novembro 28, 2004
Diversão - Titãs
A vida até parece uma festa,
Em certas horas isso é o que nos resta.
Não se esquece o preço que ela cobra,
Em certas horas isso é o que nos sobra.
Ficar frágil feito uma criança,
Só por medo ou por insegurança.
Ficar bem ou mal acompanhado,
Não importa se der tudo errado.
Às vezes qualquer um faz qualquer coisa
Por sexo, drogas e diversão.
Tudo isso às vezes só aumenta
A angústia e a insatisfação.
Às vezes qualquer um enche a cabeça de álcool
Atrás de distração.
Nada disso ás vezes diminui
A dor e a solidão.
Tudo isso, ás vezes tudo é fútil,
Ficar ébrio atrás de diversão.
Nada disso, às vezes nada importa,
Ficar sóbrio não é solução.
Diversão é solução sim,
Diversão é solução prá mim.
Fiquei uns 15 minutos olhando para minha Lava lamp, perdida em pensamentos. Como a vida da gente é engraçada. Como ás vezes a ordem das coisas parece estar errada, como dá a impressão de que o bandido sempre se dá bem e o moçinho se lasca, se ferra, fica no navio depois que todo mundo já saltou e foi salvo. Eu não sei, é assim mesmo sempre e com mais de 50% da população ? Não existe nenhum tipo de "prêmio" para honestidade, humanidade e bom comportamento, o mundo é dos espertos e não existe "inferno" after all ? Só uma dorzinha no consciência, se você tiver nascido com uma, do contrário, nem isso, você esta no caminho para o sucesso. Não sei bem de onde eu tiro essas coisas, mas sei que me rebelo com a vida sendo desta maneira, de coisas boas acontecerem sempre para os babacas, de gente boa se ferrando todo tempo, etc e tal. Você entendeu o que eu quero dizer. Quando me sinto assim, além da tristeza das desigualdades, vem a impressão de que sou uma besta, que ainda não entendi o recado, que tem um outdoor na minha cara, com a mensagem escrita em bold, mas eu não compreendo. Será que esta escrito em mandarim ? Hm.
Em Sampa, em NY, não importa onde eu esteja, volta e meia vou ser mordida na retaguarda por essa sensação de que as coisas não são como deveriam ser. E pior, que eu não posso fazer nada para mudar.
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Nah, não estou deprê. Estou cansada. Estou desiludida. Claro que passa, como tudo mais na vida da gente. Amanhã estou bem, animadinha, cheia de planos. Mas daqui a pouco volta, a impressão de que tudo é uma repetição. O que existia de fresco e bom foi provado eras atrás. Hoje, tudo é requentado.
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Olha só, o tempo esta uma maravilha. Nem parece inverno. Acho que esse ano vai ser ameno. Ou vai mudar assim que eu publicar este post.
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Estou com vontade de fazer uma loucura. Não sei qual, qualquer uma, desde que me traga a sensação de estar viva e alerta. Mesmo que seja momentâneo, como tudo é, afinal de contas. Alguma coisa que combata esse sentimento vazio descrito acima. Fuga, distração, diversion, whatever. Agora você entende bem porque as pessoas tem vícios...
novembro 24, 2004
Por causa da falta de filmes novos e interessantes, tenho assistido muitos clássicos e filmes estrangeiros. O último clássico que assisti e simplesmente a-do-re-i foi All About Eve. Cheio de diálogos interessantes e inteligentes, o filme soou super moderno, vivo. Bette Davis esta ótima e a trama é bem bolada. Durante o filme fiquei imaginando como ainda não fizeram um remake, mas cheguei a conclusão de que Hollywood quer papinha de neném.
Outro filme que assisti esta semana foi The Bitter Tears of Petra von Kant. É parado, mas até ai eu já imaginava que seria assim. Interessante é que muita gente detesta a Petra por um ou outro motivo, mas existe um motivo porque o personagem é apresentado assim: como alguém distante e frio como Petra pode em dado momento perder toda razão por amor. Gostei, porque tirando os simbolismos, é apenas isso, mais uma estória de amor. Minha parte favorita -porque foi a que mais se aproximou da minha realidade- é quando ela grita, chora, briga com mãe, amiga, filha, e depois deste outburst, começa a se recuperar. Uma coisa que ficou em aberto foi Marlene. Tenho umas teorias, mas ainda não sei qual se encaixa mais na minha lógica...
