fevereiro 29, 2004

Quero agradecer as pessoas que comentaram ou me mandaram emails sugerindo soluções para o problema da conta. Eu tinha decidido parcelar isso em 10 vezes e me livrar do problema, mas vou mandar um email como sugerido por Antonio.

No lado pessoal, as emoções estão a flor da pele, estou híper sensível, chorando por qualquer coisa, mas isso é normal. Viajo hoje a noite, chego em SP amanhã cedinho.

Não sei quanto tempo vou ficar sem net. Imagino não mais de 1 semana, mas nunca se sabe...

Ontem fomos assistir The Passion of Christ e achei o filme deveras violento. Mas é o clássico.

Deixe eu ir, ainda tenho coisas para fazer.

Patricia | 01:15 PM

fevereiro 26, 2004

"If you make people think they're thinking, they'll love you;
But if you really make them think, they'll hate you."
Don Marquis

Patricia | 03:47 PM

Deste ontem estou super jururú.

Sai para comprar uma mala em Chinatown (são baratinhas) e o presente do C. O que eu queria dar para ele não achei, então comprei um gift card, assim ele pode escolher o que quiser. Comprei a mala, passei no supermercado, comprei as coisas para fazer o jantar e voltei para casa.

Comecei a arrumar a mala, separei as roupas, esta tudo meio arrumado. C. chegou, jantamos, conversamos um pouco, fomos dormir. Eu li, peguei no sono sem muitos problemas. Mas tem uma angústia, uma coisa me apertando aqui dentro do peito.

Claro que estou chatiada com esse lance do médico e essa conta absurda. Cogitei a idéia de dar uma banana para eles e não pagar, mas não gosto de coisas assim, não consigo colocar minha cabeca no travesseiro e esquecer. Ainda mais porque não sei o quanto isso pode complicar minha volta para cá, não quero deixar nada pendente. C. disse que eu não devo constestar a conta, porque eles são um grande laboratório e eu vou acabar perdendo. Eu não concordo com ele, mas não tenho tempo de visitar um advogado, preciso voltar ao Brasil pois o visto acaba e não quero pedir extensão, muito menos fical ilegalmente: não posso empurrar meus compromissos ai no Brasil mais uma vez. Estou me sentindo num beco sem saída, e com raiva de tudo estar acontecendo agora, quando estou indo embora. É puro Murphy, não tem outra explicação.

É a viagem. Sempre fico ansiosa e angustiada, logo acabo ficando híper-sensível a tudo ao meu redor. Ontem vi um poster na Union Square, uma família procurando por uma moça de 21 anos. Aquilo, ver a foto daquela moça jovem e sorridente com a palavra procura-se me chocou, me assustou. Hoje Gothamist postou a foto e informação.

Vi no NYDailyNews sobre a mulher que foi empurrada nos trilhos na 59º no dia 9 de fevereiro e quando pediu ajuda para voltar a plataforma, ninguém ajudou. Se não fosse por um rapaz para aparecer do nada e puxá-la, imaginem.

E hoje é aniversário do C. Eu planejei muitas coisas para este dia, mas estou sem o coração. Vou apenas levá-lo para jantar e quem sabe tomar um drink logo após; vou tentar fazer uma cara feliz e não estragar este dia para ele, mas se eu pudesse, me enfiaria num buraco e só sairia quando estivesse me sentindo melhor.

Patricia | 02:54 PM

fevereiro 24, 2004

Olha só a roubada: ano passado senti um caroço no seio e fui ver um médico. A consulta foi U$350, que o C. pagou. Achei a consulta caréssima, mas tudo bem, ele disse que conhecia o médico, que ele é bom, que é saúde, blablabla. Fizemos o exame, comentei sobre minha tireóide, ele falou que ia fazer uns testes, mas quanto ao seio, eu tinha que visitar outro médico, porque ele -atente, um ginecologista- não era especialista na área. Como ? Me disse que não era nada sério, para não me preocupar, e indicou o outro médico, cuja consulta era mais de U$400. Bom, eu resolvi tudo isso numa clinica popular, grátis.

Cancelei meu retorno e vou levando minha vida. Passa 1 mês e recebo uma conta de um laboratorio de U$700 dolares. Como ? Primeiro eu achei que os testes que o tal doutor ia fazer estavam incluídos no exame, porque em momento nenhum a enfermeira ou o médico me disseram o valor dos tais "testes". Liguei e me disseram que não, não estava incluído. Liguei para o laboratório, eles ficaram de me mandar uns formulários em que eu poderia solicitar uma redução, mesmo depois d'eu explicar que eu não sou cidadã americana, logo não gozo dessas regalias.

