fevereiro 28, 2005



Chuva misturada com fluries em NYC...
Já sinto um pouco de saudades do clima simpático do Texas: morno o suficiente para usar camiseta. Houston é uma cidade imensa e estranha: plana como uma panqueca, nem um morrinho para quebrar a monotonia; carro é necessicade básica; downtown é repleta de torres de vidro e estacionamentos que fecham as 9 da noite e só abrem no dia seguinte as 7 da manhã; uptown, a parte comercial da cidade, é repleta de shoppings e hoteis; o bairro dos museus colado aos bairro dos hospitais: nunca vi tantas clínicas, institutos médicos e hospitais numa área tão pequena; o aeroporto internacional é um colosso.
A cidade é cortada em todas as direções por freeways, highways, cebolões: olhando o mapa a impressão é de estar vendo um coração com todas suas artérias se misturando. Quando descobri que Houston é a 4ª maior cidade dos US com quase 2 milhões de pessoas, fiquei me perguntando onde elas estavam: em downtown, onde eu esperava ver as pessoas circulando durante o dia, tudo parece vazio e abandonado, as ruas desertas, pouco ou nenhum tráfego. Ghost town. Depois descobri que os prédios se conectam por passagens subterraneas, deixando as ruas e calçadas para os mendigos e curiosos como eu.
A sensação que tive foi de ser uma bolha flutuando desconectada de tudo e todos. Parada, vazia, imensa, chata: o dia lá parece ter 32 horas.
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Pela primeira vez em anos assisti ao Oscar do começo ao fim. Gostei do Chris Rock como host; gostei de Million Dollar Baby ter ganhado em importantes categorias; Clint é uma inspiração: ele poderia estar aposentado contando seu dinheiro, mas prefere "produzir" e eu acho isso genial; achei que Scorcese ficou com cara de %#& na hora que anunciaram melhor diretor; cabelo horrível aquele do vocalista do Counting Crows, argh; e Beyonce em 3 apresentações, hm; Hillary é linda e naquele vestido estava um estouro, mas o que era a Renee Z. metida naquele vermelhinho andando que nem uma geisha ? Cruzes ! Fora que ela ficou horrível de cabelo preto... E eu notei, a maioria dos atores e diretores e afins são todos anões. Vai ver ser anão é pre-requisito em Hollywood...
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Olhando janela afora vejo que começou a nevar. Hmp.
fevereiro 24, 2005
Enquanto relaxo e me divirto no Texas, os spammers malditos atacam minha inbox. Agora estão usando o trackback... oh caramba ! Quando voltar a NY preciso dar um jeito nisso.
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Muitas fotos. Demorou uns dias, mas voltei a olhar as coisas com "aquele" olhar.
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O óbvio ululante: viajar é a melhor coisa do mundo.
fevereiro 19, 2005
Estou em Houston, Texas. Semana que vem em San Antonio. Contrário do que imaginei, as pessoas são super simpáticas.
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Gostoso dirigir um pouco...
fevereiro 15, 2005
Estou assim-assim. Mal posso esperar para ir viajar. Parece que sexta não chega. Vou ver minha mãe, passear, comer bem, tirar muitas fotos. Tenho trabalhado muito, estou me sentindo exausta, mal tendo tempo para fazer as coisas que realmente gosto: lazer e lanchinho. Hoho. Vai ser bom sair da loucura da cidade.
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Com o cansaço aparecem todas aquelas coisinhas chatas que a gente, quando esta numa boa, varre para baixo do tapete.
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Acho que o pretê vai dançar. Depois que me decepcionei um cadinho, difícil ter retorno. Eu até sei que estou exagerando, mas como a Mary disse "você não estava afinzona, porque se você estivesse, uma bobagem destas seria totalmente irrelevante". Pior que é. Quando a gente começa a gostar de alguém nem dá bola para aqueles defeitinhos que depois de 5 anos morando juntos virou motivo de divórcio. Mas quando o entusiasmo é pequeno, iihhhh, qualquer coisa é razão pra um "deixa-prá-lá".
E tem mais aquele lance de conforto: foi tão difícil terminar com o outro e agora estou bem, sossegada, sem stress, sem ciúmes, sem crises e não quero dor de cabeça. Aliás, eu já tenho minha cota de probleminhas: nada dramático, mas coisinhas que vez ou outra me chateiam e tiram meu sono.
O otimista pode dizer que estou perdendo uma chance de romance/amor, o pessismista que estou certa, devo é cortar o mal pela raiz e o realista que eu devo é ficar na minha e ver no que é que isso vai dar, que é o que eu vou fazer por enquanto. Decidirei depois das minhas férias.
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Preciso fazer uma faxina no Mondo Exotica. Instalar o MT gratuito mais recente, ver se acabo com o spam, mudar minha página (em andamento), começar meu projeto PDF... muitos planos, como sempre. Acho que em março/abril as coisas vão começar a se ajeitar.
