abril 28, 2004
Sonho: estava andando numa estreita e aparente infinita calçada. Cachorros pretos grandes estavam deitados, dormindo, uns atrás dos outros. Andei durante muito tempo até conseguir achar um espaço livre entre eles, onde me deitei e dormi.
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Esta semana aprendi uma ou duas coisinhas no curso. Isso é bom. Estou pensando em rever meu pai, mas sei que isso pode ser dolorido e talvez eu não esteja preparada. Mas sinto que já é um passo estar considerando a idéia.
Esperando pelo ônibus me distraio, não penso em nada. O tempo passa muito depressa, daqui a pouco estou no Brasil há 2 meses. Daqui a umas semanas o Stripped faz 3 anos. Tanta coisa aconteceu nestes 3 anos. Sinto como se fossem na realidade 30.
Estranho, o tempo.
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Voltei a dormir melhor. Isso já ajuda horrores.
Procurando uma cadeira. Preciso me meter no meu canto, de onde tirei mil idéias no passado e ver o que vai acontecer. Estou com uma idéia muito, mas muito boa. O projetinho, tudo preparado aqui na minha cabeça. Mas sabe quando a coisa toda parece tão perfeita que dá até medo ? Estou meio paralisada, mas vou vencer esse medo e mandar a idéia para frente, para quem pode julgar melhor. Se der certo, terei encontrado o veículo perfeito para o "manual". Vamos ver.
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A vontade de fazer o livro de fotos sobre São Paulo voltou. Ela nasceu em 2002. Noites de São Paulo. Fotos e pequenos textos. Na livraria vendo uns livros sobre São Paulo 450 anos a ficha caiu. Quem sabe ?
abril 26, 2004
"If a man going down into a river,
swollen and swiftly flowing,
is carried away by the current -
how can he help others across?"
Sutta Nipata II, 8 (Daily Words of the Buddha)
(via Nando)
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Tive que ver além do óbvio, pesar o futuro e que tomar uma decisão. Foram 15 dias de tristezas e alegrias, uma gangorra maluca, mas fiz minha escolha. Se já foi dolorido e extremamente complicado decidir, agora vem a parte pior: tocar a vida. Mas acredito que minha escolha foi a mais sensata, segui minha intuição e ela nunca me enganou. Foram nos momentos em que eu escolhi não escutar a voz que vinha fraquinha lá do fundo que eu me magoei ainda mais. Daqui pra frente não está mais nas minhas mãos decidir coisa alguma.
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Hm. Cansada. Acho que perdi 5 dos 4 quilos que ganhei nos meses passados. Insônia louca, a cabeça a milhão. Mas tenho que agradecer aos amigos que fazem, cada um a sua maneira, eu me sentir melhor.
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Dei uma parada no livro CV. Simplesmente é muito pesado e não quero ter que lidar com isso agora. Comecei a reler "O Pequeno Buda", um livro que abriu meus olhos no passado e esta me ajudando de maneira tão simples e objetiva que é quase como se o próprio estivesse sentado a minha frente, me passando ensinamentos. Engraçado porque não é um livro sensacional, nem o melhor sobre o tema, mas é o que me toca e fala comigo. Muito bom. Estou pensando também em reler (pela 3ª vez) "The Last Temptation of Christ", um livro lindíssimo e que fez bem ao meu coração.
Sinto pequenas, mas sutis mudanças em mim. Desde o começo de 2003 o mundo se mostrou diferente para mim, ou melhor, eu passei a ver o mundo e as pessoas de maneira diferente. Aos poucos, em momentos importantes, me vejo fazendo coisas que me acalmam, uma sensação bizarra de união, de não estar indo contra nada, de não estar se deixando levar pelo que parece mas não é. Eu, que sempre tive dificuldades com isso, ás vezes vendo coisas onde elas não existem, sinto que estou ficando cada dia mais simples, leve. Eu já escrevi sobre isso antes, e claro, ainda preciso de milhas e milhas para chegar aonde quero, mas é justamente essa sensação de que estou no caminho certo, de que sou mais humana, de que posso aceitar, sem compactuar, com os outros, de que hoje eu consigo ver um bocadinho mais através da nebulosidade que durante toda minha vida me tapou os olhos e fez com que eu cometesse os mesmos erros, para comigo mesma e para com os outros. É um sentimento de estar crescendo e aprendendo. E é muito bom.
abril 22, 2004
O curso esta indo. Estou aprendendo umas coisinhas aqui e ali, mas ainda não disse uau. É péssimo estar neste meio termo, nem sou profissa nem totalmente newbie. Depois deste curso eu acho que vou poder entrar em setores mais especializados. Vamos ver. Minha vontade de aprender nunca foi tão grande. Criatividade e disciplina melhoram a cada dia. Desta vez eu acho que vai.