Nada acontece por uns 2 meses e ontem recebo uma carta de um coletor de dívidas. Os tais exames. Liguei para a enfermeira, que não foi a mesma que me atendeu na minha consulta com o tal médico, e ela ficou horrorizada com o valor, disse que vai ligar para o lab, ver se consegue uma redução. Liguei para o lab, eles dizem que eu sou responsável, mesmo que eu não tenha sido informada em momento algum que a consulta não incluia os testes, que eu não tenha sido informada do valor nem assinado coisa alguma autorizando os tais testes.

Agora, isso não é a mais bruta sacanagem que você já ouviu ? Uma consulta de 350, cara, eu espero que no mínimo o médico ou a assistente ou a enfermeira, alguém-pelo-amor-de-Deus, me avise dos valores dos exames, que me explique como a coisa toda funciona, porque eu não sou daqui e essa foi a primeira vez que fui num médico aqui (e eu cheguei a mencionar isso para a assistente).

Estou pê da vida e seriamente pensando em me negar a pagar isso e ir para a corte. Essas pessoas não podem me forçar a pagar algo que eu, como disse acima, não assinei, não solitei. O médico solicitou, sim, mas até ai quem me diz que ele não tem um acordo com o laboratório mais caro só para levar o dele por fora. E catzo, que exames de sangue foram esses que custaram o olho da cara ? Eu nem ao menos sei que exames foram feitos !!

O detalhe é isso acontecendo dias antes da minha volta ao Brasil.

Catzo. Que raiva !

Patricia | 01:30 PM

fevereiro 23, 2004

O fim de semana foi bom, meio agitado. Encontrei amigas que não via há semanas, o cel tocou algumas vezes e sai, fiz comprinhas, vi gente, dei risada. Sábado fui jantar com Francesca (Thai, cheio de alho, urrú) e depois fomo no Rhone tomar um drink. Prá começar, era sábado, o pior dia para sair, em qualquer lugar do mundo. O lugar estava lotado, mas conseguimos uma mesa e ficamos ninando nossas Coronas. Os rapazes não perdem tempo, atacam sem mais nem menos, com as desculpas mais pobres e desnutridas. No início dei risada, mas depois de 45 minutos estava revirando os olhos. Ela queria ir dançar e eu só pensava na segunda vítima de Jack. Até que ela foi ao toalete e eu agarrei o iPod (que tem To Do list, muito chic) e olhei meus compromisso para a semana. Pois um outro -o que levou o troféu da noite- se aproxima, senta na nossa mesa:

- Why do you look so sad ?
- ?...
- You look very sad and unhappy.
- Well, I wasn't sad or unhappy until you approach me, but I'm starting to feel very miserable yes, so if you don't mind, go away.

O sujeito ficou ali, segurando o drink na altura dos ombros (stiff) procurando algo para dizer, enquanto F. veio por trás, eu agarrei a bolsa, dei um sorrisinho e me mandei.

Geralmente não sou estúpida com as pessoas, mas não tolero cantada besta. Se você acha que tem algo no mínimo risível para me dizer, tudo bem, mas que tipo de line é essa ?

Bom, pergunta cretina, resposta idiota.

(no final, eu dei uma desculpa para F. e voltei para casa.)

Eu era bem mais afiada quando trabalhava. Ter que lidar com homens em diversos estados de embriaguez dizendo o que lhes vinha a cabeça ajudava a me manter mentalmente alerta. Ando meio lerda...

É a comodidade.

Estou adorando o livro da Patricia. Se Sickert foi mesmo Jack the Ripper eu ainda não sei, porque não li todas as provas que ela menciona, mas que eu não gosto das pinturas dele, não gosto mesmo. Urgh.

Comecei a arrumar as malas... Oh céus, oh vida.
Mas mal posso esperar, praia, sol, calorzinho, amigos.

Domingo fui ver a Rosa. O marido dela está bem melhor, nem parece que esteve tão mal e de cama. Fiquei feliz por ela. Passei a tarde toda e -aláh- assisti Faustão. Que coisa mais brega. Argh. Ele é um grosso sem educação. E o clima carnaval ? Hm. Juro que fiquei com saudades do ziriguidum que o Sesc faz e dá para ouvir de casa. Hohoho.

Patricia | 08:41 PM


Patricia | 04:33 PM

Hohoho. Cabelo novo.

