janeiro 30, 2004

Por causa dos "negócios" do fofucho, tivemos que passar em Los Angeles. Eu quaaase não estou gostando. O tempo está ótimo, o hotel é genial -tem piscina aquecida E jacuzzi- e ontem enquanto ele estava ocupado eu dirigi pela cidade inteira. Primeiro, eu adoro dirigir, segundo, eu adoro Los Angeles. Então ficou tudo certinho.

E as celebridades ? Uau. Ontem na entrada do hotel, enquanto esperava o carro, notei um rosto conhecido; ele viu que eu estava olhando para ele com um ponto de interrogação na cara e sorriu para mim. Ai caiu a ficha e vi que se tratava do Harvey Keitel. Eu fiquei sem graça, mas continuei olhando e ele também, até eu entrar no carro e ele ficou ali esperando um taxi. Fez um tchauzinho para mim e eu fui embora. Simpático e muito bem conservado para a idade que tem. Deveria ter perguntado se ele queria carona.

Mais tarde, entrando no Mel's -onde tomei um vanilla malt delicioso- dou de cara com o Steve Harris do Iron Maiden. Eu fui metaleira, mas Iron nunca foi uma das minhas bandas favoritas, não sei por que. Enfim, ele é baixinho e esta precisando de um corte e hidratação nos cabelos, urgente.

Enfim, terminamos a noite com drinks no The Standard hotel, que foi onde ficamos da última vez, mas não desta. Oh.

Eu amo LA.

Semana que vem de volta a NYC. Argh.

Patricia | 04:19 PM

janeiro 27, 2004

Hoje choveu o dia inteiro. Não chuva pesada, mas aquela fina que vai e vem. Tudo bem. Pelo menos não estou debaixo da neve.

Mesmo com o tempo assim eu andei bastante. Estou realmente me apaixonando por esta cidade. As pessoas parecem mais relaxadas, mais simpáticas e quando não são simpáticas não dão a impressão de ser algo pessoal, como em NYC: você nunca viu a pessoa na vida mas ela te trata como se você tivesse matado o pai e estuprado a mãe. Nem todo mundo, mas tem muita gente assim.

De Nob Hill -onde estou- posso olhar para qualquer direção e vejo algo diferente e bonito. No momento quando olho para fora da janela vejo a Golden Gate lá longe: quando a chuva passou, um pedaço do céu azul apareceu por entre as nuvens e por esta fresta passou a luz do sol que bateu na tinta vermelha da ponte e UAU, que coisa bonita de ver.

O óbvio ululante: viajar é a coisa mais gostosa do mundo.

Olha, uma coisa que eu não gosto é gente que faz um link direto para as fotos que posto. Nem vou falar nada sobre dar créditos, porque eu sei que colocou na internet, pode esquecer, virou propriedade pública, mas colocar link direto que usa a quota de tranferência que eu tenho no meu plano a troco de NADA, isso é sacanagem. Portanto, quer usar a foto, USA, mas tenha a decência de copiar para seu próprio host.

Patricia | 08:50 PM

janeiro 26, 2004

Ahhh. Parece que vai nevar em NY até quinta. Aqui em San Francisco o tempo esta instável, mas agora por exemplo esta 11º, o que no inverno é bom demais. Não importa se esta nublado e se choveu um pouco no final da tarde. Poder sair por ai sem casados e luvas e gorro, ahh, é priceless.

Algumas fotos, quero fazer o tema portas aqui, mas ainda não comecei. Não sei quando vamos voltar para NYC (provável domingo/segunda), mas acho que ainda tenho um tempo por aqui.

A surpresa é que Frisco parece tão diferente do que eu lembrava. Muito mais interessante e charmosa. Estou adorando. Difícil é subir os hills, mas para descer é como o ditado, todo santo ajuda.

Tem Lush aqui ! Foi uma surpresa achar minha lojinha favorita. Comprei umas coisas e estou toda feliz. Pena que não tem em NYC.

Soninho. Vou dormir.

Claro que não fui dormir. Não sei porque resolvi experimentar internet no quarto do hotel. Agora vai ser como se eu estivesse em casa, um vício. Argh.

Okay, ainda tá meio cedo para dormir. O nênem desmaiou no meio do programa American Choppers. Ele esta com uma mania de bikes e choppers. Eu acho bom. Cada um com seus hobbies. E eu que planejava assistir alguma coisa não vou mais, porque não quero despertá-lo...