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Estou quase terminando O Segundo Sexo, de Beauvoir. Ótimo livro. Todo mundo devia ser, talvez ajudasse as pessoas em seus relacionamentos. Estou lendo também O Idiota, de Dostoyevsky. Estou gostando, mas é super denso. Quase comprei I Am Charlotte Simmons do Tom Wolfe, mas eu não curto hardcover, acho tão pesado e difícil de manusear. Ler hardcover na cama é um saco e se eu não posso levar um livro comigo pra cama é um mal sinal. Pois terei que esperar por paperback...
Falando em livro, parece que Belle de Jour esta fazendo sucesso com seu livro Diary of a London Call Girl. Eu não li o livro -adorava o blog- e esta claro que sucesso esta calcado em dois princípios: a fantasia, ninguém sabe quem "ela" é, se é mesmo uma garota de programa, se é uma escritora que criou o personagem, se é uma garota de programa de virou escritora, se é uma escritora que faz programas e sexo: sexo vende. Pode ser o pior livro do mundo, se fala de sexo e perversões, segredos, vai vender. Todo mundo quer saber o que as pessoas fazem por trás da porta. Não é a toa que um livro ruim como A Vida Secreta de Catherine M. virou best-seller.
Acho que Belle ou é uma escritora muito esperta ou é um homem. Ou ambos. E "ela" tivesse saído do anonimato não estaria fazendo metade do sucesso... O que me lembra... por que eu não estou escrevendo um livro repleto de sexo e fazendo milhões ?
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Se eu escrevesse um livro sobre sexo, ia ser de arrepiar. E provavelmente não seria um best-seller, porque sexo para a massa precisa ser rose... não venha com emoções e reações muito próximas a minha e que vão perturbar a imagem que tenho d'eu mesmo: os outros são pervertidos, eu sou excêntrico...
fevereiro 14, 2005
E lá se foi mais um Valentine's Day. O resultado é que durante o final de semana a cidade estava um verdadeiro caos: gente para todo lado, engarrafamentos, restaurantes lotados. O habitual. Eu e meu amigo J. resolvemos ir para o spa. Ah, essas pequenas coisas da vida: suar como uma condenada na sauna, depois ter uma chinesa sambando nas suas costas e terminar comendo um bifão com fritas. Com um tempinho sobrando aproveitamos para ir assistir Million Dollar Baby. Foi uma noite ótima.
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No caminho para o cinema pegamos a FDR, fiquei olhando o skyline de Manhattan, pensando o quanto eu estou feliz por estar aqui. NYC é uma cidade maravilhosa, que pode ser carrasca se você levar tudo muito a sério. Mas eu aprendi e hoje aceito tudo de bom que ela me oferece e em troca, proclamo para quem quiser ouvir meu amor por este pedaço de terra que não passa de 59.5 km², onde mais de 1.600.000 de pessoas vivem.
fevereiro 11, 2005
Não aconteceu nada, mas estou chatiada. Talvez eu leve as coisas muita a sério, talvez eu precise ser mais cabeça fria ou talvez as pessoas sejam mesmo decepcionantes, não sei.
Um pretê meu, tudo indo bem, light e gostosinho; mas ontem numa conversa ele me disse coisas sobre si mesmo que eu não gostei. Se por um lado não julgo o outro, por outro não acho a pessoa genial só porque ela é 100% honesta desvendando fatos que não são nada agradáveis. Parece até que a pessoa esta te avisando que é um canalha e a próxima vítima "pode" ser você.
O resumo da ópera é que se eu desconfiar sequer que a pessoa com que estou começando a me envolver é vazia e superficial, todo meu tesão vai por água abaixo.
É por isso que as pessoas mentem. Ou se não mentem, não abrem a boca para falar besteira. Bem dizia minha avó, em boca fechada não entra mosca...
Claro que é só uma suspeita, posso estar totalmente errada e morder a língua mais tarde, mas no começo de um relacionamento é tão gostoso conhecer as qualidades da pessoa. Os defeitos, deixa para mais tarde.
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Pois vejam, sou uma romântica.
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O mal é essa geração que tem tudo muito fácil e não dá valor a nada nem ninguém. Triste, triste, triste. Eu acho que tenho sorte que ser um pouco mais velha e, apesar das pauladas, conseguir sentir coisas que muita gente não consegue experimentar. Me assusta imaginar o futuro repleto de gente oca.
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A novidade boa, tem um caminhão de emoções que estão cozinhando, logo vou colocar tudo no papel.
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Argh. É capaz do Pepino DiCaprio ganhar o Oscar. Vai ser marmelada, quer apostar ?
fevereiro 10, 2005
A gente aprende, essa é a beleza da maturidade. Aqueles erros bobos, aqueles comentários desnecessários, aqueles sentimentos peçonhentos e outras tantas coisas, aprendemos a detectar a milhas de distância e barrar antes do desastre.
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Coisa boa, coisa boa. Estou be bom humor. O tempo esta legalzinho, vai mudar, mas agora esta ótimo. Coisas joinhas acontecendo e minha viagem que se aproxima. Urru.
