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agosto 29, 2004

Desculpe as pessoas que ainda não receberam resposta de emails. Eu não esqueci. Vou ficar uns 10 dias afastada (talvez menos) e quando voltar conto as novidades e mudanças.

Obrigada Santo Expedito.

Patricia | 04:16 PM

agosto 27, 2004

The summer night is like a perfection of thought.
Wallace Stevens

The day is for honest men, the night for thieves.
Euripides

It is easy to go down into Hell; night and day, the gates of dark Death stand wide; but to climb back again, to retrace one's steps to the upper air - there's the rub, the task.
Virgil

How sweet and soothing is this hour of calm! I thank thee, night! for thou has chased away these horrid bodements which, amidst the throng, I could not dissipate; and with the blessing of thy benign and quiet influence now will I to my couch, although to rest is almost wronging such a night as this.
Lord Byron

Blessed is the person who is too busy to worry in the daytime and too sleepy to worry at night.

Patricia | 06:28 PM

agosto 24, 2004

Minha vida esta de volta ao normal. Consegui responder todos os emails que estavam mofando na minha inbox, consegui buscar as roupas na lavanderia, passar no banco e avisar que meu endereço esta errado, que meu cartão não esta funcionando, que precisa de outro.

Mas quando o trabalho e a correria dominuem, eu sou obrigada a olhar para as partes da minha vida que foram negligênciadas. E começam as perguntas, as noites mal dormidas, as dores de cabeça.

Estou super chatiada. Tive 4 crises de choro nas últimas 24 horas. Meu coração esta pequeno, apertado, sofrendo. A gente sempre acha que a coisa pior do mundo num relacionamento é uma das pessoas deixar de amar o outro. Tem dor pior do que esta, você amar e não ser correspondido ? Tem sim, você amar, ser amado, mas as coisas não se encaixarem, não acontecerem, absolutamente tudo conspirar contra vocês. Uns podem dizer que se existe tanta dificuldade, é porque não é para ser, é o destino querendo trazer as coisas de volta ao "correto" (mas para isso é preciso que você acredite que tudo está escrito, que você não é dono da sua vida, e eu não acredito nisso), e como disse um amigo meu, em alguns relacionamentos é preciso muito mais do que amor, em outros, nem amor é preciso. Mas vá falar isso para Romeu e Julietta...

Eu tento de um lado, ele de outro, e não importa o quanto nós nos empenhamos em fazer as coisas se encontrarem, aparece um tufão, um furacão ou um terremoto, sempre algo totalmente fora do nosso controle e as coisas voltam a estaca inicial. Eu estou cansada, eu sei que ele esta cansado, mas sei também que ele não vai desistir, que vai tentar fazer tudo funcionar até o total esgotamente e eu, eu não quero isso, eu estou esgotada, exausta, pronta para jogar a toalha. Mas é o coração, o sentimento que não me deixa largar mão de tudo, apesar de cada dia ficar mais difícil e eu me ver escorregando para um caminho triste pelo qual já passei antes.

Como é possível meu Deus, conhecer a pessoa certa na época mais errada da vida da gente ?

Patricia | 05:55 PM

agosto 23, 2004

We are weighed down, every moment, by the conception and the sensation of Time. And there are but two means of escaping and forgetting this nightmare: pleasure and work. Pleasure consumes us. Work strengthens us. Let us choose. - Charles Baudelaire

Patricia | 12:26 AM

agosto 21, 2004

Semana passada tive 3/4 noites de insônia. É um saco ficar rolando na cama, contando carneirinho, querendo dormir, o relógio tick-tack, aquele monte de coisas para resolver dia seguinte e saber que nem fazer uma horinha na cama vai poder...

