maio 27, 2004

Feliz 3 Anos de Stripped !

Patricia | 07:52 PM

maio 26, 2004

Estou confusa. Ou será que perdida é a palavra certa ? Nem isso sei, para se ter uma idéia da extensão do problema. Mas não é problema. Estou com uma lista de coisas que quero fazer. E simplesmente não consigo começar. Primeira não sei por onde, depois não sei como. Coisa de criança que começa a andar, fica naquela insegurança do tamanho de um bonde. Que frustrante que é isso.

Preciso voltar a sair com meu gravador de bolso: as idéias pululam nos momentos mais estranhos e não dá para parar e anotar, mas tenho vergonha e medo de sacar o bichinho no meio de uma multidão.

Preciso voltar a sair com a minha máquina. Vejo coisas que quero registrar, sinto uma falta danada de fotos, é quase como se um dedinho tivesse quebrado: não dá para usar e sei que ele esta ali: mas tenho medo de ser roubada e vergonha, não quero que as pessoas me olhem. Não quero ser percebida.

A idéia de que o curso vai acabar mês que vem já começa a me entristecer. A sensação de accomplishment é ótima, e gosto de ter uma certa rotina de horários e compromisso, desde que seja flexível, claro.

Vi as fotos de Nice e tive vontade de chorar. Eu quero ir embora daqui. Eu não gosto mais de São Paulo. Tirando minha família e meus amigos, não tem nada aqui que justifique eu estar aqui. Eu sinto falta de estar num lugar onde me sinto bem, onde desconheço as coisas, onde as esquinas reservam surpresas, onde preciso aprender e eu precise me adaptar. A vida aqui é muito chata, muito desprovida de interesse, vazia.

Sem falar que estou com uma vontade alucinada de viajar. Tive que mudar de planos quando conheci C., mudar as viagens, mudar as prioridades. Mas quero colocar o pé na estrada de novo, quero ver coisas novas. Tem tanta coisa para conhecer, eu sinto que estou perdendo tempo precioso aqui...

Ah, esse meu lance cigano, romântico, boêmio. Mas eu não quero me mudar, eu quero mudar daqui. Eu tenho a noção de todo um mundo ai fora, repleto de beleza e oportunidades, é um jardim cheio de frutas saborosas e flores lindíssimas e perfumadas a disposição: eu só preciso ir até ele e escolher. A vida é muito, muito boa mesmo, somos nós que não sabemos aproveitar, e eu me vejo escorrendo por esse ralo do lugar comum que sempre abominei. Não, eu não quero isso. Eu quero o mundo todo, e depois, mais um pouco.


Noir C'est Noir - Johnny Hallyday

Noir c'est noir
Il n'y a plus d'espoir
Oui gris c'est gris
Et c'est fini,
Ça me rend fou j'ai cru à ton amour
Et je perds tout
Je suis dans le noir
J'ai du mal à y croire
Au gris de l'ennui
Et je te crie,
Je ferai tout pour sauver notre amour
Tout jusqu'au bout

Si un mot peut tout changer je le trouverai
Il ne faut plus en douter, il faut essayer

Noir c'est noir,
Il n'est jamais trop tard
Pour moi du gris j'n'en veux plus dans ma vie,
Ça me rend fou de perdre ton amour
Je te l'avoue

Maintenant pour le sauver à tout je suis prêt
A l'instant de la vérité pourquoi en douter
Noir c'est noir il me reste l'espoir
Oui gris c'est gris je n'veux plus d'ennuis,
Ça vaut le coup de sauver notre amour
Rien que pour nous
De sauver notre amour
Rien que pour nous.

E eu fico olhando para essas pessoas, na fila da lotérica, no ônibus, no cinema, e penso: será que sou só eu ? Eu que quero andar por ruas que nunca passei antes, experimentar comidas e bebidas que meu paladar nunca imaginou existir, me perder em línguas estrangeiras, descobrir, descobrir, descobrir. Já é sufocante a idéia de que numa única vida não poderei fazer sequer 1% de tudo que desejo, mas como se vive sem esse 1%, como se mata esta sede de viver ? Será que eu sofro por sou gulosa ? Porque eu vejo as frutas e as flores ? Ah.

acabei o livro.
adorei.
adorei.
ser surpreendida desta maneira é ótimo.
mas,
não consegui comprar "orlando".
algo me parou, talvez porque não era em inglês.
certos escritores são melhores no original.
virginia woolf.

Estou agora com essa mania de ouvir meu iPod quase no último volume. Com os fones de ouvido, eu sinto um zum que parece afetar meu cérebro e fico high por uns segundos. É fantástico.

Quero ir para o Rio. Mas não no frio.
Não no frio.

Patricia | 11:06 PM

maio 24, 2004

Mondo Exotica tem nova inquilina, a Maya, que mora em Londres e trabalha como stripper.

Estou adorando o livro de Virginia. Que pena não ter levado esse livro para ler na semana que passei em Londres mês passado (ou retrasado). Juro que não achei que ia gostar tanto assim, nutria um certo preconceito e que surpresa. Ótimo fazer essas descobertas.

Ah, não posso visitar meu site do Senac por causa do nome exotica. Que bobagem. Eu que fazia uns teste aqui e ali nos templates e depois ia ver como ficava em PC, acabou a festa.

A fofoca, semana passada acharam um saquinho com maconha na sala depois da aula. Coordenadoras vieram no dia seguinte, jogaram um verde, mas até parece que quem perdeu a erva ia lá conversar com elas.