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E o MoMA reabriu no sábado passado e exatamente há 75 anos ele era inaugurado. Yoshio Taniguchi é o arquiteto responsável e foram gastos $450 milhões de dólares. Haha, dá até dor de barriga de pensar num número destes. Enfim, talvez desta vez eu vá visistar o MoMA, porque aquele salão que eles fizeram em Queens enquanto este aqui estava em obras, aquilo lá não passou de um espirro de museu.
Haha. $450 milhões de dólares. É pra quem pode.
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Esta semana conheci o ator Peter Dinklage (o filme que eu me lembro agora é The Station Agent) e sua noiva Erica, que é a garota com a gargalhada mais gostosa que eu ouvi nos últimos tempos. Os dois são super simpáticos e adoráveis. Há. Acho que isso poderia ir na coluna Only in NYC, né ?
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Wherever there's magic and make-believe and an audience - there's Theater.
Bill - All About Eve
novembro 22, 2004
novembro 20, 2004
Hoje decidi fazer coisas que geralmente não -ou nunca- faço em NY. Assisti uma missa na Saint Patrick's Cathedral. É estranho o padre falando inglês, ainda mais quando reza, mas de resto, como já era de se esperar, igualzinho no Brasil. Depois passei na Sephora para comprar uma sombra e deixei a make-up artist me maquiar. Foi legal, recebi muitos elogios, fiquei super bonita, com cara fresca, descansada e feliz. Haha. Feliz. Em seguida encontrei com a F. e fomos tomar um drink no Hudson Hotel. Lindo, não, desculpe, es-pe-ta-cu-lar: o lobby é incrível, o Library Bar é um sonho e o Hudson Bar imenso, luz vindo do piso, teto baixo, muitos sofás confortáveis. Pena que o primeiro estava lotado e o segundo com uma música terrivelmente alta e brega. Sexta-feira, não podia esperar nada diferente né ? Como foi impossível ficar ali, partimos para o W Union Square, onde eu tomei um drink chamado Olives Flu-Shot: mel, brandy, limão, aniz e chá de camomila. Delícia. Mas parece que o bar-restô que vale a pena no W é o Underbar onde eles tem cabines privativas que você e seu par podem jantar ou beber em paz. Imagine só !
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Eu devia começar uma sessão "Only in NYC" (Só acontece em NYC), porque vou te contar, só aqui mesmo para acontecerem coisas bizarras. Onde mais um quase pretê de dá um relógio Gucci (okay, não é nenhum Cartier, mas...) de presente de aniversário e depois desaparece ? Eu, que estava quase com dor na consciência por ter ganho um presente caro sem dar pelota para o bofe, achei óteeemo ele ter desaparecido. Será que ele queria que eu ligasse ? Hahahaha, tadinho, vai ficar esperando...
F. acha que tem coelho neste mato, que na realidade o cara é casado, pensou melhor e mudou de idéia. Eu penso isso tudo e que ele achou que eu não ia aceitar o presente -hahahahaha- e caiu do cavalinho. Hohoho, estou aprendendo, estou aprendendo.
novembro 19, 2004
Como estou nostálgica, vou contar a estória do Lago Azul...
Meus pais gostavam de viajar. Pelo menos uma vez por mês saíamos de São Paulo, ás vezes para cidades conhecidas e outras para lugares que nunca tínhamos estado antes. Entre meus 6 e 7 anos passamos pela Anhanguera dezenas de vezes. Na ida, parávamos no Frango Assado, Km 72, em Louveira. O espetinho de frango à milanesa era uma delícia: eu começava a lamber os beiços antes de descer do carro. Eles tinham uma sessão com brinquedos de madeira típicos ou não da região e claro, e eu sempre queria alguma coisa, mas a promessa era "na volta a gente compra", o que queria dizer não. Um jeito de me consolar era ir na sessão de doces: o melhor eram aqueles cubinhos de doce de leite embrulhados em papel celofane transparente que derretem na boca e entre os espetinhos de frango à milanesa e os cubinhos de doce de leite, não ganhar o brinquedo que eu queria não me traumatizou tanto assim.
