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junho 29, 2004

O dia passou num sopro. Dezenas de coisas ficaram para amanhã, o que eu detesto. Logo agora, que eu achei que teria um pouco mais de tempo para fazer as coisas que estavam encalhadas, vem esta avalanche de detalhes.

Argh.

Patricia | 10:42 PM

junho 28, 2004

Com máquinas descartáveis, crianças saem as ruas para tirar fotos do alfabeto.

MorgueFile: fotos de grátis.

Tem mesmo gente que não tem o que fazer: o filme Garganta Profunda em ASCII. Seus olhos vão doer...

E 48 motivos para não fazer implante nos seios. Ugh !

Patricia | 09:53 PM

Títulos com números as vezes ficam bons, preciso pensar nisso.

Estou cansada, o vizinho começou uma obra na casa, eu fiquei escrevendo até quase 4 da manhã e não consegui dormir depois que o martelo começou a bater, por volta das 8 da manhã. Que droga.

Meu final de semana foi light e bem legal. O tempo esta ajudando muito, sem dúvida.

54 páginas em 2 dias, nada mau.
O que começou como uma revisão acabou quase virando outro livro.
Eu reescrevi tu-do e estou satisfeita com o resultado.
Preciso deixar na gaveta umas 2/4 semanas antes de voltar para a revisão final, e se Deus quiser, última.
Ah, que alívio.

Hoje foi dia que garimpar sebos. Achei coisas interessantes e melhor, Virginia Woolf em portugues. Vamos ver.

Sinto grandes melhoras no meu vocabulário, graças ao retorno a lingua oficial. Haha.

Comprei mês passado um livro da Cassandra Rios, Copacabana Posto 6 (A Madrasta), mas não consegui ler. Para a época deve ter causado um furor, mas eu não consegui me envolver na trama. Pena.

Patricia | 09:38 PM

Patricia | 09:16 PM

junho 26, 2004

Quando eu era criança, nossa rua era movimentada, a casa ficava numa esquina perigosa e em frente a um poste que parava tudo, geralmente de maneira trágica. Sobre a morte, a primeira coisa que conheci foi o som.

Uma madrugada, eu devia ter uns 6/7 anos, um carro perdeu a direção na curva e foi se estatelar no poste. Um barulho grande, como se uma bomba fosse soltada dentro de um latão de aço, os vidros quebrando, mas o que eu ouvi e lembro claramente é do grito abafado de alguém.

Meu pai levantou da cama e correu para a garagem ver o que tinha acontecido, não que nós não soubéssemos o que era, mas era preciso ir olhar. Voltou correndo, conversou com a minha mãe, saiu de novo e ela foi atrás. Eu, criança, não sabia direito o que fazer, fiquei sentadinha na cozinha olhando para o portão que dava para a rua, daquela maneira que a gente espera que alguém vai voltar para contar o que esta acontecendo, o que nunca acontecia, porque comunicar uma criança dos acontecimentos, ainda mais desse tipo, era a última coisa que passava pela cabeça dos meus pais. Eu sei que não fiz nada durante muito tempo, não sabia o que fazer, mas quando resolvi sair e ver por mim mesma como tinha sido desta vez, antes de chegar no portão vi minha mãe voltando, branca como cera e ela me arrastou de volta para dentro.

Dia seguinte de manhã a primeira coisa que fiz foi ir na garagem: o carro estava sendo levado pelo guincho, o formato do poste na lataria; os pedaços de vidro esparramados pelos buracos da calçada e caídos na sarjeta, manchas escuras de óleo e sangue marcavam a calçada.

Durante o café ouvi minha mãe sondando os detalhes com meu pai: eles falavam como se eu não estivesse ali, coisa que os adultos fazem com freqüência achando que a criança não está entendendo do que eles estão falando. O carro tinha 4 pessoas, eram jovens e estavam voltando de uma festa embriagados, o motorista tinha se perdido na curva e parado na frente da nossa casa. O passageiro da frente tinha morrido e os outros 3 estavam no hospital. Imediatamente achei que o grito abafado tinha sido do tal passageiro, agonizando no seus últimos momentos de vida.