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Os jornais e noticiários tem me deprimido. Acho que vou ter que parar por um tempo, pois estou muito sensível ao meio que me cerca. Engraçado, nunca fui assim, politizada. Hoje foi um dia em que eu "quis agarrar uma faca e sair cortando gargantas". Exerci a paciência dezenas de vezes e agora, final da noite, vejo que foi melhor assim. Mas como foi difícil... Estou percebendo como os livros que leio também estão influenciando meu comportamento. É algo bem sutil, mas acontece; mais do que eu gostaria de confessar.
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Saudades do Rio.
Saudades de Nice.
Saudades de Paris.
Saudades de uma tardezinha de verão em Pisa, andando ao lado do Arno. Saudades de New York.
Saudades de pessoas queridas que estão espalhadas pelo mundo.
Onde estão vocês ?
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O trem passou na linha ao lado, eu sai do tunel e me recuperei. Mas sei que preciso fazer escolhas, tomar decisões e isso não esta sendo fácil. É díficil passar a mensagem da maneira menos dramática possível, sem enfiar os pés pelas mãos e na procura da solução, me consumo em preocupações e tristezas. Mas quero agir, porque não sou mulher de empurrar a vida com a barriga e como diz minha amiga "se a gente não resolve, o tempo resolve pra gente", e ás vezes da pior maneira possível. Preciso de clareza, urgente. Vou rezar para o meu santinho.
abril 21, 2004
Os últimos 7 dias foram uma loucura. Sabe quando você cai num tunel e vê uma luzinha lá no fundo e acha que é a saída, ai escuta o trem, se desespera, se joga no chão e se prepara para ser esmagada pelo trem e ele passa no trilho ao lado ? Foi exatamente tudo isso que aconteceu. Depois dessa eu sai do tunel e vi que tenho uma sorte danada. A vida continua, e muito bem.
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Sou uma devoradora de livros. Terminei os "Budas Ditosos" e comecei o "CV PCC: a Irmandade do Crime", de Carlos Amorim. Ainda estou no início, mas estou gostando, se é que se pode dizer isso de tal livro. Bem escrito, vai além da superficialidade da situação e busca lá atrás como a situação chegou no ponto que chegou. Eu não sei explicar porque a situação da nossa sociedade esta me perturbando tanto, mas estou desgostosa de quase tudo que vejo e parece que a maioria das pessoas simplesmente esta passando e fingindo que não esta vendo, desde os que acham que não podem fazer nada até qum tem obrigação de se preocupar, aqueles lá que eu e você elegemos. Acompanhei o lance do Rio e estou com raiva das besteiras que ouvimos de políticos e secretários. Muro ? Não estamos em crise ? Por favor. E sou uma passional, confesso, meu sangue esquenta e viro a própria Cuca, já quero chutar o balde e apelar, soltando fogo pelas ventas.
Preciso aprender a me controlar ou acabo tendo um ataque de coração.
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Acabei de assistir os 40 capíulos de "A Vida Como Ela É". Muito bom. Terminei também "A Cabra Vadia" de Nelson. Grande Nelson. Tenho que citá-lo, quando diz que "o Brasil só foi Brasil até os anos 1950". Talvez até um pouco mais tarde, meio ou final dos anos 80, quando eu me lembro de não viver com medo. Mas não vamos falar de política de novo, por favor, ou vou ficar repetitiva (e reacionária) e não era isso que eu queria dizer.
Vocês assistiram a série e sabem do que estou falando: bonita, feita com aquela película de filme, iluminação linda, ótimos figurinos e atores que eu gosto muito. Daniel Filho acertou nesta. Posso estar esquecendo de alguma coisa -dúvido, dúvido- mas essa foi a melhor coisa que aconteceu no Fantástico. E vocês sabiam que a máquina de escrever que aparece no início é a máquina de Nelson ? Sim, é.
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Acho que vou vender meu iBook cinza. Se alguém quiser comprar, entre em contato. Vou pegar as especificações e depois coloco aqui.

abril 17, 2004
Os últimos dias tem sido uma loucura. O curso vai bem, obrigada. Segunda começamos Fireworks e já tenho um milhão de perguntas para fazer. Côté sentimental, telefonemas no meio da noite de 2 horas de duração. Preciso de muita paciência e clareza nesta hora, o que graças aos céus, estou tendo.
Álias, estou bem sentindo muito bem. Lentamente estou reestabelecendo contato comigo mesma -é fácil a gente se perder de si- e com tudo que me cerca. É bom sentir-se alerta, consciente, viva. Mas estou me estendendo e não era isso que eu queria dizer.
Já que falei de livros no último post, quero falar sobre o que estou lendo no momento: A Casa dos Budas Ditosos, de João Ubaldo Ribeiro. Sensacional, divertido e ótimo passatempo. Ainda não cheguei no meio do livro e sinto como se a personagem fosse uma grande amiga e estivêssemos trocando confidências no chá da tarde -ou pé da cama, como você preferir-, tão boa é a prosa. Em alguns momentos fico até vermelha, ou acho que fico, pois não estou certa de que posso corar, e logo depois dou risadinhas cúmplices. Estou simplesmente a-do-ran-do.