Falando em assistir, todo mundo sabe que eu não tenho tv em casa. Quer dizer, eu tenho tv e dvd, mas não tenho antena nem cable, o que quer dizer que a tv só serve para assistir filmes. Então quando viajo, coloco os programas em dia. E não é que assistindo a MTV me deparo com um clip estranho: primeiro achei que era uma banda antiga e imediatamente lembrei do Beavis e Butthead e imaginei os comentário que eles fariam sobre o clip. Mas eis que a tal banda, The Darkness não é antiga e o clip -I Believe In A Thing Called Love- muito menos. Hahahahha. O vídeo é uma tosqueira absoluta e foi impossível não lembrar B&B. Bons tempos de B&B. Enfim, se alguém já viu o clip, caraca, que diacho é aquilo ? Hahahahahha.

E pensar em todas essas coisas que estou perdendo não tendo tv em casa...

Tenho usado o draft save mode do MT. Ás vezes escrevo um post que não está bem acabado ou que eu ainda não sinto que seja o momento certo de publicar. Estou sempre adicionando coisinhas aqui e ali ao que escrevo. Voltei também a usar o gravador. Como passo a grande parte do dia sozinha, é fácil gravar as idéias e depois transcrever. Sem falar que estou com a memória péssima: da sala para a cozinha já esqueci no meio do caminho o que eu fui fazer lá. Um horror.

Antes da viagem recebi o The Art of Seduction, do mesmo autor daquele livro que comecei a ler ano passado e não terminei, The 48 Laws of Power. Eu lembro que comentei o livro aqui, não estava gostando muito, mas as partes onde ele usava exemplos históricos eram boas. Neste livro ele faz a mesma coisa. Eu ainda não comecei a ler, é provável eu que tenha a mesma opinião que o outro, mas a idéia de usar a história como exemplo eu gosto. Vamos ver.

Aliás, estou meio viciada na Amazon. É tão fácil e mais barato do que ir na loja...

Patricia | 10:58 AM

janeiro 23, 2004

Eu sei que muita gente que entende melhor deste assunto já comentou sobre isso em blogs, mas eu nunca tinha "visto" do que é que estavam falando.

Começa que tenho percebido entre o spam que recebo nas minhas caixas do Terra (que pretendo cancelar em breve) apareceram uns do banco Itau e Banco do Brasil. O do BB é perfeito, pede para você entrar com seus dados e assim pode concorrer a um prêmio. Os dados vocês já podem imaginar: número da conta, senha, essas paradas todas. Tudo isso direto no email. Se você for no site, vê logo que o domain não bate e não passa de uma trapaça. O do Itaú é mais tosco e rediciona para um site, também com domain que não corresponde ao do banco. Agora, eu você e talvez a maioria das pessoas saibam disso, mas e para aquelas outras pessoas que não sabem ? Eu fiquei pensando na minha mãe, em como tentei ensiná-la a usar a internet para podermos ficar em contato mais constante e ela acabou desistindo, e hoje eu me senti aliviada, porque ela que é leiga total seria capaz de entrar numa destas. É uma puta de uma sacagem o que esses malandros estão fazendo e eu fiquei com tanta raiva que se pegasse um destes pela frente bateria no sujeiro até meus braços caírem de dor.

Não tem um jeito de pegar esses sujeitos não ? Ou educar as pessoas de que isso esta acontecendo ?

Bom, isso é só a pontinha do iceberg. Minha mãe estava me contando toda feliz que foi buscar sua aposentadoria, depois de longos e tortuosos meses de espera. Mas eis que ela me disse que assim que saiu do banco e foi na padaria comprar pão, uma outra senhora foi assaltada saindo do mesmo banco. Uma jovem agarrou a bolsa da mulher, que não largou a alça e acabou se ferindo quando caiu no chão. Eu sei, é Brasil, é São Paulo, mas eu fiquei horrorizada imaginando que poderia ter sido a minha mãe e não essa outra senhora e já comecei a ver estrelas. Caramba, é tão ruim saber destas coisas sobre o país da gente. Trapaça, corrupção, violência, gente fazendo oba-oba no aeroprto para os gringos (por favor, eu nem vou começar com isso). Eu gosto do Brasil, me orgulho de ter nascido ai, mas tem hora que dá uma raiva que não consigo controlar.