Alguns anos depois, nossa vizinha de cima que era uma senhora idosa que morava com a filha, uma esquisitona, saiu uma tarde para comprar pão/leite e foi atropelada em frente a farmácia. A vizinha da direita, Soninha, veio correndo com os detalhes, aquele tempo o bairro era como uma cidadezinha do interior, as notícias chegavam rápido. Como era costume, eu não passava de uma criança que não entendia nada e eles conversavam com liberdade: ela tinha passado na padaria mas na volta da farmácia, ao atravessar a rua saindo de trás de um ônibus, um caminhão a acertou em cheio e ela voou 6 metros, para depois se estatelar no chão. Não tinha dado nem tempo da ambulância chegar.

Eu fiquei imaginando aquilo, uma pessoa voando 6 metros, igualzinho ao desenho do Tom e Jerry nas suas brigas. E o pão e o leite, será que tinham voado com ela ou ela tinha soltado os itens assim que o caminhão a atingiu ? Anos mais tarde, quando presenciei acidentes como esse, descobri que os objetos dos acidentados são o melhor reflexo da violência que eles acabaram de sofrer: um par de sapatos jogado e retorcido no meio do asfalto, uma bolsa aberta, tiras quebras, todo conteúdo esparramado pelo chão, e sempre, sempre me lembro do saco de leite que ela devia estar segurando.

Tentaram avisar a filha, mas ela já tinha saído do trabalho, então formou-se um grupo de senhoras que se postaram no portão a esperá-la. Nossa casa ficava no andar de baixo da casa delas, então eu fiz questão de esperá-la também, mas do lado de dentro, sentada na casinha do registro de água, porque minha mãe não queria me ver na rua. Assim que chegou, as senhoras a levaram para dentro de casa e eu corri para o porão, que ficava exatamente debaixo da sala delas. As velhas falavam baixo, tentaram conversar com calma, mas a moça sabia que tinha algo estranho, afinal não era todo dia que tinha uma comitiva a sua espera. Quando alguém, talvez com dó, talvez para acabar logo com o lero-lero, disse que a ambulância tinha chegado rapidamente, mas já era tarde demais. Ela começou a sussurrar um não-não-não-nãaaaaaaaoooooo que transformou-se em grito e de grito, em escândalo. As velhas ainda tentaram apaziguá–la, mas de nada adiantou.

Eu sai do porão e fui para a cozinha com a minha mãe, que estava preparando o jantar. Ela ainda me perguntou o que é que eu tinha, eu disse nada. Mas tinha sim, tinha o som. A morte não vem silenciosa.

Patricia | 05:45 PM

A-do-rei ! Assista o clip Voltei Amor, do Trio Mocotó, feito em animação.

Camisetas com motivos bem legais.

Escolha com qual ferramenta você vai blogar: informação completa e review.

Absolutamente sensacional, O filho do pai dos burros.

E por último, mas não menos importante, o blog do Dave Navarro.

Patricia | 04:14 PM

junho 24, 2004

Falei que fui assistir Monster ? Desde NY que eu estava protelando para ir assistir esse filme, C. não queria ir comigo e eu nunca arrumava "tempo" de ir sozinha. Final de semana fui almoçar fora e na volta resolvi pegar um cineminha.

Primeiro vale dizer que fiquei impressionada com a tranformação de Charlize Theron. Já tinha visto fotos, mas não é o mesmo que ver ela representando o personagem. Chilling. Ganhou o Oscar e mereceu, apesar de ter rolado um papo que ela só tinha ganho o Oscar porque era a moça bonita que tinha aceitado enfeiar para um papel -o que me lembra Salma Hayek no papel de Frida, faltando o bigode, que eu achei esquisito- mas acho que fazer isso em Hollywood é uma grande coisa, já que lá impera a beleza estética e raramente vemos atrizes depois de uma "certa" idade... Eu gostei da transformação, achei que ela incorporou o personagem e na minha opinião mereceu o Oscar -não que eu ache que o Oscar grande coisa, by the way...

Quanto a história -real- baseada na vida de Aileen Wuornos, ah, que triste. Punk em certos momentos, apesar d'eu estar esperando algo muito pior, e dá uma tristeza, uma coisa ruim e me moveu em direções opostas. Não é um filme agradável ou light de assistir. Mas eu gostei mesmo assim.

Fiz pesquisa na net sobre Aileen só por curiosidade, e confirmei que ela foi julgada pelo assassinato de 7 homens e pegou pena de morte, apesar de ter alegado legítima defesa, os johns tentaram estuprá-la. Vale citar um estudo feito com prostitutas que diz que elas são as mairores vítimas deste abuso, que pode ocorrer em média 33 vezes para cada 12 meses de trabalho.