Ontem aconteceu de novo. Mas eu descobri o que tem em atarantado. CSS. Sim ! Toda noite que vou para cama e leio algo sobre CSS, pimba, desperto, parece que me deram uma injeção de glicose. Fico pensando em como posso usar isso ou aquilo, como o campo é muito mais vasto que eu pensava, de layouts que eu quero fazer, e não paro. Noite passada -han-han, ou melhor dia- fiquei viajando na maionese quase até as 6 da manhã. Claro que hoje foi um dia corridíssimo, não fiz tudo que eu queria, fiquei sonolenta, então estou um pouco frustrada, mas tudo bem.

Aliás, já sei o motivo do pau inicial deste novo template. Descobri por acaso o Position Is Everything e fiquei tão feliz. Ah, chuá-chuá.

Eu já falei antes, eu ADORO códigos ! Acho minha criatividade um pouco limitada no campo da criação (para fotogria e escrita, vá lá, mas coordenação, cores, xiiii marquinho, eu tenho muito que melhorar), logo quero compensar com a parte técnica. Além de ser muito gostoso, tem sempre novas técnicas e desafios.

post escrito originalmente dia 17/08

Patricia | 04:30 PM

agosto 19, 2004

Fui assistir I, Robot com a minha mãe. É legalzinho como divertimento, mas tem muitos furos e incoerências.

Lendo um livro bem interessante sobre como epidemias/manias/modas se espalham, e porque algumas modas pegam e outras não. Depois eu passo o título, agora não lembro de cabeça.

Ás vezes, não, não ás vezes, em quase todos os momentos da vida eu sinto que tudo que sei sobre quase todas as coisas não vai além do superficial. Que não importa o quanto eu estude, quanto eu leia, quanto eu observe, sempre, sempre, sempre vou ficar boiando como uma mancha de óleo em cima do verdadeiro conhecimento, do que realmente importa.

Eu mesma acho que não me conheça como eu acho que conheço, que existem camadas profundas impossíveis de atingir. É estranho, me olhei no espelho e senti como se eu não conhecesse esta pessoa que olhava de volta para mim. Quem eu sou ? De onde vim ? Para onde estou indo ? Do que eu realmente gosto ? Quais são minhas ambições, meus desejos, meus sonhos ? O que importa na minha vida ? O que faz com que eu me mova nesta direção e não naquela ? É absurdo e assustador ter apenas respostas padrão para perguntas tão sérias, e ainda mais, num subject que eu, supostamente, conheço tão bem. Mas por mais que eu cave, não consigo chegar ao fundo.

Lembro que quando era criança meu pai me falava que outras pessoas viviam do outro lado do mundo, que se eu cavasse um buraco, ia chegar do outro lado e lá ia ser noite se aqui fosse dia. Hoje eu vejo essa excavação como algo que fiz durante anos, internamente: o buraco foi ficando cada vez mais fundo, e eu sabia que era virtualmente impossível chegar no fundo, mas eu não queria parar. Descobrir quem sou e o que quero é a coisa mais importante da minha vida. E não estou falando de ser escritora, publicar um livro, morar em Nice ou NY ou Sri Lanka. Estou falando daquele algo mais, a razão de ser e existir, de conhecer-se... Se bem que eu acho que nu e cru, nós jamais seriamos capazes de nos aceitar.

Patricia | 07:05 PM

sexo: traição: segredos: violência: inocência -perdida ou achada: submundo: prostitutas: o inexplicável: o coração ruling a mente: assassinos: anos 70: miragens: opostos: o disparate do que parece não ser: a noite: o obscuro: incesto: obsessão: perigo: caça/caçador: loucura: por que ?

todo escritor tem suas obsessões.

Patricia | 12:06 AM

agosto 18, 2004

Galeria com posters pornôs. Oh boy...

Rabisco: revista cultural pop.

Fotos lindas: Colors 58.

Text analysis: uso o "que" em 4.4% dos meus textos e "não" em 1.7%. Preciso começar a usar "sim" com mais frequência...

O Caminho para Websight (sic) Iluminado. Hahaha.

