sobre rodas, até Sandra fazer bico porque queria sentar aonde eu estou sentada. Então trocamos de lugar, porque eu não estou nem ai, o homem é lindo mas a viagem está interessante. Paramos e Hopkins me passa um copo alto com suco de laranja e guarda-chuvinha e debutantes, 6 delas, entram no nosso carro e todos começamos uma sessão de reclamações, porque o carro pode ser grande e confortável, mas doze pessoas também já é demais. Eu derramo metade do suco no vestido amarelo de uma debutante e explico: seu vestido é amarelo mesmo, ninguém vai notar a mancha, e é bem melhor do que eu derrubar em cima de um de nós.
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janeiro 15, 2003
Leiam: JP Cuenca e Cecilia Giannetti.
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No livro de Sylvia Plath Johnny Panic and the Bible of Dreams, seu marido, o também escritor Ted Hughes, é o autor da introdução. Eu nunca tive simpatia nem antipatia alguma pelo sujeito, nunca li absolutamente nada do que ele escreveu. Ouvi um burburinho de que os fans mais afoitos dela não gostavam dele, mas até ai, isso é opinião dos outros. O que acontece é que depois de ler a tal introdução fica difícil não nutrir por ele uma certa antipatia. É paupável que ele tinha sentimentos ambíguos quanto ao trabalho da mulher e até um certo ressentimento. Tudo é dito de maneira velada, mas está ali, para qualquer bom entendedor. Tentei achar alguma coisa consistente do escritor na net, mas não me veio nenhum site com poemas ou prosa para que eu pudesse ter uma idéia do trabalho. E pergunto, quem foi Ted Hughes além de, pelo menos no meu entender, senhor Plath ? • E ela ainda sabia desenhar. [suspiro]
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Bandeira Branca - Max Nunes e Laércio Alves Bandeira branca amor, não posso mais
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janeiro 14, 2003
Encontramos um carcamano que tinha saído de Sing Sing naquela tarde. Contou que era casado, tinha ficado preso 15 anos, saído por conta da condicional. De um bar fomos parar em outro e mais um e isso já durava 5 horas.
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janeiro 13, 2003
A Aldeia. Texto genial do Carta Aberta.
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Sonho: encontro com o R. neste lugar que é um pouco estranho, mas tenho certeza que é perto da praia. Ele me segura pela mão e fica me beijando toda hora. Eu estou gostando disso, mas alguma coisa não esta certa. A casa da praia parece cenário, a areia e o céu estão em cores tão espetaculares que não pode ser verdade. Ele machuca o rosto em alguma coisa e estamos procurando um band-aid. Ele desaparece e eu estou nesta casa maravilhosa, com diversos pisos e alguém me diz que eu vou morar ali, mas o casal esta numa briga imensa e a mãe de um deles me leva para ver os diversos cômodos, que são dispostos de maneira estranha e maiores do que aparentam. Eu coloco meu bikini branco e descubro que o cara que mora no térreo é um ator pouco conhecido que pinta quadros imensos que parecem do McKean, mas o lugar parece mesmo uma gráfica. Eu só quero ir para a praia.
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janeiro 11, 2003
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Ouvindo agora: Beethoven Radio
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preview for you (cenário com fundo negro. apenas um taxi amarelo totalmente aberto no centro do palco. um homem esta no banco do motorista, branco, tipo comum. distraído. outro, tipo malandro, cara de poucos amigos e ar perigoso, aparece do nada e entra rapidamente no banco de trás.) MOTORISTA (assustado, olhando para trás pelo espelho) - Opa, você me assustou. PASSAGEIRO (com pressa) - Toca ai, vai ! MOTORISTA (confuso) - Para onde ? PASSAGEIRO (nervoso) - Não importa, sai daqui logo meu chapa. (o motorista inicia o carro e arranca, tudo falsamente. esta um pouco perturbado. o passageiro mexe em alguma coisa na cintura, pelo brilho dá para perceber que é uma arma. o passageiro esta agitado e o motorista continua olhando-o pelo espelho retrovisor.) RÁDIO EM OFF - ...e a previsão para esta terça-feira é de tempo nublado com escassos períodos de sol. A temperatura vai ficar entre os 21º e os 30º... PASSAGEIRO (inclinando-se para o banco da frente) - Muda essa porra ai. (percorre o dial e termina por desligar) Nada, essas rádio fm são tudo igual. MOTORISTA - Para onde o senhor deseja ir mesmo ? PASSAGEIRO - Vai indo ai na direção de São Cristovão...