Na volta da viagem, geralmente domingo à tarde, parávamos no Lago Azul, que fica exatamente na frente do Frango Assado. Essa parada era mais chique, pelo menos aos meus olhos. Os toaletes eram grandes e limpos -tínhamos que atravessar a sessão de salgados, a sessão de souvenirs, o restaurante e ai sim, os toaletes- os azulejos eram rosados e sempre tinha um perfume de detergente misturado com pizza e pão que não era de todo mau. Eu sempre queria jantar lá, mas o máximo que fazíamos era comer pizza de mozzarela no balcão. Meu pai mergulhava as fatias em azeite e eu comia toda feliz.
Sempre me apressava no toalete para poder ir esperar meus pais na área de lembrancinhas. Ali tinha de tudo: baralhos vermelhos, azuis, pretos; jogo das varetas (que eu ganhei !); zebrinhas montadas em cima de um barril com fios de náilon na estrutura e que se mexiam conforme você apertava a base do barril; bichos de pelúcia; pesos para parar a porta; revistas, livros espíritas; pedras semi-preciosas rosas, verdes, negras; carrancas assustadoras; bijuterias; camisetas; agasalhos de tricô; artesanato local e toda sorte de objetos que você não precisa, mas por estar fatigado e aborrecido com a viagem, pelo menos uma daquelas coisas lhe prometia uma pouco de diversão e consolo.
Mas minha diversão favorita era ficar imaginando o lago. Um lago azul, imagina que coisa mais bonita ! E ainda por cima com cisnes, porque no logotipo gigante do papel que embrulhava o pão tinha um cisne pescoçudo todo galante no azul do lago. Nas primeiras vezes fiquei pensando onde poderia estar o lago, mas um dia perguntei onde ficava e meu pai ou minha mãe, não sei bem quem, me disse que ficava lá atrás. E foi assim, durante mais de 1 ano, eu imaginando o lago, os cisnes, o que tinha ao redor, se eram pequenos bangalôs com portas de madeira e o desenho de um coração vermelho pintado (a parada tinha um hotel), se eram apenas chorões e pedalinhos para que as pessoas pudessem ir até o meio do lago e ver os cisnes de perto. Uma fantasia foi criada ao redor desta parada, durante 1 ano ou mais. Quando passamos a viajar para outros lugares e paramos de usar a Anhanguera, o lago ficou na lembrança.
Aos 11 anos voltamos a passar por lá e parar no Lago Azul. Era final da tarde e ainda tinha alguma luz. Assim que desci do fusquinha -meu pai tinha um fusca branco- fui correndo para os fundo do posto e do restaurante, o único lugar onde o lago poderia estar. Dei de cara com uma pilha de pneus de caminhão, uma casinha de cachorro e o dito, amarrado com uma corda longa ao pé de uma árvore. Era um chorão, mas nada de lago, nada de cisnes. Voltei decepcionada para o carro: como eles podiam chamar a parada de Lago Azul e não ter nem mesmo uma poça d'água por perto ? E de onde tinha vindo aquele nome, será que havia um lago ali antes de fazerem a parada ? Com o tempo resolvi esquecer o que vi lá no fundo. Hoje, a memória do lago azul com cisnes brancos é muito mais forte do que a memória dos pneus e do cachorro. Dentro de mim eu sei que o lago esta lá, com os cisnes e os pedalinhos.
novembro 15, 2004
Hoje depois de jantar no Simone, eu e F. fomos ao G., um teatro onde garotos fazem strip e programas. Duas horas de divertimento puro: rimos, gritamos, aplaudimos. A "teatro" é direcionado ao público gay e percebemos alguns olhares reprovadores, mas mesmo assim foi ótimo: eles tiram tudinho e que corpos, dio mio ! Tenho certeza de que pelo menos um deles era brasileiro: tinha um jeitinho sacana que é impossível de ser copiado pelos gringos, e com um nome como Luciano, hm, fica fácil né ? Um dos rapazes, dançarino mesmo, fez um show sensacional. Mesmo não sendo o mais atraente (apesar do corpão) carisma e técnica é o que ganha, o que abre as portas, o que chama a atenção.
O que parecia uma boring noite de domingo se transformou em boa diverção.
Adorei !
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Na quinta-feira fui jantar com um amigo no Soho, aqui do lado de casa. Aquela área esta cheia de restôzinhos e bares legais pronto para serem descobertos por moi. Preciso me organizar de maneira a explorar estes lugares. Sinto como se estivesse sempre fazendo a mesma coisa e indo nos mesmos lugares aqui em NYC. Variar é preciso.
