Dei um tempo no livro to HST e agarrei o On Writing, do Stephen King. Não preciso falar que eu amo este homem. Num único parágrafo ele consegue transmitir coisas que levam páginas para outros escritores. E na boa, que se danem aqueles que acham que o cara é pop e vazio: ele proporciona bons momentos e são dele alguns dos livros que mais marcaram minha adolescência.
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Fiquei tão impressionada que sonhei com ele. Pela segunda vez em 15 anos. Aliás, tenho sonhado muito, coisas estranhas, misteriosas, detalhes que deve(riam)m ser analisados com atenção, mas porque eu não estou anotando mais os sonhos, vão ficar para mais tarde. Ou jamais.
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E sentar na cadeira está díficil.
Escrever alguma coisa que eu goste mais ainda.
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Parece que o verão acabou. Ontem fez um frio chatinho. Na saída do cinema (assistimos Cold Creek Manor, que não é nada do que imaginei, e sinceramente, não recomendo) o vento entrava pelo decote, pelas costas, pela perna da calça. Que pena...
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Eu não casei.
Haha.
Eu, casada ?
Hahaha.
E ele não é brasileiro.
Nem americano, cruz-credo.
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Brunch de domingo, chuva. Exatamente quando você menos espera, pám, o passado te bate nos ombros e diz oi, tudo bem ? Meu joelho tremeu e que perdi a cor, mas acho que levei menos tempo do que o normal para me restabelecer. Rever as pessoas que um dia significaram muito para a gente é traumatizante. Hm. Melhor parar por aqui.
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Mas ainda sonho com aquele den chinês...
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Ninguém mais me manda email.
O que por um lado é bom, não tenho tempo de responder anyway.
Por outro é ruim, esqueceram-se de mim.








As fotos, eu sei... Díficil porque ainda não temos dsl, e eu sempre esqueço o cabo.
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Sonhos muito estranhos. Mesmo. Preciso voltar a escreve-los.
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Ontem assistimos Scarface no cinema. Beleza ver esse filme na telona. O engraçado é que eu me senti numa sessão cult, as pessoas gritando, aplaudindo, vaiando, citando as falas de cor. Hm. Cansa depois de meia-hora, quando você quer mergulhar no filme.
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Americanos são tolinhos, ooohh deus.
Eu tenho amigos ótimos.
Rafael. :)
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Ventania a madrugada toda, junto com a chuva.
As árvores batendo na janela.
Hoje dia lindo.
Estava sentada no Starbucks da Astor Place, olhando o céu azul bonito, as nuvens passando com uma rapidez incrível, parecia até que alguém tinha dado um fast-foward lá em cima.
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Totalmente por fora das coisas que estão acontecendo.
Sem tv ou rádio.
Quero voltar correndo para casa, sentar e ler um livro. Ler o amarelinho que comecei (escrita criativa) e esperar o neném. Não, não estou grávida não.
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Estou lendo também The Proud Highway, as cartas de Hunter S. Thompson entre 55 e 67. Interessante. Algumas ótimas, outras bem chatas, que pulo na maior cara de pau, sem dor na consciência. Eu, que nunca pulava um parágrafo sequer, nem entrava em filmes que já tivessem começado. Hm. Estou ficando flexível.
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Ser humano é bicho esquisito.
Mulher é ainda um pouco pior (ou melhor, dependendo do ângulo).
Eu não queria ter ido para SP.
Fui, forçada.
Ai planejei 13 coisas.
Não consegui resolver nem 3 delas.
Voltei.
Estou feliz.
Super.
Mas as outras 10 1/2 coisas que planejei e não consegui resolver me seguram pelo pé.
Que saco !