Patricia | 06:57 PM

agosto 16, 2004

Dica de Navegação

De vez em quando com tanta coisa na tela (especialmente se você estiver usando um iBook de 12'), que o Dock atrapalha. Quem já não foi usar uma paletta e abriu um programa sem querer ? Tem gente que mantém o Dock sempre escondido... Aqui vai uma dica de como navegar pelos aplicativos abertos sem utilizar o Dock:

Apertando Control e Tab trazem um menu para frente que vai ficar centralizado na sua tela durante o tempo que estiver segurando a tecla Control, você pode navegar usando Tab ou as setas. Se clicar Home você vai direto para o programa da esquerda, End para o da direita. E tem mais ! Você pode fechar aplicações por este menu. É só apertar o "q" (sempre segurando o Control) que o aplicativo que estiver selecionado vai fechar.

Engraçadinho !

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Patricia | 11:09 PM

Quando eu era criança, meu seriado de TV favorito era o Hart to Hart ou Casal 20 para nós, com Robert Wagner, Stefanie Powers, o mordomo Max e o cachorro Freeway. O canal 21 esta reprisando este seriado, A Feiticeira, que eu gostava mais ou menos: a Samanta era uma dona de casa muito carola, e Serena, a irmã gêmea que era engraçada, interessante, meio maluca, não aparecia em todos os episódios, e Jeannie É Um Gênio, que apesar d'eu adorar a idéia de viver naquela garrafa, eu não entendia o que Jeannie via no amo, major Nelson: eu sempre o achei um paspalhão.

Ontem ouço a músiquinha de Casal 20, minha mãe tinha ligado no canal certo no momento exato. Parei o que estava fazendo e fui me aboletar na frente da TV.

Foi uma revelação: claro que eu tenho essa visão irrealista da vida e vivo esperando o impossível, veja o que eu cresci assistindo: milionário charmoso casado com mulher inteligente e bonita [beleza e riqueza andam juntos ?], vivem um amor sem fim [impossível !!], cheio de aventuras e mistérios a desvendar [oh céus...], viajando pelo mundo [eu quero !!], visitando lugares exóticos e glamurosos [quero isso também !!], prontos para investigar qualquer crime: correm perigo [adrenalina pura], mas sempre descobrem o culpado com astúcia e estão prontos para outra [final feliz]. Perceba como não tem filhos [criança enche o saco e de maneira nenhuma Jennifer seria tão glamurosa com um rebento nos braços ou o casal tão livre para viver aos abraços e beijos ou viajando o mundo], não tem problemas, não tem dor de cabeça e quando Jonathan diz que vai levar a amante [amante ?] num cruzeiro [adivinha ?!], a amante é a linda esposa. Sentiu um pattern behaviour ai ? Socorro !! Preciso de terapia para tirar do meu ideal de casal o Casal 20 !

Eu também adorava o Speed Racer. Vocês lembram como ele é lindo, aquele menino branquinho de imensos olhos azuis e cílios loooooongos ? Que sonho... Hm. C. tem grandes olhos azuis e cílios looooooooooongos também...

Patricia | 11:35 AM

agosto 15, 2004

Vintage Classic Posters. Eu adoro tudo vintage.

Crie sua própria islamic pattern. Ótima para fazer fundos de página.

O link que anda circulando em vários blogs: Movie Title Screen Page.

Mais imagens em VR, desta vez a Riviera Francesa. Que saudade...

iFilm: clips, trailers e afins, para todos os gostos.

Mais vertigem: Tall Buildings, uma exibição do MoMA.

Não 7 maravilhas do mundo, mas 100, entre elas o carnaval e a vista panorâmica do Rio de Janeiro.

Patricia | 03:35 PM

agosto 14, 2004

Uma sensação ruim no coração.
C. viajando pela Asia com esse monte de coisa ruim acontecendo por lá e ainda com a saúde assim-assim.
Preocupada com ele, me sentindo de mãos atadas. Essa é a pior sensação: estar longe e não poder fazer nada para ajudar a pessoa que amamos. Distância é uma merda.
...
Pra colaborar, você liga para o hotel do outro lado do mundo e ninguém fala inglês, ou francês, ou espanhol, ou português. Droga !

