- Você esta feliz ? - ela me perguntou, sem mais nem menos no meio de uma conversa que estava meio sem pé nem cabeça. Olhei para os botões da minha camisa, alisei minha barriga com carinho.
- Estou em paz.
E sim, é verdade. Enquanto estar feliz é como estar drogado, você pensa que pode tudo e tudo ao seu redor esta certo em harmonia com seus planos, lá no fundo tem uma vozinha que diz que isso pode durar pouco, qualquer coisa fora do círculo harmonioso pode acontecer e infelicidades acontecem. Paz é diferente. Você sabe que pode fazer tudo, desde que empregue a quantidade necessária de energia ao objetivo, mas aceita também que não é necessário ter que fazer tudo. Certas coisas se movem por si só. Sabe também que é a única pessoa que esta em controle do seu destino, mas que algumas situações estão fora do seu controle e sendo assim, não precisa se preocupar. E mais importante, sabe que mesmo das infelicidades, dos momentos ruins, o saldo pode ser positivo. Tudo muda o tempo inteiro e isso é bom. Enquanto a felicidade pode ser apenas um instante, a paz pode ser duradoura.
- Que pena... eu queria tanto te ver feliz.
Eu olhei para a grama verde do jardim a nossa frente e sorri ao ver as crianças brincando. Nem todo mundo esta pronto para entender a diferença.
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Voltei a sonhar. Muito.
Coisa estranha é a vida...
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Literalmente derreti. O calor bateu de uma vez, 8 da manhã fui até o mercado e comprei um ventilador. Não ajudou. Não dormi. Desmaiei. Desde ontem o tempo melhorou. Calor, me lembrou tanto o Rio, agora suportável. Passei a tarde inteira caminhando. Luminosidade diferente. O celular tocou, não atendi porque não reconheci o número. Não gosto de estar disponível a todo instante. Intromissão. Apanhei o M9, gosto de andar de ônibus. Toda vizinhança do Alphabet City está tão mudada... Eu lembro quando um ex-namorado me levou para tomar uma cerveja (era verão, nostalgia) num barzinho em frente ao Tompkins Square Park: assustador. O lugar era hang-out de junkies, needles and stuff. Hoje vi crianças brincando no parquinho, adolescentes jogando basquete e casais correndo com seus cachorros. Mudança. Ainda em frente ao parque eu descobri aonde quero morar: um prédio antigo e abandonado ao lado de uma igreja católica. Imensas janelas e teto alto. Sonhar é preciso.
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The observations and chance encounters of the solitary and silent are more blurred, yet at the same time more probing than those of social beings. Their thoughts are deeper and weirder, and never without a tinge of sorrow. Images and perceptions that might otherwise be easily dispensed with a glance, a laugh or an exhange of opinion excessively occupy the lone individual, gaining depth in slience, taking on meaning, becoming personal experience, adventure and emotion. Solitude yields the original, the boldly and shockingly beautiful, the poem. Yet solitute also yields the perverse and disproportionable, the ridiculous and the beyond-the-pale.
Thomas Mann - Death in Venice
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Na mosca.
A man who knows the court is master of his gestures, of his eyes and of his face; he is profound, impenetrable; he dissimulates bad offices, smiles at his enemies, controls his irritation, disguises his passions, belies his heart, speaks and acts against his feelings.
Jean de La Bruyère - 1645
Remember that the solitary mortal is certainly luxurious, probably superstitious and possibly mad.
Dr. Samuel Johnson
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Degree Confluence Project: visitar os pontos onde as latitudes e longitudes se encontram, tirar fotos e contar a história. Interessante.





Sessão movies and pop-corn. Que delícia.
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Dormindo muito melhor.
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Surpresa ao me ler. Nem pareço eu mesma.
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Fiquei a semana inteira com o celular desligado. Algumas das pessoas ao meu redor parecem não estar na mesma onda que eu, o que de certa maneira me prejudica. Eu não consigo aliviar os outros com meu positivismo e fico exausta no processo. O que mais me chateia é aquele tipo de pessoa que sempre reclama da vida, mas quando você começa a mostrar tudo de bom que eles tem, vira alvo da fúria recolhida. Ou então aqueles que fazem cara de enterro e pintam um drama gigante, mas é só uma terceira/quarta/quinta pessoa chegar e parece que tudo ficou bem, e saem saltitantes e felizes. Dá um gosto estranho na boca, parece falso. E como tem gente que gosta de se passar por vítima... oh boy.
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Ás vezes é apenas uma questão de olhar o copo meio vazio ou meio cheio.