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Um mexicano que atravessou a fronteira umas 10 vezes nos últimos 20 anos me contou coisas de arrepiar os cabelos. Disse que muitas meninas brasileiras são violentadas pelos ditos "coyotes"; que se antes eles pegavam o pessoal do lado de cá e devolviam no mesmo dia, hoje eles passam por uma triagem, fotos, digitais, o escambáu e fazem a pessoa assinar um papel dizendo que se ela for pêga atravessando a fronteira num total de 20 vezes, vai imediatamente para a prisão, 5 anos, aqui nos usa. Ele disse que teve que andar durante 4 dias e 4 noites e na trilha viu muita carcassa, gente que não resistia a travessia.
Isso me tocou de uma maneira estranha. E veio junto com a notícia dos scanners de rostos e retina. Fiquei ainda mais com a impressão de que estou ultrapassada, que sou idealista e inadequada.
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Esta semana cogitei parar de escrever aqui.
Com o passar do tempo eu fui me expondo menos e menos, e hoje em dia estou mais reservada do que nunca. Sinto como se tivesse traído meu propósito inicial. Mas lembrei o Marcelus me disse muitas vezes, de que eu não preciso levar meu blog tão a sério. É verdade. Parar 100% é difícil, virou vício. Então vou continuar como estou, que de certa maneira me satisfaz.
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E fotos em breve.
Apesar de estar um pouco perdida, tudo esta bem. Levo um certo tempo para me acertar nas situações. Ás vezes mais tempo do que eu gostaria... Mas enfim.
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Todo dia ele me senta na frente do computador e pede que eu escreva. Que eu pelo menos tente. Se vai ser bom ou não é irrelevante, o que importa é escrever. Eu passo horas ali sentada, escrevendo, pensando, sonhando acordada e ás vezes até alguma coisa boa aparece.
Pela primeira vez na vida existe uma pessoa que acredita que eu escrevo bem. E não só acredita, aposta. Se por uma lado é uma sensação maravilhosa, essa de acreditarem na gente, por outro é angustiante, porque não quero decepcionar, quero corresponder a confiança que foi depositada em mim.
Nos últimos 2 dias me rebelei e nem ao menos liguei o computador.
Tomei notas e andei o dia inteiro.
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E quando cheguei em casa me senti culpada.
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Escrever não é fácil não.
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Terminei de ler Fear and Loathing in Las Vegas.
Gostei bastante.
Em momentos consegui visualizar algumas das cenas bestiais e totalmente absurdas, como a passagem em que eles estão num dinner a procura do american dream.
Ótimo.
Será que o filme é bom ?
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Dia simplesmente lindo.
Dizem que amanhã vai mudar por causa do hurricane Isabel.
Vamos ver.
Escolhas.
Como decidir que um caminho vai compensar mais do que o outro ?
Como, depois da escolha feita, não imaginar o que seria se a escolha fosse a outra ?
Não sei.
Estou numa encruzilhada.
Tudo que eu sempre quis de bom para a minha vida apareceu ao mesmo tempo. Mas por uma travessura do destino, não posso viver essas coisas simultaneamente.
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Estou muito feliz, me sinto na melhor fase da minha vida. Reclamar disso ou daquilo é simplesmente impensável, principalmente depois do pequeno sample que tive nas semanas que passei em SP. A realidade da maioria das pessoas é muito diferente, e ás vezes sinto culpa. Porque quando estamos bem queremos que o mundo todo também esteja. Não existe nada melhor do que o equilíbrio, a paz, a sensação poderosa de que tudo esta correndo como deveria ser.
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Sorte.
Só hoje percebi que o meu template esta com problemas. Enquanto isso eu estava mandando emails para o Rafael dizendo que era o dele que estava com problemas. D'uh. De qualquer maneira isso vai ficar como esta porque estou sem meu computador, de volta naquele cybercafe em Astor Place com iMacs.
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E como estou feliz por estar onde estou.
A nova hóspede é a Aline. Apanhei como cachorro manco para fazer um template simplinho, o que significa que faz muuuuiiiito tempo que não mexo com html e css.
Hmf.
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Quem esta com o pé na estranha é o Moe. Que delícia...
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Um blog que conheci esta semana e gostei foi o impressões imprecisas. Repleto de links interessantes.
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Estou cheia de coisas para fazer e com pouco tempo.
Isso é estranho.