Patricia | 06:44 PM

Estou lendo Prozac Nation: Young and Depressed in America de Elizabeth Wurtzel, a mesma que escreveu Bitch: In Praise of Difficult Women, um livro que eu gostei bastante.

Prozac Nation, onde ela escreve sua batalha com a depressão que começou desde criança, eu não estou gostando. Ainda não acabei e dificilmente largo um livro pela metade, a não ser que seja realmente muito ruim. Mas este é cansativo e repetitivo. Imagine alguém falando de depressão durante 350 páginas. Exaustivo.

Apesar de algumas passagens engraçadas, de em alguns momentos eu conseguir me identificar com certas situações, quem já não esteve deprimido e passou por maus bocados ?, ela cansa e irrita quando fala da vontade de se matar, mas nunca o faz (pelo menos não até a página 206, que é onde estou), da vontade de se tornar uma drogada ou alcoolatra (assim ela poderia ser ajudada, porque as pessoas do seu círculo parecem não levar muito a sério sua depressão), das aventuras bobas, manias adolescentes, enfim, todas essas coisas que todo mundo já passou na vida, em um momento ou outro, mas ela resolveu ramatizar e escrever um livro.

Elizabeth me parece aquela garota problema, filhas de pais separados que acha que o mundo todo a destesta (porque ela mesma se detesta), que esta sozinha no universo (heeeelloooo, todos nós estamos), que precisa desesperadamente chamar a atenção, por isso tem chiliques frequentes e ao invés de tentar algo alternativo, ela implora aos médicos que lhe dêem litium, prozac, xanax, seja lá o que for, alguma coisa que faça a depressão sumir.

Não quero soar insensível, eu melhor que que ninguém como um desequilibrio químico pode causar estragos, a ponto que não funcionamos. Eu também já tive que me tratar de depressão, eu também já tive que tomar prozac e é tão mais simples ficar pairando sobre tudo, achando as coisas normais, as pessoas podem lhe dar na cara e você acha que oras, não foi nada, quando na realidade é bem mais complicado aprender a se controlar, se policiar, se segurar, olhar ao redor, calcular, respirar fundo. Esse livro reflete a mentalidade norte americana de que se tem alguma coisa errada, toma logo uma caixa de remédio para passar. Um corte no dedo e querem logo amputar o braço inteiro. Quem mora ou já esteve algum tempo no USA sabe o quão forte a industria farmaceutica é por lá, basta prestar atenção nos comerciais. Quem já precisou de médicos lá sabe o quanto eles querem empurrar uma droga qualquer ao invês de tentar descobrir o que tem de errado, se pode ser tratado de maneira diferente, sem drogas. Homeopatia em 1993 era coisa de bruxa (e se bobear, ainda é). Principalmente no ramo da psiquiatria: enquanto em muitos países do mundo os psicologos tratam durante anos, lá eles drogam os pacientes, obrigando-so a visitas semais para monitoração e o famoso refill.

Enfim, Elizabeth parece uma destas pessoas carentes e muito chatas, que sentem pena de si mesmas, vitímas de todos, que fazem de tudo para chamar nossa atenção e no final das contas só conseguem o efeito oposto: afastam todo mundo.

update: o livro deu uma melhorada no final, alguns assuntos como a banalização da depressão foram tratados, mas eu continuo não gostando do livro.

Patricia | 05:45 PM

agosto 11, 2004

Quem usa Safari ás vezes não consegue acessar certos sites, na grande maioria sites de bancos. Mas o Safari pode "fingir" ser um outro browser e assim você acessa esses sites "problema". Como ? Pelo menu Debug. Menu Debug, no Safari ? Onde ? Há-há. Vamos lá:

- Abra o Terminal, que deve estar na sua pasta Applications->Utilities;

- Digite:

% defaults write com.apple.Safari IncludeDebugMenu 1

- Reestarte Safari e voilá, seu menu Debug.