Interessante que tem uma lenda (urbana ?) sobre este livro: o escritor disse que recebeu os originais da senhora que descreve sua vida sexual, mas na contracapa e introdução esta sujerido que isso pode ser apenas uma brincadeira do escritor. De qualquer maneira, se foi mesmo uma senhora de 66 anos que conta suas experiências e o escritor só fez transcrevê-las ou se ele criou tudo, é bom do mesmo jeito, como detalhe que se ele o fez, o fez de maneira MUITO, repito, MUITO boa mesmo. Enfim, é isso que um bom escritor deve fazer.
Nem preciso dizer que se miss Pille ler esse livro, vai ficar envergonhada: uma suposta senhora de 66 anos a colocou no chinelo quando tudo que fez era muito mais do que pecado, era contravenção. Ha-ha.
Uma das coisas mais legais sobre o livro de Ubaldo (íntimo meu, veja como eu o chamo) é que ele vai lentamente fazendo de você cúmplice. Divino, divino. Leia se puder. Ha-ha.
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Pode parecer que estou nem vendetta pessoal com essa escritora francesa. Não é verdade. Mas percebdo que a inversão de valores que vivemos nos último 10 anos esta se estendendo para o mundo literário, que eu considero sagrado. Sim, sempre existiram os livros ruins, mas antes encalhavam, o escritor não ganhava dinheiro, não ficava famoso -ah, ficar famoso escrevendo, não me faça rir- e eventualmente ele a)melhorava e acertava a mão ou b)ia fazer outra coisa. Hoje, editores espertos que sabem que sexo vende -vendeu e sempre venderá- jogam todas suas cartadas de publicidade e marketing em cima de livros nulos como o de miss Pille. Não vou dizer que não existam bons livros de autores contemporaneos excelentes, mas o livro desta moça que vendeu milhões na França, e vai virar filme, se traduz para mim como a dança da boca da garrafa literária. Entendem ? Um horror. E vejam, por acaso pego em seguida um livro realmente picante, sensual, sexual, mas que não vejo o mesmo allure ao redor. Vou descontar que o tal allure pode ter acontecido quando eu estava em terras estrangeiras, okay-okay, e no caso, estou falando besteiras, mas existem milhares de livros maravilhosos, e sinceramente, o papel e tinta gastos no livro da francesinha poderiam ser melhor aplicados numa re-impressão de um livro que valha a pena.
Sim, sim, posso estar sendo reacionária -culpa do Nelson-, mas dúvide-o-dó.
O que me envaidece é que se uma anta como essa menina conseguiu publicar algo ruim como aquilo, eu, com todo meu know-how, nossa, arrumo um contrato milionário a-ma-nhã. Ha-ha. Mas não é isso que eu quero, quem me conhece sabe.
Aliás, quero falar sobre isso. Um amigo semana passada me perguntou se eu não tinha interesse em escrever sobre Dominique e suas experiências, sendo que ele já tinha me perguntado sobre isso no passado. Não, eu não tenho a mínima vontade. Porque é um assunto apelativo e eu sei que poderia fazer um furor e quem sabe até vender milhares de cópias e virar filme, mas é apelativo e eu ainda não tenho maturitade suficiente para contar essa estória de maneira não apelativa.
Tenho planos de lançar um "guia", baseado nos antigos manuais que Dominique escreveu, mas não se assanhem muito, pois provavelmente vai estar na seção de humor. Não quero explorar isso, não quero simplesmente transcrever experências, como já me disse o grande Rafael Lima, meu conselheiro, desde erros ortográficos até layouts (ha-ha-ha, estou uma bola hoje). Grandes escritores podem fazer isso, mas eu não quero, porque é a saida mais simples e eu nunca uso a saída mais simples. Sem contar que revendo meus escritos, percebi que era mais feliz quando escrevia sobre minhas obsessões, não sobre eu mesma. É por ai que eu quero enveredar...
Depois, retirei o peso de ter que escrever porque eu sou uma escritora. Oras bolas, eu já escrevi muito na minha vida, desde romances baratos, ficção científica, terror, diários e o que mais tiver mas eu esqueci e apesar de tudo, ainda preciso vivenciar muito mais, preciso achar meu jeito, meu estilo, e não estou com pressa nenhuma. Parei, não quero me estressar nem me recriminar, e veja, desde que parei, tenho me sentindo mais leve, mais livre, e consequentemente, mais criativa. Quando você imagina escrevendo um texto deste tamanho e qualidade 3 meses atrás ?