Estou fazendo filminhos super sonsos, mas me divirto. E continuo com uma baita vontade de desenhar. Pensei até em comprar uma mesinha, só para brincar, mas estão muito caras. Não sei porque não fiz esse tipo de comprinha quanto estava em NYC...

E que saudades de NY, parece que o tempo está ótimo, ou pelo menos estava ontem quando falamos no telefone. Eu não sei me organizar mesmo. Fui para lá começo de outono e volto para o Brasil idem. Preciso reverter a ordem, sempre viajar na primavera/verão, assim pego tempo bom em ambos os países. Só que para me organizar agora preciso esperar um pouquinho, e não sei se vai dar não...

Esse lance do MT... Eu estou contente com a versão 2.6 que uso, não vejo motivo para mudar, mas aconteceu algo que anda me tirando o sono. Eu tinha um arquivinho zip da versão que uso atualmente num dos meus cds de backup. Eis que semanas atrás numa faxina e já esperando a versão 3 eu joguei tudo fora, numa spring clean. Ai veio a bela notícia. Agora estou com medo de que se algo der errado, eu me ferre, porque não tenho mais esse arquivo 2.6 e não achei no site do MT, que provavelmente não esta mais disponível. Caraca, que merda. Se não fosse tão caro eu juro que pagava, porque acho que os caras merecem, mas neste valor, não vai dar não...

E ouvi por ai que o Wordpress não possibilita vários blogs. Como não ? Ai, que sarna para se coçar...

em tempo: se alguém tiver o arquivo MT 2.6 em zip e puder me mandar ou souber onde posso achar, por favor avise. nós do mondo exotica agradecemos.

Estou com uma baita saudades de tirar fotos;
postar fotos, aqui ficava tão alegre.

em tempo: dia 27 o stripped faz 3 anos !!
existe pelo menos uma coisa em comum entre todos os inquilinos do mondo exotica: eu conheço todos pessoalmente.

update: achei o 2.64 aqui, desça até o final da página, abaixo do FTP. santa internet !

e alguém já ouviu falar num tal de Nucleus ? a interface dele é bem feia, nada como mt, mas diz fazer as mesmas coisas, logo parece atrativo.

Patricia | 09:55 PM

maio 22, 2004

Porque eu não tenho nada para fazer hoje: anúncios de supermodels, haha.

Como fazer origamis sacaninhas.

Revista Rabisco.

E mais um blog de desenho.

Patricia | 08:00 PM

maio 21, 2004

Já com saudades de Virginia e não querendo repetir minha mania de ler diário de escritor, mas não a obra do escritor, agarrei Mrs. Dalloway que comprei ano passado antes da minha breve volta ao Brasil (breve não, foi tempo suficiente para eu não me chatiar com as coisas que vejo). Primeiras 10/20 páginas foi dureza: ela se espalha para todos os lados, fica complicado seguir o que se passa tanto no presente, como no passado, no interior e exterior. Mas ontem na cama consegui pegar o fio da meada e estou adorando. Lindo, lindo, cheio de vida e tão fiel a nós, humanos. Difícil não se identificar com um dos personagens -ou com todos, em situações diversas. Muito bom, estou feliz por não ter desistido do livro.

Ah, final de semana. Tão bom poder ficar fazendo hora na cama, pensando bobagens, viajando na maionese. O que está me virando é esse tempinho. O bom é que eu sei que não dura. Daqui a pouco esta um calor de Sahara e não foi nada.

Falei né, que começamos Flash ? E a tentação de fazer aqueles filminhos bregas e colocar aqui ? Haha. Preciso treinar, senão acabo esquecendo (como já aconteceu outras tantas vezes).

Estou ouvindo as trilhas de Kika e Tacones Lejanos. Ah, que romântico.

Falando em romântico, ontem na cama relembrei um conto sensacional que estou querendo escrever a anos. Anos. Acho que vou começar, assim que descobrir como fazer o que eu quero. É meio complicado porque envolve muitos personagens em momentos importantes da suas vidas e de um eu preciso passar para o outro num piscar de olhos, como se todos estivessem falando da mesma coisa, mas claro que não estão. Com imagens eu sei exatamente como sairia, mas no papel, só com palavras, não sei ainda.

Pensou que fosse fácil ? Se fosse eu já o teria escrito.

Os escritores são tristes. Será que todos ? Só quando escrevem ? Ou quando não escrevem ? E os outros artistas, os pintores e músicos, será que sofrem também, e como ? Miss V. veio com essas perguntas que partilho. Como será ?

Existe coisa pior do que explicar piada ? Existe, ter que explicar o que você escreveu. De duas uma: a) ou você escreveu muito mal e porcamente ou b) o outro é uma anta. Mas a primeira opção é geralmente a verdadeira. Então vamos lá.

Sapatos.
Apesar de descobrir muita coisa pelo sapato que uma pessoa usa, eu nunca julguei o caráter de alguém por seu respectivo pisante. Nem decido de quem gosto ou não usando sapatologia. Sapato é minha metáfora pessoal para quando não consigo dizer porque não gosto de tal coisa ou pessoa. Uns dizem que foi o santo que não bateu, eu digo que não gostei dos sapatos.

