Meu coração está pequeno, apertado, sofrendo. Que droga. Droga, droga ! Reclamar, bater o pé e gritar não ajuda, mas talvez alivie. Não estou nem um pouco, nem um pingo, animada com a minha viagem. Tento lembrar de coisas boas, como comida, amigos, casa, mas não esta funcionando. Nem pensar no Rio, nas coisas bonitas e toda alegria que senti lá. Nada. Rien.
Eu já estou com saudades de NY.
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Minha amiga Rosa fez um churrasco. Coisa de família, foi legal, consegui relaxar por algumas horas. Conversamos, demos risada e comi muita carne, coisa que não faço muito desde que cheguei aqui. Na hora de ir embora, despedir, quase me derramei toda. Ah meu deus, que tristeza. Juro que preferia estar indo para um lugar que eu nunca estive antes ou até mesmo um em que já morei, mas não "casa".
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Casa.
Comprei o SimCity 4 e claro, não consigo sair da frente do computador. Vai ser útil em São Paulo, eu tenho certeza.
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Semana agitada. Sexta e sábado fiz muitas coisas, mas estou dispersa, e sim, triste. As coisas começam a acontecer no momento menos adequado...
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Um amigo me levou para assistir De La Guarda e é simplesmente fantástico.
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E filmes. Muitos filmes.
Segunda fui com a Aline ver Orquestra Santa Massa no Joe's Pub. Não estava esperando grandes coisas, mas a "festa" foi animada e nem a chuva atrapalhou.
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Cansada do calor e mau humor da Strand que fica na Broadway, resolvi tentar a da Fulton. Que diferença. Espaço, ar, quase ninguém distribuindo cotoveladas e TANTO livro sensacional. ADOREI. Para ajudar o caixa é super simpático e atencioso. Preciso voltar again antes de ir embora.
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Falando de livros, comprei o Earth From Above. Fiquei debruçada sobre as fotos, quase chorando de alegria. A gente não percebe nesta vidinha agitada e cheia de besteiras que o planeta que moramos é lindo. Uma obra prima.
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Ai ai.







Fui assistir 28 Days Later e adorei. Intenso, ótimo. Não é surpresa porque o diretor, Danny Boyle, é o mesmo de Transpotting e Shallow Grave, outro filme que eu simplemente amei.
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Em compensação, outro dia assisti em dvd o Dancing at the Blue Iguana e que grande merda. Não existe história, os atores não sabem o que estão fazendo ali, os personagens não passam de caricaturas e para terminar, usaram todos os clichés possíveis sobre strippers. Please ! Aquele filme com a Demi Moore, StripTease consegue ter mais realidade mesmo sendo um filme terrível e o até o besta Showgirls bate esse fiasco. Argh !!
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Insônia voltou. Hm.
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Estou ouvindo Kiss. Best of. Ha-ha.
A viagem já esta marcada. Em agosto estou no Brasil.
Minha vida está boa, estou bem estruturada, tudo caminha quase perfeitamente... Não se mexe em time que esta ganhando. Mas infelizmente não tenho escolha. Hm. São Paulo. Sinto saudades sim, mas não representa nada. Tenho mais amigos espalhados pelo mundo do que na cidade que nasci e cresci. Parece vingança: a cidade, abandonada e ressentida, me virou as costas. Já NYC pela primeira vez em anos está me tratando muito bem: aprendi e continuo aprendendo a desfrutar tudo de bom que a cidade oferece.
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Meu coração dói. Já estou sentindo falta de tudo/todos que tenho aqui.
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Eu achei que nunca ia sentir isso, mas pela primeira vez, não quero partir.
Não quero abraçar mudanças.
Estou envelhecendo.
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Agora filmes... difícil assistir alguma coisa que seja surpreendente. Hollywood já era. Acabei de assistir "Phone Booth" e que coisa mais chata ! "Basic", outro pé no saco, daqueles filmes que puxam o tapete no final, você fica, "ah tá certo era o que eu imaginei no inicio e depois ele provaram que não era para eu me sentir bobo e agora eu vejo que era isso mesmo". Argh.
Now, outro dia assisti Sexy Beast e além de dar risada, achei o filme legal, boa diversão, sem pretensão. Semana passada a Aline ficou rindo de mim porque eu aluguei uns filmes muito ruins, mas a verdade é que eu não sabia o que alugar, e entre palhaçada ou Sandra Bullock e patéticos afins, eu fico com a palhaçada. Pelo menos não me sinto insultada.
Portas de New Orleans







Fui com a Aline assistir Swimming Pool. Gostei muito do filme, principalmente porque me identifiqei bastante com a personagem Sarah Morton.
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O tempo está tão agradável que eu nem tenho coragem de reclamar...
Dando para dormir em paz, pode continuar.
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Pesadelo. Do tipo que na hora que você vai fazer bobagem, no caso, matar uma pessoa, acordar.
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Preciso de férias.
Das férias. Hoho.
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Ganhamos da Sérvia no volei. Tsk.


