dezembro 31, 2004
Mais animada do que era de se esperar. De repente recebi uma onda de energia positiva, boa, amiga e juro que não sei de onde veio. O que importa é que chegou e eu estava mesmo precisando.
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O remedinho que a mãe mandou também chegou.
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Chocada ainda com o drama na Asia. Quando uma coisa assim acontece faz com que a gente caia na real e retome a humildade e os pés no chão. Que drama é o meu perto de uma coisa assim. Sou feliz e não sei.
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Estou pensando em esperar as pessoas voltarem dos holidays e viajar para algum lugar...
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E por sinal, parece que os turistas tomaram Manhattan. Gente para todos os lados, um absurdo. Claro que eu vou passar longe da Times Square.
dezembro 27, 2004


dezembro 26, 2004
E como não posto links há algum tempo, aqui vão alguns: SnowDays, crie seu floquinho de neve e deixa uma mensagem para quem visitar o site.
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Cartoons de Sam Cobean. Ótimos !
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Um livro com fotos lindas: New York Changing.
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Para o curioso como eu: o que os números do cartão de crédito querem dizer: Anatomy of Credit Card Numbers.
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MashiMaro, um coelho diferente.
A semana foi mais ou menos. Fiquei um pouco deprê, depois voltei a programação normal. O frio pegou forte na segunda e terça, depois melhorou, hoje esta nevando um pouco, mas a previsão para a semana é ótima, então vou esperar os próximos capítulos.
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Amor hoje em dia aparece de maneiras tão diversas e estranhas. Definitivamente, não o que eu esperava quando mais jovem.
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Assistindo ótimos dvds. Clássicos, claro. Um que eu matei saudades foi The Hunger, com Catherine Deneuve, David Bowie e Susan Sarandon. Que filme chic, talvez o melhor filme de vampiros. Não, Drácula, do Coppola é o melhor. Deneuve esta linda e o filme é super sexy. Acho que vou acabar comprando o dvd. Vale a pena ter em casa.
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Ontem fui assistir The Aviator. Eu gosto do Scorcese, mas esse filme deixou muito a desejar. Leonardo DiCaprio não esta certo para o papel. Ele é muito jovem, não evolui. Certo, ele se esforça e esta melhor do que em Gangs of New York, mas não dá. Alguns detalhes também ficam perseguindo a gente no filme: se Hughes nem conseguia tocar uma maçaneta, como é possível que vivia a trocar fluidos corporais com tantas mulheres ? E o casal Hughes-Hepburn/DiCaprio-Blanchett não decola (no pun): ele novamente parece muito jovem, muito menino, não um homem de verdade. Sem falar que não houve citação do problema com as drogas... E Kate Beckinsale como Ava, por favor ! Não gostei, achei cansativo, disconectado, sem graça. O tema é ótimo, o homem é um mito, mas o filme não aconteceu na minha opinião.
Percebi que estou muito detalhista. Principalmente na continuidade. Quando se trabalha com diversas câmeras, na hora da edição é preciso atenção. Erro gritante: Hughes na mesa com Faith Domergue, ela tomando sorvete... Hm. Detalhes, detalhes.
dezembro 20, 2004
The Other Woman - J.M.Robinson/originally performed by Nina Simone
The other woman finds time to manicure her nails
The other woman is perfect where her rival fails
And she's never seen with pin curls in her hair
The other woman enchants her clothes with french perfume
The other woman keeps fresh cut flowers in each room
There are never toys that's scattered everywhere
And when her baby comes to call
He'll find her waiting like a lonesome queen
Cause when she's by his side
It's such a change from old routine
But the other woman will always cry herself to sleep
The other woman will never have his love to keep
And as the years go by the other woman
Will spend her life alone
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Porque tenho ouvido Nina Simone nos últimos dias.
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Primeira neve of this season. Não tem como reclamar, o tempo foi bom até agora. Lá fora a sensação é de -14ºC, então estou feliz de estar aqui no quentinho, com uns bons filmes para assistir e uma pipoquinha que eu quase nunca estouro.
Falando em filmes, lembrei de livros. Terminei de ler The Death of Ivan Ilyich. Que lindo. Enquanto a introdução diz que é sobre a morte, eu acho que é sobre a vida que vivemos, negligenciamos e vamos refletir apenas quando o Grim Reaper bate na porta. Quem já não teve aquela estranha sensação de desperdício de vida, de bons momentos assim que ficou doente e teve que passar uns dias de cama ? Pois pois, este é o caso. Recomendo novamente. Achei que o final ia ser piegas, dado a "conversão" de Tolstoy nos últimos anos de vida, mas que nada, o conto é maravilhoso.