Já que estamos falando disso e querendo elaborar sobre o que o Adamastor falou ("O mundo não precisa de tanta gente feia."), vou dar meus 2 centavos: como o pessoal usa sapato feio. Cruzes. Mulheres que não sabem andar de salto alto não devem usar salto, ou então que aprendam: fica aqueles palitos tortos, urgh, sem charme nenhum. Ou então umas que usam o sapato até o salto ficar gasto até o meio: o bico levanta e você quase consegue imaginar a altura que aquilo foi um dia. Outro dia eu vi uma garota que usava sandália e o salto de um lado estava pela metade do esquerdo. Será que ela não sentia o desnível ao andar ? Mistério. Pior que sapato de qualidade zero são sapatos no bico do corvo. Ou então, a pessoa toda arrumadinha e lá embaixo aquele sapato no osso. Ah, não dá.

E os cabelos ? Cruzes, ensebados, com caspa, emplastados, um horror. Ou então parece que existe uma mania geral de morenas (eu sou morena) que querem se passar por meio loiras e dai fazem luzes. Que coisa horrível. Pior são as que fizeram as tais luzes e nunca mais retocaram, logo 4 dedos de cabelo escuro e aquela mistureba lá embaixo. Ah.

Ser bonita não é tão díficil assim, e se não souber mesmo como, fique natural. Enche o saco ficar retocando cabelo, então não pinte. Cabelo limpo, bem escovado e com brilho, pintura pra que ? Claro que isso reflete (não vou generalizar, okay ?) o descontentamento com a própria pessoa. É ótimo e super sadio ser vaidosa, mas tem umas coisas que são meio estranhas.

No ônibus eu escuto altas coisas, e a cada dia que passa coloco a prova de que os amigos são muitas vezes uns belos amigos da onça: no medo de magoar o outro, afirmam os maiores absurdos do mundo: ou seja, é melhor eu deixar ele fazer papel de ridículo do que magoá-lo ao alertar do perigo. Se eu pego um amigo(a) meu fazendo isso comido, dou-lhe uma surra de vara curta, juro.

Enfim, só posso concordar com o Adamastor, São Paulo não precisa de gente tão mal a ajambrado.

Patricia | 07:31 PM

maio 20, 2004

Ontem disse adeus a Virginia. Depois de quase 8 meses lendo A Writer's Diary, foi com uma sensação estranha que o coloquei na estante. Saudades talvez, ou um vazio. Era como uma conversa: toda vez que eu achava um problema escrever, viver, sair da fantasia e voltar ao mundo real -que dolorido- apanhava o livro e "ouvia" o que ela tinha para me dizer. Realista, engraçada, super exigente consigo mesma. Não foi o melhor livro que eu já li -e qual foi, afinal?- mas foi o único que senti uma baita vontade de chorar ao ver que tinha acabado.

Começamos com o Flash. Eu não lembro quase nada, o que é muito bom, porque hoje "aprendi" algo. O valor de ser auto-didata é imenso, mas é tão bom alguém te explicar o detalhe.

Quero aprender a desenhar. Penso nisso o tempo todo. Nos meus sonhos eu faço charges engraçadíssimos. Haha.

Eu tenho rido muito d'eu mesma.
Tem outro jeito ?

Eu adoro uma polêmica. Poderia cria-las com maior frequência, mas confesso que tenho preguiça, a mesma de colocar letra maiúscula nos emails, e sim, nos últimos quem coloca é o programa mesmo, veja.

A Ju mandou o link para essa matéria que eu li.

Digo mais uma vez, vale a pena ler Reinaldo Arenas para saber um pouco como é essa Cuba -livre ?- e o que supostamente era o sonho dos camaradas Che e Fidel. Eu não sei nada, não vi nada, mas não gosto muito dele(s) não. Do que eu não gosto exatamente ?

Dos sapatos.

Haha.

conta a lenda que um dia patricia entrou numa discussão quando falou para um amigo que não gostava de tal pessoa que o amigo prezava muito.
- mas o cara te fez alguma coisa ?
- não.
- você percebeu algo, tipo, que ele estava afim de você ou te olhou gulosamente ?
- não, me tratou normal.
- foi porque ele te tratou normal ?
- não. imagine.
- mas ele é um cara legal.
- pode ser para ti, eu não acho.
- mas caralho, o que o cara te fez ?
silêncio.
- me explica do que exatamente você não gostou no cara.
- ah, dos sapatos.

Patricia | 08:33 PM

maio 18, 2004

Destesto esse tempo em São Paulo: as pessoas viajam no ônibus com as janelas fechadas: sinto claustofobia: fico me imagiando respirando o ar do pulmão alheio: sinto vertigem: me doe o estômago: desço do ônibus e pego um táxi: o caminho todo fico com um lenço no nariz.

O chuveiro não aquece bem a água: preciso diminuir ao máximo o volume e acabo tomando banho de pingos: ela me diz que não quer ligar o aqueceder porque puxa muita energia: é mais frio dentro de casa do que nas ruas: de noite aqueço a bolsa de água e coloco nos pés: durmo bem.

Sinto saudades: de NYC: de C.: da primavera e do verão: de falar com amigos: de viajar: de ser querida e um pouco popular: não sou ninguém em São Paulo: meu telefone não toca: meus amigos estão ocupados demais: trabalhando demais: estressados demais: eu não.

Para viver esse deserto aqui eu escolho vivê-lo em outro país: pelo menos entendo o motivo.

Comprei uma prateleira para os livros. Pude finalmente tirá-los do maleiro. Confesso que não achei que tinha livros o suficiente para enche-la. Tolinha, faltou espaço.

