Oh boy. Cheguei sexta-feira a noite. Um calor maravilhoso ! Urru, pensei com meus botoes. Mas sabado amanheceu nublado e um pouco frio (argh !!) e hoje, nublado, mas nao frio. Que sorte ! Enfim, eu nao vou reclamar porque afinal de contas, poderia ser pior: se eu estivesse em NY ou se comecasse a chover.
Estou bem no meio de South Beach. Otimo andar para todos os lugares, ver gente, olhar o mar, que e turquesa. Ontem fui no Vizcaya. Lindo. Tirei, sem brincadeira, umas 70 fotos. Depois da peneira sobraram umas 30. Ahh. Como e bom viajar... Preciso viajar mais. Toda vez que mudo de location sinto que minha mente se abre, meus olhos, seus sentidos ficam mais alertas.
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Eu era maluca por perfumes. Mas nao sei bem porque, faz um ano que parei de usar. Semana passada fui atras de um que eu gosto, mas nao uso ha anos. Nao achei em NYC, Sephora parou de vender. Pois achei aqui, coloquei um pouquinho nos pulsos e dei uma volta no quarteirao. Nunca compro um perfumeu sem antes saber como vai reagir na minha pele. Foi bom fazer isso. Nao consigo usar mais perfume, mesmo que eu queira. Me sinto vulgar.
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Tambem nao consigo sair para baladas e voltar para casa com a luz do dia.
Me sinto vulgar, barata e deprimida.
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Eu adoro os shortcuts do MT no PC.
Sai para devolver os dvds e a cidade está vazia.
Todo mundo se empanturrando de peru. Cruzes.

Um site com versões antigas de praticamente todos os browsers.



Mesmo depois de 2 anos e meio de blog (argh!), eu não páro de me surpreender com pessoas que me mandam emails e me linkam. É muito bom e faz bem ao ego, mas juro que acho estranho conseguir tocar alguém com algo que eu escreva ou com uma imagem que eu bata.
Hm.
O Milton fez um música (?) para mim.
De vez em quando eu consigo alugar filmes que são o fim da picada.
Caraca.
Novidade ótima. Vou para Miami sexta feira. Urrú. Não vejo a hora de pegar uma praia, dar umas nadadas, andar de roupinha leve e ver coisas/pessoas diferentes. Eu curto NY, mas depois de uns 2 meses aqui (ou em qualquer lugar) começo a ficar impaciente e quero ver algo novo. Fora o clima, claro. Comprei um guia -nunca fiquei um Miami, já estive lá, mas apenas de passagem- e dois lugares que eu quero absolutamente visitar: Vizcaya e Venetian Pool; sinto que vou tirar muitas fotos. Estou super feliz com a viagem.
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Pirated Site. Ou copy/paste.
Abaixo: primeira foto é do filme Donnie Darko. A segunda é minha, tirada em São Paulo ano passado. Parecidas não ?
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O dia do fim-do-mundo no filme é 30 de outubro de 1988. Dia do meu aniversário.
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Interessante.

Fim de semana foi ótimo. Sexta assistimos Mystic River, que eu gostei bastante. O tempo estava tão bom, quase quente. Eu larguei os casacos, blusas e sai de camiseta. Preciso aproveitar esses momentos que vão se tornando cada vez mais raros.
Sábado outro dia lindo, aproveitei para tirar mais fotos das duas pontes, Manhattan and Brooklyn. De noite fomos nos sacudir no Centro Fly. A música estava uma porcaria em ambos os floors, mas eu já cheinha de martinis não me importei muito.
Hoje foi andança, tomar sol e ver vitrine. Nada de super interessante, mas um bom domingo.
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Assisti Donnie Darko e adorei. Uau. O mais interessante é... Eu vou postar as fotos aqui. Tirei uma foto ano passado em SP e vi a mesma, exata cena no filme.
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Sonhei com crime, facas, sangue, rape. Uma porção de coisas ruins.
Mas é estranho, os pesadelos não me afetam como a maioria das pessoas. Tanto que eu raramente digo, tive um pesadelo. Bom ou ruim, foi sonho.
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Quero mudar meu template, mas estou sem idéias. Daí eu vejo sites tão lindos que tenho vontade de dar um copy/paste básico. E eu sei que é feio fazer isso, mas oras, é uma homenagem não ?
Enfim, esta semana vou tentar mudar aqui e também fazer uma capa para o mondo exotica. Vamos ver.
Mad World - Tears for Fears
All around me are familiar faces
Worn out places, worn out faces
Bright and early for their daily races
Going nowhere, going nowhere
And their tears are filling up their glasses
No expression, no expression
Hide my head I want to drown my sorrow
No tomorow, no tomorow
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying
Are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
’cos I find it hard to take
When people run in circles
It’s a very, very
Mad world
Children waiting for the day they feel good
Happy birthday, happy birthday
Made to feel the way that every child should
Sit and listen, sit and listen
Went to school and I was very nervous
No one knew me, no one knew me
Hello teacher tell me what’s my lesson
Look right through me, look right through me