O meu está meio cheio.
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Eu não entendo a maioria das pessoas, mas estou prestando extra atenção ao efeito que elas causam em mim.
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Obrigado.
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Iiiiiihhhhhh, estou muito zen.
A man said to a Dervish:
- Why do I not see you more often ?
The Dervish replied:
- Because the words "Why have you not been to see me ?" are sweeter to my ear than the words "Why have you come again ?".
Mulla Jami - Caravan of Dreams
E o Jimmy que é um amor, fez um cartão para mim. Eu adorei.
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Ganhei uma caixa de chocolate e cada um tem um nome de mulher. Todos uma delícia. Claro.
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Patricia: Tallest of them all with a hot temper, but fresh lifestyle.
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E a descrição da maioria casa, direitinho. Engraçado isso.
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Aliás, tanta coisa boa para se comer... Hum-hum.



O conto esta prontinho na minha cabeça. Mas não tenho tempo de sentar e passar para o papel. Enquanto ando por aí faço pequenas modificações. O exterior adiciona e subtrai. Isso é bom.
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Estou sem tempo. Minha vida social esta a todo vapor, talvez para compensar o tempo que passei isolada no Brasil. Sou muito popular por aqui. Ho-ho.
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Ganhei o cd da Peaches. Já conhecia, ela é ótima, não entendo como não é mais conhecida. Engraçado é o vídeo que veio da música Set It Off.
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Começando a fazer listas para não me perder no meio de tantos planos e idéias.
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Não vou nem tomar banho. Cama !
Procurando por uma coisa, acabei achando outra totalmente diferente. Testes de personalidade. 9 Types e Enneagram. Sou 4, all the way.
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As noitadas são sempre um exagero. Começamos no Via de la Pace, Le Souk, Felix, Pangea. Gente conhecida em todos os lugares. NYC é mesmo bem pequena.
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- leaving already ?
- yeah...
- can i see you again ? can i have your number ?
- nope. leave it to destiny.
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Eu sempre tenho a impressão de que os caras em NYC são (estão ?) desesperados.
Pode ser só impressão, claro.
Kiefer Sutherland me ofereceu um drink. Eu aceitei. A conversa foi de hockey ao livro sobre a filosofia dos Simpsons, e tantas outras coisas in between. Ele é um charme de homem, educadíssimo, daqueles que levanta quando a mulher vai ao banheiro. Um pouco tímido. Lindo. Uma hora e meia e alguns drinks depois, eu só digo (reafirmo) que tenho sorte nesta vida.
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Ai ai. [suspiro]
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Inside story: eu tive uma paixonite por ele na época do filme The Lost Boys.
Que Pena* - Jorge Ben
Ela já não gosta mais de mim
Mas eu gosto dela mesmo assim
Que pena, que pena
Ela já não é a minha pequena
Que pena, que pena
Pois não é fácil recuperar
Um grande amor perdido
Pois ela era uma rosa
As outras eram manjericão
Ela era uma rosa
Que mandava no meu coração
Coração, coração, coração
Mas eu não vou chorar
Eu vou é cantar
Pois a vida continua
E eu não vou ficar sozinho no meio da rua
No meio da rua
Esperando que alguém me dê a mão
Me dê a mão
A mão

Orixás - Luiz Carlos Fritz
Eu já pedi a Oxalá
meu pai Ogum e Iemanjá
mamãe Oxum e todas as Crianças
Pra me dizer o que fazer
pra minha fé eu não perder
olhar pra frente e sempre acreditar
oiá oo Xangô oiá oo Xangô
oiá oo Xangô oiá oo Xangô
E lá na mata com Oxóssi
no meio da natureza
ver o brilho do sol na cachoeira
E na passagem do milénio
já pedi pro meu Brasil
saúde paz amor e muito Acué
oiá oo Xangô oiá oo Xangô
oiá oo Xangô oiá oo Xangô
A chuva cai fico contente
um raio forte cai na minha frente
pra confirmar que ela está aqui
é a guerreira Iansã ieparrei
ieparrei ieparrei ieparrei
Iansã
oiá oo Xangô oiá oo Xangô
oiá oo Xangô oiá oo Xangô
Oiá meu pai Ogum Oiá meu pai Ossam
Oiá meu pai Oxossi Oiá mamãe Oxum
Oiá mãe Yemanjá Oiá meu pai Xangô
Oiá maynhansã Oiá pai Oxalá
Oiá oo Xangô Oiá oo Xangô
Oiá oo Xangô Oiá oo Xangô
- You're a bitter little lady.
- It's a bitter little world.