No meio da arrumação achei um dicionário de mitos, em inglês e muito mal escrito, do tipo "a seguir como vou explicar". Dei uma lida, alguns mitos interessantes. Tenho uns 2 favoritos, como vou explicar a seguir.

Haha, não resisti.

The quality of life is in proportion, always, to the capacity of delight. The capacity of delight is the gift for paying attention. (...) More than anything else, attention is an act of connection.

Uma quote de um livro que a Aline está lendo. Eu não poderia concordar mais. E vale a pena dizer o óbvio, estou totalmente desconectada.

Dentro de mim sinto que as coisas vão mudar. É quase como se eu estivesse no meio de um deserto, entre a areia e o céu azul, olhando para todos os lados, nada, nada, e lá longe no horizonte, bem longe mesmo, uma poeira começasse a levantar do chão. O que é ? Um carro que vem me salvar ? Ou é uma tempestade ? Não sei, mas vejo a nuvem de poeira e só sei que vem na minha direção. Eu que aprendi a dar as boas vindas a mudanças vou saudar mais esta: que venha, estou de pé, e se cair, já sei como levantar.

:eu secretamente acho que sei do que se trata: a cada dia que passa me sinto mais inadequada a morar aqui e quando me perguntei por que voltei, da imensa lista que eu tinha no passado só sobraram 2: visto e mãe: o primeiro resolvível, o segundo contornável com viagens -curtas- e afins: sim, eu descobri que não consigo viver alienada, que o que esta ao meu redor me influencia muito mais do que eu achava e não quero ter lidar com isso dia sim, dia sim também: me revolto cada vez que não tiro uma foto porque tenho medo de ser roubada: me revolto cada vez que uma criança me pede dinheiro: me revolto cada vez que alguém toca a campainha da minha casa e me pede comida: me revolto quando me vejo com medo de um adolescente que me olha atravessado: eu não aguento isso:

Tenho uma impressão de que não vou gostar do filme Diários de Motocicleta. M. me falou do livro ano passado, quis me emprestar mas eu tinha uma pilha para ler, então não peguei. Não sei -talvez eu não conheça a história- por que Che encanta tanto as pessoas. Eu sempre lembro do Nelson fazendo piada das madames da Manchete que se diziam "amantes espirituais de Che", haha, e das revoltas estudantis -no Rio- com placas onde lia-se "Muerte" (sic). Haha. Muerte. Haha. Entenderam ?

A verdade é que muita gente tem mania de gostar disso ou daquilo só porque tal coisa virou icône, sem saber na verdade a história por trás da pessoa. Eu vou procurar me informar sobre o tema e mais tarde dou minha opinião (ou não: de Che o que me lembro de estalo é sua frase "endurecer sem perder a ternura jamais", haha, que soa como argumento de diretor de filme pornô, haha).

Isso -Che, não filme pornô- me lembra algo que eu vi na tv um dias desses: uma reportagem onde alguém que tinha visitado Cuba falava que as pessoas lá eram felizes e idolatravam Fidel. Bom, eu não conheço Cuba -ainda- mas depois de ler alguns livros de Reinaldo Arenas, não acho que seja bem assim. Não se tem bem uma escolha, né. E depois sempre vão existir os nacionalistas roxos que acham que mesmo vivendo numa miséria de dar dó, é bom "peitar" o império USA. Enfim...

Saudades do Arquivo X. E do Millenium, que se não me engano, durou só uma season...

Patricia | 11:40 PM

maio 16, 2004

JANE
Howdy.

TRAVIS
Howdy.

TRAVIS
Can I tell you something?

JANE
Sure. Anything you like.

TRAVIS
It's kind of a long story.

JANE
I got plenty of time.

TRAVIS
I knew these people...

JANE
What people?

TRAVIS
These two people. They were in love with each other. The girl was... very young, about seventeen or eighteen, I guess. And the guy was... quite a bit older. He was kind of raggedy and wild. And she was very beautiful, you know?

JANE
Yeah.

TRAVIS
And together, they turned everything into a kind of adventure, and she liked that. Just an ordinary trip down to the grocery store was full of adventure. They were always laughing at stupid things. He liked to make her laugh. And they didn't much care for anything else because all they wanted to do was to be with each other. They were always together.

JANE
Sounds like they were very happy.

TRAVIS
Yes, they were. They were real happy. And he... he loved her more than he ever felt possible. He couldn't stand being away from her during the day when he went to work... so he'd quit. Just to be at home with her. Then he'd get another job when the money ran out, and then he'd quit again. But pretty soon, she started to worry.

JANE
About what?

TRAVIS
Money, I guess. Not having enough. Not knowing when the next check was coming in.

JANE (smile)
I know that feeling.

TRAVIS
So he started to get kind of... torn inside.

JANE
How do you mean?

TRAVIS
Well, he knew he had to work to support her, but he couldn't stand being away from her, either.

JANE
I see.

TRAVIS
And the more he was away from her, the crazier he got. Except now, he went really crazy. He started imagining all kinds of things.

JANE
Like what?

TRAVIS
He started thinking that she was seeing other men on the sly. He'd come home from work and accuse her of spending the day with somebody else. Then he'd yell at her and start smashing things in the trailer.

JANE
The trailer?

TRAVIS
Yes, they were living in a trailer home.

JANE
Excuse me, sir, but were you in to visit me the other day? I don't mean to pry.

TRAVIS
No.

JANE
Oh, I thought I recognized your voice for a minute.

TRAVIS
No, it wasn't me.

JANE
Uhm. Please go on.