Mas o Green River Murderer, como ficou conhecido Gary Leon Ridgway confessou ter matado 48 prostitutas entre 1982 e 1984 e foi condenado a 48 prisões perpétuas consecutivas, sem direito a condicional, mas devido a um acordo, dificilmente vai ser levado a pena de morte. O fim da picada ! Eu não acredito em pena de morte, meu lado cerebral é contra a lei do olho-por-olho mas quando vejo coisas assim, fico com muita, muita raiva mesmo.

Patricia | 01:48 PM

junho 23, 2004

ahá, segundo post do dia, estou mesmo sem nada de importanter para fazer para escrever dois posts: eu não sei porque não tiro o tag do horário, não gosto que as pessoas saibam que horas eu escrevi o que: preciso dar uma olhadinha no meu little red book, ver o que eu anotei lá ontem antes de deitar: meu deus como sou metódica, é até vergonhoso isso, que eu precise ficar checando listinhas para me manter na linha, para não largar de vez e ficar o dia inteiro olhando as nuvens mudarem de forma no céu, isso se houver nuvem no céu, that is: imagine se as pessoas soubessem disso: eu bem que podia, hm, escrever aquele conto que esta na minha cabeça rodando sem saída: mas minha vontade mesmo é sair e ir comer um gorduroso hamburguer lá no rockets: e com um milk-shake, claro com ovomaltine, senão não é milk-shake: o que será que está acontecendo, e por que estou tendo estes sonhos horríveis, tanta morte, violência, traição, ah: tinha a piscina, mas eu não sei o que foi que aconteceu, tinha alguma coisa dentro que não era convidativo: onde já se viu eu não querer entrar numa piscina: o que me lembra a piscina de l.a. e harvey keitel que me deu uma bolinha e eu a maior mancada não perguntando se ele queria uma carona: assim, eu sempre usando ficha de ddd para ddi, que horror: mas ainda bem que aqui tem twix, poderia ser pior: mas se eu estivesse em l.a.: como será l.a. no verão: eu me lembro, mas esqueço de perguntar, vai ver no fundo não interessa mesmo: preciso mudar as fotos dai de cima: ah, eu gosto tanto desta música:

Patricia | 06:51 PM

Vintage paperback ? Um site com mais de 800 imagens.

A criatividade esta meio enferrujada ? Este site tem dicas básicas.

Eu gosto de olhar desenhos de crianças, é sempre interessante ver como elas percebem as coisas.

E um site onde você pode criar o seu próprio quadro num estilo Mondrian.

Patricia | 03:14 PM

junho 22, 2004

Patricia | 09:00 PM

junho 21, 2004

Pois é, hoje foi o último dia do curso. Confusão, um pouco de algazarra, não pude deixar de pensar que todo mundo estava sentindo um pouco de nostalgia antecipada, afinal não é fácil conviver com um grupo de pessoas durante quase 3 meses e de repente, puuuf.

Eu fiquei triste, o professor é super legal e eu sempre me divertia, entre aprender uma coisinha aqui e ali. Fora que agora não vou poder mais reclamar do condução péssima, nem da poluição, nem da demora dos PCs para funcionarem, um restart que durava 4 minutos 37 segundos, o tempo d'eu ir beber água, olhar as revistas na biblioteca e voltar. A verdade é que todas essas coisas bobas que a gente não dá valor são as que mais fazem falta. Parece que são as grandes coisas, os grandes momentos, mas nada, essas são raras e aprendemos a viver sem elas. Os pequeninos detalhes, os que trouxeram uma sensação boa, familiar, quase chatinho por ser repetitivo, esses, quando acabam, ai, deixam saudades.

Estou cheia de emoções contraditórias, parecendo vira-lata querendo atravessar rua movimentada, o que adiciona a confusão uma dose de falta de rumo. Ruim isso, não em julgamento, mas me dá um azedume na boca.

Estou sem saber como me relacionar com as pessoas. Se conheço alguém faz tempo, tudo bem; se não, não sei o que falar, acho um saco estabelecer uma papo superficial que não vai durar até a pessoa me chamar de Priscila quando acabei de dizer que meu nome é Patrícia; isso me desanima. Me cansa a expectativa que os outros criam sobre minha pessoa, mesmo num simples blablabla patético e corriqueiro. Eu quero que elas me falem delas, que me contem coisas interessantes -e por interessante eu não digo necessariamente inteligentes ou importantes- e que eu não conheço, mas não esperem ouvir muito de mim. Eu sou uma esponja, quero ver, ouvir e experimentar, mas ainda não consegui o outlet certo para dividir isso com os outros; mas tenho certeza absoluta de que não é verbal.

