5 vs.1
aline
belle de jour
cris dias
caio cesar
danilo
elesbão
fabio
gothamist
jean
jp cuenca
luciana
magiozal
mariana
marina w
miguel
nando
maya
rafael lima
satan's laundromat

mundo pequeno

fotos

cena do crime

me escreva


dezembro 2004
novembro 2004
outubro 2004
setembro 2004
agosto 2004
julho 2004
junho 2004
maio 2004
abril 2004
março 2004
fevereiro 2004
janeiro 2004
dezembro 2003
novembro 2003
outubro 2003
setembro 2003
agosto 2003
julho 2003
junho 2003
maio 2003
abril 2003
março 2003
fevereiro 2003
janeiro 2003
dezembro 2002
novembro 2002
outubro 2002


mondo exotica
movabletype
rss


outubro 31, 2004

Tomorrow Is My Turn - Nina Simone

Though some may reach for the stars
Others will end behind bars
What the future has in store no one ever knows before
Yet we would all like the right to find the key to success
That elusive ray of light that will lead to happiness

Tomorrow is my turn
No more doubts no more fears
Tomorrow is my turn
When my luck is returning
All these years I've been learning to save fingers from burning
Tomorrow is my turn
No more doubts no more fears
Tomorrow is my turn to receive without giving
Make life worth living
Now it's my life I'm living
My only concern for tomorrow is my turn

Now the summer is gone, there's another to come
You can't stop years from drifting by even if you want to try
Though time may help you forget all that has happened before
But honey it's too late to regret what is gone will be no more

Patricia -

outubro 30, 2004

Patricia -

outubro 29, 2004

Happy Halloween !

•

A cidade esta uma loucura, festas em todos os bares e clubes. Marilyn & Elvis acabaram de me desejar boa noite. Haha.

•

Sim sim, dia 31 é domingo, but who cares ?

•

E dia 30 é a-ma-nhã. Tsk-tsk. Não esqueçam dos presentinhos. Hoho.

•

Tenho uma dúzia de emails para responder. Desculpe minha lerdeza...

Patricia -

outubro 28, 2004

As coisas se arrumam aos poucos. Eu estou me sentindo muito melhor. Os dias estão ficando mais frios, mais curtos, mas estou conseguindo recuperar minha paz, minha independência, meu gosto pela vida.

Acordei. Estou viva, saudável, vivendo numa das melhores cidades do mundo, tenho amigos que me amam e me dão todo apoio, tenho emprego, teto, comida, roupa quentinha e muitas, muitas regalias. Reclamar por que ?

•

Aconteceu uma coisa interessante. Domingo passado fui encontrar minha amiga Carla. Passamos a tarde juntas e depois fomos jantar num restô italiano na 9ª. A waitress era brasileira e, imagine, tinha visitado meu blog. Me senti estranha sendo reconhecida pelas minha fotos e blog, fiquei tímida, sem graça, mas foi muito legal. Carla ficou chocada: NYC é vasta, a internet mais ainda, qual a probabilidade de algo assim acontecer ? Isso ficou a semana toda na minha cabeça, e mudou alguma coisa aqui dentro em relação a tudo aqui e ao ato de escrever.

Eu sei o que quero fazer, só preciso de um pouco de iniciativa e coragem.

•

Terminei 100 Strokes of the Brush Before Bed num piscar de olhos. O livro é curtinho e em letras grandes. Não é uma obra de arte, óbvio, mas eu achei melhor do que o livro de Catherine Millet. Chocante pode até ser para quem não teve uma adolescência criativa como a minha, mas é sincero. Tem aquela doçura de menina, uma coisa qualquer de Marilyn Monroe, a descoberta de que com o sexo se manipula e se controla o outro, mas sem o conhecimento de que neste jogo se perde mais do que se ganha. O livro não é aquela chatice interminável como o de Catherine, tem passinhos rápidos e leves. É um diário de menina, de uma menina precoce, triste, confusa e misguided. Como curiosidade, recomendo.

•

A Room of One's Own. Sensacional. Virginia acertou o prego com a primeira martelada.

•

Comecei a ler The Spooky Art, de Norman Mailer. São pensamentos do autor sobre a arte de escrever. Estou gostando. Ele tem um senso de humor que me pegou.