TRAVIS
Anyway, he started to drink real bad. And he'd stay out late to test her.

JANE
What do you mean, "test her" ?

TRAVIS
To see if she'd get jealous.

JANE
Huh! Uhuh.

TRAVIS
He wanted her to get jealous, but she didn't. She was just worried about him, but that got him even madder.

JANE
Why?

TRAVIS
Because he thought that, if she'd never get jealous of him, she didn't really care about him. Jealousy was a sign of her love for him. And then, one night... one night, she told him she was pregnant. She was about three or four months pregnant, and he didn't even know. And then, suddenly, everything changed. He stopped drinking and got a steady job. He was convinced that she loved him now because she was carrying his child. And he was going to dedicate himself to making a home for her. But then a funny thing started to happen.

JANE
What?

TRAVIS
He didn't even notice it at first. She started to change. From the day the baby was born, she began to get irritated with everything around her. She got mad at everything. Even the baby seemed to be an injustice to her. He kept trying to make everything all right for her. Buy her things. Take her out to dinner once a week. But nothing seemed to satisfy her. For two years he struggled to pull them back together like they were when they first met, but finally he knew that it was never going to work out. So he hit the bottle again. But this time it got... mean. This time, when he came home late at night, drunk, she wasn't worried about him, or jealous, she was just enraged. She accused him of holding her captive by making her have a baby. She told him that she dreamed about escaping. That was all she dreamed about: escape. She saw herself at night running naked down a highway, running across fields, running down riverbeds, always running. And always, just when she was about to get away, he'd be there. He would stop her somehow. He would just appear and stop her. And when she told him these dreams, he believed them. He knew she had to be stopped or she'd leave him forever. So he ned a cow bell to her ankle so he could hear her at night if she tried to get out of bed. But she learned how to muffle the bell by stuffing a sock into it, and inching her way out of the bed and into the night. He caught her one night when the sock fell out and he heard her trying to run to the highway. He caught her and dragged her back to the trailer, and tied her to the stove with his belt.

TRAVIS
He just left her there and went back to bed and lay there listening to her scream. And he listened to his son scream, and he was surprised at himself because he didn't feel anything anymore. All he wanted to do was sleep. And for the first time, he wished he were far away. Lost in a deep, vast country where nobody knew him. Somewhere without language or streets. He dreamed about this place without knowing its name. And when he woke up, he was on fire. There were blue flames burning the sheets of his bed. He ran through the flames toward the only two people he loved.... but they were gone. His arms were burning, and he threw himself outside and rolled on the wet ground. Then he ran. He never looked back at the fire. He just ran. He ran until the sun came up and he couldn't run any further. And when the sun went down, he ran again. For five days he ran like this until every sign of man had disappeared.

JANE
Travis?

TRAVIS
If you turn off the light in there, will you be able to see me?

JANE
I don't know. I never tried.

TRAVIS
Can you see me?

JANE
Yes.

TRAVIS
Do you recognize me?

JANE
Oh, Travis.

TRAVIS
I brought Hunter with me...

TRAVIS
Don't you want to see him ?

JANE
I wanted to see him so bad that I didn't even dare imagine him anymore. Anne kept sending me pictures of him until I asked her to stop. I couldn't stand the pain of seeing him grow up and missing it.

TRAVIS
Why didn't you keep him with you, Jane?

JANE
I couldn't, Travis. I didn't have what I knew he needed. And I didn't want to use him to fill up all my emptiness.

TRAVIS
Well, he needs you now, Jane. And he wants to see you.

JANE
He does?

TRAVIS
Yes. He's waiting for you.

JANE
Where?

TRAVIS
Downtown. In a hotel, The Meridian. Room 1520... 1520.

JANE
You're not going, are you?

TRAVIS
I can't see you, Jane.

JANE
Don't go yet. Don't go yet!

JANE
I... I used to make long speeches to you after you left. I used to talk to you all the time, even though I was alone. I walked around for months talking to you. Now I don't know what to say. It was easier when I just imagined you. I even imagined you talking back to me. We'd have long conversations, the two of us. lt was almost like you were there. I could hear you, I could see you, smell you. I could hear your voice. Sometimes your voice would wake me up. It would wake me up in the middle of the night, just like you were in the room with me. Then... it slowly faded. I couldn't picture you anymore. I tried to talk out loud to you like I used to, but there was nothing there. I couldn't hear you. Then... I just gave it up. Everything stopped. You just... disappeared. And now I'm working here. I hear your voice all the time. Every man has your voice.

TRAVIS
l'll tell Hunter that you're coming.

JANE
Travis?

TRAVIS
What?

JANE
l'll be there.

Patricia | 09:01 PM

maio 15, 2004

A versão 3.0 do MT vai ser paga. Se por um lado eu entendo que eles queiram ganhar uma graninha, por outro eu acho os preços altos. Com o número de amigos que o Mondo Exotica tem, eu teria que desembolsar U$120, sem falar que só poderia convidar mais 3 pessoas para fazer parte da minha vizinhança, frustando alguns dos meus planos futuros. Tem a versão gratuita, mas é apenas para um autor e 3 weblogs, mas ai eu teria que despejar todo mundo que convidei a se instalar aqui, e isso esta fora de questão.

Ainda não sei o que vou fazer. A versão que uso esta boa, não tenho problemas e por enquanto vai ficar assim. Talvez no futuro próximo, sem bug e quem sabe, com um preço mais acessível, eu compre a licença. Ou então parto para descobrir outra ferramenta, que foi o que aconteceu quando eu me vi atada ao Greymatter e resolvi testar o MT, e simplesmente adorei. Opções existem, só é preciso descobrir quais são.