Por outro lado quando encontro uma amiga/amigo antigo, alguém com quem tenho intimidade, gosto de conversar horas, falar e ouvir, porque sinto que nestes momentos acontece uma troca verdadeira -posso estar me iludindo- algo que foi além da camada superficial.

Interessante é que eu não perdi o traquejo social, porque eu sei como entreter as pessoas, sei conversar, sei fazer os outros se sentirem bem quando faço um esforcinho, mas, novamente, se não for com alguém que no mínimo me interesse, eu sinto que estou fazendo o papel de coquette, e isso me lembra como eu me comportava no meu antigo trabalho: sinto como se estivesse trabalhando, mas desta vez, de graça. Estranho, triste.

Acho que o que eu quero dizer é o seguinte: a maioria das pessoas não tem quase nada a dizer, mas o fazem mesmo assim e muito mal e porcamente. Eu me incluo nessa classe, porque acho que -pelo menos aqui, porque através do blog conheci uma boa dúzia de pessoas que viraram bons amigos e conhecidos, mas os outros, a grande maioria, só me conheçe atráves deste blog- depois de 3 anos falando tudo e mais um pouco, eu já não tenho o que falar, e a não ser em momentos como esse aqui, em que estou realmente me expressando como fazia no início, eu sei que me tornei uma grande enchedora de linguiça.

De qualquer maneira, talvez eu esteja triste, talvez eu esteja magoada comigo mesma, talvez eu esteja cansada, talvez eu esteja feliz demais e isso seja tão insuportável que eu precise reclamar de alguma coisa. Não sei exatamente, mas é possível que sejam todas as alternativas anteriores e mais outras tantas que eu não parei para descrever.

Patricia | 09:09 PM

junho 18, 2004

Cheguei no cinema e o filme que eu queria assistir não estava começando naquela hora, então entrei e assisti Cazuza. Não estava esperando nada de especial, mas adorei ouvir todas aquelas músicas que fizeram parte da trilha sonora da minha adolescência. Me peguei lembrando que quando ouvi tal música pela primeira vez estava fazendo tal coisa, imagine, eu nem sabia que tinha certas coisas na memória. O filme é o que você espera: aquele cara cheio de vida que vive rápido demais e morre muito cedo. Impressionante é a atuação do Daniel de Oliveira. Talentoso o menino e com um sorriso maravilhoso.

Argh, esperei pelo ônibus 40 minutos. Que droga, que droga.

Não sei se é o clima revival que me ataca de vez em quando ou o fato de ter visto esse filme que me relembrou taaaaaanta coisas, mas tenho pensado com insistência no meu primeiro namorado. Curiosidade, vontade de saber por onde ele anda, o que tem feito, será que casou, tem filhos, ainda esta lindo ou virou um bagaço ? Dei um Google nele, mas não voltou absolutamente nada. N-A-D-A. Muito estranho, hoje em dia é possível encontrar quase todo mundo pela net, ou no mínimo, alguém que conhece alguém que sabe onde encontrar fulano ou sicrano, mas bem, ele era um rapaz esquisito mesmo e não ficaria surpresa se ele não usar internet...

Já contei como ficamos juntos ? Estudávamos no Thomaz Galhardo, eu estava na 8ª série e ele na 6ª, era do time de vôlei, alto, magro, cabelos e olhos pretos como carvão, pele branquinha, umas pintas meio desaforadas no rosto e um dente que era mais avançado do que todos os outros. Lindo. Jogava pelo colégio, aquela coisa, todas as galinhas atrás...
Eu andava com duas amigas que tinham o mesmo nome (Andréa) e eram também peculiares. Bem, quem não era "especial" na adolesçiencia ? Eu vivia me apaixonando, entre ele e outro garoto, não conseguia decidir de qual gostava mais. Mas ele, o safado, namorava uma garota da minha classe, Magda, uma feiosa com voz estridente -e naquele tempo nem isso foi o suficiente para eu me desiludir com ele- e nunca notava minha existência. Eu não ligava para isso, curti muito minha fase platônica; nunca namorei na escola: ou eu era a heroína de alguns (inatingível) ou estava arrumando confusão. Ótimo tempos.