•

F. me levou para assistir Anatomy of Hell, de Catherine Breillat. Muito barulho por nada. Esperava mais. O que me impressionou foi ver a atitude de algumas pessoas na platéia: a garota na nossa frente cobria os olhos sempre que aparecia uma vagina/sangue ou penetração de algum tipo. O homem atrás de nós não parava de reclamar, mas ir embora que é bom, nada. Eu não me choquei, achei o filme lerdo. Com um script vivo eu até acharia o filme bom. O ator luta com a língua francesa (ele é um porn-star na Itália e logo se percebe porque, hehe) e não expressa quase nada. Mas Amira Casar eu achei l-i-n-d-a.

Patricia -

outubro 26, 2004

The whole problem with the world is that fools and fanatics are always certain of themselves, and wiser people so full of doubts.
Bertrand Russel

Patricia -

outubro 22, 2004

Most of us are just about as happy as we make up our minds to be.
Abraham Lincoln

Patricia -

Fui assistir Maria Full of Grace. Achei o filme forte, triste e verdadeiro. Sem contar que a atriz principal, Catalina Sandino Moreno, é comovente e linda de uma maneira inesperada. Recomendo.

•

Dando uma olhada nos softcovers da St. Mark's Bookshop, achei 100 Strokes of the Brush Before Bed. Lembram que eu comentei sobre este livro assim que terminei de ler Lolita, de Nabokov (em conjunto com aquele lixo da Lolita Pille, Hell). Comprei, vou ler e depois comentarei. Tenho a impressão que vai ser um dejà vu do livro de Catherine M., mas como dizem por ai, não se julga um livro pela capa, que aliás, eu gostei.

•

O frio chegou. Meu joelhos doem.

•

Turn the lights on before leaving.

Patricia -

outubro 17, 2004

Eu estou um pouco perdida. Com tantos planos na cabeça e muita coisa dependendo de terceiros, isso me deixa desestabilizada e com medo. Não tem nada pior do que depender dos outros para conseguir alcançar certos objetivos...

•

Só penso em voltar a estudar. Quero aprender, desenvolver, descobrir. Ser autodidata é ótimo, mas só consigo chegar até certo ponto, certos detalhes ficam de fora e acabam fazendo falta.

•

Quero ficar aqui da maneira certa, seja casada ou com visto de estudante. Estou exausta deste vai-e-vem, São Paulo-NY. Desta maneira não tenho nada aqui nem nada ai, fica tudo no meio do caminho, não consigo completar nada que começo e isso esta pesando nas minhas costas, hoje muito mais do que há alguns anos atrás. Quero ter meu cantinho. Estou cansada de dividir apto com outros. Tenho saudades de morar sozinha, de poder fazer as coisas a minha maneira, de deixar todas as luzes acesas ou todas apagadas, de não ter que falar "oi tudo bem como você esta" quando não estou afim. Para ter isso preciso fazer alguns sacrifícios, mas ainda não sei direito quais... Ao mesmo tempo que quero tudo isso, não quero passar a corda ao redor do meu pescoço e viver na beirada do banquinho, com medo de que alguém me dê um empurrão.

Estou um pouco confusa e gloomy, mas assim que eu conseguir achar a primeira peça do quebra-cabeça, sei que todas as outras ficarão visíveis.

Patricia -

outubro 16, 2004

A caça das folhas vermelhas e marrons. Nesta época do ano elas mudam de cor e estou imaginando quanta coisa bonita posso fazer com elas. Mas ainda não achei um lugar bom para recolhe-las.

Talvez eu precise ir no Central Park.

•

Assisti ao debate de quarta. Bush é um palhaço, ele deveria era estar fazendo comédia. Sinceramente não acho que Kerry foi genial, mas pelo menos ele não tem aquela estampa de imbecilidade que é tão natural a Bush. Tenho a impressão de que Bush vai ganhar essa eleição. É natural pensar em New York quando penso em USA, mas essa é a minoria. Eu consigo ver os rednecks agarrando rifles, doidos para meter chumbo nos fundilhos alheios, gente que ainda vive no século passado, que sente no fundo do coração que o que Bush esta fazendo é o melhor para a nação. Esses são a maioria, então vamos esperar para ver.

Outra coisa que percebi é que Kerry não tem aquele carisma necessário. Parece ser um homem bom e decente, mas cadê o glamour ? Todo mundo esta careca de saber que aqui se você tiver uma aura hollywoodiana, já é meio caminho para ser presidente. A grande maioria dos americanos querem ficar embascacados, querem ser liderados por um "grande homem". Se Kerry tivesse isso, tenho certeza de que ele deixaria o Bush comendo poeira.