- Desça até a opção User Agent e verá as opções de browser. Mude para outro, geralmente Windows Explorer, acesse o site "problema" e pronto. Funciona em 80% das vezes.

Recomendo deixar a opção sempre em Automatically Chosen e só mudar quando tive problemas para acessar um site. Afinal, webmasters precisam saber que as pessoas usam outros browsers além do IE.

Se desejar desabilitar/esconder o menu Debug, digite no Terminal:

% defaults write com.apple.Safari IncludeDebugMenu 0


Patricia | 05:52 PM

Ando com a memória fraca, não sei se postei esse link, mas aqui vai porque eu achei muito bom: CSS Creator: você dá todas as coordenadas de tamanho, posicionamento e cores e ele cria o html e o css com esses dados. Depois é só complementar.

Browser Cam, para saber se seu site é visto corretamente em outros browsers e plataformas. Pena ser um pouco salgadinho...

IECapture faz a mesma coisa, com menos recursos, mas é gratuito. Se você usa PC e precisa saber como fica no Safari, use o iCapture, no mesmo site. Pode ser que o site tenha sido acessao demais e vc tenha que voltar mais tarde...

Patricia | 05:51 PM

agosto 10, 2004

Finalmente assisti Fahrenheit 9/11. Um filme triste, apesar de pitadas de humor inseridas aqui e ali. Gostei muito. Michael Moore has balls, definitivamente.

Já li em fóruns e reviews que o filme é mentiroso, de que alguns fatos foram torcidos, verdades foram adaptadas, coisas importantes foram deixadas de fora, todas essas coisas, mas quem assistiu Bowling for Columbine sabe que esse é o estilo do diretor: ele vai atacar de todos os lados para provar seu ponto de vista, e claro que ele fez isso neste filme também. Outro fato óbvio é que Michael Moore não gosta de Bush, logo fica difícil fazer um documentário sobre alguém que você não gosta fazendo coisas que você reprova e ser neutro. E nem acho que ele devesse fazer tal coisa: o "artista" mostra para o mundo sua maneira de ver as coisas. E ponto.

Gostei especialmente dele não ter mostrado o ataque as torres. Quem já não viu aquelas imagens pelo menos uma centena de vezes ? Não era necessário repetir. Apenas o som, me deu uma coisa ruim, um gelado na espinha. Aquilo me levou de volta a 2001, eu e minha mãe olhando para a nuvem de fumaça que subia de onde dia anterior as torres estavam.

Lembrei do bafafá que foram as eleições para presidente e como as pessoas acharam que tinha sido armação tudo que aconteceu na Flórida. Lembrei do ano passado, as duas passeatas que paralizaram Manhattan e que mereceram apenas 30 segundos em alguns jornais e tv, mostrando apenas algumas pessoas e um cavalo de um policial assustado -imagem que sugeria que os manifestadores eram baderneiros. As primeirtas páginas de jornais como Daily News alertando sobre um ataque eminente, as "cores do perigo". E da hipocrisia do Oscar ano passado, o medo que alguém falasse alguma coisa na hora de receber a estatueta, os atores que supostamente tinham sido avisados para não tornar a festa em algo "político" e como eu e meu namorado ficamos chocados, porque ninguém falava nada, a guerra tinha acabado de começar. Mas ai Michael subiu lá e descascou o abacaxi. Ele e alguns atores mexicanos -veja, os gringos chamando o pessoal na xinxa...

Fiquei pensando em tudo isso e em como muita gente acreditava que existiam WMD e por isso era necessário ir a guerra; outras que juravam que o Iraque estava envolvido no ataque de 9/11; gente com uma certa cultura, mas totalmente crente naquilo que lhe era injetado pelos noticiários. Ai me lembrei de quando fui para NY em 1993 estudar, como uma das coisas que mais me chocou foi como as pessoas eram naives: elas acreditavam em qualquer coisa que a gente dissesse. Eu lembro perfeitamente de ter conversado sobre isso com meus pais, sobre a inocência do povo americano...