Patricia | 04:32 PM

fevereiro 20, 2004

Hoje finalmente fui cortar o cabelo. O rapaz que sempre corta é português e tem um sotaque super bonito. Ficamos conversando e ele me deu todas as dicas de como parar a queda de cabelos -que acontece comigo todo inverno- e também shampoos contra caspa, que ainda não é meu problema.

Depois foram ligações, Raquel, Grace, Francesca. Cancelei meu oculista porque achei a consulta muito cara. Vou ai em SP, garanto que vai sair mais em conta.

Andei lendo coisas ruins sobre o iPod. Que a bateria de um sujeiro pifou depois de 18 meses e quando ele ligou para a assistência, mandaram ele compar um novo porque não substituiam as baterias. Na hora entrei em pânico, mas descobri que hoje em dia ele oferecem sim um serviço de troca de bateria quando a sua vai pro brejo, mas claro, tem um preço. Menos mal.

De resto, estou viciando no bichinho. É ótimo poder ouvir qualquer coisa que se queria, sem estar limitado aos cds que trouxe na bolsa. Ontem no caminho de casa eu estava ouvindo Ultra-Lounge: Wild Cool and Swinging e foi a trilha sonora perfeita para a ocasião. Claro que tem a pagação de mico, fico dando passinhos de dança e lip-synch toda hora, mas tô nem ai.

O lado ruim é que não penso, fico tão envolvida na música que meus momentos de reflexão no subway foram para o espaço. Mas no sebo, eu desliguei e me dediquei aos livros.

Hoje, depois de muito tempo, peguei o bonde errado. Mas não foi tão ruim assim, desci na Pacific e voltei algumas estações.

Comecei a ler o livro Portrait of a Killer: Jack the Ripper, Case Closed da Patricia Cornwell. Ainda estou bem no começo, mas ela descreve situações muito bem, leva você para dentro da cena. Logo, não sei bem porque, lembrei da Aline me contando sobre um caso de assassinato que aconteceu lá perto de onde a gente morava, no Lower East Side: um carinha subiu pela escada de incêndio, entrou na casa de um casal de velhinhos e se não me engano matou ambos. Era viciado, a polícia pegou, pronto. Agora veja, essas escadas de incêndios que dão diretamente na janela do seu apartamento, isso é uma coisa que sempre me perturbou. Facilita uma pessoa entrar (eu mesmo já entrei em casa quando esqueci as chaves através desta escada,) e estando dentro, para onde você vai fugir ? Eu detesto essas escadas. Bom, lendo um livro destes, e pensando na história da Aline, já viu que eu fiquei com uma neura daquelas. Foi difícil pegar no sono e hoje perdi a hora.

É nessas horas que eu vejo como a mente da gente é poderosa e como somos suscetíveis a sujestões.

Pois a minha loja favorita abriu aqui em NY: Lush na Herald Square. Aaaaaaahhhhh, e eu que gastei um dinheirão em SF e tive que trazer aquele peso todo na mala.

Vou lá amanhã comprar algo para queda de cabelo. Hohoho.
(via Gothamist)

É aniversário do xuxulino semana que vem. Argh, não sei o que vou dar de presente. Pensei num mini-iPod, porque ele esta viciado no meu e disse que achou os minis interessantes, que não há necessidade de TANTO espaço. Mas 1.000 músicas não é nada. No meu, que não tem nem metade dos cds que eu tenho ai no Brasil já possui 725 músicas. Eu acho que vou completar umas 3.500 facinho. E depois, é bom ter espaço para os textinhos que vc pode armazenar, a agenda, os contatos e as fotos, porque sim, dá para armazenar as fotos digitais e mais tarde passar para o computador. Genial, né ? Agora o que uma pessoa vai fazer com 1.000 ?

Enfim, é díficil comprar presente para homem. Hm.

Patricia | 11:32 PM

Patricia | 11:30 PM

fevereiro 19, 2004

Hoje consegui falar com a Lili e conversamos bastante. É ótimo falar com alguém que te conhece há muitos anos, alguém com quem você passou bons momentos, com quem aprontou pacas... Ajuda até a lembrar quem somos de verdade.

Uma outra amiga me escreveu dias destes. Foi uma supresa, depois de bons 2 anos sem notícias, receber um email. Nos conhecemos deste... uau, acho que em breve serão 20 anos. Foi com ela que tomei um dos maiores porres da minha vida, anos 80 e pouco. Ela era punk e eu metal, vai imaginando. Bons, bons tempos mesmo. Hoje bem casada e com um filho fofo. O tempo voa. Que clichê.