Eis que acabei a 8ª série, repeti de ano por sinal, matemática, a vaca me reprovou depois de me colocar de recuperação, meus pais me colocaram numa escola particular e eu nunca mais vi o rapaz. Mas esqueci ? Nada, o amor ficou ainda mais gostoso, virou impossível. Claro que eventualmente esqueci, depois de uns 6 meses. Haha.
Um dia andando pela Paulista, uns 2 anos depois mais ou menos eu passo numa banca e vejo o garoto lá dentro. Ele sorriu, eu sorri, mas não parei. Ele correu atrás de mim e começamos a conversar. Haha. Que ótimo. Veja, ele lembrava de mim, prestava atenção quando eu não percebia. E começamos a namorar. Foi uma vitória (cuidado com o que você deseja porque acaba conseguindo) mas também verdadeiro inferno, meus pais me encheram o saco, aprendi a mentir melhor e por ele fiz loucuras. Foram uns bons 3 meses de namoro, hoje parece que durou anos, de tão intenso que foi.
A parte mais romântica é que ambos perdemos a virgindade juntos. Veja, se eu penso nele, ele também pensa em mim, porque afinal, eu fui A primeira. A gente sempre lembra da primeira vez, né ?
Fantasio que ele sabe que eu escrevo aqui e que me lê de vez em quando, mas como continua um sujeitinho peculiar, não fala nada, fica na dele. Ah. Que saudades. Houveram houve alguns reencontros alguns poucos anos depois, mas depois que eu fui para o USA pela primeira vez, nunca mais. Quem sabe um dia destes, por coincidência, nos encontramos de novo ?

Pode ser pura imaginação minha, mas acho que agora que escrevi meu desejo, ele corre o perigo de acontecer. Bom, se acontecer, eu conto.

Patricia | 07:39 PM

junho 17, 2004

Patricia | 09:43 PM

junho 16, 2004

Estou sem tempo de escrever aqui e responder emails. Hoje consegui espremer minha manicure entre uma coisa e outra. Ai, que bom ser ocupada. Mas semana que vem as coisas voltam ao normal. Tenho uma listinha de coisas para fazer, mas vai ser calmo e sossegado...

E o tempo, que coisa bonita ! Eu adoro esse céu azul seco, os prédios lambidos de dourado, isso me lembra Los Angeles. Saudades, saudades...

Aaah. Estou adorando o livro Lolita. Muitíssimo bom. Vlad usa bem as palavras para fazer twists and turns aqui e ali, que são interessantes demais. Empatia certa com o pobre H.H.

Estou feliz.

Patricia | 11:16 PM

junho 14, 2004

Caraca, que frio. Ontem achei que ia congelar dentro de casa. Sem calefação, que saco !! Argh ! Só eu, que detesto frio, tenho que passar por isso, um atrás do outro. Eu não mereço. Droga.

Estou cansada de pegar ônibus lotado e ficar sacudindo em banco duro. Como se sofre nesta cidade. O curso acaba final desta semana. Já estou com saudades, mas de certa maneira contente porque não vou precisar lidar com o trânsito, a poluição, o transporte, essas coisas. Próximo curso vou tentar fazer aqui perto de casa, assim posso ir andando, que sempre é muito mais interessante.

Feriado e final de semana animado: fui de novo da Liberdade; tomei dois cappucinos gigantes que me deram uma dor de estômago que eu nem te conto; assisti Twisted : fraquíssimo, mas eu acho a Ashley Judd tão bonita e sexy de uma maneira não convecional que não resito a assistir filmes com ela, mesmo que sejam uma grande bobagem; sebos, ah, sebos, eu adoro os sebos do centro, aqueles perto da praça da Sé. Eu gosto daquela região, queria tirar fotos, vi ângulos e coisas fantásticas, mas não arrisquei. Quem sabe quando o tempo melhorar, acordo numa manhã de domingo bem cedo, tipo de madrugada e vou para lá. Sem gente pode ser mais seguro.

Que mais ? Internet super lenta, porque o banco não repassou meu pagamento. Oras, que conveniente isso, e logo no final de semana. Eu não achei muito ruim. Fiz outras coisas.

2 dias= 17 páginas

Tem coisa pior do que ficar esperando encomenda ? C. me mandou algo e já era para ter chegado, mas nada. Corro para a janela assim que ouço uma motoca passar. Haha. Motoca.