Será que não tem um jeito, será que ninguém tem uma idéia -nem precisa ser grandiosa, as grandes mudanças acontecem devagarinho- do que fazer para retroceder essa violência toda ?

Patricia | 12:39 PM

Oba-oba ! Nenêm disse que vamos para San Francisco amanhã. Eu meio que sabia que ia rolar uma viagem, mas fiquei na moita esperando ver o que ia acontecer. E aconteceu. Urrú !

Posso dizer que estou SUPER animada com a idéia de fugir de NYC e do frio que esta fazendo aqui. Mesmo que lá não seja assim essa maravilha de quente, é menos frio do que aqui. E vou rever Frisco, que não vejo desde sei lá quando. 93 eu acho. Genial.

Hoje fomos no Erotic Ball. Eu imaginei uma festa totalmente diferente, mais risqué, e claro, me decepcionei. A organização estava zero, os show com cara de improviso total e chegamos tarde demais para receber a sacola com os goodies, que deve ter sido a única coisa que valeu a pena (eu dei uma olha, tinha chicote, dildos, cremes, essas coisinhas). Mas a festa, amadora. Eu achava que essas coisas feitas nas coxas só aconteciam no Brasil... Que nada. Eu entendo que quando você planeja uma festa destas, com shows e stuff, certas coisas podem dar errado. Isolada a margem de erro aceitável pelo público (eu), o lance é tocar a barca. Mas quando tudo dá errado, ai é demais. Ainda mais se você tem que pagar para entrar. Báh. Enfim. Jantamos no Benihana, que o n. não conhecia, e eu, como sempre, adoro comer lá. Esta bem turístico e popular, mas eu continuo gostando. Hohoho.

Preciso ir arrumar a mala. Volto quando puder.

Bah, vou arrumar a mala amanhã. Prá que a pressa ?

A Mariana esta com fotos lindas do Rio. Saudades, saudades...

Patricia | 01:14 AM

janeiro 22, 2004

Nenhuma novidade. Com o frio não tenho saído muito, nem feito nada de interessante. O que é um pé no saco. Filme, pipoca, livro, cobertor de orelha é ótimo, mas chego uma hora que eu quero ver gente, sair, dançar, respirar, viver. Neste frio a impressão que eu tenho é que hiberno, muito a contragosto. Retiros de vez em quando são bem vindos e necessários, mas quando a coisa é forçada, iih, não dá.

Tive que sair uns dias atrás e senti o frio tão forte que respirar estava difícil e acabei com uma baita dor de cabeça. Hm.

Super fofucho esta todo animado fazendo pequenos filmes. Como a Canon que eu dei de natal para ele é possível fazer filminhos bem longos, de até 3 minutos se não me engano. E com o iMovie, ele esta se divertindo. Eu fico só lendo, não dou palpite, porque é como criança: tem que deixar brincar senão emburra.

Descobri que tenho uma paciência de jó...

Interessada em programação. Andei brincando com umas ferramentas de desenvolvimento que vem junto com o Panther e olha, estou curiosa, querendo aprender um pouco. Existem alguns programinhas no clássico (9) que eu adoro, mas que não foram adaptados para X. Acho que vou começar assim. Vamos ver.

Minha cadimia tá indo super bem. Eu e Cindy botamos prá quebrar.

As 4 fotos abaixo foram tiradas pelo super fofucho. Eu disse que não tenho tirado fotos.

Fotos de uma NYC que não existe mais...

Supostamente, tudo é conectado.