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Niccolo Paganini (nasceu Genova, 27 outubro 1782; morreu Nice, 27 maio 1840). Aqui uma curta biografia em português. E no site oficial, imagens e mp3 para você escutar do que estou falando.
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30/10/1340 Batalha do Salado entre cristãos (Afonso XI de Castela e D. Afonso IV de Portugal) e mouros Outras datas aqui.
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janeiro 10, 2003
Cansei. Não quero que estranhos saibam sobre mim. Esta se repetindo o que aconteceu quando eu comecei a me encher de dançar: eu não queria que pessoas que nem ao menos sabiam meu nome verdadeiro e apenas me viam dançar achassem que sabiam muito sobre mim. Aqui é exatamente o mesmo, com a diferença de que aqui estou realmente despida e totalmente vulnerável. Decidi que vou me "despir" apenas para as pessoas que gosto e para aquelas que gostam de mim. Daqui para frente, só fotografia e ficção.
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Ja falei do 168 horas ?
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Sonho: estou numa cidadezinha que parece Paraty, mas não é. E me dão um quarto super simpático no hotel, apenas que a janela abre para um corredor cheio de outras janelas e isso não faz muito sentido, mas mesmo assim eu gostei, até descobrir que as pessoas todas passavam por dentro do meu quarto para poder ir até o restaurante e isso não era muito agradável. No andar de baixo funcionava uma videolocadora com filmes que nunca foram feitos. • Estou escrevendo uma peça. Sei que sou muito boa em diálogos, logo, por que não aproveitar ? Cheia de idéias, estou me sentindo muito criativa. • Quem parou um instantinho ontem a noite e olhou para o céu viu: forrado de estrelas, lindo. Desejei secretamente por um blackout.
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janeiro 09, 2003
A Media Luz - E. Donato-C. C. Lensi Corrientes tres cuatro ocho, segundo piso, ascensor, Pisito que puso Maple, piano, estera y velador, Y todo a media luz, que es un brujo el amor, Y todo a media luz, crepúsculo interior, Juncal doce venticuatro, telefonea sin temor, Hay de todo en la casita, almohadones y divanes como en botica,
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É interessante parar de reclamar e aceitar que estamos na situação que nos encontramos por obra nossa mesma. Que não somos vítimas. Que gostamos (mais-menos) de culpar terceiros e quartos por nossas tristezas e infelicidades, por nossos fracassos, por qualquer coisa que não dê certo e nos faça sofrer, esquecendo a nossa responsabilidade nisso, esquecendo que podemos dizer não e escolher outro caminho. Eu oscilo entre me sentir plenamente bem e em paz quando reconheço minha responsabilidade para comigo mesma e totalmente infeliz pelo mesmo motivo. Imensa vontade de ser direcionada, mandada, de poder me livrar desta responsabilidade. Simplesmente seguir instruções. Frases como "eu fiz isso por você" ou "você me fez agir assim" me maravilham, e escondem um certo mistério, porque eu nunca as utilizei. Como será isso ? Fico sempre lembrando do filme Casino. Ginger que era uma garota de programa bem sucedida e Lester, seu eterno gigôlo. Além dele ser a válvula de escape, era também o homem que a amava apesar de tudo. Eu acho isso fascinante e consigo me relacionar com este sentimento, porque no fundo, é em parte meu desejo também: achar alguém que me ame apesar de tudo e que me diga o que fazer. Anti-feminista, politicamente incorreto. Sim. Mas gostaria de tentar.