Estou morta de saudades do Brasil. Da comidinha, do calor, do papagaio gritando com a minha voz logo de manhã, da minha mãe fazendo café e o cheirinho na casa inteira, das baladas roubadas em que me meto, até mesmo das coisas que acho um porre.

Para os que não sabem, estou voltando. Já um pouco nostalgica de NY -isso sempre acontece comigo, sentir saudades das coisas que ainda nem aconteceram-, mas menos do que na minha viagem em julho. O tempo que passei no Brasil ano passado não foi suficiente para me chatiar e dar vontade de voltar.

Sempre indo e vindo, não consigo parar. E quando penso em todos os lugares que quero conhecer, tudo que quero aprender, oh, essa vida não vai ser suficiente.

C. foi viajar hoje, volta domingo, e para onde ele foi eu sou persona non grata. Don't ask, historinha longa. Apesar de estar com uma ponta de saudades, estou me sentindo aliviada. É bom estar sozinha por uns momentos. Me sinto devolvida a mim mesma. Leve, livre, sem compromisso. Eu estou aos poucos entendendo como esse sentimento de liberdade e leveza, de não ter que me responsabilizar por ninguém além de eu mesma é importante para mim. Em certos momentos acho que é mais importante do que ter um namorado, um marido. Sei lá, posso ser handicapped emocionalmente, pode ser defeito, pode ser egoísmo, pode ser frieza, pode ser o caralho, mas eu tenho problemas com a idéia de ter que me conformar e me moldar para fazer a felicidade de alguém. Primeiro porque acho isso impossível, segundo porque quero me fazer feliz, me descobrir, me amar 100%. Eu me acho fascinante, eu consigo surpreender a mim mesma. Todas as outras pessoas fascinantes que passaram na minha vida, eu me apaixonei por elas. Por algumas horas, dias, meses, e até anos. Mas isso não quer dizer que eu queira dividir minha vida com estas pessoas. Porque até a mais interessante das pessoas fica chata um dia. Eu por vezes não me aturo, quero me abandonar e voltar depois de 2 meses. É quando bate aquela tristeza, uma deprê danada, uma vontade de simplesmente não existir. Mas passa. Só não passa quando é com os outros. Acumula e vai enjoando...

Nosso relacionamento vai bem, obrigado, mas estou me fazendo muitas perguntas. Já não acredito em certas fantasias -que pena- e tenho um lado pessimista muito grande. Estou sempre esperando o pior, uma maneira de minimizar o tombo. Vai ser nossa primeira separação. Não temo por ele, temo por mim. Já fui fraca no passado, já trai, já me enrolei, já feri alguém que me era querido. E definitivamente não quero ferir esta pessoa. Mas não acredito em amor a distância. Não acredito em relacionamento a distância.

Patricia | 11:07 PM

fevereiro 18, 2004

A verdade sobre o Apollo 11. Dei muita risada, mas não se esqueça de clicar em AMBOS os links no rodapé da página... Hohohoho.

Ah sim. Virou culpa dos hackers.
Blá.

Estou conseguindo dormir melhor. Talvez seja porque retornei a minha velha rotina de ler antes de dormir. Tem ajudado muito.

O Nando esta de layout novo. Só posso dizer, WOW. Hoho.

Patricia | 03:34 PM

fevereiro 17, 2004

Terapia é Amor

Fazer terapia é como se apaixonar. Você encontra um desconhecido e espera que aconteça O clique. Se no primeiro encontro "clicar", continua, se não passa para o próximo, na esperança de que com o próximo vá funcionar. Até que um dia você encontra o que funciona, alguém que parece querer te ouvir pelo que você tem a dizer -e não pelo que você vai pagar. E daí começa a contar pequenos detalhes da sua vida para esse pessoa que até a pouco era um total desconhecido. No inicio pega leve: conta vantagem, coisas engraçadas, coisas boas, quase não reclama, e se reclama, faz questão de mostrar uma atitude positiva. Com o passar do tempo vai criando uma intimidade. Ás vezes mal pode esperar pelo encontro, quer contar coisas que descobriu, quer ouvir a opinião, quem sabe descobrir algo que não tinha percebido antes. Em outros dias não quer nem lembrar que essa pessoa existe e que pouco a pouco esta criando um espaço na sua vida. Com a intimidade começam os jogos: primeiro indiretas, não quer chocar, mas quando percebe que é bem vindo, se abre como um paraquedas: conta segredos, medos, fantasias, fobias. Depois se arrepende. Será que não se abriu muito cedo ? Será que não foi muita informação de uma vez só ? Mas voltar atrás é impossível. Continua. Espera respostas, que não vem. Quando o outro tenta indicar um caminho, se ressente, não quer dar ouvidos, nem ser direcionado. Sente-se vulnerável, sabia que isso ia acontecer, mas não sabia como seria difícil lidar com a situação. Começa a pular consultas, evita discutir muito, mas esta pensando sempre no que quer falar, no que deseja fazer, no que precisa mudar na situação. Até que um dia alguma coisa acontece: ou cancela de vez as consultas e engaveta tudo, ou encara de vez e resolve ir em frente, sem meio termo. Em ambos os casos, vai sempre pensar como seria se tivesse escolhido a outra opção.