•

No debate eu lembrei de um livro do Stephen King onde dois candidatos são igualmente ruins e a questão é escolher qual dos dois venenos é o menos letal. Ou seja, igualzinho a política ai no Brasil.

•

A temperatura esta mudando rapidamente. Outro dia eu olhei para o termônetro e estava 6º graus. Argh.

•

Assisti Cold Montain. Gostei. Achei que ia ser um filme muito sacal, mas até que foi legal. Longo, triste, mas para os moldes de Hollywood, bonzinho.

Estou assistindo também na segunda season de Six Feet Under. Eu adoro esta série.

•

Quero mudar este layout.

•

Estou um pouco abatida. Triste. Esta claro que um dos motivos porque minha volta a NYC ano passado ter sido tão boa foi porque cheguei aqui no final do inverno: poucas semanas de neve e frio e o tempo logo começou a melhorar, os dias ficarem mais longos, as folhas brotarem nas árvores. Não tem nada como a chegada da primavera para dar um boost no astral da gente. Dai foi uma beleza só...

Mas este ano a coisa se complicou e eu vim parar aqui no fim do verão. Um erro, mas não posso ficar parada esperando a estação certa para fazer as coisas, então o jeito é encarar.

Este vai ser meu 3º inverno consecutivo, ou seja, já faz 1 ano que eu não vejo o verão, nem aqui nem no Brasil...

Patricia -

outubro 14, 2004

Closer estreia em dezembro. Vi o trailer e estou curiosa para ver o filme. Em dado momento Julia Roberts pergunta para o personagem de Jude Law: why did you swear eternal love when all you wanted was excitement ? (porque você jurou amor eterno quando tudo que você queria era entusiasmo ?). Hm. De uma olhadinha no trailer.

Patricia -

outubro 11, 2004

Terminei de ler o livro Requiem For a Dream, de Hubert Selby. O filme já assisti e é muito bom e fiel ao livro. O livro é fantástico, super bem escrito: triste, deprimente, realista, profundo, denso, deixa a gente meio assim-assim, mas eu recomendo.

•

Antes li The Sexual Life of Catherine M, de Catherine Millet e achei uma droga total e completa. Uma mulher que curte sexo grupal e exibicionismo decidiu ganhar uma grana contando suas estorinhas, que na minha opinião, são medíocres. O livro virou sucesso em diversos países e isso só confirma a minha teoria de que sexo, mesmo ruim, vende. Mal escrito, as aventuras nem são excitantes. Não gaste seu dinheiro com isso, é possível encontrar contos eróticos na net de graça, e bem mais interessantes.

•

Comecei a ler A Room of One's Own, de Virginia Woolf, uma essay onde ela defende que para a mulher poder desenvolver seu gênio ela precisa de um canto só dela e dinheiro. Estou no comecinho, mas estou adorando. Eu não sei porque levei tanto tempo para descobrir Virginia.

Em resposta do porque ela escreveu este essay: I wanted to encourage the young women - they seem to get fearfully depressed.

•
Sei que muitas coisas estão acontecendo na cidade, mas depois do fiasco de The Forgotten eu meio em murchei. Eu estou ocupada procurando um lugar para morar, visitando escolas, fazendo contas, conversando com amigos e advogado. De noite me sinto super cansada, janto, tomo meu banho, assisto um filme e durmo. Aliás, tenho dormido muito bem. A fase dos pesadelos passou e eu me sinto melhor. Gostaria de recuperar os quilinhos que perdi no Brasil, talvez com o inverno chegando eu consiga.

Ontem gastei um tempo na minha livraria preferida, a Strand. Comprei uns livros, uma barganha. Depois passei na F., conversamos sobre política e futuro econômico, jantei, tomei um chá gostoso e voltei para casa. Estava frio e ventando, a pior combinação na minha opinião.

Sonhei com um hotel que conheci em upstate NY; com o C.; neve derretendo, sapatos molhados; crianças; grupos de trabalho; um apartamento grande; adolescentes; as paredes de papelão desta cidade. Hoje é feriado, parece domingo e eu não estou com vontade de fazer nada.

Patricia -

outubro 09, 2004

Quinta feira fez um dia lindo ! Parecia primavera, chamando o verão. Andei a tarde inteira com a F. Gostoso ficar jogando conversa fora, sem hora para nada. Claro que isso foi um extravagância, a pilha de coisas para fazer ainda esta aqui do lado, mas eu estava precisando.