Alguém conhece ou usa o Wordpress ?

Ontem fui assistir Troy. Um daqueles filmes gigantescos, que faz a gente ficar torcendo. Como divertimento, eu gostei muito. Fiel a obra "A Ilíada" não é, por isso mesmo diz que foi "baseada". Um lance interessante é que senti que o diretor não teve pressa de contar sua história. Eu sempre achei que a maioria dos filmes são muito curtos: 120 minutos não dá nem para eu esquentar os pés. Gosto de filme longo, que vai me envolvendo até sentir que estou vivendo aquilo, e quando as luzes se acendem eu tenho a impressão de conheci aqueles personagens. Esse filme fez isso comigo. Valeu a pena.

A introdução do filme é ótima, preste atenção no que o narrador diz. Aqui e ali, boas falar e quotes. Uma delas tão verdadeira e atual "war: old men talking and young men dying".

Antes do filme, leia o post do Rafael Lima, A Guerra de Tróia. É longo, mas uma delícia de ler.

Essa semana que passou também assisti Kill Bill. Primeira achei que era reprise, que o Vol. 2 já tinha estreado aqui e era só ver o Vol. 1 e dias depois o Vol. 2. Me enganei. É engraçado, tem momentos hilários, e pode ser que na segunda parte aconteça algo que faca com que eu mude de opinião, mas em se falando de Tarantino, eu achei bem fraco. Ponto legal foi misturar desenho animado, isso eu gostei, mas duvido que seja algo inédito.

Patricia | 07:58 PM

maio 13, 2004

Triste.
Cansada.
Com saudades.
Ouvindo Brian Ferry, que fez como ninguém músicas de fossa.
...
No ônibus de volta para casa um engarrafamento monstro na Dr. Arnaldo. O céu estava cinza aqui, no horizonte, laraja. Eu fiquei olhando a luz amarela através das árvores e arquitetura do cemitério. No passado eu estaria colocando flores em algum túmulo desconhecido, hoje não tenho tempo para isso.
...
Pior do que as mudanças no mundo que no cerca são aquelas que acontecem conosco e nem percebemos.
...
Don't stop the dance.

Patricia | 07:43 PM

maio 12, 2004

Não é que o Blogger mudou e ficou super bonito. Ouvi o pessoal comentar e resolvi dar uma olhada: testei com minha senha antiga e UAU, que beleza. Os templates também estão ótimos.

Estou ao poucos gostando de usar o Dreamweaver. Vejo que minha birra com o programa era apenas falta de saber como o bichano funciona: o que está aonde, pequenos detalhes aqui e ali. O curso esta indo bem e estou aproveitando. Díficil é ter idéias boas de layout, mas isso não vai ser lá que eu vou aprender.

Mês que vem acaba, ah, e eu quero fazer um outro curso. Aprender é tão bom. Estou pensando no Final Cut, mas o que eu queria mesmo era um curso de desenho, mas os horários e locais não estão combinando. Vamos ver.

Veja só o que é a idade: eu ia escrever algo super importante e esqueci. Ah.

Pessoal aqui em SP leva o frio a sério heim ? 15 graus e o povo esta todo encapotado: luva, gorro e casaco. E eu suando dentro o ônibus. Frio, isso, haha, não me faça rir.

Hahaha: Santos do Design Gráfico. Mais um ColorMatch. E o blog de ilustrações Depósito Vetorial, de Samuel Casal: simplesmente genial.

Mas que exagero. Cancelar o visto do jornalista que escreveu a tal matéria sobre Lula. Ridículo. Exigir retratação do NYT ? Por favor.

E a liberdade de expressão foi para o saco, né ?
Amanhã quando eu e você falarmos algo do excelentíssimo, corremos o perigo de levar uma chibatadas. Falou mal, reclamou: manda pro pelourinho; quer comida, segurança, emprego, saúde: pelourinho. Se falar que é pé de cana, leva pé na bunda.

Como se a situação vergonhosa que nosso país já não fosse suficiente, esse presidente me envergonha.

Patricia | 07:59 PM

maio 10, 2004

Sem nada para fazer, acabei assistindo Donnie Darko novamente. Ah ! Quem ainda não viu tem que assistir.

Bom é ouvir todas aquelas músicas que embalaram minha adolescência. Os bailinhos, os amores impossíveis, os pais que não entendem nada, o psicólogo (haha), os antidepressivos (hahaha) e, mais do que tudo, aquela sensação perturbadora de não se encaixar.

Se eu pudesse voltar sem saber nada do que sei hoje, voltaria.
Sabendo tudo que sei hoje, que graça teria ?
Queria fazer as mesmas bobagens e muitas outras.

Quem disse que "não devemos dizer a verdade aos jovens, porque eles envelhecem" ?

Estava certíssimo.

Maluf ladrão: U$345 milhões num único depósito ? E os outros depósitos ? Na boa, fico pensando porque uma pessoa quer tanta grana. Chega um ponto que já não faz mais sentido nenhum, se são 2 bilhões ou 3, qual a diferença ? Ele nunca vai conseguir gastar mesmo. Isso é pura e unicamente ganância, doença, daquelas que se cura com surra de vara de marmelo: uma para cada 1.000 que ele tiver lá fora, porque estou me sentindo generosa (veja, poderia usar a casa dos centavos, hohohohoh).