Enfim. Não sei se foi bom para você, mas eu estou me sentindo ótima. Deixa eu ir ali fumar um cigarrinho de cravo, meu preferido. Ha-ha-ha.
abril 15, 2004
Venenosa Eu Sou ou Eu Também Sei Escrever Critica Literária
Enquanto o livro "Lolita" de Nabokov me espia da estante, fico pensando nas duas "Lolitas" da atualidade. A literal, a francesa Lolita Pille, que escreveu o tão falado "Hell" e o a italina Melissa Panarello, apelidada de "Lolita Siciliana", com seu livro "Cem Escovadas de Cabelo Antes de Dormir". Ambas com livros escandalosos, contando as mais loucas e chocantes experiências sexuais que tiveram ao longo de suas vidas: uma tem 21 e a outra 18, respectivamente.
O livro da italiana ainda não saiu no Brasil, mas o da francesa já pode ser encontrado na livraria mais próxima. Mas não corra para comprar: o livro é um lixo. Não tem plot, a linguagem é confusa, ora pobre e baixa, ora temos que olhar no dicionário, não tem nada de original, é a garota rica que se droga e transa adoidado e não tem remorso. Está na cara que ela quer chocar, mas nem o faz bem: a baixaria poderia ser mais explícita, o sexo mais picante e o vazio interior mais presente. Mas até para descrever essas coisas é preciso um pouco de talento, que miss Pille não possui.
Numa entrevista de miss Pille na TV5 ela falava sobre seu novo romance "Bubblegum": uma garota da Província (interior da França) quer ir para Paris ser modelo e ficar famosa. Ela falava que esta interessada em como as pessoas estão dispostas a fazer tudo pelos seus 15 minutos de fama: programas como BBB, escândalos forjados, uns dizendo que dormiram com alguém famoso na tentativa de "carona na fama" e é esse meio que ela quis descrever no novo livro. Acaba de ser lançado na França, ainda sem data para sair no Brasil. Talvez esse livro seja um pouco melhor que o primeiro, já que ela descreve novamente sua vida: escreveu um -péssimo- livro-escândalo e ficou famosa. Mas como a fórmula "escreva sobre o que você conhece bem" não a ajudou no primeiro livro, como pessimista que sou, acredito que não vai funcionar no segundo.
Quanto a italiana, já vendeu meio milhão de livros na terra natal e os direitos para mais 16 países. Miss Panarello, menina de família, se sentia não amada pelos pais porque eles trabalhavam muito e não eram calorosos. Resolveu usar a Internet e se envolveu com homens mais velhos, participou de experiências sadomasoquistas, sexo grupal e o que encontrou no meio. Quando tinha 15 anos e vivendo na conservadora Sicília ! Uau !
Nas reportagens que li, já que o livro não esta -ainda- disponível no Brasil, a menina parece madura e inteligente, embora um tanto "treinada" para parecer assim; quem leu o livro diz que ele é pobre linguisticamente e como o de miss Pille, não traz novidades. Há ainda quem diga que ela não escreveu o livro, que tudo foi uma armação da editora, mas vale dar o benefício da dúvida, já que os hormônios da adolescência podem ser cruéis.
Enfim, em se tratando de Lolitas, só aceite a original, vá de Nabokov.
Recadinho:
Lançamento "CORPO PRESENTE" (Ed. Planeta) de João Paulo Cuenca
Mercearia São Pedro
Rua Rodésia, 34 - Vila Madalena, 05435 - São Paulo
Fone: 11 3815 7200
Segunda-feira, 19/04/2004, das 19:30 até o último amigo
Imagine São Paulo diferente: prá começar, sem essa poluição visual que ataca nossas vistas em qualquer canto que você olhe. Imagine poder olhar as coisas como elas são de verdade, sem essa sujeirada que cobre tudo. Propaganda, só no tamanho e lugar adequado, talve nas laterais dos ônibus; outdoor, só nas marginais e olhe lá. Depois essa fiação, a parte elétrica nestes postes, toda exposta, imagine tudo isso subterrâneo, que é onde deveria estar, até por uma questão de segurança. Agora coloque árvores e verde em jardins e canteiros. Pelo menos 15 linhas de metrô, para poder tirar metade destes ônibus de circulação, agilizar o tráfego e despoluir -um pouco- o ar. Um programa de carpool: pessoas pegando carona para economizar combustível e mais uma vez, ajudar o trânsito. Cidade limpa, com lixeiras em todas as esquinas, que ia ajudar a água escoar nos bueiros nas chuvas, evitando alagamentos. No lugar de pixações, grafites. Bairros residenciais com prédios de 6 andares no máximo. Policiais presentes, bem remunerados, bem treinados. Clubes sociais, quadras de esportes, hospitais equipados para atender a população, escolas públicas melhores que as particulares (quem não se lembra disso ? eu lembro). Moradia decente, inclusive e principalmente para as pessoas mais pobres.
Será que estou pedindo demais ? Eu não acho. Dinheiro há. É só pararem de meter a mão, e vsim colocaram a mão na consciência e ligarem os pontos: corrupção gera delinquência, pobreza e revolta gera criminalidade.