Patricia | 04:57 PM



Patricia | 01:41 PM

Meu dia dos namorados foi ótimo. Nenêm fez uma surpresa: fomos para o lago Mohonk em New Paltz, onde no século passado era O lugar para a gente fina passar férias e feriados. O hotel, Mohonk Mountain House, é imenso, antigo, cheio de história -e que acho, fantasmas- e da sacada do quarto a vista para o lago (congelado) e as montanhas cobertas de neve, ahhh, puro romance. Sem dizer que tinhamos lareira no quarto e dormi com o barulhinho da madeira estalando, o cheiro gostoso, a luz do fogo... Foi o melhor dia dos namorados que já passei aqui em NY.

Tirei algumas fotos panorâmicas. Posto mais tarde.

O final de semana foi bom. Viagem, ontem foi feriado, um frio danado aqui em NY, filmes, comidinhas. Todo final de semana deveria ser de 3 dias. Assim poderiamos viajar mais. Hohoho.

Patricia | 01:38 PM

fevereiro 16, 2004

Patricia | 11:14 PM

fevereiro 15, 2004

Tento acessar alguns blogs há dias e não consigo. Descobri que pessoas fora do Brasil não podem acessar o site, a mesma coisa que acontece com o kit-net. Agora veja, isso é uma medida patética e irracional. Eles acham que só as pessoas que moram no Brasil leêm os blogs brasileiros ? Se você mora fora é pé na cara neguinho, não pode ler nem atualizar. O que a a Globo esta querendo fazer é criar uma MICRO NARROW WEB. O que seria se todos mundo decidisse limitar acessos ? Outra China, perhaps ? Por favor, isso é ridículo. Eu, que nunca me dou ao trabalho de mandar emails reclamando disso ou daquilo, vou mandar um para esses caras porque eu acho essa medida totalmente absurda. Estou muito puta da vida, porque é assim que as pessoas começam a destruir coisa boas. Quem lembra da internet sem essa outra merda que é o spam ? Eu lembro. Pouco a pouco esses sujeitos foram tomando conta e spam virou uma praga. Agora é isso. Vamos limitar acessos para esses e liberar para aqueles.

Seria bom que as pessoas que tem conta neste "serviço" simplesmente mudassem para outro. Existem alternativas, eles não são os únicos no mercado.

Vou pesquisar alternativas e colocarei links aqui.

Update: Ah-ah !! Aparentemente a Globo mudou de idéia ? Hoje consegui acessar os blogs sem problema algum. Eu sabia que com meu email raivoso as coisas iam se resolver. Hohoho. Vamos ver o que vai acontecer...

Patricia | 03:14 PM

fevereiro 12, 2004

Finalmente postei as fotos mais recentes onde elas devem ficar. Tem também as do Met. Mas depois que arrumo o site, sempre fico com a impressão de que poderia ter feito um corte e deixado apenas metade do que aparece. Mas tudo bem, espaço há.

Testando o Firefox. Ainda com um defeitinhos, mas bonito. Hm-hm.

Patricia | 01:17 AM

fevereiro 11, 2004


Patricia | 01:25 AM

fevereiro 10, 2004

Todos Os Meus Textos Acabam Em Puff

Quando estou pegando no sonho, fecho o livro, apago a luz e me ajeito para pegar no sonho. É exatamente neste momento que as idéias começam a jorrar na minha mente. Primeiro todos os detalhes significativos do dia e que me tocaram de alguma forma. Em seguida as idéias propriamente ditas. Contos, pequenas crônicas, jogos de palavras. As palavras jorram com precisão, sem hesitação ou medo -não sofro procurarando uma palavra que não lembro como se escreve em português ou inglês, como acontece frequentemente aqui-, todas lindamente colocadas, um verdadeiro colar de pérolas. Essa voz dentro da minha cabeça me dita frases que se transformam em parágrafos que viram textos -alguns bem longos, com começo, meio e fim- que eu juro não sabia ser capaz de escrever. Posso dizer que produzo uma média de 3/4 textos por noite. Quando eles estão prontinhos, redondinhos, os repassou algumas vezes para que fiquem gravados na minha memória: dia seguinte é sentar na frente do computador e transcrevê-los. Somente quando sinto que tudo esta sob controle, consigo fechar os olhos e dormir.