Lolita vai indo bem, estou gostando. Num sebo achei Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos, de Rubem Fonseca. Oh well... Eu gosto dele. Adorei Agosto. Mas esse livro, sei não. Tem um plot até que legal, começa bem, ele escreve bons diálogos, mas chegou num ponto que ele começou a viajar na maionese, misturou muito as coisas e foi ali que ele me perdeu, comecei a achar o livro um saco, fiquei doida para acabar logo. E o final, ah, pareceu-me apressado.

O problema é o seguinte: quando escrevemos um romance, um fluxo de criatividade invade a nossa mente por todos os olados, e quase todas as idéias parecem boas demais para serem desperdiçadas. Coisa de amador, fiz muito, misturar os plots, encher de personagens sem importância, me perder no meio e ficar de saco cheio, e acabar o livro, porque não aguenta mais a confusão, a salada russa que aquilo virou. Ih, eu fiz isso di-ver-sas vezes. Amadora né, fazer o quê ? Tem livro meu que passou das 500 páginas (manuscritas) e do meio para o fim você já nem lembrava como tinha sido o começo, tal o carnavale que eu fazia. Bom, foi isso que eu senti que pode ter acontecido com o Fonseca. Vai ver ele estava no começo da carreira.

Outra coisa que fica meio forçada é a relação (ralação ?) dele (do personagem) com as mulheres. Bom, o personagem principal dele em todos os livros que li até agora eram praticamenet o mesmo sujeito. E todos faziam um sucesso grande com as mulheres. Até ai, todo escritor tem sua obsessão. Mas neste livro dele fica forçada a barra, ele come todas, pelo amor de Deus. E ainda consegue ficar com um casal de lésbicas que no final das contas não deviam ser lésbicas coisa alguma. Não curti.

Mas é interessante ler obras de um escritor que eu admiro e ver que ele também comete grandes deslizes. Vejo que isso é normal e melhor, com o tempo podemos melhorar.

Patricia | 09:45 PM

junho 12, 2004

Nada como ter um tempinho para fazer absolutamente nada: descobre-se links engraçadinhos, como este jogo totalmente viciante. A música é chata, tem que abaixar o volume. Ou faça seu próprio kaleidoscópio; um quiz musical e o blog de um ratinho. Que fofo !

Dois dias bonitos aqui em SP, quentinhos. Não parecia início de verão ?
Hoje, chuve.
Oh.

Feliz Dia dos Namorados !
E
Feliz Dia dos Solteiros !

Patricia | 04:30 PM

Do You Believe In Magic ? - The Lovin' Spoonful

Do you believe in magic in a young girl's heart
How the music can free her, whenever it starts
And it's magic, if the music is groovy
It makes you feel happy like an old-time movie
I'll tell you about the magic, and it'll free your soul
But it's like trying to tell a stranger about rock and roll

If you believe in magic don't bother to choose
If it's jug band music or rhythm and blues
Just go and listen it'll start with a smile
It won't wipe off your face no matter how hard you try
Your feet start tapping and you can't seem to find
How you got there, so just blow your mind

If you believe in magic, come along with me
We'll dance until morning till there's just you and me
And maybe, if the music is right
I'll meet you tomorrow, sort of late at night
And we'll go dancing, baby, then you'll see
How the magic's in the music and the music's in me

Yeah, do you believe in magic
Yeah, believe in magic of a young girl's soul
Believe in the magic of rock and roll
Believe in the magic that can set you free
Ohh, talking about the magic

Do you believe do you believe do you believe in magic
Do you believe like I believe do you believe, believer
Do you believe like I believe do you believe in magic

Patricia | 04:22 PM

junho 08, 2004

Argh, mas como essa Maria Clara da novela Celebridade é burra. Pelo-amor-de-Deus ! Essa novela está enchendo o meu saco. Não tenho como evitar: fico na mesa do computador e na outra sala minha mãe assistindo e narrando tudo. Não adianta pedir para parar, ou melhor, adianta durante uns 10 minutos, depois volta a programação normal. Ou pior: "eu não acredito !", "mas que anta !", "veja só isso" ou "bem feito !", o que é muito pior, pois fico curiosa e acabo esticando a orelha e prestando atenção. Eu juro que não mereço.

Estava com medo de comprar um cartucho genérico para minha Epson, mas a diferença de preço acabou me ganhando e vejo que não tem diferença nenhuma. Sim para os genéricos. Hoho.