Nas minhas idas e vindas de ônibus tenho percebido muitas coisas. A cidade esta indecente. Hoje fui sentindo uma revolta, um nervoso, e nem sei bem porque, mas parei um minuto e pensei: para cada lado que eu olhava tinha cartaz, anúncio, outdoor, sujeira no muro, plaquinha, feiura. Lembrei da cidade 20 anos atrás, que para mim não esta tão antiga assim: pô, não era esse lixão que é hoje. Essa poluição visual quase conseguiu me deixar estressada.
Eu me nego a ouvir gente falando que não há dinheiro, que é díficil (quer moleza senta no pudim, diria meu pai), que não tem mais jeito. NY já foi como SP é hoje e teve jeito. Ah, os caras lá estão no 1º mundo. Não, os caras lá tomaram vergonha na cara, o que os caras daqui também estão precisando fazer.
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Bom. Talvez eu deva é ir jogar um pouco de SimCity.
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Ou entrar para a política.
abril 14, 2004
Ontem sai do curso e fui para a minha consulta médica. A numeração da rua onde fica o consultório é complicada, já sabendo disso me precavi olhando no mapa do Terra para saber aonde ficava tal número. Pois tive que dar uma volta imensa porque infelizmente o mapar estava incorreto e fui parar onde não queria. Bom, essas coisas acontecem, mas eu estava preocupada com o horário. Quem me conhece sabe que sou pontual. Geralmente chego cedo para meus compromissos, detesto deixar alguém esperando. Pois tive que ligar para casa e pedir para minha mãe ligar e perguntar onde exatamente ficada o edifício. Isso tomou 10 minutos, não tenho celular, então tive que fazer duas ligações. Pois bem, cheguei no prédio, o porteiro era um grosso que me disse que a médica já tinha ido embora. Eu olhei para o relógio na parede, estava em cima da hora. Subi (elevador demorado) e quando vou a recepção a garota me diz "ela acabou de sair", dando a explicação "na última consulta não tem tolerância". Olhei de novo no relógio, estava atrasada 3 minutos. Fiquei furiosa. Leva um mês para marcar a consulta e a médica não pôde esperar 3 minutos ? Tive vontade de bater em alguém. A recepcionista disse que poderia me "encaixar" semana que vem, uma da tarde. Perguntei como isso funcionava: a médica ia me atender entre a consulta da uma e da uma e quinze. Consulta de 5 minutos ? Pelo amor de Deus, o que é isso.
Ela marcou a tal "consulta" de 5 minutos (no papel esta marcado para 13h05, vejam), mas eu estou tão desgostosa que não acho que posso levar meus exames e conversar com essa médica que no meu ver não tem "tolerância" alguma. Foi quase o mesmo com o outro médico deste plano: ele era esquisito, não respondeu o que eu queria saber, ficou me apressando. Pois liguei para o meu antigo médico, que esse plano não cobre -claro- e fui vê-lo. Sem comentários. Paguei a consulta, e vale dizer que não foi de 15 minutos.
Vou escrever uma carta para o plano contando o que ocorreu ontem, apesar de não achar que vá resolver. E minha vontade é ir na tal consulta com essa médica para poder lhe dizer o que me desagradou. Ser tratada por ela, não vai dar. Mas não posso me calar para coisas assim. Aliás, acho que somos muito mansos. Como diria o Nelson, o brasileiros é mansos. Não brigamos por nossos direitos, não reclamamos, deixamos as coisas como estão, engulimos a seco para não dar vexame. Errado, errado. Não é preciso escangalhar, mas é necessário comunicar-se quando não estamos satisfeitos com algo.
Veja, quando minha Melissa quebrou 3 semanas depois que comprei, escrevi para a compania, reclamei, e eles pediram minha sandália e me mandaram uma novinha em folha. Confesso que fiquei chocada, pois já ia ficar contente com uma carta de consolação. Mas fizeram o certo. Sem reclamação as coisas vão ficar para sempre desta maneira. Dúvido que se eu dizer para essa médica, lá, cara a cara, que o que ela fez, não esperar nem uns 10 minutinhos (o que me deixou ainda mais puta foi ver outra médica ali na recepção fazendo hora para um paciente que como eu, chegou uns minutos atrasado) não é legal. Caraca, 10 minutos não muda muito se você já esta num lugar, agora se você sai dos canfudós do Judas para chegar na puta-que-pariu e nada, é dose !
abril 13, 2004
Primeiro dia de curso é uma alegria. Tudo é novidade, inclusive o fato de estar aprendendo. Muito bom, muitíssimo bom. Ainda é cedo para saber qualquer coisa, mas tenho a leve impressão de que talvez o curso não em ensine tanta coisa que eu já não saiba, mas enfim, está valendo. O simples fato de sair, ver coisas, descobrir, já vale o sacrifício de passar quase 2 horas no ônibus, sacudindo em bancos duros.