Sei que já postei essa letra no passado, mas antes foi porque eu estava apaixonada por ela; hoje é porque ela é minha vida. De verdade.
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Sonhei com o fim do mundo.
Não foi nada bom.
Transcrição mais tarde.
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Chove-chove e eu preciso sair para ir num casamento. Primeiro que participo aqui nos USA. Na verdade, acho que é primeiro que participo na minha vida. Mas só vou porque não é o típico casório: a noiva esta apaixonada por outro. Hohoho.
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Fofucho me deu um mini-micro gravador sony, e agora ao invés de escrever, fico falando no aparelhinho. Ninguém me olha na rua estranhando a atividade. Aliás, ninguém me olha na rua. Deve ser essa rouparia de inverno. Ou as más línguas estão certas: eu engordei. Hohohoho. Estou mesmo me sentindo mais voluptuosa. Hm-hm.
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Update:
O casamento foi normal. Civil. De uma certa maneira parece uma fábrica. Ouvido de quina: "me casa logo que eu preciso voltar para a escola". O garoto devia ter no máximo 18 anos.
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Eu sou mau humorada sim. A maioria das outras pessoas, aquelas que tenho que lidar no dia-a-dia, enchem o meu saco. Por isso tento minimizar o contato quando sei que mora o perigo e na maioria das vezes consigo sair ilesa. Mas de vez em quando é foda.
Que tal passar 30 minutos selecionando dvd para assistir, levar tudo para o balcão, pagar, no caminho para a saída da loja parar no 2º andar para comprar um dvd para um amigo e vem um rapaz querendo guardar a sacola (com os dvd alugados). Tá certo, guarda ai, store policy. Na hora de sair descobrir que o rapaz deu sua sacola para outra pessoa. Cara. Como fiquei puta da vida. Ai vem toda burocracia, subir, ter que explicar, cancelar, pegar crédito, o escambáu. Argh.
Ontem tive um quebra pau no Citibank. Esses filhos da puta dão uma super mancada e dizem "foi para sua segurança". Ah, vá catar coquinho. Eu não me deixo enrolar. Em lugar nenhum. Cansei. Antes eu evitava qualquer tipo de conflito. Hoje, quero mais a jugular.
Cotidiano - Chico Buarque
Todo dia ela faz tudo sempre igual me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual e me beija com a boca de hortelã.
Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar e essas coisas que diz toda mulher
Diz que está me esperando pro jantar e me beija com a boca de café.
Todo dia eu só penso em poder parar meio-dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar e me calo com a boca de feijão.
Seis da tarde como era de se esperar ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar e me beija com a boca de paixão.
Toda noite ela diz pra eu não me afastar meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pra eu quase sufocar e me morde com a boca de pavor.
Todo dia ela faz tudo sempre igual me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual e me beija com a boca de hortelã...
Sem nada para fazer, fomos passar o sábado em Atlantic City. Para quem não conhece, é uma alternativa a Las Vegas, e diga-se de passagem, uma bem pobre e triste. A cidade mudou muito desde minha última visita -mais hotéis e uma certa pretensão- mas continua basicamente a mesma: um resort para aposentados apostarem (e perderem) suas pensões, rapazes comemorarem despedidas de solteiro, mulheres de meia idade enfiadas em casacos de pele falando russo na fila para o bandejão, tonys com correntes, anéis e pulseiras de ouro 14k e ginas com cabelão em pé graças a litros de laquê, unhas e lábios rosa-choque. Tudo falsificado, plastificado. Resumindo, um lugar brega prá chuchu.
Mas não consegui resistir as torres to Taj-Mahal. Minha cor favorita, né ?
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Meu dia está ficando curto.
Não tenho tempo de fazer nada.
E detesto esse lance de 5 da tarde já estar escuro.
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Huh babe.
Tenho usado um dicionário inglês-português. Até que tá dando resultado.