Patricia | 01:24 AM

janeiro 20, 2004

Patricia | 05:52 PM

janeiro 16, 2004

Patricia | 04:09 PM




- doutor, eu percebi uma coisa importante.
- sim ?
- faz muito tempo que eu não choro. eu sempre fui uma pessoa sensível, e sempre chorei quando tive vontade, não ligando muito para o que as pessoas iam pensar. mas fazem meses que eu não derramo uma lágrima.
- nem em filmes tristes ?
- muito menos em filmes tristes. nem lendo o jornal, nem quando alguma coisa ruim acontece ao meu redor. não quer dizer que eu não sinta a dor, simplesmente eu não as expresso. fico com elas todas guardadas aqui dentro. você acha que isso é bom ou ruim ?
- você acha que é bom ou ruim ?
- aahhh doutor, isso é assunto sério...
- eu sei, por isso estou te perguntando se você acha que é bom ou ruim ?
[silêncio]
- eu não sei o que eu acho.
- mas você me disse que isso era importante.
- eu acho que é. deve ser algum bloqueio que criei. alguma coisa que me impede de me comunicar com os meus verdadeiros sentimentos.
- então é importante ?
[outro silêncio, mais longo]
- é.
[...]
- eu queria chorar de novo. mas agora não consigo pensar em nada que me entristeça tanto a ponto de me fazer chorar.
- quando foi a última vez que você chorou ?
- eu nem lembro...
- lembra o motivo ?
- não.
[...]
- como se não bastasse me tornar insensível, estou também perdendo a memória.
[ele olha o relógio]
- a chave para a felicidade é ter memória fraca.



Patricia | 01:29 AM

janeiro 15, 2004

Vocês acham que o tamanho da fonte ficou muito pequena ? Sabem que com um Command e + o tamanho aumenta né ? Se dificulta a leitura, quero saber.

Argh ! Neve. Eu não gosto de neve. Num chalé na montanha, com vinho, fondue e lareira, até que vai. Mas na cidade, com dezenas de coisas para fazer, ter que andar nessa neve é um pé no saco. Urgh.

Patricia | 03:47 PM

Bom, depois que decidi parar de escrever ou parar de fingir que estou escrevendo, parar de pensar no que eu quero escrever mas não escrevo, parar de me lamentar por não estar escrevendo, blá-blá-blá, vem a pergunta que enrola o meio de campo: o que diachos eu vou fazer com o resto da minha vida ? Sim, porque enquanto eu me lamentava e dizia para todo mundo "espera ai, quando eu acabar isso aqui vou sentar e escrever" eu tinha tempo e boa vontade para fazer coisas que não eram realmente a minha cara porque eu tinha o motivo, ter algo seguro para o grande momento em que eu escreveria o Grande Livro da Minha Vida. Você pode comparar minha situação a de milhares de pessoas que se matam de trabalhar durante a vida inteira, sem férias, sem prazer, apenas pensando na grana que vão ter quando se aposentarem. Mas ai estão muito velhas/doentes/tristes para aproveitar e o dinheiro acaba pagando médicos e hospital.

Como não estou com o pé na cova (espero eu), tenho que me preocupar com o que vou fazer. Posso retornar a base e voltar a trabalhar numa gráfica, que foi o que eu fiz grande parte da minha vida. Não sou louca por isso, mas sei como uma funciona de cabo-a-rabo e modéstia a parte, eu trabalhava bem. Mas a idéia não me anima. Preferiria fazer algo que nunca fiz antes, aprender uma coisa nova. Mas na prática, não quero voltar a estudar. Detesto ir na escola. Escolas me aborrecem. Deixa eu ver, gostaria de dirigir táxi em Hong Kong. Ou carretas across America. Cuidar dos leões num zoôlogico. Guiar um transatlântico. Esse tipo de coisa. Eu sei, as oportunidades nestes campos são restritas, mas sonhar é bom. Atualmente sou uma esposa: lavo, passo, cozinho, escuto, dou apoio. É um trabalho bom, não cansa fisicamnete, mas exige bastante mentalmente. Mesmo assim, tenho bastante tempo livre para ler, para ver filmes e pensar na vida, meus passatempos favoritos.

Se alguém souber de alguma vaga em algum dos empregos que citei acima, ou algo que tem a minha cara, avisem. Porque eu não sei durante quanto tempo esse bico de esposa vai durar.

Patricia | 03:42 PM

Estou dando um tempo no termômetro. Sei que estava nevando até agora pouco e o cabbie me disse que amanhã ia fazer -30º ! Sei não, acho que ele estava equivocado, mas discutir com cabbies não dá pé.

A verdade é que fico de olho no desktop vendo a oscilação de temperatura. E como esta frio (duh !) eu acabo não fazendo nada, já que sei com antecedência o que me espera lá fora.

Enfim, demais desse papo de tempo, que eu adoooro.