Como as pessoas que dependem de transporte público sofrem, meu Deus. Semana passada peguei o metrô, uma maravilha, em menos de 20 minutos fomos da Barra Funda ao Tatuapé, trajeto que não me tomava menos de 50 minutos quando eu tinha carro. Limpinho, organizado e rápido. Agora, vai pegar ônibus, que horror. Velhos, sujos, sem amortecedor e demoraaaaaados. Seria muito complicado pegar uns 25.000 trabalhadores (ou mais, ou mais) e fazer linhas de metrô para todos os lados ? Parece que a Marta esta fazendo um buraco na Rebouças. Hum. E esse corredor de ônibus aqui na Matarazzo, que obstruio o trânsito ? Tem que fazer linhas de metrô. Metrô ! Uma cidade do tamanho da nossa não pode contar com linhas de ônibus, porque em alguns lugares, metrô não passa nem perto. Seria uma maneira de matar 2 coelhos com uma paulada só: dar emprego para algumas mil pessoas e ajudar a população a se locomover. Veja, quando passo ali na marginal Tiete, vejo uns gatinhos pingados trabalhando nas margens, um pingado de gente a cada 5 quilômetros. Seria pedir muito para colocar uma abundância de pessoas para acabar logo com esse problema, porque estão limpando a borda a -literalmente- séculos. Vão falar do dinheiro, mas dinheiro há. Com a população pagando impostos, dinheiro há. Deve estar sendo empregado no lugar errado, mas ai já é outro "detalhe".
Para piorar tem aquela propaganda com a Marta falando que os transtornos são para uma cidade melhor. Hum. Se não me engano, este é ano de releição ? Ou será ano que vem ? Qual obra decente que ela fez assim que entrou ? Ou será que deixou para o finalzinho para fazer algo assim o "povo" ficar "animado" (ou gratos, porque para os políticos devemos ser um bando de patetas) ?
Eu me lembro bem logo após ela ter se elegido, acho que devidos as pressões, ter dado um chilique do tipo " vocês acham que é fácil é ?". Caraca, isso é desculpa ? Enfim, me empolguei, mas repito o óbvio: a solução é metrô.
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Acabei de receber maravilhosas rosas vermelhas. Admirador secreto ? Não, de C. Deixa eu correr e tirar fotos. E ir para a escola. Hohoho.
abril 08, 2004
Estou super animada, segunda-feira começo um curso de Web no Senac. Dois meses, todos os dia. Acho que vai ser ótimo para aprender todos aqueles detalhes que eu não conheço e por isso quebro a cabeça durante horas tentando descobrir. Fora que não tenho aulas desde... nossa, acho que desde que abandonei a facudalde de hotelaria, em 99. Isso mesmo.
Sem falar que é sempre bom aprender, e estou sentindo falta disso. Bem, estudar até que estou, 1 hora por dia, português. Sem compromisso, apenas porque quero falar e escrever com mais clareza. Estou descobrindo que gosto da nossa língua, é bonita e riquíssima. E o Aurélio virou meu melhor amigo. Vocês notaram como estou cometendo menos erros ?
(mas meus dedos estão sofrendo de dislexia, pois não consigo escrever um parágrafo sem trocar a ordem das letras. mu ohrror.)
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Eu ia viajar este feriado, visitar um grande amigo que mudou para Botucatu, mas no final das contas não vou. Pensamos melhor, minha mãe e eu, e viajar em feriado é uma roubada. Talvez semana que vem, vamos ver.
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Êta, ligar o iPod e descobrir tarde demais que está no último volume.
Assim estouro meus tímpanos.
Ouvindo Daniel Ash - Coming Down.
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Por falar em Daniel Ash -quem conhece o moçoilo sabe porque eu associei as coisas- descobri minha coleção de Love&Rockets. E pensei que tinha dado para alguém. Muito bom, muito bom mesmo saber que ainda as tenho.
Off Topic: alguém sabe como ou quem transfere antigos LPs para CDs ?
abril 07, 2004
Revirando meus cds de backup, achei isso, os antigos layouts do stripped, desde o primeirinho. Como vocês já sabem, uma boa parte dos arquivos não está mais disponível, mas resolvi postar os layouts mesmo assim. Afinal, recordar é viver.
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Taí, eu era ou não mais criativa ?
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Pela primeira vez em 34 anos, acho que estou no peso ideal. Sempre fui magra e em certos momentos, me achava magra demais. Agora, mesmo com umas roupinhas justas (preciso revisar o guarda-roupa), me sinto bem, mais completa. O lado não tão positivo é que me sinto meio flácida, mas enfim, talvez minha aeróbica resolva, já que eu e Cindy estamos malhando dia sim, dia não, aqui em casa mesmo.