Essas memórias aliadas ao filme e tantas outras coisas me fizeram ficar com tanta pena, tanta dó, tanto das pessoas naquele fim de mundo de Iraque, quanto das famílias que perderam e perderão filhos nessa guerra boba (boba não, greedy); como das pessoas que nascem e crescem e por um motivo ou outro parecem não conhecer a possibilidade de contestar tudo que lhe é sugerido ou imposto, gente que aceita tudo como aceitam as ovelhas seu pastor. É triste, lamentável. E mesmo sabendo dos exageros de Michael, mesmo sabendo que para toda estória existem várias versões, que nenhum de nós possui domínio absoluto sobre coisa alguma e eu só posso falar sobre o que vi, vivi e senti em tantos anos morados lá: o filme é triste, triste, triste.

Patricia | 09:51 PM

10 Second Film: crie o seu e concorra.

Abandoned Places, navegação capenga, mas fotos extraordinárias.

Já que eu não posso estar lá... panoramicas em VR, algumas que dão vontade de pular num avião e simplesmente ir. Não deixe de visitar a Tailândia, full screen... ooohhh.

E o primeiro sebo virtual naional que conheço: A Traça

Patricia | 07:31 PM

agosto 08, 2004

Momento agradecimentos: a Anna Carolina que me mandou diversos print-screens; a Veerle, que contribuio com um tutorial incrível e super bem explicadinho de como-fazer-o-que-onde e css.maxdesign, com outros tutoriais e info.

E sim, está tableless, mas não 100% web standard por causa do Flash. A List Apart explica como aplicar o Flash sem chutar o ws, mas eu estou com uma preguiça que nem te conto...

A parte mais difícil não foi ter que refazer o layout do zero inúmeras vezes -até ai, eu descobri coisinhas novas aqui e ali- mas testá-lo, porque não tenho nem um PC meia-boca aqui perto para ver se, oh céus, esta funcionando ou não. Testando no explorer para mac, tudo dava certo, o que piorou ainda mais minha já estabelecida e confirmada confusão... O que fiz foi pela enésima vez começar do zero e testar passo-a-passo no explorer 5 para mac 9. Deu certo, mas eu ainda não descobri porque não deu certo da primeira vez. Mistérios da vida...

Foi bom, gostei muito, quero mais. Mas, quero descobrir e entender o erro.

Acho que vou começar uma sessão semanal: Dicas de Hacks para Mac OX. Porque tenho descoberto coisas ótimas por ai... :)

Patricia | 07:07 PM

agosto 07, 2004

sugar and spice and everything is nice...

vire e remexi, não descobri o motivo o problema.
frustante.
deixei com tables durante algumas horas, depois refiz tudinho.
e agora esta novamente tableless (eu acho, porque testei e troquei tanto que já nem me lembro qual foi o último passo que dei...).

enfim, se o problema (explorer 6.0 pc) continua, alguém avise.

e antes de sair e aproveitar o sábado a noite, posso fazer uma sugestão ?

troque o seu explorer velho por um Firefox novo: leve, seguro e compatível. e antes que você pergunte, sim, tem para PC também.

Patricia | 11:14 PM

agosto 06, 2004

Testei o layout em todos os browsers: Explorer, Opera, Mozilla, OmniWeb, Safari, Firefox, Camino. O único que deu errado foi iCab, que é uma droga de browser, então não conta. Se alguém puder me mandar um print-screen do problema, eu agradeço. Se alguém descobrir o problema, eu agradeço muito mais. Por enquanto fica difícil consertar um defeito quando não o vejo.

Patricia | 05:53 PM

"That's what I consider true generosity. You give your all, and yet you always feel as if it costs you nothing." - Simone de Beauvoir

Patricia | 12:21 AM

Coisas estranhas acontecem...