E Lula, pé de cana. Esse lance do NYT não tem nada a ver, processar o repórter que escreveu a matéria. Que falta de senso de humor. Mas na boa, comprar um avião de U$56 milhões na situação atual não cai nada bem.

Patricia | 10:22 PM

maio 09, 2004

Programa de domingo: montar um quebra-cabeça 3D, com minha mãe ajudando. Muitas risadas, alguma frustração, mas no final, só alegria. Castelo na Bavária, 1.000 peças, menos 4 que eu perdi nas muitas mudanças. Paciência... Semana que vem tem pequena vila francesa. Dá vontade de começar hoje.

Díficil é arrumar lugar para colocar isso tudo.

Final de semana calmo. Com esse friozinho, só dá vontade de dormir.

Descobri Maitena. Muitas risadas e uma vontade imensa de aprender a desenhar. Ótima !

Já recebi convites (5 !!) para entrar no Orkut, mas não estou afim...
Mas ai fico pensando que estou perdendo conhecer um lance legalzinho.
Ah. Bobagem.
Não estou afim de ficar horas na frente do computador sem motivo. E essas coisas são prato cheio para se perder tempo fazendo nada. Não. Melhor não.

Mas se eu mudar de idéia...

Patricia | 05:53 PM

Patricia | 05:36 PM

maio 07, 2004

Passatempo.

Hoje me deu uma indisposição danada, não fui ao curso.

Ah.

Fui.

Patricia | 04:09 PM

Patricia | 03:05 PM

maio 05, 2004

Acho que estou com problemas no meu email: ou ele volta ou simplemente não recebo resposta, se bem que no último caso pode ser que as pessoas estejam tão ocupadas quanto eu.

Estou perdendo o ranço que tinha contra o Dreamweaver. A versão 2004 tem umas mudancinhas simples, mas que eu acho que fazem a diferença. Ainda não sei se vou aposentar o GoLive, mas estou pensando em usar o Dream um pouco mais.

Ontem a noite me deu uma vontade de tomar café -saudades de Starbucks- e tomeu um cappunico ótimo no Frans. Prá que ! Insônia.

Não vou ficar falando de como estou legal, em paz, de como sinto estar no caminho certo, da certeza que que coisas boas estão se aproximando, que eu só preciso fazer um esforcinho para deixar o caminho livre. Realizações, principalmente no campo pessoal. Eu sei que este ano promete.

Aaahh, o livro CV_PCC. Muito bom. Lembra que eu tinha dado uma parada ? Pois retomei. Do meio para frente ele ficou ainda melhor (e eu menos suscetível), repleto de informações, detalhes e perguntas que não querem calar. Eu fiquei bolada com a parte sobre os presos se rebelarem contra Bangu Um, por ser uma prisão que eles chamam de masmorra: concreto, fria (ou quente) e que impossibilita fugas. Os caras são banditos e ainda querem rapadura molinha ? Não dá não. Nos USA, dependendo da gravidade do crime (assalto a mão armada já é MUITO grave) o cara vai sendo mandado para a cadeia mais distante, porque quando é longe, não recebe muitas visitas, dificulta o contato com a família, advogados etc. Todo mundo que vai preso quer ficar perto de casa, para gozar das regalias. E aqui, basta o meliante ter filhos para não poder ser enviado a cadeias distantes. Enfim, na verdade eu nem queria ficar falando sobre isso, porque o buraco é tão mais embaixo que uma reforma não ia começar com política de como ou onde os sujeitos vão ser presos e sim pela a)mudança da lei e b) mais atenção NOSSA em ver bem em quem vamos votar, não só para presidente, mas principalmente vereadores e deputados.

Voltando ao livro, muito bom, quero passar para todos os meus amigos. É sim mais do mesmo, mas num volume só dá uma visão completa (ou quase) do porquê das coisas.

Assisti Abril Despedaçado no final de semana.
Gostei.
Quase um filme mudo, mas tão cheio de significado.
As sombras, os movimentos, os detalhes.
O menino, Pacu, que gracinha.
E preciso falar no Rodrigo Santoro ? Afe, que maravilha...

Debruçada sobre minhas fotos. Caracoles, como eu estava indo bem. Achei algumas lindas, outras sem meaning, mas as que são boas, são ótimas. Preciso viajar, urgente, e exercitar novamente meu olhar fotográfico.

-sem soberba, mas tem coisa mais legal do que se orgulhar das coisas que fazemos ? estou descobrindo (ou me permitindo, não sei bem) isso.-

Patricia | 06:48 PM

maio 04, 2004

Quero escrever sobre tanta coisa que vi e experimentei nos últimos dias, mas cadê tempo ? Hoje sai de casa antes das 10 e voltei quase 8 da noite. Sem tempo nenhum. Saco escrever isso, "estou sem tempo", parece meio pedante né, mas pior que é verdade (sem o pedantismo, claro).

O Agradável

1. Quando alguém, erradamente, persegue o que é agradável,
Evitando o caminho verdadeiro,
Esquecendo-se de sua verdadeira finalidade, apegado aos sentidos,
Quando vir outra pessoa no caminho verdadeiro
Sentirá a própria perda e se encherá de vergonha.

2. Evitai o apego tanto ao que é agradável
Como ao que é desagradável.
Perder o que é agradável causa pesar.
Viver com o que é desagradável também causa pesar.