Depois que comecei a me exercitar, tenho me sentido melhor no todo: mais bem humorada, durmo horas decentes, meu organismo parece agradecido. Estou até pensando em incluir pilates nos dias off, nada exagerado, só para não ficar sem fazer nada.
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A ótima notícia é que meu médico, o que eu conheço há anos e confio, me disse que o lance no meu seio é apenas um cisto, que eu não preciso me preocupar. Foi como se uma nuvem negra desaparecesse de cima da minha cabeça. Nem me recomendou punção, porque é um cisto pequeno. Estou super aliviada.










abril 05, 2004
Sonho: fui visitar C. no escritório dele com a minha mãe (?). Ele estava num destes cubículos de vidro, uma reunião com outras pessoas. Ele me viu passando por trás do vidro e levantou, mas não veio falar comigo, foi até uma mulher loura sem graça, e olhando para mim, tascou-lhe um beijo. Fiquei enfurecida, minha mãe tentou me acalmar, mas saí pisando firme. Ele veio atrás e perguntou o que tinha feito.
Corta para um lugar muito estranho, estou visitando minha antiga casa, ela esta diferente, mas as cores nos tijolos são excepcionais e estou tirando fotos com uma outra garota que não conheço. Logo entro numa festa que tocava música dos anos 50/60 e duas garotas simpáticas me perguntam se eu posso ajudar. Digo que sim, e não entendo (lembro) bem o que ou como posso ajudar, mas elas me dão uma nota de 100 de uma moeda desconhecida (vermelha) e dizem que devo ligar para elas dentro de 2 horas. São garotas de programa, entendi.
Corta para um quanto lindo num andar inimaginável com uma vista de uma cidade que me lembrou Blade Runner. C. esta lá querenod fazer as pazes, mas eu ainda estou ressabiada. As garotas aparecem e ele não entende bem (nem eu) mas logo elas saem de novo e me dão outra nota vermelha de 100, que guardo na bolsa. Ai o quarto já é num andar mais baixo, de frente para piscinas lindas, jardins, flores, tudo num tom verde-azulado de sonho (duh!) e C. deita na cama de bruços e me pede uma massagem. Um celular minúsculo transparente toca e elas me dizem que eu não devo me preocupar, vão me ligar de novo as 11 horas.
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Parte I: daqui da minha mesinha do computador posso ouvir a tv na sala. Ontem escuto aquela garota que saiu do BBB, Solange, no programa do intragável, Faustão. Quanta asneira, quanta mediocridade. Levantei para ir ver a garota cantanto (errado) e dançando com o público. Fiquei perplexa. Minha mãe e eu trocamos olhares, não precisamos falar nada. Voltei para o computador. Mais tarde ela disse que achava muito chato a moça pagar um mico daqueles. Eu já acho que, mico ou não, ela estava adorando estar ali, se sentindo a cocada inteira. Aposto que em breve vai aparecer um maluco e propor a moça que grave um disco.
Parte II: costumo ler fóruns aqui e ali, sobre os mais diversos assuntos. Pois eis que cai num fórum BBB. Que lástima. As pessoas levam isso muito a sério. Tomam partido, brigam, trocam insultos, tudo, menos um diálogo legal e divertido. Mas a parte mais interessante é como as pessoas "se sentem": "não vou dar 500 mil prá fulano, porque é um inútil, e sim para sicrano, porque é legal", "fulana é false e moralista, não merece", "beltrano é simpático e gracinha, humilde" blá-blá-blá. Todo mundo se sente autoridade competente, capaz de julgar os outros por isso ou aquilo, sem falar do poder de ligar e decidir quem vai levar a bolada ou não parece que sobe a cabeça e parece até que estão tirando os 500 mil do próprio bolso para dar ao finalista, tal é a prepotência com que falam. Em suma, uma demonstração de falta de paciência e respeito aos outros sem igual. Eu ensaiei responder uns comentários no tal fórum, mas me desanimei, porque a coisa estava num pé que seria gastar verbo com quem não sabe conjugar, logo, inútil. Triste, triste, triste.
Parte III: muita gente já falou o diabo deste programa, o BBB. Eu acho uma droga como conceito, porque não sugere nada de bom, muito pelo contrário: as pessoas confinadas ali acabam sempre sendo estereotipadas por ações e reações que me lembram as de ratinhos de laboratório. Sabemos que ninguém é 100% bom ou 100% ruim, somos todos feitos de nuances, de opostos, de qualidades e defeitos. Mas "o povo" gosta de ter um Judas para poder malhar, uma Madalena para atirar pedras. O que isso pode trazer de bom as pessoas ? Vamos classificar as pessoas em a-b-c e depois de classificar, se você não fizer o que achamos que você deveria fazer, vamos te apedrejar em praça pública. Que horror.
Se houver um outro BBB, vou fazer uma campanha para boicotar, pelo "simples" motivo de que não nos acrescenta nada de bom.