Se CSS fosse como o código verdinho que corre na tela do computador do Matrix, eu diria que consegui ver a mulher de vermelho apenas olhando para eles. Meu primeiro layout tableless. A ficha caiu e de repente eu compreendi. Meio inacreditável e ridículo ao mesmo tempo. Foi um momento arrá. Haha. Eu me divirto com minhas nerdices...

Anyway. Não esta 100% web standart por causa do flash, mas hei, uma coisa por vez, não é ?

Forgotten NY. Interface horrível, mas com fotos interessantes.

Pixel Perfect Digital: imagens gratuitas. Algumas ótimas.

Cross-Dressers contam suas estórias.

Quadrinhos: Wicked Wanda

Patricia | 12:15 AM

agosto 04, 2004

Pecado Capital - Paulinho da Viola

Dinheiro na mão é vendaval
Na vida de um sonhador
Quanta gente aí se engana
E cai da cama com toda a ilusão que sonhou
E a grandeza se desfaz quando a solidão é mais
Alguém já falou

Mas é preciso viver
E viver não é brincadeira, não
Quando o jeito é se virar cada um trata de si
Irmão desconhece irmão e aí
Dinheiro na mão é vendaval
Dinheiro na mão é solução... é solidão

Patricia | 12:35 PM

Porque sonhar é muito bom: Castelos a venda.

Como fazer amigos pelo telefone. Em inglês.

Cartas de van Gogh, por tema.

Fotolog assim eu gosto: Pin-Ups clássicas.

Patricia | 12:03 PM

agosto 03, 2004

"Há uma dupla exigência do homem que força a mulher a duplicidade: ele quer que ela seja sua e que lhe permaneça estranha, deseja-a escrava e feiticeira a um tempo. Mas é somente o primeiro desses desejos que demonstra publicamente; o outro é uma reivindicação sorrateira que dissimula no segredo de seu coração e de sua carne."

...

"O ideal do homem médio ocidental é uma mulher que se submeta livremente ao seu domínio, que não aceite suas idéias sem discussão, mas que ceda diante de seus argumentos, que lhe resista com inteligência para acabar deixando-se convencer."

...

"Um dos sonhos do homem é "marcar" a mulher de maneira a que permaneça sua para sempre: porém o mais arrogante bem sabe que nunca deixará mais do que recordações e que as mais ardentes imagens são frias ante uma sensação. (...) Objetivam-no na mulher que chamam inconstante e traidora porque seu corpo a destina ao homem em geral e não a um homem particular. Sua traição é mais pérfida ainda: ela é que faz do amante uma presa."

Simone de Beauvoir - O Segundo Sexo
itálico meu

Patricia | 08:47 PM

Tenho andado super ocupada. O que é muito bom. Mas quando coloco a cabeça no travesseiro, mil pensamentos começam a aparecer: pequenos filmes, planejamentos, idéias, textos, mais idéias, resoluções, transformações, aaaarrrgh, e eu quero só dormir, descansar, relaxar um pouco. Parece que estou ligada na tomada e não acho o botão para desligar. Eu precisava aprender a relaxar um pouco...

Queria poder decidir de uma vez e não voltar atrás. Não tem nada pior do que tomar uma decisão, o outro vir cheio de dengo, você ceder, aceitar e achar que talvez deva ser menos chata, porque afinal ninguém é perfeito mesmo... Sei lá. Decisões em coisas do coração estão sempre entre a cruz e a espada. Eu acho que vou deixar o rio correr, ver o que vai acontecer. Se bem que me sinto presa, e isso é uma coisa que me broxa terrivelmente. Vamos ver. Apesar de importante, não adianta nada ficar pensando nisso demais, porque uma resolução (neste caso) não vai vir de idéias, e sim de ação. Entre casar ou comprar uma bicicleta, eu prefiro minha parte em dias longos de verão. Hohoho.

Caracoles, eu estou doida para mudar este layout... cansada do cinza, das fotos, argh. Quem sabe este final de semana. Mudanças, mudanças.

Patricia | 08:27 PM