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Eu ia escrever sobre amor e sobre o que tenho pensando, mas é pessimista, então vou me abster e poupar vocês deste processo. Ainda mais porque é inverno e assim que a primavera chegar, as árvores começarem a ter folhas, os parques ficarem verdinhos, as meninas passeando em suas saias curtas, os meninos jogando basquete na rua, vou estar tão bem e feliz que tudo e qualquer coisa que eu venha a escrever agora vai parecer puro ranzizismo...
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Viver dentro da matrix fingindo que se esta vivendo fora, sabe como é ?
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you take the blue pill, the story ends. you wake up in your bed and you believe whatever you want to believe. you take the red pill, you stay in wonderland. and, i show you how deep the rabbit hole goes.
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ahhh spring ! no rabbit holes at all !
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or
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why, mr. anderson, why ? why, why do you do it ? why, why get up ? why keep fighting ? do you believe you're fighting for something, for more than your survival ? can you tell me what it is, do you even know ? is it freedom or truth, perhaps peace - could it be for love ? illusions, mr. anderson, vagaries of perception. temporary constructs of a feeble human intellect trying desperately to justify an existence that is without meaning or purpose. and all of them as artificial as the matrix itself. although, only a human mind could invent something as insipid as love. you must be able to see it, mr. anderson, you must know it by now ! you can't win, it's pointless to keep fighting ! why, mr. anderson, why, why do you persist ?

dezembro 17, 2004






Tanta coisa que eu quero escrever, contar, discutir, mas por um motivo ou outro, não estou conseguindo me comunicar com as pessoas... Meus amigos estão muito ocupados com seus próprios problemas ou estão na mesma situação que eu, o que não ajuda, pois ficamos mergulhados na ironia e no cinismo, quando o que eu queria de verdade era conhecer uma destas pessoas cheia de luz, daquelas que só de olhar e escutar enchem a gente de vida. Tá certo que é inverno, todo mundo fica introspectivo, calado, cansado, ainda mais nesta época de natal e reveillon, aja saco... Mas a vontade de ver a luz, essa não passa.
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Ontem assisti Klute. Ótimo filme, eu assisti muito jovem, não lembrava de nada, mas Jane Fonda está ótima, não me surpreendi que tenha ganho o Oscar em 71. Recomendo.
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Estou fazendo uma lista de filmes que quero assistir, porque quase sempre acontece de chegar na locadora e dar um branco, ficar sem saber o que alugar. Se bem que tenho assistido bons clássicos, o que, claro, só faz com que eu fiquei mais horrorizada com os filmes atuais. Quanta coisa ruim, pelo-amor-de-Deus. Dá para saber que é o filme vai ser uma *&%$# só pelo título "X-mas with the Kranks ?". Oh please !
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Passei perto do ground 0 esses dias. Cacete, ainda não tem nada, tá o buraco lá, as grades, a mesma palhaçada. Já passou da hora de construírem alguma coisa, mas nada, fica esse chove-não-molha, sabe por que ? Para as pessoas não esquecerem, é o lembrete "olha só o que fizeram com a gente então agora precisamos nos cuidar, nos defender". É tão óbvio que me dá raiva. Mesmo que levasse tempo para construir alguma coisa, não podiam fazer um parque até segunda ordem ? Não, deixa o buraco para os rednecks que visitam NY tirarem fotos, para sentirem um frisson e ver que votaram no cara certo.
Esse cretinismo americano tem me deixado virada.
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Aliás, estou meio cansada deste país. Eu adoro NY, me encaixo aqui muito melhor do que em SP, mas sinto que o cerco esta fechando, que as pessoas estão ficando cada vez mais tapadas, mais bestas, falsificadas, sem alma, sem nada. NY se salvava, é cosmopolita, mas não sei, as pessoas aqui estão robotizando-se... talvez sempre tenha sido assim, talvez sempre seja assim, sou eu que mudo, junto com as estações do ano e com as escolhas que faço, daí tudo fica mais claro ou escuro, doce ou amargo, bonito ou feio. De qualquer maneira é ruim: ou me engano bem quando quero e sou feliz ou não me engano e fico assim, azeda. Hm.