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Vou tirar muitas fotos. Mal posso esperar.
fevereiro 07, 2005
Finalmente com internet em casa. Justo quando eu estava acostumando a ficar sem, a ler mais e fazer o que eu preciso fazer, blin-blin. Parece que não tinha sido um caso de conta não paga (hm-hm). Eu finalmente resolvi ligar e falar com os caras eu mesma. Um simples problema de configuração no router. Levou 10 minutos e tudo bem... quer dizer, no meu computador, porque o do A., que é PC, nada. Ele mexeu muito nas configurações E não é muito inteligente para essas coisas. Me ofereci para ajudar, mas ele prefere fazer tudo sozinho. Então tá.
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E a caça ao apartamento recomeça. Estou positiva e acho que vou encontrar algo que eu goste. Não estou com pressa. Já sei que vou ter que sacrificar alguma coisa, mas vai ser por uma boa causa: morar decentemente e SOZINHA. Mal posso acreditar nisso, ter meu espaço de novo, meu sossego. Huummm. Que delícia. Incrível que com 23 anos eu me mudei e foi aqui em NY que eu morei só pela primeira vez. Depois disso tanta coisa aconteceu, mas vai ser aqui novamente que vou reafirmar minha independência.
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Vou viajar no final do mês. Tudi reservado para um lugar menos frio que aqui. Queria o Hawaii, mas vai ficar para a próxima vez. Para onde eu vou não conto ainda. Hoho. Mas é aqui nos US mesmo, e melhor, num estado que ainda não visitei.
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Outro dia aluguei We Don't Live Here Anymore. Apesar de certas similaridades com Closer -algumas pessoas até escreveram sobre isso no fórum- eu achei o filme chato. Um fato que tenho conversado com amigos é sobre a hipocrisia da nossa geração. Talvez por ser uma geração repleta de filhos de pais separados existe uma recusa, uma negação em "repetir os mesmos erros que os meus pais", o que na cabeça de muita gente significa ficar num casamento falido e infeliz, mas, oh-oh, "para o bem das crianças". Ou seja, repetir o erro dos avós.
A única coisa que eu gostei no filme foi o final: (não leia se não viu o filme) quando Hank pergunta para a Edith o porque ela o esta deixando, a resposta "porque eu posso" resume tudo.
Porque a realidade é essa, algumas pessoas "podem", outras pessoas gostariam de poder, mas não tem coragem.
Mesma coisa que Alice faz em Closer: ela pode colocar um ponto final e começar de novo, enquanto os outros precisam (re)viver relacionamentos fracassados e emoções falidas.
A curiosidade é que em ambos os filmes são duas mulheres que "podem", o que confirma a minha experiência pessoal: tem muito cara froxo por ai.
Me parece que o homem consegue suportar uma situação desagradável no casamento muito mais do que a mulher. Hoje em dia as mulheres não precisam "aturar" marido como aquela amiga da sua mãe que não estudou, nunca trabalhou e saiu direto da casa dos pais para a casa do marido. Independente, podemos ser felizes.
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Veja se é possível uma coisa destas: a primeira vez que assisti Swimming Pool entendi e adorei o filme. Pois não é que comprei o filme e revi e fiquei confusa com certas passagens. Agora já cheguei a um acordo, mas passei bem uns 2 dias pensando no filme. Uma coisa não mudou, eu adorei esse filme. E Ludivine Sagnier é tudo de bom.
fevereiro 02, 2005
Ainda sem internet. O dono do apê esta fugindo de mim. Deve imaginar que eu não estou contente e que alguma coisa vai acontecer. De certa maneira, não me surpreende.
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Hohoho. Coisas gostosas e boas estão começando a acontecer.
fevereiro 01, 2005
O besta não pagou a conta da internet e estou sem comunicação em casa. De saco cheio deste cara, um irresponsável, preguiçoso e mais recentemente, um babaca. Vou mudar daqui. Decidi. Mesmo que signifique fazer alguns sacríficios, vou mudar. Cansei de aturar baboseira dos outros. Vou procurar por um studio, quero morar sozinha.
A última foi de domingo para segunda: eu já tenho o sono todo complicado, ele chega as 5h30 da manhã com um grupo de pessoas e começa a fazer a maior festa: bebida, cigarro, música alta. Pedi moderação, nada aconteceu. Não dormi nada, fiquei estressada e a hora que eu sai de casa, ás 7 da noite, eles continuavam na farra. Tenho certeza de que estão usando coca, ninguém fica conversando, bebendo, fumando por mais de 12 horas em estado normal. Foi a gota d'água. Se tudo der certo, começo o mês de março num studio meu.
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De resto, sem novidades. Minha vizinha de quarto foi passar uns dias no Brasil (Oi Yuca !) e estou me sentindo isolada. O frio deu uma melhorada, esta tolerável. Escrevi umas coisas, mas esta no meu iBook. Hm.