Parte IV: outra coisa que começa a me incomodar é esse lance de que se a pessoa é pobrinha é uma coitadinha. Acho que foi por causa do livro do Caco, que falhou em mostrar as nuances das pessoas que moram em favelas, se fixando num tipo somente, o das pessoas que estavam envolvidas com o tráfico, mas parece que existe um consenso atualmente de que se a pessoa é pobre é vítima. Não vou dizer que nossa sociedade não poderia melhorar, porque eu acho que sim, poderíamos, cada um a nossa maneira, fazer coisas que mudassem o quadro no país em que vivemos. Mas não curto esse lance de generalização. Talvez após Cidade de Deus, Carandiru, etc, as pessoas tenham despertado para uma realidade que não conheciam, e sem saber lidar com isso, estejam "glorificando" o bandido, de certa forma desculpando certos tipos de comportamento meio que para se livrar da culpa, o que eu acho um tremendo erro.
Eu fico particularmente revoltada quando as pessoas resolver julgar o que vêem, sem saber tudo que se passou para se chegar ali. A visão do pessoal do morro de que somos todos "playboy" porque moramos no asfalto me perturbou profundamente. É como se eu dissesse que todo mundo que mora em morro é bandido e traficante. Vão dizer que eles pensam assim porque são desfavorecidos, porque não tem instrução, blá-blá-blá, mas não concordo. Talvez seja mais simples para eles pensarem assim, já que não nos tornamos mais "vítimas" (a palavra que eu gostaria de usar seria seres humanos), mas merecedores das ações que eles possam praticar (roubo-estupro-sequestro-etc).
Uma parte interessante no livro Abusado é quando Caco é atacado num estádio de futebol em Buanos Aires e "Juliano" o ajuda a se livrar dos bandidos, logo depois se revoltando profundamente com a atitude de covardia dos caras. O outro lado da moeda ?
Enfim, classificar um grupo social como "vítima", seja ele qual for, não é uma atitude inteligente, pois isso fornece desculpa para retaliação, algo que mais tarde não vamos saber como lidar.
abril 04, 2004
Sábado foi: procura de imagens bacanas na web; barriga no fogão fazendo sagu (hum-hum); livro de anúncios dos anos 50; gramática; testando uns programinhas shareware para mac; novo layout do stripped; briga com o script das cores. Enfim, super produtivo. O que eu realmente precisava fazer, nem passei perto.
Mas tudo bem...
Ainda estou indecisa quanto ao visual. Gostei, esta melhor do que o que fiz na sexta, mas acho que ainda falta alguma coisa. Será o título ? Mas a maioria das pessoas que me vistam já sabem quem sou, e tem o nome na barra do browser de qualquer maneira. Hum. Talvez eu coloque mais uma coisinha aqui e ali. Vamos ver.
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Interessante que fazer layout para outros é sempre tão mais simples do que fazer o meu...
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Sonho: vou numa cadeia visitar Seu Jorge. Parece que somos casados e temos uma dúzia de filhos, mas a cadeia parece com uma feira do Anhembi: gente vendendo comida, maconha, cola, cd falsificado, barraquinhas aqui e ali. Quando vamos dar uma volta, notamos que um portão está aberto. Ele pensa em fugir, eu penso que se isso acontecer, e ele for pêgo, ai a pena vai aumentar. Mas dai aparece um velhinho que conversa com ele, que diz coisas bem sábias e entrega uma carta para ele e diz que ele pode sair, ninguém vai atrás dele não. Assim que saimos da cadeia, ele quer tomar café da manhã: paramos num botequinho simpático e pedimos café com leite, pastéis e pães de queijo. No meio da conversa eu o lembro de que sou seu amuleto: da última vez foi comigo que ele fugiu.
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Bizarro.
abril 03, 2004
Mudei o layout, mas não estou contente.
Quero mudar de novo.
Argh !
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Ultimamente tenho me sentido pouco criativa... Eu sempre tinha 1.001 idéias, para as mais diversas coisas. Hoje estou chocha, nem um simples layoutizinho eu não consigo criar e ficar contente com o resultado.
Isso bem se reflete em outras áreas da minha vida.
Preciso mudar isso, e urgente !
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Humph.
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Vi lá no Let's Blogar e achei ótimo: Propagandas Antigas, do Javé. Uma maravilha, deveras inspirador (se eu pudesse me inspirar, veja bem).
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update: mudei novamente ! agora sim eu gostei. as imagens mudam automaticamente, assim sempre tem uma "cara" nova (temas que mudarão a cada 10/15 dias) e ficou super clean e levinho. só ficaria mais bonitinho se tivesse a opção de escolha de cores para os visitantes. larguei mão de fazer tudo css porque não entendo tanto assim, então ficou mezzo-a-mezzo: table e css. hohohoho. e lá se foi meu sábado...
abril 02, 2004