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Um dos meus cds favoritos dos últimos 2 meses é Samba Soul '70. Entre tantas músicas que eu adoro, a favorita é Nêgo Dito, cantada por Branca di Neve.
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Chove, chove. E eu gosto.
Não sou crítica de cinema, mas me parece bem óbvio que ultimamente quase todos filmes de hollywood tem um gostinho de comercial: motorola, coca-cola, malboro, absolut, não importa, esta tudo plastificado, bestificado. Tempo livre, aproveitei para descansar as pernas no escurinho do cinema. O que doeu foi a cabeça no final. Assisti The Italian Job. Que coisinha mais sem graça. Desde o início a gente já sabe como vai acabar: então que tenha alguma adrenalina. Nada. Okay, então que seja o fillme cartão-postal: pelo menos viajamos na paisagem bonita e relembramos algum lugar já visitado. Nada. Ai caiu a ficha: o filme é um imenso anúncio para o Mini Cooper. Não acredita ? Vá conferir.
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Vergonhoso, na boa.
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Talvez o Mystic River... Pelo menos tem o Sean Penn.
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Essa mania de dar aos outros tudo mastigado como papinha de bêbe me deixa fula da vida.
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Minha memória esta playing tricks on me. Parece que fui a New Orleans há séculos, mas sinto como se tivesse acabado de chegar em NYC. O clima deve ter alguma parte neste jogo. Desde que cheguei tivemos poucos dias de sol e calor. Já NO estava lindo, sol, quente. Aliás, todo mundo reclama demais do tempo, eu estou adorando. Pode chover, fazer frio, não importa. Combina com a cidade. O que não combina é o sol, céu azul.
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Tenho sorte na vida. Coisas boas e surpreendentes sempre me acontecem. Tenho saúde, tenho bons amigos, que mesmo longe, são próximos. Posso sentir, amar, trabalhar, comer, escrever, fotografar, sonhar. Posso fazer tudo e qualquer coisa. Não existe impossível.
Saber disso traz uma paz indescritível.
São aqueles momentos de pequinez, de visão estreita e egoísta que me fazem infeliz. Parar, olhar ao redor e simplesmente sentir-se parte do tudo, isso é o que eu estou tentando (com sucesso, so far) diariamente.
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Foram tantas mudanças em tão pouco tempo. Umas ótimas, outras menos, mas nenhuma ruim. É natural, mudar. Hoje no subway me distrai e cai por dentro de mim mesma e notei o quanto estou mudada. Um momento de branco total aconteceu e mesmo que eu desejasse, não conseguiria descrever. Mas senti uma energia imensa, toda boa e acolhedora, em mim e ao meu redor. Quando abri os olhos (que não estavam fechados) entendi que é momento de reconciliar, porque o amanhã pode não ser para todo mundo.
A Cristina ficou tirando uma com a minha cara por causa da casa de boneca. Mas essa minha mania é antiga. Minha mãe fazia coleção da revista Pais e Filhos e eu lembro que quando eu tinha uns 6/7 anos numa destas revistas veio uma matéria sobre casa de boneca: era uma casa linda, dois andares, jardim, deck, mobília típica dos anos 70 (isso sim é de enlouquecer), e eu passava horas debruçada sobre foto imaginando histórinhas sobre pessoas que poderiam morar nesta casa. Só que naquela época meus pais não tinham condições de comprar. Continuei sonhando...
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Estou me sentindo como uma criança, maravilhada com a idéa de de pintar, mobiliar, decorar tudo ao meu estilo. Ás vezes uma luz acende e eu penso "mas que besteirada é essa hein, tu já passou da idade", mas logo em seguida acho que mereço alguns pequenos prazeres e esse é definitivamente um deles.
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A caça de uma casa de bonecas: ontem eu e meu amigo Jimmy passeamos pela cidade, fomos no Manhattan DollHouse Shop da 3 ave com a 20 st. e quase comprei uma Ludby, fabricada na Suécia, mas fiquei sabendo que é díficil comprar mobília para esse tipo de casa (por causa da proporção em que ela é construída).
Claro que a minha favorita é a Charles Rennie Mackintosh, e quem sabe, talvez se eu economizar bastante e tiver paciência, acabe comprando minha casa dos sonhos. Depois almoço, chuvinha on-off, FAO, onde fiquei maravilhada com a coleção de Barbies (sim, estou regredindo), volta para casa e ganhei esta miniatura linda.

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Lundby e C. R. Mackintosh, em fotos grandes que me trazem de volta essa sensação de sonho e para quem ainda é meio criança como eu.