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O frio chegou. Isso tem me deixado com um certo mau humor. Vai passar.
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Ontem assisti Coffee and Cigarettes. É bonzinho, são estórinhas que se passam em diversos coffee houses, os personagens sempre tomando café ou chá e fumando. Gostei de umas mais do que que outras. Recomendo para quem gosta do diretor Jim Jarmusch, do contrário, don't bother.
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Ia contar alguma coisa, mas acho que não era tão interessante assim, porque esqueci.
novembro 11, 2004
Esses spammers malditos começaram a bombardear meus comentários. Bloqueei uns IPs, por enquanto deu certo, mas isso não quer dizer nada, daqui a pouco eles começam de novo, de um novo IP.
Será que esses malditos não aprenderam que essa &%$#@! não funciona ?
Preciso adicionar um plugin no MT, mas nem sei se o tal plugin é para a versão de MT que eu tenho... e agora estou sem tempo de fazer isso.
Veja o layout, já estou de saco cheio, mas não tenho tempo, não tenho tempo. Vou ver semana que vem se crio um tempinho para fazer essas coisinhas.
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Ontem fez frio de lascar, argh. Hoje já diminuio e acredite, agora a noite esta menos frio do que durante o dia. Aliás, o sol entra com força total no meu quarto. Tive uma péssima noite de sono e isso atrapalha aquele soninho gostoso de manhã... Mas sol é bom, sem reclamação.
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Assisti aquele filme Love Actually. Achei bobinho. Mas o Rodrigo Santoro, oh meu Deus, que rapaz bonito. Podia ganhar um destes de natal que não ia achar ruim não... Hoho.
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Com o frio, minhas juntas doem muito. Dizem que é PVC: Porra da Velhice Chegando. Hehe.
Ando cheia de tensão, nem sei do que. Estou pensando em voltar a fazer acupuntura, de repente eu consigo equilibrar o que anda errado. Os ombros, as vezes tenho vontade de chorar de tanta dor e é só tensão. Dor de cabeça, quase que dia sim dia não, e o interessante é que eu sempre sinto um mal estar depois de comer carne vermelha. Tenho ficado com frango, saladas, massas, nada de carne vermelha, que aqui, a não ser que seja num super bom restô, é muito ruim. A impressão que se tem é de estar mordendo uma vaca viva que esta fumando crack.
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Ah, comprei um tablet da Wacom. Maravilha ! Fiz 1001 testes, acho que vou arrazar na pranchetinha. Aguardem.
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Cansadinha, um pouco triste. Saudades de um lance que eu nem sei mais se tive um dia.
... mas amanhã vai fazer calorzinho e eu tenho muita coisa boa para fazer.
novembro 08, 2004
Já falei sobre o livro de Norman Mailer, mas preciso adicionar: está me ajudando horrores. O livro é sensacional, me sinto como se tivesse descoberto um amigo escritor que conversa comigo sobre meus problemas, minhas dúvidas, minhas emoções. Uma delícia. A confirmação de que se no fundo somos todos mais parecidos do que gostamos de imaginar, neste caso não é decepcionante.
Agora ler uma obra de ficção dele, isso não sei se vou fazer...
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Esta confirmado: sou vi-ci-a-da em livros E livrarias. Depois de jantar crepe, ponderar se andava até um Starbucks para um Tazo Chai ou se voltava para casa, optei pelo último, mas estava pegando o ônibus quando deu um click e eu achei que devia dar um pulinho na, claro, Strand. Argh. Estava uma maravilha, quase na hora de fechar e vazia. Comprei 2 livros e estou toda feliz, satisfiz minha dose semanal.
Enquanto isso eu preciso compra roupa, sapato, bolsa e o escambáu, mas não me movo.
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Ah, a Mary me emprestou O Código Da Vinci em português. Estou achando a tradução horrível, uns termos que são de matar, será que eles fizeram um mata burro do português de Portugal para o nosso ? Cruzes ! E que livrinho fast-read han ? Caramba, não tem nada de excepcional ali, a não ser o tópico interessante e a curiosidade, que claro, mantém o leitor grudado. Mas em termos de estrutura e construção, eu estou achando muito ruim. Ou, quem sabe, é a tradução...