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janeiro 07, 2003
My Girlfriend's Girlfriend - Type O Negative It's no secret we're close In their '62 'vette They keep me warm on cold nights My girlfriend's girlfriend Her and me and her and she and me
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Existe um paradoxo(?): se eu não permitir que ele se abra comigo, que se mostre por inteiro, que se confesse, se eu o manter aonde ele esta, no topo, naquele lugar quase inatingível que reservei aos sensacionais, se agir assim eu posso continuar gostando dele e talvez chegar a amá-lo. Mas se eu abrir as portas e deixar ele se mostrar como é realmente, isso vai pouco a pouco matar o que começo a sentir por ele. Porque sei dos seus defeitos, porque vejo seus problemas, porque sei dos seus erros, porque conheço suas fraquezas. Os defeitos falam mais alto do que as qualidades. E eu, infelizmente, passei da idade de me iludir. • Parte da minha tristeza reside na perda da minha inocência.
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janeiro 05, 2003
As fotos já estão no ar. Das mais recentes (ano novo) para as mais antigas. Difícil foi escolher as melhores/que mais gostei, porque nem sempre eram as mesmas. • Em Sampa, e este tempinho totalmente nada a ver. Semana vai ser dura, mil coisas para resolver, quase tudo com urgência. Estou cheia de paciência. E paralelamente restless. E citando um sábio cujo nome eu esqueci, eu me contradigo, pois sim, eu contenho multidões. • Bom mesmo é aprender a ficar sem internet. E não achar ruim. E não querer usar mais do que o necessário. Estou olhando minhas anotações e blocos e estou surpresa. Aqui se perde muito tempo, aqui se cultiva o fast-shallow-cheap e juro que já estou cansando disso. Tem algo de bom, tem muito de ruim também. E para uma pessoa com muitas idéias e quase nenhuma iniciativa (como eu) isso é péssimo. É muito fácil simplesmente absorver. E não fazer mais nada. • As palavras tem uma cadência toda especial, uma fluência quando bem escritas. Para saber se uma frase/parágrafo ficou boa basta ser amante de boa música. Depois de escrever, leia em voz alta. Se soar bem aos ouvidos, batata. Para os olhos será uma festa. • E se não escrevo melhor é por minha própria negligência com nossa língua. Durante os últimos 10 anos eu li pouquíssimo em portugues. It shows, han ? Se não fosse por este pequeno detalhe, hoje eu a dominaria melhor do que aqueles que admiro. [risinho confidente]
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Rio Antigo - Notato Buzar/Chico Anísio Quero um bate-papo na esquina Quero um pregão de garrafeiro Quero o carnaval com serpentinas Quero um som de fossa da Dolores
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janeiro 02, 2003
(...) nesta idade, você não pára de sentir o peso da responsabilidade, da felicidade de compromisso com a vida e das infelicidades pensativas do xeque-mate das perdas. Check-up e exames. Emocionalmente você fica sentimentalóide e tem mais paciência com a dita humanidade. Uma tolerância totalmente maitê com o que é humano. Mais que nunca tudo que é humano te interessa, como sempre, mas muito mais agora. Ao mesmo tempo, você fica muito mais impaciente e sem tolerância alguma com mediocridades, utopias, governos, crendices, esperancinhas e casamentos. O sarcasmo da ironia ferina guia os pensamentos deixando você mais do que nunca interessado em tudo que é humano só pra dizer "não tem jeito mesmo". Essas porras de macaco e macaca depilados são uns babacas delirantes. Onde foi que o gorila errou pra desembocar na gente ? Ao mesmo tempo, o amor de compaixão aumenta em certas circunstâncias, e essa esquizofrenia maníaco-depressiva, pessimista-amorosa para com a vida, cresce.
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bruno cris caio cesar danilo elesbão fabio haroldinho jean lia magiozal marcelo mario av miguel nando ruy tati val |
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out/2002 |
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