Estou me sentindo paralisada. Faz mais de 24 horas que não consigo sair de dentro de casa. Esta uma ventania de arrancar telhado. Isso não é normal, ter que viver e funcionar num clima deste não pode ser saudável.
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Quero mudar.
Estou testando o DAS. Por enquanto me parece bom.
Saindo do cinema me deparo com uma neblina fenomenal. Caminhei até a promenade e tirei fotos. Essa é a mais bonita. O skylien de Manhattan tinha totalmente desaparecido. Como se uma cortina negra tivesse descido entre o Brooklyn e Manhattan. Indescritível.
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Os esquilos vieram bater na minha janela. E ainda posaram para fotos. Gracinhas.
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Assisti Sylvia.
Não sei o que dizer. O script tá meio fraco. Quem não sabe muito sobre ela pode achar que era uma neurótica ciumenta, o que não é verdade. Como curiosidade, valeu.



Sábado fomos assistir Matrix. Eu não li nada antes para não ter minha opinião influenciada. Não destestei. Mas não gostei também. Me decepcionei.
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Tenho voltado a lembrar meus sonhos, mas não de maneira contínua como antes. Preciso treinar. A memória esta uma droga.
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Pouca coisa acontecendo.
Meio cansada da rotina.
Sonhando com aventuras extraordinárias.
Hm...
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Nada de fotos.
Talvez uma visita a um museu me anime.
Fotos irresistíveis do passado não tão distante.