Look to the end, no matter what it is you are considering. Often enough, God gives a man a glimpse of happiness, and then utterly ruins him.
Herodotus 5 bc
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hm.
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Sonho ruim com meu pai. Aliás, os sonhos tem sido tão reais que parece que não dormi. 24 hours up, andando pela cidade.
Cheia de nostalgia.
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Tudo é um estado mental. Tudo. Ir descobrindo aos poucos como ligar e desligar as coisas é uma sensação um tanto bizarra.
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Me sinto tão plain. Difícil explicar. Apenas simples e super comum. Como eu, outras tantas pessoas vagam por ai na face da terra. Essa necessidade de ser alguém esta sumindo de mim. Talvez por isso algumas "coisas" começam a fazer sentido. É como se eu estivesse me recuperando da miopia.
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Quase espetacular.
E assustador.
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Eu sempre fui muito curiosa sobre aquela linha que divide o louco e o são.
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E nos momentos em que acho que perdi a cabeça é quando me sinto mais sã.
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A vida é bela.
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& if u love me i love u 2
Finalmente sentei e escrevi o conto. Peguei o que eu tinha começado meses atrás e fui mexendo aqui e ali, completando. Detestei. Deletei tudo e comecei de novo. Ficou curto, mas eu gostei. Ainda precisa de um certo "envelhecimento", mas acho que o que tem que estar ali já esta.
Estou para escrever este conto desde fevereiro. Não foi bloqueio, simplesmente não me dispus a sentar e escrever. Tenho essa mania de deixar as coisas para a última hora. Tem também o medo, vai ser publicado, vou estar exposta as pedras. E eu sempre espero o pior. Sempre. Se o pior não acontecer, ótimo, mas não vou ser apanhada de surpresa, ah isso não.
Um conto sobre sexo. Há.
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Escrever por obrigação me deu vontade de escrever por prazer, como estava fazendo antes de vir a NY. Não escrevi quase nada (nada utilizável) desde que cheguei. Simplesmente não consigo colocar minha cabeça naquele estado necessário. Nem ficar parada em casa, olhando a tela do computador. E quando sento num café/restaurante/bar, as pessoas ao meu redor me distraem. Concentração. Falta muita. Mas é bom saber que esta tudo aqui dentro, guardado.
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Saudades do meu bar, ali entre aqueles puteiros. El Cid. Minha mesa. Meu garçon amigo que estava quase me trazendo o chopp assim que eu entrava. Ele pelo menos já sorria quando me via, sabia qual mesa eu gostava. Ah. O Rio de Janeiro. Alguma(s) coisa(s) aconteceu lá, e eu sinto que vou precisar de um bom tempo antes de poder voltar. E poder sentir the same careless feeling I once had there.
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Lendo pedaços de textos por ai. É engraçado como basta uma frase, ás vezes uma só palavra para que eu perca o respeito por uma pessoa. Não respeito pela pessoa como pessoa, mas pelo profissional, pelo que ela representa. E depois de destruída (a imagem), fica ímpossível voltar atrás. E eu nunca sei qual vai ser a palavra/gesto/olhar/atitude/whatever que vai causar este desmoronamento. É triste. Mais para mim que perco do que para o outro que nunca teve o que perder.
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É aquela historinha do ídolo com pés de barro e cabeça de ouro, não ?
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Fico imaginando quantas pessoas não sentiram(ão) exatamente a mesma coisa em relação a mim. Estranho, se imaginar decepcionando pessoas. Com um só gesto. I have done plenty, I'm sure.
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Maybe that's why I refuse the illusion.
Maybe that's why I can write and think about the illusion.
But not live it.
Or love it.
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Ou sim.
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Post déjà vu, non ?
Nada de viagem. Estou com um resfriado feio. Nem tenho vontade de sair de casa...
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Acabei de ler o Death in Venice. Que bonito. Gostei muito.
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Estou impaciente.
Esse Cara - Caetano Veloso
Ah! Que esse cara tem me consumido
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Como os olhos de um bandido
Ele está na minha vida porque quer
Eu estou pra o que der e vier
Ele chega ao anoitecer
Quando vem a madrugada ele some
Ele é quem quer, ele é o homem
Eu sou apenas uma mulher
Não lembro dos detalhes, mas sonhei que puxei minha língua para fora e a cortei com uma tesoura. O que não me surpreendeu, porque eu estou sabotando o conto, estou me mutilando toda vez que me nego a sentar e escrever o bendito.
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Pois é...
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Sim, eu comprei um iMac. Finally !
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O plano parece bom: uma limo (urrú) apanha a Aline e eu e mais outras meninas e seus respectivos namorados/amigos e vamos todos passar o 4 of july na casa do Jimmy nos Hamptons. Estou nervosa com a possibilidade de ter que ficar um final de semana entre pessoas que eu não conheço bem, nos canfundós de Long Island, onde abastados e mimados passam o verão. Ainda bem que tem a Aline para me salvar.
Suddenly, Coney Island me parece interessante...
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Okay. De repente as fotos serão boas.



O Nando deu as dicas e eu adorei: o Multi-uso com 7 perguntinhas básicas e Os 5 Mais, que inspira a fazer o meu. Quando eu tiver tempo...
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Pedro Almodovar (sim, ele escreve)
David Lynch
Linda Fiorentino
Gary Oldman
não importa
não importa
NYC
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Cara, isso ia ficar uma salada russa...