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Eu só troco NY por Nice. Sem piscar os olhos.
Ou Rio, se não tivesse mesmo jeito...
dezembro 16, 2004
dezembro 13, 2004
Ontem dei um pulinho -tsk, tsk- na B&N e vi esse livro sobre egiptologia. É para crianças e adolescentes, mas eu não pude resistir e acabei comprando -estava com 20% de desconto- anyway.
No ônibus a caminho de casa vi que o livro tinha sido escrito para a criança que eu fui...
Acho que nunca contei isso aqui ou talvez tenha contado, ás vezes me repito, mas dúvido que você se lembre. Não sei exatamente como começou a minha obsessão com o Egito, mas foi bem cedo, porque eu tenho um "jornal" com todas as informações que consegui coletar na biblioteca de perto de casa, com desenhos e carbonos, infos sobre as pirâmides, mumificação e afins, tudo escrito numa letra de 5º ou 6º série. Pode ser que tenha sido a morte e minha curiosidade sobre isso -Livro dos Mortos- que tenha me levado ao Egito e as pirâmides e suas múmias e mistérios. O que importa é -e estou me estendeno aqui- que achar esse livro foi quase um retorno a minha infância e minhas paixões e sonhos e desejos.
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Hoje esta frio e escuro e não vou a lugar algum, mas me sinto bem e quase feliz. É tão bom sentir que dá para mudar.
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Talvez seja culpa do Tolstoy. The Death of Ivan Ilyich. Já leram ? É curtinho, umas 60 páginas, e é excelente. Mais contemporâneo que isso, impossível, mesmo que tenha sido escrito entre 1884 e 1886. Na falta de palavras, só posso citar Flaubert "What an artist and what a psychologist !".
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Ah. Nada como uma boa estória para me salvar.
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Os livros são meus melhores amigos.




De tanto uma conhecida falar, eu cedi e resolvi tentar esse lance de serviço online de amigos. Como se sentir atraída por uma foto junto com um texto onde você deve se descrever e descrever a pessoa com quem deseja se relacionar ? Típico do mundo online, um ebay de relacionamentos, as pessoas expostas -se sentindo protegidas- prontas para o consumo. Tá, me chame de preconceituosa, sei lá, mas eu acho esquisito, o que -claro- não me impediu de fazer meu profile e colocar lá na prateleira, junto com uma foto. Desespero não é, porque só eu sei como não estou no momento certo para conhecer ninguém, mais confesso a curiosidade e uma certa vaidade. A vaidade foi confirmada pela batelada de emails que recebi. A curiosidade, boba, sabia no fundo que não ia achar nada para lhe despertar, e dito e feito.
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Generalizar, não posso. Tenho certeza que entre os milhares de homens e mulheres que lá se inscrevem existem pessoas interessantes, inteligentes e que desejam algo sério. Eu mesma recebi alguns emails de pessoas assim, pena que todos tinham idade do meu avô.
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A inscrição gratuita era por 3 dias. Depois de 48 horas eu já estava detestando o serviço e as pessoas nele inscritas: não existe uma gota de auto-censura, as pessoas não tem medo nenhum de soarem desesperadas, mandando email, telefone, celular, endereço, rg e cpf, tudo para te conhecer melhor. A meia-dúzia de pessoas que eu consegui selecionar e responder aos emails, me decepcionei na segunda resposta: desespero e pressa em falar no telefone e ver se dá certo ou não. Claro, perder tempo para quê.
Ai eu lembrei que no início na net, quando comecei a usar o IRC -idos de 95/96- as pessoas gastavam todo tempo do mundo "conversando" nos chats, escrevendo emails, geralmente sem a troca de fotos (isso veio mais tarde) e maravilhadas por poder se comunicar com as mais diversas pessoas com tanta facilidade. Eu mesma conheci um menino num IRC, nos correspondemos durante meses, nos apaixonamos por email e quando nos vimos pela primeira vez, uau, vivemos um delícioso romance ponte-aérea. Hoje eu sei que deu tão certo na época porque tomamos nosso tempo, fomos nos conhecendo aos poucos, quase coisa de namoro antigo, de você saber tudo sobre a pessoa sem nem ao menos a ter beijado. Desejar que algo assim aconteça nos dias de hoje, com as pessoas sempre apressadas -para fazer o que, meus Deus, as pessoas correm tanto e nunca saem do lugar !- é ser chamada de romântica, geek, idealista. E assim meus 3 dias grátis acabaram e eu suspirei aliviada.