Um lindo fotolog: Rio Antigo.
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Escrevendo. Tentando. Cansada: das inúmeras tentativas, dos erros, das falhas, das palavras certas que estão na ponta da língua, dependuradas como saliva na boca de um louco, mas que não caem; dos meus olhos doloridos por causa da claridade da tela, das fortes dores de cabeça, de não ter conseguido comer por causa de todo café ingerido; da insônia, sempre ela, me impedindo de ter uma boa noite de sono como quase todos mortais, fazendo de mim uma semi-vampira, que vai quando todo resto do mundo vem; os parágrafos, os personagens, martelando na minha cabeça. Imagens que me perseguem, como se eu fosse uma médium assolada por fantasmas que querem se comunicar, mas simplesmente não consigo psicografar.
Simplesmente desligo tudo, vou esfregar os azulejos do banheiro, arrumar as gavetas, o armário, o que vier pela frente. Qualquer coisa por um momento de paz. Mas quando ligo o computador e ele me pergunta se escrevi alguma coisa hoje, tenho vontade de agarrá-lo pelo pescoço e arrancar-lhes os olhos da cara.
Hoje lhe disse que estou pensando em desistir. Estou cansada de escrever e lutar e sofrer e não produzir absolutamente nada de valor. Exausta. De viver para esse sonho, para essa paixão que me persegue, que me consome, que moldou minhas escolhas, minha vida e quem eu sou. Quero ser normal. Quero ter um emprego simples, horas regulares e preocupações de gente. Não quero viver em perpetual cobrança, em suspense, excrutinando cada linha que produzo, procurando do caminho adequado onde eu possa melhor me expressar ou executando idéias achando que ali esta o cálice sagrado, só para descobrir semanas depois que estava errada. Estou morta.
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Virginia Woolf vai bem, obrigado.
Novo hóspede no Mondo Exotica: Magiozal. Demorou, mas saiu. E o template ficou tão bonito que eu fiquei com vontade de mudar o meu.
Lendo meus arquivos do stripped (aqueles que não estão disponíveis aqui), me peguei dando muita risada. Não é a primeira vez que isso acontece. Arrumei tudo e agora pretendo imprimir. Deram mais de 300 páginas (editadas, onde retirei poemas, letras de música, reclamações sobre o tempo e links para outros sites) de stripped e pouco mais de 100 de um blog paralelo que eu mantinha secretamente. Isso sem contar com este arquivo inteiro, disponível aqui.
Aja assunto para o tanto que escrevi. Não sei de onde tirei tanta coisa...
Eu sei que os bons tempos do stripped já foram, mas assumo a total responsabilidade por isso.
Fui cansando, a intromissão começou a me chatear e pouco a pouco eu fui me retraindo, me fechando. Mas hoje rever o tanto de exposição que eu me submeti é inacreditável. Mas não me arrependo de nada. De me mostrar da maneira que me mostrei, das intimidades todas que expus e até mesmo dos assuntos que podem me trazer dores de cabeça no futuro. Não me arrependo mesmo. Fiz, aquele era o momento e pronto. Hoje eu não sei se seria capaz de escrever com a mesma desenvoltura que o fiz. Me sinto presa e preocupada. Em certos momentos até mesmo retraída. Mas tudo isso são mudanças, todos nós passamos por isso e faz parte do nosso amadurecimento.
Estou feliz por ter passado por aquilo, como hoje estou feliz por experimentar algo totalmente diferente.
Patricia, sempre indo de um oposto ao outro.
Sábado fomos no MomaQns. Argh. Mesmo sabendo-o menor do que o original, eu esperava algo melhor. Uma dúzia de quadros e nada mais. Por favor ! Se eu tivesse pago para entrar teria ficado fula da vida.
Depois fomos ao P.S.1 e deste eu gostei. Lances inovadores e interessantes. Me lembrou bastante certas instalações que vi no Sesc.
Final da tarde fomos para Connecticut. Nada de especial, apenas mudanca de ares. Adorei assistir Law&Order e comer pizza na cama. Hohoho. Ruim foi pegar trânsito da volta, aquele de domingo, conhece ?
Assisti Clockwork Orange e foi ótimo rever este filme, principalmente depois de ler o livro. Ótimo !
Finalmente fiquei sócia da Kim's Video e aluguei Baise-Moi e The Center of The World. Para quem não sabe, é uma das melhores locadoras de NYC, onde você encontra filmes que nem sabia que existia, além da vasta seleção de porno, que as locadoras mainstream não oferecem. Fiquei ali, perdida, sem saber o que alugar quando vi todos os filmes franceses que eu sempre quis assistir mas nunca encontrei em lugar nenhum. Maravilha !
Baise é violento e não fica devendo ao livro. Em certos momentos senti que se a direção tivesse guiado melhor as atrizes, seria um daqueles raros casos onde o filme supera o livro (já que o livro não é tudo isso), mas elas estavam superficiais, o que visto por um ângulo é bom, pois no livro elas também são assim. O interessante é que as atrizes tem um background em filmes pornos, mas para mim, isso não ficou evidente. Algumas cenas fortes e sexo explícito.
Agora The Center é o típico filme onde eu esperava algo e não aconteceu. Um rapaz que não tem vida social contrata uma stripper para passar 3 dias em Las Vegas, no sex, U$ 10.000. Bobeira né ? Pois o diretor conseguiu melhorar o plot quando focou no relacionamento de ambos, ao invés de ir no óbvio sex/money/stripping/club/etc. Se ele tivesse uma pessoa como eu para injetar o que faltou de realismo e sentimento, eu diria que o filme seria excelente. Mas valeu a pena, pela surpresa que causou.
Os dias estão passando rapidamente. E mais curtos, depois da mudança de horário. Ontem fez um dia maravilhoso, sol e calor, parecia início de verão. Hoje, cinza e chuva.
Vida normal. Calminha.
Ás vezes tenho saudades do drama e tensão, ou simplesmente da solidão.
Mas é o típico caso de achar que a grama do outro lado da cerca é mais verde, apenas porque não estamos pisando nela.