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Hoje fez um dia lindo e quente: 18º ! Dá para acreditar ? Eu estou desejando que algo aconteça e o frio deste ano não seja como o do ano passado.
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O futuro ainda esta incerto. Estou decidindo que caminho tomar. Se caso ou compro uma bike. Eu queria fazer ambos, mas assim eu não faço nem um nem outro.
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Desvendei o problema, o bloqueio que me assola. Tenho vivido menos altos e baixos do que no passado. Mesmo quando acontece alguma coisa que sacode o barquinho, eu seguro, me agarro e não deixo ele virar. Se por uma lado isso é bom, por outro quer dizer que eu estou vivendo na linha do meio, no cinza, sem permitir minha imaginação de ir além do óbvio. Corto, podo, retalho, me policio. Não sei quando foi que comecei com isso, mas sei que vem acontecendo há alguns anos de forma sutil, mas contínia, e hoje eu me vejo quase incapaz de imaginar certas cenas e situações. Talvez eu consiga reverter o dano, mas sei que não vai ser sem muito trabalho.
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Pepin Press rocks !
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Porque eu AMO NY: Essential Noir at Film Forum, mostra com os mais famosos filmes noir, aqui do lado de casa.
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E o pessoal pedindo desculpas por aqueles que votaram no matinho: Sorry Everybody.
novembro 05, 2004
O fulano venceu a eleição, mas isso não dá o direito de um certo povinho besta que votou nele ficar falando besteiras. Eu já nem discuto mais, simplesmente saio de perto. É complicado...
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Choveu o dia inteiro. Não deu para fazer nada de bom. Fui na Apple Store e tive em minhas mãos o iPod Photo. Argh que cazzo ! Lindo, colorido e eu quero ! Imagine, ter as músicas e as fotos, tudo num lugar só ! Só que esses caras da Apple estão de sacanagem... eu sei que se aposentar meu iPod, que não tem nem 1 ano de vida, para comprar esse brinquedinho, no natal eles vão lançar outra coisa que eu vou querer comprar. Keeping it up com as novidades está ficando cada vez mais complicado e caro. Bom, eu não tenho tirado muitas fotos, mas o visor colorido, eu vou te contar uma coisa...
Os novos iMacs também estão lindos de morrer, mas eu sei que não preciso comprar um destes. Querer, eu quero, ainda mais quando olho para o preço, mas péra lá.
O que eu vou comprar é um tablet, para poder fazer meus desenhos direto no meu iBook. Imagine ! Estou igual a criança, sonhando com a mesinha e os desenhos.
Outro lance legal é o Bose SoundDock, que eu gostaria de ter, mas vai ficar para o futuro...
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Tem coisas que a gente só entende quando acontece com a gente. Ganhei um relógio Gucci de aniversário. Foi a coisa mais estranha do mundo e nem de alguém próximo, um sujeito que esta me paquerando (e eu na minha, como sempre) querendo me impressionar. Mas o que interessa é que quando se paga o preço, o serviço incluído é diferente. Hoje fui na loja para ajustarem a pulseira e fiquei impressionada com a gentileza e simpatia das pessoas que me atenderam. Nem parecia NY, com as pessoas te atendendo de má vontade, nem olhando na sua cara e fazendo careta para qualquer pergunta sua. Agora eu sei porque as pessoas que podem preferem pagar mais e terem um atendimento diferenciado.
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Entrei na Cartier pela primeira vez. Peças lindas, os diamantes me ofuscaram. A segurança, nossa, assustadora. Fiquei imaginando um destes assaltos de filme acontecendo lá, velhinhas ricas com bochechas vermelhas protegidas pelos seguranças body builders de 21 anos. Senti um clima de bordel francês na loja. Ou imaginei, não sei.
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Preciso de botas de inverno, confortáveis, e uma bolsa que não me machuque os ombros. Detesto comprar roupas e essas bobagens, ainda mais no inverno. Um saco.