O que acontece é que no dia seguinte -puff- eu não consigo reproduzir tudo que pensei, transcrever tudo que fiz questão de guardar na memória. Simplesmente as palavras não vem e eu acabo nervosa, frustrada, a espera da hora da cama, quem sabe hoje vou ter a) uma noite boa de sonho ou b) ser capaz de lembrar de tudo no dia seguinte. Mas afinal, quem eu quero enganar ? Os meus bons textos brotam na medida inversa a minha capacidade de escreve-los.

Puff.

Patricia | 01:35 AM

fevereiro 09, 2004

Bonitinho, uma nova versão do Hey Ya. (via Gothamist)

Enquanto isso, outra música que não sai da minha cabeça é:

My milkshake brings all the boys to the yard,
and they're like,
its better than yours,
damn right
it's better than yours,
I can teach you,
but I have to charge

Oh boy...

Patricia | 10:59 PM

Sábado fomos no Met. Me arrependi de não ter ido lá mais vezes. O Met é maravilhoso, tem coleções incríveis e devia ser parada obrigatória pelo menos a cada 6 meses. Tirei algumas fotos, mas não todas que quis porque a) tinha muita gente, b) a bateria acabou e c) não conseguimos ver tudo. Enfim, uma desculpa para voltar em breve.

Depois jantamos no Coffee Shop na Union Square, onde pude comer pão de queijo e tomar guaraná. Foi bom, mas o frio voltou, estou com uma bruta dor nos joelhos e acho que vou ficar com dor de garganta: passei o dia inteiro com drops, mas continua fechando.

Deveria estar dormindo, mas não tenho sonho.

Fofucho esta se revirando na cama, ele detesta que eu fique acordada até tarde, e também o som dos teclados. Eu entendo, mas não posso fazer nada, é pior ficar rolando na cama...

Vou para o Brasil em breve. Embora uma parte minha mal possa esperar por esta viagem, outra esta bem triste. Já estou com saudades de NY, do fofucho, das pequenas coisas cotidianas que vão me fazer falta. Mas não do frio, disso eu não vou sentir falta. E estou com medo. O que será que vai acontecer ? Eu acredito no amor, mas não acredito em amor á distância. Tanta coisa pode acontecer com duas pessoas quando elas não estão juntas... Mas de qualquer maneira, não há nada que eu possa fazer. Ficar ilegal eu não fico de jeito nenhum e preciso voltar para resolver muitos assuntos pendentes que não tive tempo de resolver ano passado. Quando tempo fico ai também não sei, mas acho que a melhor maneira de ver tudo isso é deixe livre, se voltar é seu, se não nunca foi e mudanças não são necessariamente um lance ruim. Chavões, mas fazer o que ?

Fotos incríveis de New York City, a cidade que eu adoro detestar. Ou destesto adorar. Sei lá.

Love is a dog from hell.

não sei quem disse isso, mas é verdade.

E finalmente, depois de uns 8 meses de ensaio, comprei um iPod. Mas nem isso me animou muito...

Patricia | 01:23 AM

fevereiro 06, 2004

Los Angeles
O clima é temperado e faz sol o ano inteiro. É a maior cidade da Califórnia e segunda maior dos US. O que difere das outras cidades é que não tem um "centro" -sim, tem downtown, mas não é esse tipo de centro que estou falando- e sim diversos bairros totalmente auto-suficientes, ligados por complexas freeways. E cada um destes bairros tem sua personalidade, seu humor, e todos algo de especial.

Desta vez ficamos em Santa Monica, perto do pier, que na nossa última viagem eu achei medonho. Sim, é medonho, mas visto de noite, as luzes do parque refletidas no mar, a lua imensa no céu, ah, que bonito. Portanto anote: Santa Monica Pier de longe, a noite, é bonito e romântico.

Do aeroporto para o hotel enfrentei um congestionamento danado -e não foi o único, LA é famosa pelos engarrafamentos. Mas foi bom porque isso impediu que eu passasse pela saída correta a 100km/h e só fosse descobrir o erro milhas adiante.