Estou inteiramente dolorida. Voltei a me exercitar. Péra, não tem nada a ver com as revistas que comprei. Desde ano passado tenho me sentindo muito preguiçosa e fora de forma. Pois visitei algumas academias por aqui e quase me registrei em uma, mas eu não curto academia. Gosto de fazer meu exercício em paz, de roupa velha e larga, e não ter alguém respirando no meu pescoço a espera das máquinas. Fora que eu detesto fazer exercícios em aparelhos. Sou muito mais usar minha própria força para atingir meus objetivos. Talvez seja por isso que eu goste tanto do Pilates: você é seu próprio instrumento. Bom, daí comprei um dvd e estou usando. O começo é sempre difícil, mas já comecei a notar diferenças no meu humor, estou retomando a disciplina e melhorando minha alimentação: muitas frutas e vegetais.

Continuo sofrendo com minha insônia. É terrível ficar rolando de um lado para o outro na cama. Ás vezes tenho vontade de bater em alguém. É pior quando não dormimos só.

Pelo menos tenho andado de bom humor.

Não tenho tirado fotos. Estou pouco inspirada para isso. Se bem que seria legal ir num museu. Com esse tempo, hm, ficar dentro de um local e ver coisas diferentes. Hm-hm.

Acabei de assistir So Close. Nenêm viu os primeiros 15 minutos e foi dormir. Ele não entende que de vez em quando eu gosto de ver filmes totalmente bestas, que não querem dizer nada. Fora que Shu Qi é um colírio para os olhos...

Estava fazendo uma cross-reference entre o livro que estou lendo Cold Six Thousand e os fatos reais no Crime Library. Ellroy fez uma pesquisa impresionante. O livro se torna ainda mais interessante quando a gente sabe que ele uso dados reais, personagens reais, locais, fatos, etc. E a pergunta, por que será que ainda não fizeram um filme ? Tudo bem que teria de ser uma trilogia, mas seria um filme sensacional. Quem sabe Scorsese dirigindo ? (porque lembrei de Casino, óbvio)

Aliás, Scorsese esta dirigindo The Aviator, a história de Howard Hughes, que coincidência, é um dos personagens da trilogia de Ellroy. O que eu tenho dificuldade é ver Di Caprio no papel. Não que eu não goste do rapaz, ele estava bem no Catch Me If You Can, mas em Gangs of New York, hm. Não gostei não. Parece que Kate Beckinsale faz o papel de Ava Gardner, o que para mim é uma calúnia. Kate é uma das atrizes mais sem gracinha que apareceu nos últimos tempos. Ela simplesmente não me convence.

Patricia | 01:28 AM

janeiro 13, 2004

Monte seu próprio palco, com atores e dirija sua peça: vá até The Secret Museum e clique na loira de vestido vermelho. O arquivo é pdf. A peça é baseada em Marianne, de Anaïs Nïn.

Eu adorei !

Patricia | 10:26 PM

janeiro 12, 2004

No aeroporto em San Diego comprei uma meia-dúzia de revistas para ler no vôo de volta a NY. Eu nunca consigo dormir em viagens. O máximo é aquela pescada profunda, mas com um tranquinho desperto e apesar da sensação de horas terem passado, foram apenas 3 minutos.

De volta as revistas. Cosmopolitan, Allure, Marie Claire, People e MTV. Eu não sei o que estava pensando...

Marie Claire foi a menos pior, algumas matérias interessante, inclusive uma sobre mulheres que estão se flagelando -literalmente ateando fogo em si mesmas- no Afeganistão. Sabe aquelas que iam ser libertadas pelos americanos ? Então. Triste e chocante, mas vale a pena para vermos o quão fácil temos e não damos valor.

Cosmopolitan é a bíblia da mulher desesperada: o que os homens pensam, como agarrar o seu, como mantê-lo ou como se vingar se ele for embora. Imagino quem consegue levar aquilo a sério.