Vou continuar sendo romântica, geek e idealista aqui no meu canto.
dezembro 11, 2004






Chuva na quinta e sexta em Washington DC, hoje um tempo estilo SP: chuva, sol, morno, vento, frio. Não é exatamente o que eu esperava e estou feliz por ter calculado o número certo de dias: 3. Talvez na primavera ou verão, quando é possível se deslocar com mais facilidade, porque não vi tudo que a cidade oferece...
A cidade é pequena e me deu a impressão de ser mais uma cidade americana sem personalidade: em cada esquina existe uma CVS, um Starbucks, uma Barnes & Noble e todas as outras chain stores que existem em toda America. Mas descobri uma porção de pequenas livrarias e lojas de cds e achei isso legal. Em certas vizinhanças -como Dupont Circle- achei que estava em Brooklyn Heights. Downtown é triste e não tem tanta gente quanto eu esperava. O número de museus ladeando o que eles chamam de The Mall é incrível: andei como uma camelinha, mas achei o conceito interessante. Não visitei nenhum museu, fiquei tentada a visitar a National Gallery of Art para ver o Ginevra de' Benci, de da Vinci, mas vou concordar com a Aline que ás vezes ver o original de uma obra acrescenta tão pouco... Só a sensação de que a energia do autor ainda estar presente na obra e de repente, eu poder "captar" um pouco desta energia, nada mais. Gostaria de ter visitado o FBI, mas as excursões não estão mais disponíveis...
O Washignton Monument -o obelisco- esta fechado, assim como a Reflecting Pool e desanimei de andar até o Lincoln Memorial. O Arlington National Cemetery é triste, todas aquelas cruzes brancas... e o Pentagono é boring visto do mesmo plano...
Ontem enquanto eu cruzava a 14th st e Constitution Ave. carros de polícia começaram a fechar o acesso a 14th e em poucos minutos a avenida ficou deserta. Parei e vi dezenas de policiais em motos, carros de polícia, do exercíto, SUV pretas, duas limousines pequenas, carros do Fire Department, uma ambulância e mais polícia e motos. Os vidros das limos não eram negros e tenho quase certeza de que era o -hail- presidente. Um carnaval. Eu não tirei foto, fiquei com medo de ser presa ou que os atiradores de elite no topo dos prédio atirassem em mim. Haha. Hey, you never know...
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A segurança aqui é interessante. Resolvi entrar no Old Post Office, para descansar e sair um pouco da chuva. Na entrada da Pennsylvania Ave, passei por máquinas de raio-x, assim como minha mochila. Nada de interessante lá dentro, um lugar solitário e morto. Na entrada/saída da 12th st, nada de máquinas de fiscalização, nem mesmo um segurança. Dá para entender ?
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Adams Morgan tem uma parte bem latina, super parecida com Astoria minus o trem N. Descendo pela 18th, muitos restôs, barzinhos e lojinhas, uma coisa quase East Village, mas sem flavor.
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Se eu fosse: a) casada, b) casada com filhos ou c) tivesse um ótimo emprego com excelente salário, moraria aqui. Do contrário, no way Jose.
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Amanhã estou de volta a NYC. Foi ótimo ter saído, ter visto coisas diferentes, mudado um pouco minha rotina. Mês que vem quero viajar de novo, mas para algum lugar "exótico". Quem sabe Arizona ? Vamos ver...
dezembro 09, 2004
Fui assistir Closer. Adorei. Não é exatamente o que eu esperava, mas fui surpreendida de maneira agradável. Interessante que logo que sai no cinema, não tinha certeza se tinha realmente gostado ou não. Depois de algumas horas percebi que o filme oferece tantas possibilidades, tantas maneiras de ser visto, que isso me fascinou. Okay, os diálogos são em certos momentos perfeitos demais, mas isso não chegou a me enervar.
Detalhe: o meu diálogo favorito entre Julia Roberts e Jude Law why did you promise eternal love when all you wanted was excitement ? não esta no filme. Mas tem outros ótimos, inclusive o everybody wants to be happy.
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Assisti também La mala educación e gostei. Não é um típico Almodóvar, as cores, as "mulheres", mas um detalhe ou outro fez com que eu gostasse bastante do filme. Os detalhes, sempre os detalhes.