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Ontem comecei a assistir Last Tango in Paris, achei um tédio, peguei no sono depois de 1 hora.
novembro 04, 2004
Eu não sei se é o livro do Norman Mailer, se foram esses livros ruins que andei lendo, mas cada um ao seu estilo, claro, estão me ajudando a superar meu medo e voltar a escrever. Sabádo, depois de muito tempo, tive (não sem um brainstorm) uma idéia original para um conto. Estou fermentando a idéia, esta semana quero sentar e colocá-la no papel. Anotei os pontos principais, acho que vai ser boa. Uma volta ao passado, quando eu escrevia estritamente ficção. Quero ficar neste caminho, no "atual" me confundo, me deprimo e consequentemente, eu paro de escrever. Preciso de layers...
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A pilha de livros para ler aumenta.
Enquanto isso, não posso passar na frente da Strand. Os livros de arte/design/fotografia gritam meu nome. É um horror !
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Nina Simone.
Preciso arrumar uns cds dela.
novembro 03, 2004
Dia intenso, com essa eleição rolando.
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Tive um pesadelo, sonhei que um avião do Air Canadá com destino South America tinha sido sequestrado e estava vindo para cá. Um horror.
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- Eu acho que o Kerry ganha.
- Você votou nele então ?
Expressão aparvalhada na cara:
- Não, eu não votei.
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A maioria das pessoas está nessa, achando que o Kerry ganha, mas nenhuma das pessoas que me falaram isso votaram ou se votaram, foi no Kerry. Que coisa mais besta.
Se esse arbusto ganhar, caraca, não sei o que vai acontecer.
Nada, provavelmente, só o início do fim.
A economia já esta mais para lá do que para cá.
NY, depois que o Bloomberg entrou, esta largada as traças. Não duvido nada se voltar ao que era nos anos 80, um antro de vício e crime. Roubos no metrô subiram, a mãe de um amigo foi agredida na rua num assalto, quebrou a bacia, coisa feia; lugares onde antes os muros eram limpos estão super pixados. Se a teoria da janela quebrada valer, a coisa vai piorar. Mas esta é a ordem natural das coisas, tudo que um dia esteve no topo tem que descer e vice-versa.
Eu, filosofando, sou o máximo.
novembro 02, 2004
Final de semana ótimo. Sábado fui na casa da minha amiga Rosa, passamos a tarde juntas e -adivinhe ?- a Mary preparou uma mini festinha surpresa pra mim. Fiquei super feliz, comemos bolo de chocolate -muito bom- e tirei fotinhas. Depois fomos para a casa da Mary, lá assistimos Senhora do Destino, hahahahahha, só aqui em NY mesmo eu assisto novela e comemos pipoca. De volta para Manhattan, festa para todos os lados. Halloween é meu feriado favorito, todo mundo esta de bom humor, andando na rua fantasiados e se divertindo. Ficar sentada no café escrevendo e olhando as pessoas indo e vindo já é em si um grande barato. Grande noite de sábado.
De volta a casa, Yuca também me surpreendeu: me deu um presente lindo !
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Domingo acordei cedo, dia lindo, 17º graus, apanhei o ônibus e fui toda corajosa para o IKEA de NJ. Ah, eu adoro aquela loja, já falei isso e repito, adoro. Tudo em conta e tem tanta coisinha legal. O melhor é que o tax de NJ é apenas 3%, comparado ao 8.5% de NY. Hoho. Comprei tapete, outras bugigangas, vim carregada para casa, mas valeu.
De noite, East Village estava em festa. Centenas de pessoas com fantasias sensacionais. As melhores foram Cruella Deville e um grupo com bicicletas, todos vestidos iguais ao menino do filme ET, e o ET enrolado na toalha e na frente da bicicleta. Foi sorte ter visto esse grupo, a rua parou, todo mundo gritou, aplaudio, eu adorei.
Ainda passei no Via de la Pace, mas a F. estava meio tre-le-lé e eu doida para voltar para casa, descansar e ver um filme. Hahahahaha.
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Estou bem. Calma, com fé no futuro, com idéias novas. O céu abriu e eu sei que tudo vai melhorar. Eu preciso não me perder no meio das opções que tenho. Ter uma atitude positiva é o melhor, não importa o quão difícil tenha sido, mas eu não me desesperei e hoje vejo que valeu a pena.
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Ah, que papo mais BJ...
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É interessante como ás vezes recebemos tão pouco de quem esperamos tanto -o que é errado, não devemos cultivar este tipo de desejo, que só traz desapontamentos- e tanto de pessoas que não esperamos nada. Meus amigos me supreenderam bastante e eu fui dormir feliz. Foi um grande aniversário.