Mas a mais "interessante" é Allure. Todos os produtos, tratamentos e roupas que você provavelemnte nunca vai poder pagar (olhe só os preços), mas veja como fica bem nos outros. Uma revista que faz você se sentir gorda, feia, desgrenhada e miserável. Não é preciso ler a revista inteira para perceber a mensagem do "você precisar COMPRAR isso ou aquilo para se sentir bem na sua própria pele". Excuse me ? Mas foi o que li numa das páginas que me assustou "Assine Allure por U$xx". O que ? Alguém tem a coragem de ler essa revista mais de uma vez ? Masoquista ? Só pode ser. Tirando as idéias de corte de cabelo e maquiagem (ou seja , as figuras, e ainda assim...), nada se aproveita ali. Nada. Tudo bem que ser vaidosa e querer sentir-se bonita é legal, mas tem uma linha bem sútil que quando cruzada, tem o efeito oposto. Eu me peguei preocupada tentando ver de onde eu ia tirar $$$$ (bota zero ai) por um creme que nutre e "fortifica" os seios, retardando o efeito queda, até que uma luz veio e cai na real: meus seios vão despencar um dia com creme ou sem creme e no momento eu não preciso disso e com exercício, quem sabe, posso retardar esse fato que um dia vai se tornar realidade não importa o que eu faça para impedir (oh, tem o silicone). Primeiro vergonha, depois pensei em como isso afeta uma mulher que por um motivo ou outro esta mais vulnerável. Ela vai se sacrificar e comprar dito produto porque ele vem com uma embalagem que promete ALEGRIA e SUCESSO para seios mais firmes. Por favor !

Mulheres, não caíam nesta.

Bom, MTV é um catalogo de games e cds. Nada mais. Consuma, compre, compre, compre, compre.

Nessa leva, eu dei mais risada com a People's. Um tipo de Contigo americana, com fofocas e besteiras mil, que eu absolutamente não recomendo, mas que pelo menos me pareceu inofensível.

Okay, eu sei que estou chutando o pau da barraca looooonge, mas deve ser o conjunto revistas, o filme Elephant e insônia (de novo).

Sobre o filme, eu gostei. Me senti um dos personagens. É fácil se identificar e se envolver no que esta acontecendo. Mas é tão triste, tão triste...

Meu companheiro achou um pé no saco, muito longo. Não é longo, é parado. Mas não acho que se fosse de outra maneira o filme seria melhor. Existe um motivo para a lentidão. No meu caso, serviu para me envolver. Ou você se rende, e participa ou não e acha o filme um saco.

Patricia | 01:38 AM

janeiro 10, 2004

-19º.jpg

Acho que nunca passei tanto frio em NY. Brrruuuuuuu !

Patricia | 05:47 PM

janeiro 09, 2004

Insônia. E muitos pensamentos e idéias...

Um deles de ontem a noite foi de que não esta no meu futuro ser escritora. Está certo que escrevo desde os 11, mas isso pode ser atribuido ao fato d'eu ser filha única e escrever era a perfeita diversão. É correto dizer que eu já escrevi muito, sob diversas formas -jornais, romances, novelas, contos- mas isso também tem uma explicação: sempre preferi escrever do que falar, as folhas em branco me receberam muito melhor do que o ouvinte mais interessado. Claro que eu gostaria de escrever, e poder "viver" disso. Mas isso também se explica: as pessoas que eu mais admiro são todas, sem excessão, escritoras.

Agora, esses fatos fazem de mim uma escritora ? Definitivamente não.

Descobri que escrever é um saco. Não sinto o mesmo prazer que um dia senti, sentada na frente de uma folha em branco, pensando, criando, imaginando situações. Sim, o último livro que escrevi foi a mão, depois passei para o computador. O que veio em seguida foram anos sem pensar nisso, continhos, o Stripped, que eu vejo como um graaaaande passo, pois nunca tinha mostrado uma folha sequer para qualquer pessoa que fosse (oh, sim, agora me lembro, houveram sim 2 excessões, mas conto outro dia). E aqui eu escrevi coisas boas. Em certos momentos eu mesma me surpreendo. Aliás, meses atrás aconteceu uma coisa engraçada: um rapaz me mandou um email com um quote. Eu achei o parágrafo sensacional, e fiquei meio com um misto de inveja e sensação de que já tinha visto isso antes. Foi apenas lendo o email pela 3ª vez que eu entendi, aquela quote era minha. Hahaha. Eu sei, que palhaça eu, não me reconhecer. Mas o bom é que apliquei o senso crítico correto e consegui me elogiar (okay, eu não sabia que era eu).

Mas voltando ao que interessa. Escrever se tornou um saco. Em alguns momentos eu acho que foi o computador o culpado. Eu não sinto a mesma intimidade com o teclado, poder passar os dedos na folha branca, na espiral ou me perder em desenho e anotações nas margens rosadas. O teclado é tão business-like, tão frio.