Comprei vitaminas, o rapaz da loja muito simpático e entendido de tudo que é vitamina. Vamos ver no que vai dar.

Comprei um tênis que esta me machucando o calcanhar.

Recebi convites para sair. Uau.

Eu quando crescer quero ser crítica de cinema. Alias, virou rotina assistir um DVD antes de dormir. Deixa eu ir ver um.

Patricia -

outubro 04, 2004

Quero tanto reencontrar minha maneira de olhar e tirar fotos. Hehe, preciso parar de falar e fazer, isso sim.

•

Final de semana super legal. Estou bem, muito melhor do que estava semana passada. As coisas estão se ajeitando e eu já começo a acreditar que o inferno astral terminou junto com setembro, e daqui para frente vai ser só festa. Falando em festa, esse ano quero me fantasiar no Halloween. Queria ser uma Playboy Bunny, mas não sei se o frio vai ajudar. Ou Cleopatra, sempre quis fazer aquela maquiagem nos olhos. Aceito sugestões, mas tem que ser sexy e feminina.

•

É sempre tão bom rever pessoas amigas e queridas. Amigos são a melhor coisa do mundo.

•

Estou controlando a mente, não deixando ela me controlar.

Patricia -

outubro 02, 2004

[suspiro]

ontem li em algum lugar -ou ouvi, não sei- que the fight it's inside your head, you control that, you control everything. e vamos lá, entrar nesta briga.

-

sem paciência. as pessoas são, como uma amiga minha diz self-serving ou seja, vão fazer aquilo que é mais interessante para elas, e para mais ninguém, independente do rolo compressor que vão usar no caminha para o objetivo. será que eu sou assim também ? certas coisas a gente não consegue ver, ou não quer, sei lá. eu prefiro acreditar que não sou assim, mas juro que já não sei mais nada.

-

nyc esta tão triste. cinzenta, um pouco fria, estranha. hoje peguei ônibus errado. toda vez que volto para esta cidade me acontece isso, pelo menos uma vez. fui parar numa vizinhando feia, cheia de co-ops, embaixo da Manhattan Bridge. não é longe daqui, mas me deu medo. bobeira.

vim andando, pensando nas outras pessoas, o que elas estariam fazendo atrás de todas essas portas, janelas, as luzes acesas e apagadas. é tão díficil perceber que tem um mundo ai, paralelo ao nosso, cheio de vidas e dramas e amores e tristezas e doenças e nascimentos e casamentos e filhos e jantares em família. eu queria ser o vento, para visitar todos e rouber um pouquinho destes momentos, levar comigo mensagens como o vento carreja perfumes. ah. me senti totalmente desconectada do meu corpo físico -um estorvo essa carcassa- e por meio segundo me senti livre.

eu não entendo e nunca vou entender, mas não consigo parar de perguntar.

Patricia -

outubro 01, 2004

Quando eu vi o trailer to filme The Forgotten eu achei que ia ser um filme sensacional. Talvez porque eu adore a Julianne Moore, talvez porque o plot é interessante: sua vida esta sendo apagada e as pessoas acham que você esta louca. Fui assistir e que decepção. Detestei, detestei, detestei. Argh ! Como será que as pessoas conseguem fazer uma coisa dessas ? E foi um estouro de bilheteria semana passada, na estréia.

•

Ah. Tantos livros, tantos livros que eu nem sei por onde começar. Preciso de um din-din para comprar livros. A Taschen esta com uns lançamentos geniais...

Boa e velha Strand, que saudades eu senti.

•

Eu queria escrever sobre as pessoas a realidade das relaçôes pessoais que temos com amigos, amantes, namorados, maridos, família, mas se eu fizer isso, vão me chamar de amarga e pessimista. Por que quando levantamos o véu do politicamente correto e olhamos as coisas da maneira que elas são realmente somos chamados de desiludidos ? Ver as coisas como elas são é uma coisa boa, não é o que desejamos nesta vida (eu pelo menos, sim) ? E que tal know the truth and the truth shall set you free ? Então por que eu tenho que suportar olhares virados e cochichos laterais quando exponho a realidade ?

Ah, humanos.

•

E by the way, eu ADOREI Johnny Deep em Secret Window. Primeira hora do filme ele esta espetacular, depois eu não sei, achei meio assim-assim, mas valeu.

Patricia -