Que tarde linda, morna, iluminação natural que me lembrou o início do verão em NYC. Ah. Saudades.

Assisti ontem O Homem Que Copiava. Não sei bem, mas me pareceu comédia-romântica, e se for isso mesmo, valeu. Não curto muito esse gênero, mas se for para assistir, prefiro as nacionais do que as americanas. O que me lembrar que semana passada assisti "Casamento Grego" e achei um horror. Fez sucesso em NY, as pessoas falaram tanto e eu achei super babaca. Era comédia-romântica.

Voltando ao Homem..., adorei a Luana no papel de Marinês, haha. E pouco acreditei que o Lázaro Ramos fez Madame Satã, achei ele tão diferente (oh well, isso é ser ator). Pedro Cardoso, nem preciso falar, eu acho ele muito engraçado. Parado, sem falar nada, já me dá vontade de rir, não sei, talvez eu fique lembrando as macaquices que ele fez aqui e ali e isso desencadeie essa reação. Haha.

Hoje no caminho do ônibus eu vi um rapaz lindo. Acho que estava saindo do Mackenzie: jovem, altíssimo, dentes brancos e certinhos, lábios carnudos, rosados, olhos e cabelos escuros, meio ao estilo Jim Morrison. Foi até sem graça (para ele, talvez, já que eu não ligo para essas coisas), bati o olho, desviei, e quando meu cérebro processou a imagem eu voltei e fiquei olhando, acompanhei e ainda dobrei o pescoço. Fazia bem um bilhão de anos que eu não encontrava alguém que despertasse essa reação em mim. Deixa eu ver. Sim, bem um ano e meio. Foi no Rio, num ônibus que peguei em Botafogo indo para a Gávea, esse menino entrou e sentou no fundo, onde eu estava, e eu não consegui tirar os olhos dele durante quase todo o trajeto. E pensando bem, o do Rio e esse eram bem parecidos. Hm. Dio mio...

Patricia | 07:00 PM

junho 07, 2004

Talvez não tenha sido tão boa minha idéia de usar o sabonete líquido de menta neste frio. Oras, de vez em quando parece que não penso...

Final de semana foi muito ocupado. Não tive tempo de fazer metade das coisas que queria: comprei uma melissa que queria há tempos, apanhei meu óculos, que é parecido com o anterior, porém mais leve e bonito -pelo preço, tem que ser mesmo- consegui imprimir algumas coisas, mas ainda não sei como vou fazer para dar um update nos cartões que o Rizzi fez para mim. Tentei tirar uma foto e usar o photoshop para limpar o número de meu cel em NY e colocar o daqui, mas não ficou bom... Nessa brincadeira perdi quase a tarde inteira de domingo. Preciso de um scanner.

Acho que vou ficar doente. Sinto uma dorzinha de garganta.

O livro de Virginia ainda me persegue. Bom livro é isso, mesmo depois de fechado e colocado na estande, ele continua na cabeça do leitor.

Sou uma pessoa estranha: resisto muito para ler certos livros, ver certos filmes, ouvir certas músicas, mas quando o faço, me surpreendo e me apaixono. Parece até que eu sabia -inconscientemente- que tal coisa ia me afetar desta maneira, por isso prorroguei a sensação. Só eu sei como é difícil encontrar coisas que me toquem profundamente, e devo espaçar esses pequenos prazeres até o final da vida, ou daqui a pouco não tem mais nada. Exagero, exagero.

Mas sim, o livro dela mexeu comigo profundamente, como Dostoevsky. É simplesmente incrível como boa literatura, não importa quando ela tenha sido escrita, transcende seu tempo e continua a tocar as pessoas através dos séculos. Não que eu queira desmerecer os milhares de escritores que emocionam e divertem, mas que são esquecidos assim que o próximo livro é aberto.

Foi no diário de Virginia, lendo suas tristezas, os problemas, as idéias, as alegrias, as revisões -em alguns livros ela tirava mais da metade, imagine, escrever 600 páginas para ficar no final com 200-, a arte de peneirar, que percebi -mais uma vez- que isso sim é trabalho, isso sim é o que chamamos de Escritor: o autor de uma composição literária -diz o Aurélio-, uma pessoa que domina a língua e sabe usá-la completemente, dispo-la como um lindo colar de pérolas, uma palavra perfeitamente colocada atrás da outra, formando uma frase, um parágrafo, uma página e por fim, um livro, onde cada um destes elementos maravilham os 5 sentidos do leitor. Sim, acredite, os 5.