O que fiz no dia seguinte a nossa chegada foi entrar no carro, evitar as freeways e dirigir. Meu plano era pegar a Wilshire Blvd. até downtown, e entre esses dois pontos me aventurar pelas ruas dos diversos bairros que estão ao longo deste imenso boulevard. Nem preciso dizer que esse plano tomou boa parte do meu dia, porque o blvd é loooooongo, os bairros são muitos e o trânsito é leeeeento. Mas eu gostei, e aconselho para quem gosta de dirigir e tem tempo. Pegue um carro e simplesmente se aventure. É muito simples dirigir em LA e quase impossível de se perder se você tem algum senso de direção.

Downtown é interessante, arrumadinha e tão diferente de NYC. Eu tive a impressão que era falsa, que ninguém trabalha nos prédios e eles estão lá só para enganar a gente, pura fachada. A mistura de concreto, vidro e palmeiras é genial. Talvez a coisa mais interessante a fazer seja visitar o Mercado Central, repleto de produtos exóticos. Tem também uma Chinatown e uma Little Tokyo, para os que gostam.

Hollywood Blvd. -a famosa calçada da fama, o Teatro Chines, o Teatro Kodak (onde o Oscar é realizado)- é de-ca-den-te. Todos os mendigos e perdidos no mundo (e não estou falando de Lost in Translation kind) se encontram por lá. É triste e deprimente, e fica pior em contraste com as centenas de turistas tirando fotos e olhando para os lados, todos abobalhados, evitando as mãos estendidas pedindo esmolas. Eu fiz minha parte -tirei fotos- e fui visitar as lojinhas menos turísticas. Comprei uma peruca e botas anos 60 cor de laranja. Não me pergunte o que eu estava pensando...

West Hollywood é diferente, animada e jovem. Ao longo do Sunset Blvd. tem o tal Sunset Plaza -lojas e restaurantes-, os famosos Roxy, Viper Room (o dono é o Johnny Depp e foi lá que eu descobri que Katie Moss é mais baixa do que eu), House of Blues, Bar Marmont, Skybar (muito fru-fru), Whiskey -A-Go-Go (The Doors tocaram aqui !) etc e tal. Definitivamente vale a pena uma visita.

Beverly Hills é aquilo: casas maravilhosas em ruas tranquilas com imensas palmeiras e Rodeo Drive, ou como-gastar-tudo-que-você-não-tem-em-coisas-que-provavelmente-não-precisa. Westwood é UCLA, a faculdade que um dia eu desejei fazer (sim, eu já quis fazer cinema).

Agora, o programa mais interessante desta viagem foi nossa ida ao Getty Center. Nem tanto pelas obras, mas pelo lugar. A arquitetura e o planejamento é simplesmente divino. Com jardins bonitos e uma vista daquelas, quem quer entrar no museu para ver o que esta exposto nas paredes ? Recomendo, é uma surpresa em cada esquina.

Afterthought: pode ser impressão minha, mas LA esta repleta de topless and nudie bars; as pessoas se cuidam muito e parecem mais felizes (pode ser fachada) do que as pessoas aqui em NY; os homens prestam mais atenção nas mulheres, ás vezes encaram mesmo que você esteja acompanhada; as mulheres são quase todas loiras, e mesmo muito magrinhas, ostentam seios grandes, as vezes desproporcional ao seu tamanho; nunca vi tantos mendigos como em Hollywood.

Patricia | 06:33 PM

Patricia | 05:27 PM

fevereiro 05, 2004

Depois de muito burburinho resolvi ir assistir Lost in Translation. Não sei porque, mas quando o filme estreiou eu não senti nenhuma vontade de assistí-lo. Hoje estava entre este e Monster, então optei pelo primeiro.

Gostei do filme. É sutil e bonito, ao mesmo tempo que é engraçado ao mostrar momentos surreais de quem se encontra num país estrangeiro sem falar a língua e onde os costumes são tão diferentes dos ocidentais.
É boa essa sensação de encontro entre pessoas de diferentes idades e backgrounds que estão num ponto parecido em suas vidas, se reconhecem e dividem um momento. O final foi ao meu gosto, mas não vou comentar para não estragar para aqueles que ainda não viram o filme.

Me deu uma vontade danada de ir para o Japão.

Estou com insônia. Por volta das 11 da noite estava dormindo na mesa do restaurante; chegamos em casa, deitei e foi apagar a luz para despertar. Ainda tentei rolar e me enganar, mas cansei e levantei a 1h30. Agora estou aqui, como nos velhos tempos, uma zombie. Como eu detesto isso, não dormir direito. Interessante que na viagem a Califórnia eu dormi bem, pegava no sono por volta da 1, que foi durante anos meu horário. Foi só chegar em NY que tudo voltou ao normal.