No Rio, ano passado, eu escrevi. Andava com um bloquinho com um adesivo cinza da Apple colcado na capa para esconder o logo do fabricante e com bloco de papel de carta, pautas azuis sem margens. Enchi ambos. Mais tarde, de volta a São Paulo, passei para o computador.

Enquanto escrevo isso, tenho plena certeza de que o culpado é o computador. Ou quero me convencer disto. Mas a verdade é que a ficha caiu. Escrever não é fácil, toma tempo, envolvimento, disciplina, coragem, e mais importante do que tudo, ter algo a dizer.

Eu acho que não tenho nada a dizer. Aos 34 sinto que ainda não sei bulhufas sobre a vida, sobre eu mesma e muito menos sobre os outros. Olhando para trás me impressiono vendo que até cheguei bem longe sabendo quase nada. Deve ter sido sorte. Acredito eu que um dia vou ser um pouco menos ignorante sobre as coisas que realmente importam, mas dúvido que venha a ter tempo suficiente para escrever sobre elas.

Por enquanto, eu continuarei escrevendo aqui, o que voltou a me dar um imenso prazer (graças aos puxões de orelha de alguém, talvez ?) e a tentar entender um cadinho mais sobre o que me cerca e quem eu sou. E vocês ai do outro lado, que passaram por essa minha fase chata-prá-burro, fiquem mais um pouquinho. Se for pedir muito, é só mudar de canal.

Patricia | 01:25 AM

janeiro 07, 2004


Patricia | 05:03 PM

Eis que surge o mini iPod. Bonitinho, mas ordinário (custo/benefício quando comparado com o iPod normal). Não me conquistou, e quando puder, vou optar pelo clássico.

Tá um frio animal. Que droga. Preciso sair de casa mas estou sem coragem. Acho que vou ficar aqui, na moita, e esperar o vento passar.

Que canalhice essa de pianinho nos aeroportos. E ainda temos que ouvir turistas americanos falando abobrinha. Pelo-amor-de-Deus. Eu só queria perguntar para o dotô como ele acha que vai bloquear ou "rastrear" os "terroristas" que não "usam" passaportes do 3º mundo, sabe aqueles que podem vir com passaporte europeu ? Então.

Se estamos ou não certos em dar reciprocidade ainda é nebuloso na minha cabeça, ás vezes acho que sim, deixa os gringos sujarem os dedinhos, ás vezes acho que não, porque afinal, não vai funcionar. Mas o que eu não gostaria de ver é a situação que o Rafael resumiu lindamente: deixa-que-eu-seguro-o-pote-de-vaselina.

Nossa viagem foi ótima. Califórnia, com direito a um pulinho em Las Vegas, que destruiu todas minhas boas lembranças. Vegas está um bagaço, um circo sem graça. Passei pelo que restou dos antigos casinos, mas foi em vão. Aquela Vegas que eu conheci não existe mais. Restou relembrar e se perder nas novas imensas avenidas que vão do nada para lugar nenhum.

LA sim, continua lá, bonitona. Eu amo esta cidade. E não entendo como nunca morei em Los Angeles. Quem sabe no futuro ? Sol, céu azul, tudo de bom. Aaaaahhhh.

Balanço ? 2003 foi um ano sensacional. Eu fiz tudo que me dispus e 20% mais. Um amigo tinha me avisado que este seria o 1º ano do resto da minha vida. Ho-ho. Muitas viagens, novas amizades, bons reencontros, metas atingidas, medos superados, novas experiências e descobertas. Valeu.

Dei uma parada nos últimos 2 meses, talvez porque tenha me perdido entre o donut e o buraco no meio, mas já estou conseguindo encontrar o foco novamente.

Resolução de ano novo eu não fiz, assim fica fácil cumprir, hahaha.

E vamos lá, ver no que isso tudo vai dar.

Patricia | 04:58 PM

Caracoles, tá muito frio !

temperaura.gif

Patricia | 12:32 PM

janeiro 06, 2004

Porque eu adoro pin-ups: Lana Landis (e sites cheio de fru-frus).

Resuma os últimos anos da sua vida em 20 palavras ou menos: MayFly Project.

ClipArt para todos.

E tento entender a mente criminosa.

Patricia | 07:09 PM

Patricia | 06:52 PM

janeiro 05, 2004

Patricia | 12:17 AM