Eu escrevo isso e tenho em mente eu mesma: como gostaria de dominar assim minha língua; vejo hoje que o tempo que apliquei aprendendo inglês e francês eu deveria ou poderia ter usado de maneira diferente; mas claro, nada me impede de correr atrás do tempo perdido. Meu erro foi ter parado de ler em português. Eu deveria ter intercalado, como fiz com as outras duas línguas...

Hoje, escrevendo aqui, sinto uma certa inibição, revejo os parágrafos inúmeras vezes, tiro aqui e coloco ali, procuro a palavra certa -que muitas vezes não acho- e ás vezes tenho que recorrer ao dicionário inglês porque já não me lembro como tal coisa se chama em português -pobreza de vocabulário. Inibida e sem graça, porque mesmo fazendo isso, tomando cuidados, consigo errar.

Não, não estou reclamando, estou relatando.

Sinto saudades da minha atitude despreocupada ao escrever, onde eu dava asas a imaginação e me preocupada com os "erros" mais tarde. Hoje, essa mania de perfeição me frustra e cansa, me dá uma tremendo desgosto quando sento na cadeira e vou escrever alguma coisa: seja responder um email, postar algo aqui ou terminar meu livro. Raiva, imagine. Raiva de escrever.

Acho que estou no caminho certo.

Comecei a ler Lolita, de Vladimir.

Patricia | 01:04 AM

junho 03, 2004

Bom, assisti O Dia Depois de Amanhã e achei fraquinho, mesmo como puro divertimento, não foi lá grandes coisas. E sem comentários -mas com comentários, claro- o Van Helsing. Que filme horrível ! Efeitos legais, mas a vontade de rir é imensa, de tão ridícula as situações. Fora que tem aquela mocinha Kate -que eu não gosto- fazendo sotaque russo que de vez em quando esquece e a coisa fica feia. Imagino quanto $$ gastaram para fazer esse filme, será que não podiam fazer algo um pouco mais coerente ?

Fui a tantos lugares que não ia há séculos. Por isso é bom quando alguém aparece, levamos a pessoa para passear e nos divertimos também. Um dos programas que mais gostei foi andar pelo bairro da Liberdade -onde ganhei um Buda lindinho para fazer compania ao que eu já tenho- e tomar drinks no Terraço Itália. Fiquei impressionada com a vista, como a cidade de São Paulo cresceu, nossa. Me senti no SimCity, juro. Haha. Sou uma palhaça.

Sinto como se tivesse tomado uma injeção de criatividade. C. me falou tanta coisa boa, colocou lenha na minha fogueira que estava meio apagada. Prova disto é que apanhei a máquina e sai clicando (mas as fotos abaixo são do C.).

No curso venho percebendo resultados: culpa dos livros e revistas que no comerço do curso me forcei a emprestar da biblioteca: aqui e ali eu vejo que surge uma idéia, uma solução, e isso é muito bom, sinto meu cérebro funcionando. Estou me divertindo bastante com o curso, agora que estamos fazendo só Flash. Quero colocar 2 idéias novas no papel, vamos ver.

Patricia | 07:34 PM

Patricia | 07:14 PM

junho 01, 2004

Eu não desconfiei de nada, nem uma dica, nem uma intuição, até minha mãe me falou que C. estava tocando a campainha aqui de casa. Dei risada, achei que era piada dela para me tirar da cama mais cedo do que o habitual, então virei de lado e fechei os olhos. Só fui cair em mim quando ouvi os passos na escada e ele ali, em pé, no meu quarto. Que loucura, que loucura.

Foi um final de semana maravilhoso. Saímos, comemos muito, tiramos fotos, conversamos, namoramos a valer, matamos um pouquinho a saudade; ele pôde conhecer minha mãe, minha casa, minhas coisas. Nem tive vergonha de mostrar as fotos onde estou usando polainas roxas e cachecol verde limão. Haha. C. é uma pessoa maravilhosa e faz eu me sentir muito, muito bem.

Ainda estou numa nuvem de felicidade. Assim que ela se dissipar um pouco, eu volto e escrevo sobre as coisas mundanas que andam acontecendo na minha vida.

Patricia | 09:58 PM

Patricia | 09:40 PM