Sem novidades. Sem tempo para nada. E eu não entendo. Não estou trabalhando, só tenho algumas coisas simples para fazer em casa, mas quando vejo o dia se foi e eu não sei onde e eu não fiz absolutamente nada do que eu queria. C. chega em casa, jantamos, conversamos e mais um pouco ele vai dormir. Pronto, mais um dia que se foi, a sensação de desperdício fica.

Eu culpo o tempo, o frio, que me deixa deprê e faz o dia mais curto -5 da tarde e já esta escuro- mas não sei se esse é o motivo real ou se eu me acomodei na vidinha de esposa e não consigo me motivar a fazer coisas, a produzir. Fico sempre pensando no que quero fazer, tomo notas, me organizo, mas partir para a ação que é bom, nada.

Quando olho para trás, vejo quanta coisa mudou: eu leio menos, escrevo menos, saio menos, assisto menos a filmes, vou menos no cinema, tenho menos idéias novas. Até quando eu trabalhava de noite eu tinha mais tempo para eu mesma. Agora eu simplesmente não sei onde gasto meu tempo, e isso esta me deixando meio maluca.

Em contrapartida, C. cobra minha presença. Diz que o mantenho a distância, que sente que eu não compartilho tudo com ele, que tenho segredos. Não tenho segredos, apenas preciso de um tempo sozinha. Preciso da minha solidão, senão me sinto sufocada, abafada. Ele não entende, eu cansei de explicar, então me calo e espero ele melhorar (de humor).

Relacionamentos são complicados, meu senhor.

Patricia | 03:13 AM

fevereiro 04, 2004

Bettie Page, o filme. Com direito a trailer.

Posters de filmes pornos. Pena que não tem as pornochanchadas brasileiras.

Crime Comic Books. Legal.

E claro, fotos do Lachapelle.

Patricia | 05:54 PM

fevereiro 03, 2004

San Francisco
A viagem foi ótima, chegamos lá na sexta feira a noite e de cara já deu para ficar feliz com a temperatura. Qualquer número com o positivo na frente se tornou motivo de alegria para mim.

Minha impressão foi de que Frisco cresceu, e muito, desde minha última visita. E me pareceu mais charmosa, mais alegre, com gente bonita e com vontade de te ajudar. Isso faz toda a diferença quando estamos viajando.

Andei bastante. Desci todos os morros e voltava para o hotel de cable car ou taxi. E mesmo andando sei que não vi tudo que eu gostaria. Ficou faltando o Golden Gate Park, Marina District e The Haight e a ponte em si, que eu vi e tirei fotos, mas não na era digital. Enfim, preciso de mais tempo, porque quando estou numa cidade nova quero conhecer e experimentar tudo com paciência, e geralmente evito os pontos turísticos.

O que fiz de legal foi um tour no submarino USS Pampanito, que me lembrou muito o forte de Copacabana -pura associação de idéias, eu garanto- e que eu gostei muito, imaginar a vida daqueles homens todos enfiados num pedaço de metal debaixo do mar. Visitei também Alcatraz, e achei muito interessante: a atmosfera, a ilha em si, a vista da cidade e as histórias que o gravadorzinho conta. Apesar de ser O ponto turístico, vale a pena. E eles tem um tour que pode ser feito a noite. Aconselho.

O que eu não aconselho é o Fishermans Wharf, que virou um shopping a céu aberto. Muita gente, a típica cadeia de lojas: Gap, Banana Republic, Barnes&Noble, Bath&Body Works, Payless Shoes, Harley Davidson, o Museu de Cera e o "Acredite se Quiser"; as lojinhas que vendem tudo que você não precisa: imãs de geladeira, termômetros, camisetas, bonés. Um horror. Antes era um mercado de peixes, mas hoje fica difícil de saber do que se trata. Claro que vai ser impossível evitar passar por lá, principalmente se você for visitar Alcatraz (os barcos saem dali), mas não fique muito tempo, pois não vale a pena. Evitei o Ghiardelli Square pelo mesmo motivo: shopping ao ar livre.

Visitei também o SFMoma. As fotos de Diane Arbus me inspiraram e no último andar -Supernova- existem obras interessantes. Num dia de chuva, valeu a pena. Para terminar, a Grace Cathedral, com dois "labirintos". E a vista do bar Top of the Mark no hotel Mark Hopkins é uma maravilha.

Patricia | 08:32 PM

fevereiro 01, 2004

Patricia | 11:38 PM