3. Não vos apegueis ao agradável.
Deixai-o passar,
De modo que a separação não vos diminua.

4. Apegar-se ao que é muito querido traz sofrimento.
Apegar-se ao que é muito querido traz medo.
Para quem está completamente livre de afeto
Não existe sofrimentos nem medo.

5. O pesar nasce da afeição.
O medo nasce da afeição.
Afrouxar esses laços
É libertar-se do pesar e do medo.

6. O pesar nasce da indulgência nos prazeres sensuais.
O medo nasce da indulgência com os prazeres sensuais.
Qualquer pessoa que está livre dessa indulgência
Não conhece pesar nem medo.

7. O pesar nasce da preocupação com os prazeres da carne.
O medo nasce da preocupação com os prazeres da carne.
Qualquer pessoa que está livre dessa preocupação
Não conhece pesar nem medo.

8. O pesar nasce do desejo.
O medo nasce do desejo.
Qualquer pessoa que está livre do desejo
Não conhece pesar nem medo.

9. Todos acolhem bem a pessoa que se compromete a agir corretamente
E é rica em entendimento.
Essa pessoa, conhecendo a verdade,
Percorre o caminho com passos firmes.

10. A pessoa que atinge o sagrado, o inexprimível,
Que inundou a mente com ele,
Que está no controle dos próprios sentidos,
É alguém que sobe a correnteza.

11. Amigos e parentes acolhem com alegria uma pessoa querida
Que volta de fora depois de uma ausência prolongada,
Exatamente do mesmo modo que os frutos das boas ações
Acolhem quem as pratica quando viaja de uma vida para a seguinte.

Dhammapada - Palavras de Buda

Patricia | 10:40 PM

maio 02, 2004

Ficou faltando ai um mac que não esta mais comigo: PowerMac 7100. Se eu continuar assim, um dia posso abrir um museu de macs.

Sonhei com minha escola, Thomaz Galhardo, festa e cores azuis. Muito azul.
Estranho, como sonhos devem ser.

Esse lance de passar por dois outonos e em breve, dois invernos, não esta me animando muito. Devia era fazer o contrário: duas primaveras e dois verões. Ah, se eu soubesse me programar melhor...

Law & Order é meu seriado favorito, tanto Criminal Intent e como Special Victims Unit. Raramente tenho tinho tempo de assistir, e quando tenho, lembro tarde demais. Mas nos poucos momentos em que consigo, tem me dado uma saudades de NY. Pensar que o tempo lá esta esquentando, primavera, os humores melhoram, as pessoas saem da toca. Ah. Saudades, saudades. Coisa boa.

O curso esta indo bem. Esta semana vamos começar Dreamweaver, que eu tenho certeza vai ser ótimo, porque não manjo quase nada. Sempre uso GoLive, que tem uma interface mais agradável.

Falando em curso, quero tanto fazer um curso de desenho. Acho que vou ser uma pessoa melhor se aprender a desenhar, se ultrapassar meu bloqueio e conseguir algo mais do que pauzinhos e bolinhas. Dicas serão bem vindas.

Tem tanta coisa que quero ver, experimentar, aprender, sentir, e já estou chegando no meio da minha existência. Me dá uma certa tristeza saber que não vou ter tempo para tudo...

Patricia | 11:53 AM

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Patricia | 11:25 AM

maio 01, 2004

Quero dormir mais. Quero quando acordar cedinho, dar um gostoso suspiro, virar para o lado e voltar a sonhar, coisas gostosas e malucas, como só meus sonhos conseguem ser. Pela primeira vez em séculos os livros tem me dado sono, durmo sem saber como apaguei a luz. Um assombro. Me sinto ligada as pessoas e fatos, tão distante do meu mundo, das minhas fantasias, dos meus sonhos. A realidade é dolorida, mas tão repleta de cores, cheiros e sabores que mal tenho tempo ou motivo para reclamar. Estranho, estranho, estranho, toda essa paz que sinto.

A peça vira na mão, parece batata quente. Eu sei que posso colocar tanta coisa nela -emoção- mas a quebra de ritmo me prejudicou. É sobre um motorista de táxi que numa noite qualquer (mas não é uma noite qualquer) apanha um passageiro "perigoso" e como a viagem de ambos vai afetar suas vidas. Simples, plástica de Nelson Rodrigues, consigo ver como ela deve ser encenada, mas isso é colocar o carro na frente dos bois.

Blog the um motorista de táxi.

Eu tinha um ritual: quando acabava um livro, comprava um caderno novo. As folhas tinham que ser de certo tamanho, textura e pautadas com uma certa cor. Comprava também duas canetas. Ficava olhando e cheirando as folhas do caderno até começar escrever, o que acreditem, não demorava muito. E não parava, até terminar aquela "estória". Num bloco (geralmente branco sem pautas) eu fazia as anotações mais importantes, como coerência, datas, pesquisas. E escrevia, como escrevia. Deixava de sair para poder escrever. Que maravilha. Terça feira me peguei abrindo cadernos numa papelaria, procurando aquele com as pautas e textura certa. Estou pensando seriamente em voltar a escrever, acho que vai ser no antigo metódo.

Já tenho programa de final de semana: vou reunir todas as minhas obras. Aguardem fotos. Aliás, preciso tirar fotos.

Paz, paz, paz.
Amor, amor, amor.

Patricia | 10:19 AM

aline
adamastor
belle de jour
cris dias
caio cesar
cecília
danilo
elesbão
fabio
gothamist
haroldinho
jean
jp cuenca
lia
luciana
magiozal
mario av
mariana
marina w
miguel
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