dezembro 08, 2004
Estou ocupada e estressada. Amanhã vou para Washington DC passar uns dias. Preciso sair de NY, ver pessoas e lugares diferentes, respirar outros ares...
dezembro 03, 2004
Tenho andado meio ju-ru-ru. Uns dias bem, outros nem tanto. O tempo, pela primeira vez, esta ajudando. Perfeito se o dia fosse 1 hora mais longo, mas até ai, quero milagre.
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Quero comprar um scanner e uma laser color. E também uma nova Powershot. Vi tudo na Apple Store hoje. Cof-cof. Quando, não, sei, nem como, mas quero.
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Pelo menos descobri hoje que não vou perder o bilhete que comprei em Miami com aquele furacão todo. Posso usar para outra viagem. Hoho.
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Minha insônia voltou. Que desastre. Mas vou tentar colocar tudo de volta no horário certo.
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Esta semana assisti Dial M for Murder, de Alfred Hitchcock. Adorei. É incrível como o filme todo se passa basicamente numa sala e não percebemos isso, porque estamos tão envolvidos com a trama que esse detalhe aparece depois que o filme acabou. E Grace Kelly era mesmo linda, uau. Quanto mais eu assisto os clássicos, menos eu aprecio esses novos filmes. Na hora dos créditos vemos que uma obra prima não precisa de efeitos especiais, atores multi-milionários e o escambau.
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Ainda não assisti Alexander, mas li e ouvi boatos de que não é tudo isso. Uns de que Oliver Stone tinha colocado muita ênfase no fato do cara ter relacionamentos com homens, outros de que ele não tinha mostrado nada realmente sexual, pelo menos não o que era de se esperar de O. Stone. Eu não, vi, não sei, depois dou minha opinião, mas posso dizer que não curto muito o Colin Farrell, não sei porque, não vou com a cara dele. Anyway, andei escutando as maiores besteiras possíveis e esta claro para mim de uma vez por todas que americano não sabe nada de geografia e muito, mas muito menos mesmo, de história.
dezembro 01, 2004
Vício: não consigo sair de casa e voltar sem passar em uma livraria e comprar algum livro. Parece piada, mas não é. Chego a mudar meus planos se existe uma livraria perto de onde estou... mesmo se não estiver assim tão perto.
Estou com uma mania de contar os degraus de todas escadas que subo. Sim, sim, pelo menos é só na subida. O motivo dessa mania não sei, mas é como se minha atenção toda tivesse que ser concentrada nos degraus, nada mais. Fui perceber que estava ficando sério quando parei de falar no celular e comecei a contar, a pessoa do outro lado ficou sem entender. Estranho. Esta semana estou me esforçando para parar, deve ser por isso que estou assim, chata.
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Acabei de ler o Da Vinci Code. Detestei a tradução, já comentei isso aqui, achei a estória assim-assim, o final é um babado, argh. Como fast-read, okay. Terminei também o livro de Norman Mailer sobre a arte de escrever. Gostei. Só o último capítulo que eu achei um saco, ele comentando sobre grandes escritores.
Achei o Segundo Sexo, comecei a ler a segunda parte, que não tinha comprado ai no Brasil. Simone rocks. Na segunda parte do livro ela descreve a mulher em diversos estágios da vida. Ainda não acabei de ler o primeiro estágio, a infância, mas já descobri uma coisa super interessante. Ela explica a descoberta das diferenças nos orgãos sexuais e o efeito que isso pode causar nas crianças. Dai eu lembrei que quando era muito menina achava um absurdo ter que fazer xixi sentada, uma sacanagem mesmo, ter que perder tempo e tudo mais. Mas a primeira sensação séria relacionada a isso que me lembro (e eu nem sabia que lembrava disso, o texto dela que deu um click) foi a de humilhação: durante uma viagem ter que parar na beirada da estrada para fazer xixi e sentir o molhado descendo pelas pernas. Por que eu tinha que passar por aquilo e os meninos não ? Não se trata de inveja do pênis, mas desejo pela praticidade. E quando ela começa a falar das bonecas ? Ai, eu sei que vou adorar este livro...
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Simultaneamente, estou lendo Bully: A true story of high school revenge. Lembra que falei do filme há uns 3/4 meses atrás ? Pois estou no começo, eu gosto de ler true crime. Por mais horrendo que seja, é ainda mais incrível do que ficção.
update: terminei de ler Bully. algumas coisas ficaram um pouco mais claras, mas o filme é incrivelmente fiel ao livro. prefiro "in cold blood".

